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Assim, agora estabelecemos dois pontos importantes:

Pai Natal não existe (espero não ter criado traumas com esta afirmação)
Pai Natal (Santa Claus) foi criado nos Estados Unidos, mas não é o herdeiro de São Nicolau

Se Pai Natal não derivou de São Nicolau, pode encontrar as suas próprias origens numa outra tradição?

Existia alguém parecido com Pai Natal antes da figura de São Nicolau?
Sim, existia.
Era Thor.

Thor

Quase todos os pesquisadores concordam que a personagem de Papi Natal foi um emprestimo da mitologia nórdica (escandinava).

Encyclopedia Britannica:

Sinterklaas foi adoptado pelos Países de língua inglesa com o nome de Santa Claus e o mito de um gentil homem idoso foi unida com alguns contos de fadas nórdicos, nos quais um mágico punia as crianças desobedientes e premiava as boas com presentes.

R. Crichton, em Who is Santa Claus? The Truth Behind a Living Legend ("Quem é o Pai Natal? A Verdade por trás de uma Lenda Viva"), aponta Odin como a origem de Santa Claus :

Alguns pesquisadores associam Pai Natal ao deus nórdico Odin ou Wotan, o deus que voa pelo céu nas costas de um cavalo branco com oito patas chamado Sleipnir (o carro do Pai Natal era originariamente puxado por oito renas). Odin mora no Valhalla (o Norte) e tem uma longa barba branca. Odin voa pelo céu durante o solstício de Inverno (desde 21 ate 25 de Dezembro), recompensa os filhos bons e pune as crianças desobedientes.

A mitologa da última metade de 800, Helene Adeline Guerber, por sua vez, apresenta argumentos bastante convincentes sobre as semelhanças entre Pai Natal e o deus nórdico Thor:

Thor é o deus das pessoas comuns . Era representado como um homem jovial e amigável, de construção pesada, com uma longa barba branca. O seu elemento é o fogo, a sua cor o vermelho. O rugido dos trovões era causada pelo barulho do seu carro. Thor também é o único deus que não monta um cavalo, mas viaja num carro puxado por dois bodes brancos (Cracker e Gnasher). Thor vive nas terra do Norte, onde é dono de um palácio entre os icebergs. É considerado um deus alegre e amigável, bem-humorado e protector dos seres humanos. Além disso, a tradição diz que a chaminé é particularmente sagrada para Thor, pois ele pode ver as pessoas descendo pela chaminé através do seu elemento, ou seja: o fogo.

M.E.Winge: Tohr (1872)
As semelhanças entre Thor e Pai Natal são demasiado óbvias para ser ignoradas:

  • Um homem jovial e amigável, de construção pesada
  • Com uma longa barba branca
  • O seu elemento é o fogo e a sua cor é o vermelho
  • Conduz um carro puxado por dois bodes brancos chamados Cracker e Gnasher
  • É considerado o deus da Yule (Yule é a época do Natal)
  • Vive na Terras do Norte (Pólo Norte)
  • É considerado um deus benevolente para com os seres humanos
  • A lareira é um dos seus objectos sagrados
  • Desce pela chaminé através do seu elemento, o fogo

E ainda hoje, na Suécia, Thor representa Pai Natal.
E. Barth em Holly, Reindeer, and Colored Lights, The Story of the Christmas Symbols ("Azevinho, rena, e luzes coloridas, A História dos Símbolos de Natal"):

As crianças suecas esperam ansiosamente Jultomten, o gnomo que viaja num trenó puxado pelo Julbocker, ou seja, as cabras do deus do trovão Thor. Com fato e chapéu vermelhos e um saco nas costas, é muito parecido com o Pai Natal americano.

Thor é provavelmente o mais famoso e reverenciado deus pagão da história. A sua ampla influência é evidente no nome do quinto dia da semana na língua inglesa: Thursday (aka Dia de Thor).

É irônico que o símbolo de Thor seja um martelo, porque o martelo também é o instrumento simbólico do carpinteiro Pai Natal. Também vale a pena mencionar que os ajudantes de Thor eram Elfos, exactamente como os assistentes de Santa Claus. Os Elfos de Thor eram artesãos e foram eles que criam o martelo mágico do deus.

F.Weiser em Handbook of Christian Feasts and Custom ("Manual de Festas Cristãs e Costumes"):

Pai Natal é na verdade o deus germânico pagão Thor.

Depois de ter listado algumas das características que unem Thor e Santa Claus, Weiser conclui:

Com o santo cristão do qual tem o nome, no entanto, Pai Natal não tem nada em comum.

Outra característica interessante do Thor é realçada por H.R. Ellis Davidson, no seu Scandinavian Mythology ("Mitologia Escandinava"):
Era apenas Thor, nos últimos dias do paganismo, o primeiro antagonista de Cristo.
E "antagonista" significa inimigo, adversário, concorrente...
O obscuro ajudante

Há um elemento pouco conhecido da tradição de São Nicolau que foi estranhamente apagado.

Segundo a lenda. para grande parte da sua existência, São Nicolau (Sinter Klaas) foi acompanhado por um esquisito ajudante. Este misterioso companheiro teve muitos nomes: era conhecido como Knecht Rupprecht, Pelznickle, Ru-Klas, Obscuro, Tenebroso, Obscuro Ajudante, Ajudante Negro, Black Peter, Hans Trapp, Krampus, Grampus, Zwarte Piets, Furry Nicholas, Ruvid Nicholas, Julebuk.

Embora o nome variasse de acordo com o contexto cultural, a personagem era sempre a mesma. Algumas outras definições, bem conhecidas, eram atribuídas ao ajudante de São Nicolau: demónio, maligno, diabo e Satanás. Uma das suas tarefas era punir as crianças e "alegremente arrastá-las para o inferno".

O "diabo" que acompanhava St. Nicholas é um facto bem documentado: em cada precursor de Pai Natal aparece essa personagem escura.
G. e P. Del Re em The Christmas Almanack ("O Almanaque de Natal"):

É Christkind [Menino Jesus em português, ndt] que traz os presentes, acompanhados por um dos seus companheiros do mal, Knecht Rupprecht, Pelznickle, Ru-Klas.
[...]
Em muitas regiões da Alemanha, Hans Trapp é o demónio que acompanha Christkind durante a troca de presentes.
[...]
Na tradição da Baixa Áustria, um demónio chamado Krampus ou Grampus acompanha São Nicolau no dia 6 de Dezembro.

Krampus, primeiros anos 900
T. Van Renterghem em When Santa Was a Shaman ("Quando pai Natal era um Shaman"):

Como Pai Natal, Sinterklaas e o seu escuro ajudante entram pela chaminé.

P. Siefker em Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas ("Santa Claus, o Último dos Homens Selvagens: as Origens e a Evolução de São Nicolau"):

Ruprecht desempenha o papel de bicho-papão, um escuro, peludo, canibal pesadelo com chifres, armado com uma vara. Interpreta o mal supremo, o horror final que poderia voltar-se contra as crianças negligentes.

O historiador do Natal, Clemente Miles, afirma no seu Christmas in Ritual and Tradition Christian and Pagan ("Natal no Ritual e na Tradição Cristã e Pagã"):

Nenhuma explicação satisfatória foi ainda encontrada sobre as origens desses demónios e diabos que aparecem na legenda em conjunto com São Nicolau.

Talvez seja mesmo assim. Ou talvez não.
Em qualquer caso, fica para a terceira parte.


Ipse dixit.

Relacionado: À procura de Pai Natal - Parte I
Bibliografia:
R. Crichton, Who is Santa Claus? The Truth Behind a Living Legend - Bath Press, 1987, pág. 55-56
H.A. Guerber, Myths of Northern Lands - American Book Company, 1895, pág. 61
E. Barth, Holly, Reindeer, and Colored Lights, The Story of the Christmas Symbols - Clarion Books, 1971, pág. 49
F.Weiser, Handbook of Christian Feasts and Customs - Harcourt, Brace & World, 1952, pág. 113-114
H.R.E. Davidson, Scandinavian Mythology - Peter Bedrick Books, 1982, pág. 133
G. e P. Del Re, The Christmas Almanack - Random House, 2004, pág. 70, 75, 94
P. Siefker, Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas - McFarland & Company, Inc., 1997, pág. 155
Miles Clement, Christmas in Ritual and Tradition Christian and Pagan - Frederick A. Stokes Company, 1912, pág. 232

Fonte: Informação Incorrecta

À procura de Pai Natal - Parte II

Assim, agora estabelecemos dois pontos importantes:

Pai Natal não existe (espero não ter criado traumas com esta afirmação)
Pai Natal (Santa Claus) foi criado nos Estados Unidos, mas não é o herdeiro de São Nicolau

Se Pai Natal não derivou de São Nicolau, pode encontrar as suas próprias origens numa outra tradição?

Existia alguém parecido com Pai Natal antes da figura de São Nicolau?
Sim, existia.
Era Thor.

Thor

Quase todos os pesquisadores concordam que a personagem de Papi Natal foi um emprestimo da mitologia nórdica (escandinava).

Encyclopedia Britannica:

Sinterklaas foi adoptado pelos Países de língua inglesa com o nome de Santa Claus e o mito de um gentil homem idoso foi unida com alguns contos de fadas nórdicos, nos quais um mágico punia as crianças desobedientes e premiava as boas com presentes.

R. Crichton, em Who is Santa Claus? The Truth Behind a Living Legend ("Quem é o Pai Natal? A Verdade por trás de uma Lenda Viva"), aponta Odin como a origem de Santa Claus :

Alguns pesquisadores associam Pai Natal ao deus nórdico Odin ou Wotan, o deus que voa pelo céu nas costas de um cavalo branco com oito patas chamado Sleipnir (o carro do Pai Natal era originariamente puxado por oito renas). Odin mora no Valhalla (o Norte) e tem uma longa barba branca. Odin voa pelo céu durante o solstício de Inverno (desde 21 ate 25 de Dezembro), recompensa os filhos bons e pune as crianças desobedientes.

A mitologa da última metade de 800, Helene Adeline Guerber, por sua vez, apresenta argumentos bastante convincentes sobre as semelhanças entre Pai Natal e o deus nórdico Thor:

Thor é o deus das pessoas comuns . Era representado como um homem jovial e amigável, de construção pesada, com uma longa barba branca. O seu elemento é o fogo, a sua cor o vermelho. O rugido dos trovões era causada pelo barulho do seu carro. Thor também é o único deus que não monta um cavalo, mas viaja num carro puxado por dois bodes brancos (Cracker e Gnasher). Thor vive nas terra do Norte, onde é dono de um palácio entre os icebergs. É considerado um deus alegre e amigável, bem-humorado e protector dos seres humanos. Além disso, a tradição diz que a chaminé é particularmente sagrada para Thor, pois ele pode ver as pessoas descendo pela chaminé através do seu elemento, ou seja: o fogo.

M.E.Winge: Tohr (1872)
As semelhanças entre Thor e Pai Natal são demasiado óbvias para ser ignoradas:

  • Um homem jovial e amigável, de construção pesada
  • Com uma longa barba branca
  • O seu elemento é o fogo e a sua cor é o vermelho
  • Conduz um carro puxado por dois bodes brancos chamados Cracker e Gnasher
  • É considerado o deus da Yule (Yule é a época do Natal)
  • Vive na Terras do Norte (Pólo Norte)
  • É considerado um deus benevolente para com os seres humanos
  • A lareira é um dos seus objectos sagrados
  • Desce pela chaminé através do seu elemento, o fogo

E ainda hoje, na Suécia, Thor representa Pai Natal.
E. Barth em Holly, Reindeer, and Colored Lights, The Story of the Christmas Symbols ("Azevinho, rena, e luzes coloridas, A História dos Símbolos de Natal"):

As crianças suecas esperam ansiosamente Jultomten, o gnomo que viaja num trenó puxado pelo Julbocker, ou seja, as cabras do deus do trovão Thor. Com fato e chapéu vermelhos e um saco nas costas, é muito parecido com o Pai Natal americano.

Thor é provavelmente o mais famoso e reverenciado deus pagão da história. A sua ampla influência é evidente no nome do quinto dia da semana na língua inglesa: Thursday (aka Dia de Thor).

É irônico que o símbolo de Thor seja um martelo, porque o martelo também é o instrumento simbólico do carpinteiro Pai Natal. Também vale a pena mencionar que os ajudantes de Thor eram Elfos, exactamente como os assistentes de Santa Claus. Os Elfos de Thor eram artesãos e foram eles que criam o martelo mágico do deus.

F.Weiser em Handbook of Christian Feasts and Custom ("Manual de Festas Cristãs e Costumes"):

Pai Natal é na verdade o deus germânico pagão Thor.

Depois de ter listado algumas das características que unem Thor e Santa Claus, Weiser conclui:

Com o santo cristão do qual tem o nome, no entanto, Pai Natal não tem nada em comum.

Outra característica interessante do Thor é realçada por H.R. Ellis Davidson, no seu Scandinavian Mythology ("Mitologia Escandinava"):
Era apenas Thor, nos últimos dias do paganismo, o primeiro antagonista de Cristo.
E "antagonista" significa inimigo, adversário, concorrente...
O obscuro ajudante

Há um elemento pouco conhecido da tradição de São Nicolau que foi estranhamente apagado.

Segundo a lenda. para grande parte da sua existência, São Nicolau (Sinter Klaas) foi acompanhado por um esquisito ajudante. Este misterioso companheiro teve muitos nomes: era conhecido como Knecht Rupprecht, Pelznickle, Ru-Klas, Obscuro, Tenebroso, Obscuro Ajudante, Ajudante Negro, Black Peter, Hans Trapp, Krampus, Grampus, Zwarte Piets, Furry Nicholas, Ruvid Nicholas, Julebuk.

Embora o nome variasse de acordo com o contexto cultural, a personagem era sempre a mesma. Algumas outras definições, bem conhecidas, eram atribuídas ao ajudante de São Nicolau: demónio, maligno, diabo e Satanás. Uma das suas tarefas era punir as crianças e "alegremente arrastá-las para o inferno".

O "diabo" que acompanhava St. Nicholas é um facto bem documentado: em cada precursor de Pai Natal aparece essa personagem escura.
G. e P. Del Re em The Christmas Almanack ("O Almanaque de Natal"):

É Christkind [Menino Jesus em português, ndt] que traz os presentes, acompanhados por um dos seus companheiros do mal, Knecht Rupprecht, Pelznickle, Ru-Klas.
[...]
Em muitas regiões da Alemanha, Hans Trapp é o demónio que acompanha Christkind durante a troca de presentes.
[...]
Na tradição da Baixa Áustria, um demónio chamado Krampus ou Grampus acompanha São Nicolau no dia 6 de Dezembro.

Krampus, primeiros anos 900
T. Van Renterghem em When Santa Was a Shaman ("Quando pai Natal era um Shaman"):

Como Pai Natal, Sinterklaas e o seu escuro ajudante entram pela chaminé.

P. Siefker em Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas ("Santa Claus, o Último dos Homens Selvagens: as Origens e a Evolução de São Nicolau"):

Ruprecht desempenha o papel de bicho-papão, um escuro, peludo, canibal pesadelo com chifres, armado com uma vara. Interpreta o mal supremo, o horror final que poderia voltar-se contra as crianças negligentes.

O historiador do Natal, Clemente Miles, afirma no seu Christmas in Ritual and Tradition Christian and Pagan ("Natal no Ritual e na Tradição Cristã e Pagã"):

Nenhuma explicação satisfatória foi ainda encontrada sobre as origens desses demónios e diabos que aparecem na legenda em conjunto com São Nicolau.

Talvez seja mesmo assim. Ou talvez não.
Em qualquer caso, fica para a terceira parte.


Ipse dixit.

Relacionado: À procura de Pai Natal - Parte I
Bibliografia:
R. Crichton, Who is Santa Claus? The Truth Behind a Living Legend - Bath Press, 1987, pág. 55-56
H.A. Guerber, Myths of Northern Lands - American Book Company, 1895, pág. 61
E. Barth, Holly, Reindeer, and Colored Lights, The Story of the Christmas Symbols - Clarion Books, 1971, pág. 49
F.Weiser, Handbook of Christian Feasts and Customs - Harcourt, Brace & World, 1952, pág. 113-114
H.R.E. Davidson, Scandinavian Mythology - Peter Bedrick Books, 1982, pág. 133
G. e P. Del Re, The Christmas Almanack - Random House, 2004, pág. 70, 75, 94
P. Siefker, Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas - McFarland & Company, Inc., 1997, pág. 155
Miles Clement, Christmas in Ritual and Tradition Christian and Pagan - Frederick A. Stokes Company, 1912, pág. 232

Fonte: Informação Incorrecta

Uma série de artigos acerca do Pai Natal? Mas não há coisas mais interessantes?
O que há para contar ainda do velhote que entrega prendas às crianças?

Na verdade há. Mais do que um artigo, esta é uma investigação: quem é Pai Natal?

E desde já, fica o recado: nada de espírito natalício por aqui, pois as conclusões podem ser bem surpreendentes...


A história "oficial"

Segundo a versão normalmente aceite, a pessoa real que inspirou a figura de Pai Natal foi um bispo católico que viveu no século IV d.C., São Nicolau. O culto de São Nicolau foi um dos movimentos religiosos mais populares de todos os tempos.

De acordo com Charles W. Jones (medievalista norte-americanos do século passado):

Antes da Reforma, São Nicolau era dos santos mais queridos do cristianismo bíblico [...]. Antes do ano 1500, eram 2.137 as dedicatórias eclesiásticas atribuídas a S. Nicolau entre França, Alemanha e Holanda.

O popular livro The Christam Almanack afirma:

Na Idade Média, S. Nicolau foi provavelmente a figura mais citada nas orações cristãs, com excepção da Virgem Maria e do próprio Cristo.

S. Nicolau é rodeado por uma aura tanto mítica quanto misteriosa. Entre as lendas mais populares, há uma segundo a qual teria salvo três meninas pobres da prostituição. Essas meninas não tinham qualquer dote para casar-se: São Nicolau salvou as meninas duma vida de vergonha, dando-lhes presentes de ouro para que elas pudessem casar-se.

S. Nicolau, ícone russo do séc. XIX

Outro milagre atribuído a São Nicolau diz respeito a três meninos sadicamente mortos por um estalajadeiro mau, o qual teria rasgado em pedaços e armazenados em barris de salmoura os corpos, com a intenção de servi-los como comida para os inocentes clientes. S. Nicolau reconstituiu os corpos mutilados e ressuscitou os três rapazes.

Além disso, assim como o Pai Natal, São Nicolau trazia geralmente presentes caros para as crianças pobres, donde a sua veneração no papel do santo padroeiro das crianças. Durante a Idade Média, centenas de jogos e pinturas repetiam as obras do Santo.

Em meados do século 17, na Holanda, nasceu oficialmente a lenda de Sinter Klaas. As crianças holandesas começaram a tradição de pendurar meias na lareira, na noite de 5 de Dezembro, para celebrar a memória do bispo São Nicolau. Na manhã seguinte, as crianças encontravam presentes e guloseimas nas meias, deixados durante a noite por Sinter Klaas, tal como o actual Pai Natal que desce pela chaminé.

Em holandês, São Nicolau traduz-se Sint Nikolass, depois reduzida em Sinter Klaas: a versão anglicizada é Santa Claus.

Agora um passo atrás. No ano 1626, até o Novo Mundo chamado América.
Em busca do "Sonho Americano", os colonos holandeses partiram da Holanda e desembarcaram nas Américas, onde construíram a primeira colónia, baptizada New Amsterdam (a actual New York), e importar os seus costumes, incluindo o amado Sinter Klaas.

Em Dezembro de 1809, o escritor americano Washington Irving publicou uma sátira popular acerca da fundação de New York, intitulada A Knickerbocker History of New York. E mais do que qualquer outro elemento, parece ter sido a obra de Irving a criar a moderna figura de Pai Natal.

A causa? Os seguintes passos, que inauguraram oficialmente a entrada da Santa Claus na cultura de massa:

E o sábio Oloffe teve um sonho em que o bom São Nicolau veio num carro, por cima das copas das árvores, o mesmo carro no qual carrega as suas prendas anuais para as crianças. [...]

São Nicolau fumava um cachimbo, colocou um dedo ao lado do seu nariz, então voltou novamente ao seu carro e desapareceu sobre as copas das árvores. [...]

Naqueles primeiros dias, foi instituída uma piedosa cerimónia, ainda religiosamente observada em cada antiga família na nossa cultura, para pendurar uma meia na lareira, na noite de São Nicolau, de modo que de manhã possa encontrar-se milagrosamente preenchida com os presentes trazidos pelo bom São Nicolau, especialmente para as crianças.


O primeiro Pai Natal, de Thomas Nast
Agora um salto até 1822, quando um professor de teologia em New York, de nome Clement Clarke Moore, inspirado no retrato de São Nicolau descrito no popular livro de Irving, escreveu como presente de Natal para os seus filhos um poema intitulado: A Visit from St. Nicholas (Uma visita de São Nicolau).

O Dr. Moore não tinha intenção de publicar a obra, mas em 1823 um dos seus amigos decidiu apresentá-la de forma anónima ao jornal Troy Sentinel. O poema de Moore foi publicado e tornou-se tão popular ao ponto de atravessar todos os Estados Unidos, mais tarde conhecido com o título de The Night Before Christmas.

Os últimos retoques para a personagem de Papai Natal foram dados em 1863, pelo cartoonista Thomas Nast, que desenhou muitas versões do Santa Claus na revista Harper's Weekly.

Foi assim que ao mundo inteiro foi apresentada oficialmente a figura de Pai Natal.
O primeiro modelo de Nast era uma espécie de anão robusto, coberto por uma espessa pele cinzenta: bem diferente das versões alegres e coloridas que as décadas (e a Coca Cola) redesenharam mais tarde.

Incongruências

Esta relatada até aqui é a versão geralmente aceite da origem de Pai Natal; mas não é de todo a versão apoiada pelos historiadores. Para explicar as razões, vamos ler novamente a história, desta vez com uma lupa.

Existiu?

A primeira estranheza digna de nota na saga de Pai Natal é devida a dúvidas sobre a existência do bispo São Nicolau. Na realidade, temos bem poucas provas de que ele realmente existiu.
Encyclopedia Britannica:

A existência de St. Nicolau não é atestada por qualquer documento histórico, então não são conhecidos detalhes sobre a sua figura, a não ser que, talvez, fosse o bispo de Myra, no século IV d.C. [...]

Microsoft Encyclopedia Encharta:

São Nicolau (4º séc.), prelado cristão, padroeiro da Rússia, tradicionalmente associado às celebrações de Natal. Os episódios da sua vida estão confusos e historicamente não confirmados.

G. e P. Del Re, The Christmas Almanack, p 130:

Infelizmente, pouco se sabe sobre o real São Nicolau. Inúmeras lendas têm sido desenvolvidas em torno deste Santo muito popular, mas os registos históricos são escassos.

Em 1969, o Vaticano "desligou-se" oficialmente da lenda de São Nicolau . Apesar de estar entre os Santos mais populares e reverenciados do catolicismo romano, o Papa Paulo VI decretou a remoção da festa de São Nicolau do calendário católico romano, juntamente com as de 40 outros Santos, por causa da ausência de provas quanto à sua existência.

Microsoft Encyclopedia Encharta:

Dada a falta de documentação disponível sobre a vida do Santo, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de São Nicolau fosse anulada do calendário oficial católico romano em 1969.

Pai Natal, 1875
Holandeses?


A segunda "estranheza" histórica no mito oficial de Papai Natal encontra-se nos escritos de Irving, o autor que apontou os holandeses como os primeiros que importaram na América a lenda de Sinter Klaas. Na verdade, esta é uma informação historicamente falsa.

Em 1954, o eminente historiador de São Nicolau, Charles W. Jones, publicou no New York Society Historical Quarterly uma refutação conclusiva da versão de Irving.

Demonstrou que os primeiros colonos holandeses de New Amsterdam pertenciam à Reforma Holandesa, a qual considera como herético o culto de todos os Santos, mas especialmente o de São Nicolau.

Jones produziu documentos em primeira mão que pertenciam aos primeiros colonos holandeses, documentos que lista as leis que proibiam expressamente qualquer festa de São Nicolau. Jones acrescentou que "não há elementos que alimente a ideia de que as leis fossem ignoradas".
Sempre Jones:

E - para ser mais preciso - Santa Claus não é um nome mutuado do idioma holandês. A expressão foi cunhada muito antes na Suíça e no sul da Alemanha.

São Nicolau e Santa Claus

Mais: muitos elementos levam a acreditar de que não haja nenhuma real conexão entre São Nicolau e Pai Natal. Algo que qualquer bom mitólogo sério poderá confirmar.
A seguir, algumas fontes, entre as muitas disponíveis.

P. Siefker em Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas:

Anos de pesquisa confirmaram a validade da dúvida inicial: Pai Natal é uma americanização, tudo bem, mas não um santo católico ( ... ) Apesar de um século de repetição, esta história é simplesmente falsa.

Santa Claus, T. Nast, 1881

F. Weiser em Handbook of Christian Feasts and Customs:

O dilema foi resolvido transferindo para Natal a tradicional 'visita' do 5 de Dezembro que os
holandeses recebiam da figura de Sinter Klaas, e introduzindo uma mudança radical na figura dele. Não foi uma coisa pequena, o antigo santo foi completamente substituído por um novo personagem. Santa Claus não tem nada a ver com o santo cristão do qual ainda leva o nome.

G. e P. Del Re, The Christmas Almanack:

Apesar de, no século 17, os holandeses terem importado o personagem de Sinter Klaas para o Novo Mundo, Santa Claus não nasceu antes do século 19 e foi uma criação toda americana e não holandesa.

Outro obstáculo na comparação entre São Nicolau a Santa Claus é a data da comemoração: São Nicolau era (e ainda é!) comemorado no dia 6 de Dezembro (alegada data da sua morte), não no 25 de Dezembro.

E até no mundo cristão não há unanimidade acerca de São Nicolau.

Na Grécia, São Nicolau é substituído por São Basílio Magno (Vasilis), bispo de Cesareia no IV século d.C., que traz presentes no dia de Ano Novo. E em algumas zonas da Flandres, na Bélgica, é comemorada a figura de St. Martin de Tours (Sint-Maarten).

E ainda antes da era cristã na Europa havia um Pai Natal.
Mas disso vamos falar na segunda parte.


Ipse dixit.

Bibliografia:
C.W. Jones, Knickerbocker: Santa Claus, The New York Historical Society Quarterly, Outubro 1954:
Vol. 28, n. 4, pág. 357, pág. 366
Del Re, Gerard e Patricia: The Christmas Almanack, Random House, 2004, pág. 131, pág. 141
W. Irving, A Knickerbocker History of New York, F. Ungar Publishing, 1928, pág. 68
Encyclopedia Britannica
P. Siefker, Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas, McFarland & Company, Inc., 1997, pág. 57
F. Weiser, Handbook of Christian Feasts and Customs, Brace & World, Inc., 1952, pág. 114

Fonte: Informação Incorrecta

À procura de Pai Natal - Parte I

Uma série de artigos acerca do Pai Natal? Mas não há coisas mais interessantes?
O que há para contar ainda do velhote que entrega prendas às crianças?

Na verdade há. Mais do que um artigo, esta é uma investigação: quem é Pai Natal?

E desde já, fica o recado: nada de espírito natalício por aqui, pois as conclusões podem ser bem surpreendentes...


A história "oficial"

Segundo a versão normalmente aceite, a pessoa real que inspirou a figura de Pai Natal foi um bispo católico que viveu no século IV d.C., São Nicolau. O culto de São Nicolau foi um dos movimentos religiosos mais populares de todos os tempos.

De acordo com Charles W. Jones (medievalista norte-americanos do século passado):

Antes da Reforma, São Nicolau era dos santos mais queridos do cristianismo bíblico [...]. Antes do ano 1500, eram 2.137 as dedicatórias eclesiásticas atribuídas a S. Nicolau entre França, Alemanha e Holanda.

O popular livro The Christam Almanack afirma:

Na Idade Média, S. Nicolau foi provavelmente a figura mais citada nas orações cristãs, com excepção da Virgem Maria e do próprio Cristo.

S. Nicolau é rodeado por uma aura tanto mítica quanto misteriosa. Entre as lendas mais populares, há uma segundo a qual teria salvo três meninas pobres da prostituição. Essas meninas não tinham qualquer dote para casar-se: São Nicolau salvou as meninas duma vida de vergonha, dando-lhes presentes de ouro para que elas pudessem casar-se.

S. Nicolau, ícone russo do séc. XIX

Outro milagre atribuído a São Nicolau diz respeito a três meninos sadicamente mortos por um estalajadeiro mau, o qual teria rasgado em pedaços e armazenados em barris de salmoura os corpos, com a intenção de servi-los como comida para os inocentes clientes. S. Nicolau reconstituiu os corpos mutilados e ressuscitou os três rapazes.

Além disso, assim como o Pai Natal, São Nicolau trazia geralmente presentes caros para as crianças pobres, donde a sua veneração no papel do santo padroeiro das crianças. Durante a Idade Média, centenas de jogos e pinturas repetiam as obras do Santo.

Em meados do século 17, na Holanda, nasceu oficialmente a lenda de Sinter Klaas. As crianças holandesas começaram a tradição de pendurar meias na lareira, na noite de 5 de Dezembro, para celebrar a memória do bispo São Nicolau. Na manhã seguinte, as crianças encontravam presentes e guloseimas nas meias, deixados durante a noite por Sinter Klaas, tal como o actual Pai Natal que desce pela chaminé.

Em holandês, São Nicolau traduz-se Sint Nikolass, depois reduzida em Sinter Klaas: a versão anglicizada é Santa Claus.

Agora um passo atrás. No ano 1626, até o Novo Mundo chamado América.
Em busca do "Sonho Americano", os colonos holandeses partiram da Holanda e desembarcaram nas Américas, onde construíram a primeira colónia, baptizada New Amsterdam (a actual New York), e importar os seus costumes, incluindo o amado Sinter Klaas.

Em Dezembro de 1809, o escritor americano Washington Irving publicou uma sátira popular acerca da fundação de New York, intitulada A Knickerbocker History of New York. E mais do que qualquer outro elemento, parece ter sido a obra de Irving a criar a moderna figura de Pai Natal.

A causa? Os seguintes passos, que inauguraram oficialmente a entrada da Santa Claus na cultura de massa:

E o sábio Oloffe teve um sonho em que o bom São Nicolau veio num carro, por cima das copas das árvores, o mesmo carro no qual carrega as suas prendas anuais para as crianças. [...]

São Nicolau fumava um cachimbo, colocou um dedo ao lado do seu nariz, então voltou novamente ao seu carro e desapareceu sobre as copas das árvores. [...]

Naqueles primeiros dias, foi instituída uma piedosa cerimónia, ainda religiosamente observada em cada antiga família na nossa cultura, para pendurar uma meia na lareira, na noite de São Nicolau, de modo que de manhã possa encontrar-se milagrosamente preenchida com os presentes trazidos pelo bom São Nicolau, especialmente para as crianças.


O primeiro Pai Natal, de Thomas Nast
Agora um salto até 1822, quando um professor de teologia em New York, de nome Clement Clarke Moore, inspirado no retrato de São Nicolau descrito no popular livro de Irving, escreveu como presente de Natal para os seus filhos um poema intitulado: A Visit from St. Nicholas (Uma visita de São Nicolau).

O Dr. Moore não tinha intenção de publicar a obra, mas em 1823 um dos seus amigos decidiu apresentá-la de forma anónima ao jornal Troy Sentinel. O poema de Moore foi publicado e tornou-se tão popular ao ponto de atravessar todos os Estados Unidos, mais tarde conhecido com o título de The Night Before Christmas.

Os últimos retoques para a personagem de Papai Natal foram dados em 1863, pelo cartoonista Thomas Nast, que desenhou muitas versões do Santa Claus na revista Harper's Weekly.

Foi assim que ao mundo inteiro foi apresentada oficialmente a figura de Pai Natal.
O primeiro modelo de Nast era uma espécie de anão robusto, coberto por uma espessa pele cinzenta: bem diferente das versões alegres e coloridas que as décadas (e a Coca Cola) redesenharam mais tarde.

Incongruências

Esta relatada até aqui é a versão geralmente aceite da origem de Pai Natal; mas não é de todo a versão apoiada pelos historiadores. Para explicar as razões, vamos ler novamente a história, desta vez com uma lupa.

Existiu?

A primeira estranheza digna de nota na saga de Pai Natal é devida a dúvidas sobre a existência do bispo São Nicolau. Na realidade, temos bem poucas provas de que ele realmente existiu.
Encyclopedia Britannica:

A existência de St. Nicolau não é atestada por qualquer documento histórico, então não são conhecidos detalhes sobre a sua figura, a não ser que, talvez, fosse o bispo de Myra, no século IV d.C. [...]

Microsoft Encyclopedia Encharta:

São Nicolau (4º séc.), prelado cristão, padroeiro da Rússia, tradicionalmente associado às celebrações de Natal. Os episódios da sua vida estão confusos e historicamente não confirmados.

G. e P. Del Re, The Christmas Almanack, p 130:

Infelizmente, pouco se sabe sobre o real São Nicolau. Inúmeras lendas têm sido desenvolvidas em torno deste Santo muito popular, mas os registos históricos são escassos.

Em 1969, o Vaticano "desligou-se" oficialmente da lenda de São Nicolau . Apesar de estar entre os Santos mais populares e reverenciados do catolicismo romano, o Papa Paulo VI decretou a remoção da festa de São Nicolau do calendário católico romano, juntamente com as de 40 outros Santos, por causa da ausência de provas quanto à sua existência.

Microsoft Encyclopedia Encharta:

Dada a falta de documentação disponível sobre a vida do Santo, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de São Nicolau fosse anulada do calendário oficial católico romano em 1969.

Pai Natal, 1875
Holandeses?


A segunda "estranheza" histórica no mito oficial de Papai Natal encontra-se nos escritos de Irving, o autor que apontou os holandeses como os primeiros que importaram na América a lenda de Sinter Klaas. Na verdade, esta é uma informação historicamente falsa.

Em 1954, o eminente historiador de São Nicolau, Charles W. Jones, publicou no New York Society Historical Quarterly uma refutação conclusiva da versão de Irving.

Demonstrou que os primeiros colonos holandeses de New Amsterdam pertenciam à Reforma Holandesa, a qual considera como herético o culto de todos os Santos, mas especialmente o de São Nicolau.

Jones produziu documentos em primeira mão que pertenciam aos primeiros colonos holandeses, documentos que lista as leis que proibiam expressamente qualquer festa de São Nicolau. Jones acrescentou que "não há elementos que alimente a ideia de que as leis fossem ignoradas".
Sempre Jones:

E - para ser mais preciso - Santa Claus não é um nome mutuado do idioma holandês. A expressão foi cunhada muito antes na Suíça e no sul da Alemanha.

São Nicolau e Santa Claus

Mais: muitos elementos levam a acreditar de que não haja nenhuma real conexão entre São Nicolau e Pai Natal. Algo que qualquer bom mitólogo sério poderá confirmar.
A seguir, algumas fontes, entre as muitas disponíveis.

P. Siefker em Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas:

Anos de pesquisa confirmaram a validade da dúvida inicial: Pai Natal é uma americanização, tudo bem, mas não um santo católico ( ... ) Apesar de um século de repetição, esta história é simplesmente falsa.

Santa Claus, T. Nast, 1881

F. Weiser em Handbook of Christian Feasts and Customs:

O dilema foi resolvido transferindo para Natal a tradicional 'visita' do 5 de Dezembro que os
holandeses recebiam da figura de Sinter Klaas, e introduzindo uma mudança radical na figura dele. Não foi uma coisa pequena, o antigo santo foi completamente substituído por um novo personagem. Santa Claus não tem nada a ver com o santo cristão do qual ainda leva o nome.

G. e P. Del Re, The Christmas Almanack:

Apesar de, no século 17, os holandeses terem importado o personagem de Sinter Klaas para o Novo Mundo, Santa Claus não nasceu antes do século 19 e foi uma criação toda americana e não holandesa.

Outro obstáculo na comparação entre São Nicolau a Santa Claus é a data da comemoração: São Nicolau era (e ainda é!) comemorado no dia 6 de Dezembro (alegada data da sua morte), não no 25 de Dezembro.

E até no mundo cristão não há unanimidade acerca de São Nicolau.

Na Grécia, São Nicolau é substituído por São Basílio Magno (Vasilis), bispo de Cesareia no IV século d.C., que traz presentes no dia de Ano Novo. E em algumas zonas da Flandres, na Bélgica, é comemorada a figura de St. Martin de Tours (Sint-Maarten).

E ainda antes da era cristã na Europa havia um Pai Natal.
Mas disso vamos falar na segunda parte.


Ipse dixit.

Bibliografia:
C.W. Jones, Knickerbocker: Santa Claus, The New York Historical Society Quarterly, Outubro 1954:
Vol. 28, n. 4, pág. 357, pág. 366
Del Re, Gerard e Patricia: The Christmas Almanack, Random House, 2004, pág. 131, pág. 141
W. Irving, A Knickerbocker History of New York, F. Ungar Publishing, 1928, pág. 68
Encyclopedia Britannica
P. Siefker, Santa Claus, Last of the Wild Men: The Origins and Evolution of Saint Nicholas, McFarland & Company, Inc., 1997, pág. 57
F. Weiser, Handbook of Christian Feasts and Customs, Brace & World, Inc., 1952, pág. 114

Fonte: Informação Incorrecta

Crise da água em São Paulo está entre as piores da história (Foto: Reprodução)
Para muitos, o racionamento de água em São Paulo já é uma realidade líquida e certa. Resta saber até quando políticos ganharão tempo para escondê-la ou se a população agirá, a ponto de, quem sabe, se repetirem as chamadas ‘guerras da água’, já vistas em locais onde os serviços hídricos e sanitários foram privatizados. De toda forma, o assunto não é passageiro e exige toda uma reflexão a respeito dos atuais modelos de vida e economia.

“Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%”, afirmou Marzeni Pereira, tecnólogo em saneamento da Sabesp, em entrevista ao Correio da Cidadania.

Na conversa, Marzeni elenca uma série de razões históricas, desde as locais até as mais abrangentes, que levaram São Paulo à atual crise hídrica, cujas consequências ainda não foram quantificadas. Trata-se de mais um fracasso do modelo de gestão privatista, de mãos dadas com um projeto desenvolvimentista que tem gerado mudanças ambientais em todos os grandes biomas do país.

“A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento. Em 2004, tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água”, explicou, em relação ao contexto paulista.

Por outro lado, Marzeni não deixou de fora toda a relação com um modelo já há décadas hegemônico. “No ano passado, em torno somente de soja, carne, milho e café, o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de m³ de água. Significa abastecer São Paulo por quase 100 anos. A umidade atmosférica, mantida através dos chamados ‘rios voadores’, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata, teve influência em SP. E teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado”, resumiu.

A entrevista completa com Marzeni Pereira, realizada nos estúdios da webrádio Central3, pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: Qual o resumo que você faz, num breve histórico, das origens e razões da crise da água no estado de São Paulo?

Marzeni Pereira: Podemos dizer que o histórico da crise de água em São Paulo tem bastante tempo. Em 2003, por exemplo, o sistema Cantareira chegou próximo de zero, com menos de 5% de sua capacidade de armazenamento e todo o sistema de saneamento quase entrou em colapso. Houve um princípio de racionamento, com a Operação Pajé (na qual se bombardeavam nuvens e se pulverizava sua água).

Nesse período, foi elaborado um plano para que o saneamento de São Paulo dependesse menos do Cantareira, ao ser assinada uma outorga com vistas a reduzir a dependência do reservatório – o que mais abastece a capital e a região metropolitana. De lá pra cá, a ideia era reduzir perdas, aumentar o reuso e encontrar novas formas de abastecimento, por outros mananciais. Isso não aconteceu.

Em 2004 e 2005, houve uma recuperação da reservação de água; em 2009, houve um pico, com quase 100% das represas cheias. Em 2009, houve um período de enchentes, como a do Jardim Pantanal (zona leste); e em 2011, teve a enchente de Franco da Rocha, por conta da abertura da represa Paiva Castro. Mas, de toda forma, não houve redução da participação do sistema Cantareira. As perdas caíram, mas não o suficiente para suprir a demanda, que cresceu. Não houve, portanto, contrapartida suficiente na disponibilidade de água. Esse é o principal problema.

Outro ponto é que tivemos, recentemente, em 2013 e 2014, uma estiagem bastante forte, apesar de curta, comparando com outras regiões do Brasil, com 5 ou 10 anos de estiagem. Aqui são menos de dois anos, de modo que não era pra estarmos na atual situação.

Neste ano, também teve outro problema: com eleições e Copa do Mundo, havia a necessidade de o governo manter sua imagem em alta. Por isso, não se tomaram medidas para reduzir o consumo de água a partir de janeiro e fevereiro de 2014.

Correio da Cidadania: Qual o papel da Sabesp, com seu modelo de gestão, nesse processo?

Marzeni Pereira: A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Outra coisa é a dependência das influências diretas do governador e dos acionistas privados.

Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento e redução da sua capacidade de trabalho. Em 2004, a Sabesp tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil, uma redução de cerca de 20% do quadro. Isso influencia, certamente.

Outra coisa é que, a partir do momento em que se reduz o número de trabalhadores diretos, há a necessidade de terceirizar serviços. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água. Porque o serviço é mal feito, o cara faz num dia e no outro dia já vaza de novo... Significa que o serviço tem de ser feito várias vezes, e aí temos mais perdas.

É uma lógica adotada nos últimos 20 anos: a empresa depender de outras empresas privadas. Hoje, as empresas privadas têm muita influência no dia a dia da Sabesp. Portanto, é claro que o modelo de gestão tem tudo a ver com a crise.

Correio da Cidadania: Como dimensiona a crise da água no país como um todo, em si e relativamente a São Paulo? Em que medida a destruição dos biomas do Cerrado e amazônico explicam a grave situação que vivemos?
Marzeni Pereira: A estiagem em São Paulo, com certeza, tem relação com o desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Obviamente, sempre que há desmatamento se reduz a evaporação de água pela evapotranspiração das árvores. O Cerrado brasileiro sofreu muito com a devastação promovida pelo agronegócio.

Para se ter ideia, no ano passado, em torno somente de quatro produtos (soja, carne, milho e café), o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de água. Não produziu, apenas exportou, ‘água virtual’, como se diz. Tal número significa abastecer São Paulo por quase 100 anos, apenas com a quantidade de água gasta por esses quatro produtos.

Outro problema é que houve redução da quantidade de água superficial. À medida que há uma degradação, tanto pela remoção da vegetação como pela irrigação intensiva de larga escala, reduzem-se os afluentes dos grandes rios, como os amazônicos e o São Francisco, que já está sofrendo muito com a redução da água.

A umidade atmosférica, mantida através dos chamados “rios voadores”, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata no Brasil, teve influência em São Paulo.

Mas não é só isso. Teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado de São Paulo. Praticamente toda a vegetação de tal região foi removida, para plantios de cana, eucalipto, laranja etc. A redução dessa vegetação também tem influência. A redução das matas ciliares dos rios que abastecem as represas é outro fator, pois provoca o assoreamento e um secamento mais rápido.

Correio da Cidadania: O que pensa dos primeiros protestos que começam a ser organizados, ou que ocorrem até espontaneamente, em torno à água, a exemplo do que tem ocorrido em cidades como Itu? Acredita que possam crescer a ponto de se tornarem massivos, e até mesmo reproduzirem as chamadas “guerras da água” que ocorreram em vários países?

Marzeni Pereira: Itu é um caso bastante emblemático. Lá, a gestão da água é de uma empresa privada, que vendeu água até acabar. E há o risco de a empresa abandonar a cidade quando a água acabar de vez e começar o prejuízo. Afinal, ela está lá atrás de lucro, não para fazer serviço filantrópico. Esse é o grande risco de o setor privado atuar no saneamento. Temos de combatê-lo.

Quanto aos protestos, são iniciativas interessantes da população. Ela tem de fazer parte da vida política do país, não pode ficar omissa em casa. É importante ter pauta de reivindicações, um programa a ser apresentado no momento. As manifestações ainda estão tímidas, mas acredito que a tendência é de ganharem força.

Mesmo porque a previsão para 2015 é de faltar mais água. Se não chover muito nesse verão, a coisa será pior. Portanto, há tendência de aumento de protestos no ano que vem. Como cidadão, já estou participando, como nos dias 1 e 5. São manifestações importantes e precisam continuar.

Correio da Cidadania: Nesse sentido, como acredita que será o ano de 2015 em São Paulo, especialmente no que toca a vida do cidadão médio? O racionamento, que de fato já ocorre, vai ser intensificado?

Marzeni Pereira: Na realidade, ainda não existe racionamento. O que é racionamento? É a definição de quanto cada pessoa, ou família, pode usar. Seria, por exemplo, definir uma cota de 150 litros por dia. Isso é racionamento. Existe outro modelo, o rodízio, que é quando se joga água de uma região para outra. Num dia, um local fica sem água e outro a recebe. Portanto, há diferença entre um e outro tipo de política.

Inclusive, penso que o racionamento tem de ser adotado, especialmente quando a situação se acirrar. Se não, alguns terão água e outros não, como acontece no rodízio. Quem tem caixa d’água ou um reservatório grande em casa não fica sem água. Quem não tem, fica sem. Imagine uma pessoa que sai de casa às 8 da manhã e volta às 10 da noite. Se não tiver caixa d’água, não toma banho. O rodízio é injusto pra quem não tem condição de comprar caixa d´água grande.

Em relação ao ano que vem, observamos que a recuperação do reservatório do Cantareira, nos últimos 10 anos, tem sido, em média, de 23%. Se, por exemplo, está em 10% em outubro, quando chegar a março deverá estar com 30% ou 40%. E essa marca não tem sido ultrapassada, com exceção de 2004 e 2008.

O problema é que neste ano estamos com 17% negativos. O volume operacional acabou em 15 maio; de lá pra cá, está sendo usado o volume morto. Se o reservatório recuperar 20% do volume, no final do período de chuvas não teremos mais de 5% de volume operacional. Se não tiver chuva em abril, quando normalmente ela é escassa, esses 5% durariam uns 30 dias, o que nos faria voltar a usar o volume morto em maio. Há um risco de usarmos o volume morto do Cantareira bem antes do período em que começamos a usar em 2014.

Correio da Cidadania: Finalmente, o que pensa que poderiam ser soluções tanto a curto, dada a gravidade da situação, como a médio e longo prazos?

Marzeni Pereira: A principal solução é chover. Se chover, tudo se resolve. Torcemos pra isso; de fato, caso contrário, a população vai sofrer. Se não chover, temos de tomar algumas medidas (na verdade, mesmo que chova, teremos que tomá-las).

Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%.

A região metropolitana de São Paulo não tem muito peso da agricultura, mas tem da indústria. Precisa reduzir o consumo residencial e industrial. Precisa também de uma forte redução de perdas. Precisa de uma orientação sem meio termo para a população. Não pode ser como hoje, o governo e a Sabesp têm de falar mais claramente à população de como a situação é grave, além de esclarecer se precisamos fazer rodízio, racionamento ou as duas coisas juntas.

Há a necessidade de definir as atividades humanas básicas que terão suprimento de água garantido, como hospitais, escolas, creches. Quanto à população de baixa renda, com menos condição de comprar caixa d’água, seria necessário o governo distribuir tais caixas, distribuir filtros de hipoclorito, porque muita gente vai usar água de mina se precisar, o que traz risco de contaminação. Em caso de falta de água generalizada e uso de carros-pipa, tem que se saber como aqueles que não têm caixa poderão armazená-la.

Outro ponto é em relação ao emprego. Se de fato se concretizar a previsão, ou seja, se ocorrer falta de água generalizada em 2015, muitas empresas vão fechar, ao menos temporariamente, ou se mudar. Se não tiver política de estabilidade no emprego, pode ser uma catástrofe.

Também se deve incentivar uso de água de chuva e reuso. Pouco se fala em coletar água de chuva. Se a população fizesse isso, e reduzisse ao menos 10% do consumo, teríamos cerca de 5 metros cúbicos por segundo de economia de água. Isso equivale ao novo sistema que a Sabesp constrói agora, o São Lourenço, que custará 2 bilhões de reais.

Finalmente, é necessário estatizar o saneamento – não a Sabesp, mas o próprio saneamento. Não tem sentido um serviço tão importante quanto esse na mão de quem quer lucro. Mas a estatização não pode ficar na mão do governo, com empresários controlando por dentro. É preciso controle dos trabalhadores. Além de uma comissão e investigação populares, que apurem responsabilidades. É preciso coletar e tratar mais esgoto, usando tal água em atividades, principalmente, industriais, pois há uma série de usos possíveis com a água de esgoto.

Recuperar mananciais é outro ponto importante. Se isso não for feito, as consequências futuras podem ser mais graves. O Rodoanel passou pelos mananciais, o que mostra como não se deu importância a eles. Pessoas que moram em áreas de mananciais precisam sair de lá, através de negociações sérias, com plano habitacional. Com casa garantida, claro, ao invés de serem retiradas como lixo.

Há uma série de ações possíveis no médio e curto prazo. Mas têm de ser feitas em diálogos com a população, se não os interesses pelo lucro vão falar mais alto.

Gílson Sampaio/Correio da Cidadania 

Fontes: Correio da Cidadania , Notícia Final

Brasil: crise hídrica de São Paulo passa pelo agronegócio, desperdício e privatização da água

Crise da água em São Paulo está entre as piores da história (Foto: Reprodução)
Para muitos, o racionamento de água em São Paulo já é uma realidade líquida e certa. Resta saber até quando políticos ganharão tempo para escondê-la ou se a população agirá, a ponto de, quem sabe, se repetirem as chamadas ‘guerras da água’, já vistas em locais onde os serviços hídricos e sanitários foram privatizados. De toda forma, o assunto não é passageiro e exige toda uma reflexão a respeito dos atuais modelos de vida e economia.

“Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%”, afirmou Marzeni Pereira, tecnólogo em saneamento da Sabesp, em entrevista ao Correio da Cidadania.

Na conversa, Marzeni elenca uma série de razões históricas, desde as locais até as mais abrangentes, que levaram São Paulo à atual crise hídrica, cujas consequências ainda não foram quantificadas. Trata-se de mais um fracasso do modelo de gestão privatista, de mãos dadas com um projeto desenvolvimentista que tem gerado mudanças ambientais em todos os grandes biomas do país.

“A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento. Em 2004, tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água”, explicou, em relação ao contexto paulista.

Por outro lado, Marzeni não deixou de fora toda a relação com um modelo já há décadas hegemônico. “No ano passado, em torno somente de soja, carne, milho e café, o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de m³ de água. Significa abastecer São Paulo por quase 100 anos. A umidade atmosférica, mantida através dos chamados ‘rios voadores’, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata, teve influência em SP. E teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado”, resumiu.

A entrevista completa com Marzeni Pereira, realizada nos estúdios da webrádio Central3, pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: Qual o resumo que você faz, num breve histórico, das origens e razões da crise da água no estado de São Paulo?

Marzeni Pereira: Podemos dizer que o histórico da crise de água em São Paulo tem bastante tempo. Em 2003, por exemplo, o sistema Cantareira chegou próximo de zero, com menos de 5% de sua capacidade de armazenamento e todo o sistema de saneamento quase entrou em colapso. Houve um princípio de racionamento, com a Operação Pajé (na qual se bombardeavam nuvens e se pulverizava sua água).

Nesse período, foi elaborado um plano para que o saneamento de São Paulo dependesse menos do Cantareira, ao ser assinada uma outorga com vistas a reduzir a dependência do reservatório – o que mais abastece a capital e a região metropolitana. De lá pra cá, a ideia era reduzir perdas, aumentar o reuso e encontrar novas formas de abastecimento, por outros mananciais. Isso não aconteceu.

Em 2004 e 2005, houve uma recuperação da reservação de água; em 2009, houve um pico, com quase 100% das represas cheias. Em 2009, houve um período de enchentes, como a do Jardim Pantanal (zona leste); e em 2011, teve a enchente de Franco da Rocha, por conta da abertura da represa Paiva Castro. Mas, de toda forma, não houve redução da participação do sistema Cantareira. As perdas caíram, mas não o suficiente para suprir a demanda, que cresceu. Não houve, portanto, contrapartida suficiente na disponibilidade de água. Esse é o principal problema.

Outro ponto é que tivemos, recentemente, em 2013 e 2014, uma estiagem bastante forte, apesar de curta, comparando com outras regiões do Brasil, com 5 ou 10 anos de estiagem. Aqui são menos de dois anos, de modo que não era pra estarmos na atual situação.

Neste ano, também teve outro problema: com eleições e Copa do Mundo, havia a necessidade de o governo manter sua imagem em alta. Por isso, não se tomaram medidas para reduzir o consumo de água a partir de janeiro e fevereiro de 2014.

Correio da Cidadania: Qual o papel da Sabesp, com seu modelo de gestão, nesse processo?

Marzeni Pereira: A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Outra coisa é a dependência das influências diretas do governador e dos acionistas privados.

Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento e redução da sua capacidade de trabalho. Em 2004, a Sabesp tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil, uma redução de cerca de 20% do quadro. Isso influencia, certamente.

Outra coisa é que, a partir do momento em que se reduz o número de trabalhadores diretos, há a necessidade de terceirizar serviços. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água. Porque o serviço é mal feito, o cara faz num dia e no outro dia já vaza de novo... Significa que o serviço tem de ser feito várias vezes, e aí temos mais perdas.

É uma lógica adotada nos últimos 20 anos: a empresa depender de outras empresas privadas. Hoje, as empresas privadas têm muita influência no dia a dia da Sabesp. Portanto, é claro que o modelo de gestão tem tudo a ver com a crise.

Correio da Cidadania: Como dimensiona a crise da água no país como um todo, em si e relativamente a São Paulo? Em que medida a destruição dos biomas do Cerrado e amazônico explicam a grave situação que vivemos?
Marzeni Pereira: A estiagem em São Paulo, com certeza, tem relação com o desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Obviamente, sempre que há desmatamento se reduz a evaporação de água pela evapotranspiração das árvores. O Cerrado brasileiro sofreu muito com a devastação promovida pelo agronegócio.

Para se ter ideia, no ano passado, em torno somente de quatro produtos (soja, carne, milho e café), o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de água. Não produziu, apenas exportou, ‘água virtual’, como se diz. Tal número significa abastecer São Paulo por quase 100 anos, apenas com a quantidade de água gasta por esses quatro produtos.

Outro problema é que houve redução da quantidade de água superficial. À medida que há uma degradação, tanto pela remoção da vegetação como pela irrigação intensiva de larga escala, reduzem-se os afluentes dos grandes rios, como os amazônicos e o São Francisco, que já está sofrendo muito com a redução da água.

A umidade atmosférica, mantida através dos chamados “rios voadores”, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata no Brasil, teve influência em São Paulo.

Mas não é só isso. Teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado de São Paulo. Praticamente toda a vegetação de tal região foi removida, para plantios de cana, eucalipto, laranja etc. A redução dessa vegetação também tem influência. A redução das matas ciliares dos rios que abastecem as represas é outro fator, pois provoca o assoreamento e um secamento mais rápido.

Correio da Cidadania: O que pensa dos primeiros protestos que começam a ser organizados, ou que ocorrem até espontaneamente, em torno à água, a exemplo do que tem ocorrido em cidades como Itu? Acredita que possam crescer a ponto de se tornarem massivos, e até mesmo reproduzirem as chamadas “guerras da água” que ocorreram em vários países?

Marzeni Pereira: Itu é um caso bastante emblemático. Lá, a gestão da água é de uma empresa privada, que vendeu água até acabar. E há o risco de a empresa abandonar a cidade quando a água acabar de vez e começar o prejuízo. Afinal, ela está lá atrás de lucro, não para fazer serviço filantrópico. Esse é o grande risco de o setor privado atuar no saneamento. Temos de combatê-lo.

Quanto aos protestos, são iniciativas interessantes da população. Ela tem de fazer parte da vida política do país, não pode ficar omissa em casa. É importante ter pauta de reivindicações, um programa a ser apresentado no momento. As manifestações ainda estão tímidas, mas acredito que a tendência é de ganharem força.

Mesmo porque a previsão para 2015 é de faltar mais água. Se não chover muito nesse verão, a coisa será pior. Portanto, há tendência de aumento de protestos no ano que vem. Como cidadão, já estou participando, como nos dias 1 e 5. São manifestações importantes e precisam continuar.

Correio da Cidadania: Nesse sentido, como acredita que será o ano de 2015 em São Paulo, especialmente no que toca a vida do cidadão médio? O racionamento, que de fato já ocorre, vai ser intensificado?

Marzeni Pereira: Na realidade, ainda não existe racionamento. O que é racionamento? É a definição de quanto cada pessoa, ou família, pode usar. Seria, por exemplo, definir uma cota de 150 litros por dia. Isso é racionamento. Existe outro modelo, o rodízio, que é quando se joga água de uma região para outra. Num dia, um local fica sem água e outro a recebe. Portanto, há diferença entre um e outro tipo de política.

Inclusive, penso que o racionamento tem de ser adotado, especialmente quando a situação se acirrar. Se não, alguns terão água e outros não, como acontece no rodízio. Quem tem caixa d’água ou um reservatório grande em casa não fica sem água. Quem não tem, fica sem. Imagine uma pessoa que sai de casa às 8 da manhã e volta às 10 da noite. Se não tiver caixa d’água, não toma banho. O rodízio é injusto pra quem não tem condição de comprar caixa d´água grande.

Em relação ao ano que vem, observamos que a recuperação do reservatório do Cantareira, nos últimos 10 anos, tem sido, em média, de 23%. Se, por exemplo, está em 10% em outubro, quando chegar a março deverá estar com 30% ou 40%. E essa marca não tem sido ultrapassada, com exceção de 2004 e 2008.

O problema é que neste ano estamos com 17% negativos. O volume operacional acabou em 15 maio; de lá pra cá, está sendo usado o volume morto. Se o reservatório recuperar 20% do volume, no final do período de chuvas não teremos mais de 5% de volume operacional. Se não tiver chuva em abril, quando normalmente ela é escassa, esses 5% durariam uns 30 dias, o que nos faria voltar a usar o volume morto em maio. Há um risco de usarmos o volume morto do Cantareira bem antes do período em que começamos a usar em 2014.

Correio da Cidadania: Finalmente, o que pensa que poderiam ser soluções tanto a curto, dada a gravidade da situação, como a médio e longo prazos?

Marzeni Pereira: A principal solução é chover. Se chover, tudo se resolve. Torcemos pra isso; de fato, caso contrário, a população vai sofrer. Se não chover, temos de tomar algumas medidas (na verdade, mesmo que chova, teremos que tomá-las).

Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%.

A região metropolitana de São Paulo não tem muito peso da agricultura, mas tem da indústria. Precisa reduzir o consumo residencial e industrial. Precisa também de uma forte redução de perdas. Precisa de uma orientação sem meio termo para a população. Não pode ser como hoje, o governo e a Sabesp têm de falar mais claramente à população de como a situação é grave, além de esclarecer se precisamos fazer rodízio, racionamento ou as duas coisas juntas.

Há a necessidade de definir as atividades humanas básicas que terão suprimento de água garantido, como hospitais, escolas, creches. Quanto à população de baixa renda, com menos condição de comprar caixa d’água, seria necessário o governo distribuir tais caixas, distribuir filtros de hipoclorito, porque muita gente vai usar água de mina se precisar, o que traz risco de contaminação. Em caso de falta de água generalizada e uso de carros-pipa, tem que se saber como aqueles que não têm caixa poderão armazená-la.

Outro ponto é em relação ao emprego. Se de fato se concretizar a previsão, ou seja, se ocorrer falta de água generalizada em 2015, muitas empresas vão fechar, ao menos temporariamente, ou se mudar. Se não tiver política de estabilidade no emprego, pode ser uma catástrofe.

Também se deve incentivar uso de água de chuva e reuso. Pouco se fala em coletar água de chuva. Se a população fizesse isso, e reduzisse ao menos 10% do consumo, teríamos cerca de 5 metros cúbicos por segundo de economia de água. Isso equivale ao novo sistema que a Sabesp constrói agora, o São Lourenço, que custará 2 bilhões de reais.

Finalmente, é necessário estatizar o saneamento – não a Sabesp, mas o próprio saneamento. Não tem sentido um serviço tão importante quanto esse na mão de quem quer lucro. Mas a estatização não pode ficar na mão do governo, com empresários controlando por dentro. É preciso controle dos trabalhadores. Além de uma comissão e investigação populares, que apurem responsabilidades. É preciso coletar e tratar mais esgoto, usando tal água em atividades, principalmente, industriais, pois há uma série de usos possíveis com a água de esgoto.

Recuperar mananciais é outro ponto importante. Se isso não for feito, as consequências futuras podem ser mais graves. O Rodoanel passou pelos mananciais, o que mostra como não se deu importância a eles. Pessoas que moram em áreas de mananciais precisam sair de lá, através de negociações sérias, com plano habitacional. Com casa garantida, claro, ao invés de serem retiradas como lixo.

Há uma série de ações possíveis no médio e curto prazo. Mas têm de ser feitas em diálogos com a população, se não os interesses pelo lucro vão falar mais alto.

Gílson Sampaio/Correio da Cidadania 

Fontes: Correio da Cidadania , Notícia Final

Este é o resumo de notícias do dia 14/11/14. Nesta sexta-feira, pela primeira vez em muito tempo, Israel deixou dezenas de milhares de muçulmanos participar plenamente da grande oração semanal na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental.

Cerca de 40 mil homens e mulheres de todas as idades entraram pelos diferentes acessos da esplanada, respondendo ao chamado para a oração, lotando a mesquita de Al-Aqsa para os homens e o Domo da Rocha para as mulheres.

Há poucas horas, israelenses e palestinos se comprometeram a tomar medidas concretas para acalmar as tensões em torno do local mais sagrado de Jerusalém, o Monte do Templo ou Esplanada das Mesquitas. Esse anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, após negociações na capital da Jordânia.

O Hamas advertiu Israel com relação ao que está ocorrendo em Jerusalém. Os confrontos continuam, como pode ser visto nestas imagens registradas na parte oriental de Jerusalém:



Estaremos atentos aos desdobramentos da tensão em torno do Monte do Templo. Cada vez mais, grupos de judeus praticantes reclamam o direito de orar e de exercer sua fé no Monte do Templo, o que tem gerado as tensões dos últimos dias. O cenário propício para cumprimento final das profecias se aproxima...

A Austrália afirmou que está monitorando um comboio de quatro navios de guerra russos fortemente armados, incluindo pelo menos um poderoso cruzador de mísseis, que estão perto das águas australianas no norte do país.

De acordo com alguns analistas, esses navios de guerra russo estão indo em direção a Austrália, em uma demonstração de força do presidente Vladimir Putin, diante da cúpula do G-20 em Brisbane.

Por sua vez, a Suécia confirmou nesta sexta-feira que um submarino estrangeiro violou suas águas territoriais em outubro e que vai aumentar a capacidade para impedir tais incursões.

A Rússia anunciou que aumentará o número de patrulhas sobre o Ártico, o Caribe e o Golfo do México, segundo afirmou o ministro de Defesa russo, Serguéi Shoigú. "Na situação atual, devemos manter nossa presença militar na parte ocidental do Atlântico e no leste do Pacífico, no Caribe e no Golfo do México", dice o ministro, citado pela agencia RIA Novosti.

Estaremos atentos. A Rússia alertou nas últimas horas o governo da Ucrânia de que um novo conflito no leste ucraniano seria catastrófico para a Ucrânia.

Na África, centenas de combatentes do Boko Haram assumiram o controle na quinta-feira de duas localidades do estado de Adamawa, no nordeste da Nigéria, depois de serem expulsos de outra cidade. Os islamitas tomaram o controle de Hong e de Gombi, aproximando-se assim de Yola, a capital do estado.

No cenário financeiro, a Itália viveu um dia de caos nesta sexta-feira, com greves e protestos. Os sindicatos protestaram contra as reformas do premier Matteo Renzi. No Brasil, a geração de empregos em outubro foi a pior em 15 anos.

No aspecto dos sinais dos céus, um meteoro foi visto em plena apresentação musical de uma banda em Austin, no Texas.

Os sinais continuam ocorrendo em todos os segmentos e lugares. Muitos consideram esses fatos como algo cíclico e corriqueiro... Outros, preferem nem sequer saber deles e continuam como se nada estivesse ocorrendo... A maioria prefere viver na contramão das Verdades das Escrituras.

No entanto, cremos que as profecias contidas nas Escrituras estão se concretizando de forma gradual e paulatina. É tempo de arrependimento, santificação e fé nas promessas do Altíssimo para aqueles que crêem e de intercessão por aqueles que não crêem.

Referências: 
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0IX2QH20141113?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0

https://www.youtube.com/watch?v=THxGleL-KAs&list=UUhqUTb7kYRX8-EiaN3XFrSQ

http://www.ibtimes.com/australia-monitoring-heavily-armed-russian-warships-nearing-its-northern-shores-ahead-1722944

http://www.afp.com/pt/noticia/suecia-confirma-que-submarino-estrangeiro-entrou-em-suas-aguas-territoriais

http://actualidad.rt.com/actualidad/view/146855-defensa-rusia-patrullas-aviacion-golfo-mexico-caribe

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0IX25K20141113

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2014/11/14/interna_internacional,590008/islamitas-do-boko-haram-se-apoderam-de-novas-cidades-na-nigeria.shtml

http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/italia/noticias/2014/11/14/Italia-vive-dia-caos-com-greves-protestos_8183514.html

http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/economia/noticias/2014/11/14/Geracao-empregos-em-outubro-pior-em-15-anos_8184888.html

https://www.youtube.com/watch?v=gZD-mV_mjR8

Fonte: Projeto Ômega

Projeto Ômega: Resumo de notícias (14/11)

Este é o resumo de notícias do dia 14/11/14. Nesta sexta-feira, pela primeira vez em muito tempo, Israel deixou dezenas de milhares de muçulmanos participar plenamente da grande oração semanal na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental.

Cerca de 40 mil homens e mulheres de todas as idades entraram pelos diferentes acessos da esplanada, respondendo ao chamado para a oração, lotando a mesquita de Al-Aqsa para os homens e o Domo da Rocha para as mulheres.

Há poucas horas, israelenses e palestinos se comprometeram a tomar medidas concretas para acalmar as tensões em torno do local mais sagrado de Jerusalém, o Monte do Templo ou Esplanada das Mesquitas. Esse anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, após negociações na capital da Jordânia.

O Hamas advertiu Israel com relação ao que está ocorrendo em Jerusalém. Os confrontos continuam, como pode ser visto nestas imagens registradas na parte oriental de Jerusalém:



Estaremos atentos aos desdobramentos da tensão em torno do Monte do Templo. Cada vez mais, grupos de judeus praticantes reclamam o direito de orar e de exercer sua fé no Monte do Templo, o que tem gerado as tensões dos últimos dias. O cenário propício para cumprimento final das profecias se aproxima...

A Austrália afirmou que está monitorando um comboio de quatro navios de guerra russos fortemente armados, incluindo pelo menos um poderoso cruzador de mísseis, que estão perto das águas australianas no norte do país.

De acordo com alguns analistas, esses navios de guerra russo estão indo em direção a Austrália, em uma demonstração de força do presidente Vladimir Putin, diante da cúpula do G-20 em Brisbane.

Por sua vez, a Suécia confirmou nesta sexta-feira que um submarino estrangeiro violou suas águas territoriais em outubro e que vai aumentar a capacidade para impedir tais incursões.

A Rússia anunciou que aumentará o número de patrulhas sobre o Ártico, o Caribe e o Golfo do México, segundo afirmou o ministro de Defesa russo, Serguéi Shoigú. "Na situação atual, devemos manter nossa presença militar na parte ocidental do Atlântico e no leste do Pacífico, no Caribe e no Golfo do México", dice o ministro, citado pela agencia RIA Novosti.

Estaremos atentos. A Rússia alertou nas últimas horas o governo da Ucrânia de que um novo conflito no leste ucraniano seria catastrófico para a Ucrânia.

Na África, centenas de combatentes do Boko Haram assumiram o controle na quinta-feira de duas localidades do estado de Adamawa, no nordeste da Nigéria, depois de serem expulsos de outra cidade. Os islamitas tomaram o controle de Hong e de Gombi, aproximando-se assim de Yola, a capital do estado.

No cenário financeiro, a Itália viveu um dia de caos nesta sexta-feira, com greves e protestos. Os sindicatos protestaram contra as reformas do premier Matteo Renzi. No Brasil, a geração de empregos em outubro foi a pior em 15 anos.

No aspecto dos sinais dos céus, um meteoro foi visto em plena apresentação musical de uma banda em Austin, no Texas.

Os sinais continuam ocorrendo em todos os segmentos e lugares. Muitos consideram esses fatos como algo cíclico e corriqueiro... Outros, preferem nem sequer saber deles e continuam como se nada estivesse ocorrendo... A maioria prefere viver na contramão das Verdades das Escrituras.

No entanto, cremos que as profecias contidas nas Escrituras estão se concretizando de forma gradual e paulatina. É tempo de arrependimento, santificação e fé nas promessas do Altíssimo para aqueles que crêem e de intercessão por aqueles que não crêem.

Referências: 
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0IX2QH20141113?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0

https://www.youtube.com/watch?v=THxGleL-KAs&list=UUhqUTb7kYRX8-EiaN3XFrSQ

http://www.ibtimes.com/australia-monitoring-heavily-armed-russian-warships-nearing-its-northern-shores-ahead-1722944

http://www.afp.com/pt/noticia/suecia-confirma-que-submarino-estrangeiro-entrou-em-suas-aguas-territoriais

http://actualidad.rt.com/actualidad/view/146855-defensa-rusia-patrullas-aviacion-golfo-mexico-caribe

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0IX25K20141113

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2014/11/14/interna_internacional,590008/islamitas-do-boko-haram-se-apoderam-de-novas-cidades-na-nigeria.shtml

http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/italia/noticias/2014/11/14/Italia-vive-dia-caos-com-greves-protestos_8183514.html

http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/economia/noticias/2014/11/14/Geracao-empregos-em-outubro-pior-em-15-anos_8184888.html

https://www.youtube.com/watch?v=gZD-mV_mjR8

Fonte: Projeto Ômega

Por:Renald E. Showers

Deus entregou à humanidade o domínio sobre a terra e estabeleceu a teocracia como a forma de governo original deste mundo (Gn 1.26-29). Numa teocracia, o governo divino é administrado por um representante. Deus designou o primeiro homem, Adão, para ser Seu representante. Adão recebeu a responsabilidade de administrar o governo de Deus sobre a parte terrena do Reino universal de Deus.

Pouco tempo depois de ter dado esse poder ao homem, Satanás induziu Adão e Eva a se aliarem a ele em sua revolta contra Deus (Gn 3.1-13). Como resultado, a humanidade afastou-se de Deus e a teocracia desapareceu da face da terra. Além disso, com a queda de Adão, Satanás usurpou de Deus o governo do sistema mundial. A partir de então, ele e suas forças malignas passaram a governar o mundo. Conforme veremos a seguir, muitos fatores revelam essa terrível transição.

A Negação da Revelação Divina

O reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível, incentivando o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.
O diabo tinha autoridade para oferecer o domínio sobre o sistema do mundo a quem ele quisesse, inclusive a Jesus Cristo, pois essa autoridade lhe tinha sido entregue por Adão (veja Lc 4.5-6). Foi por isso que Jesus chamou Satanás de“príncipe [literalmente, governador] do mundo” (Jo 14.30). João disse que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19) e Tiago declara que todo aquele que é amigo do atual sistema mundano é inimigo de Deus (Tg 4.4).

Até este ponto de nossa história, o reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível. Trata-se de um domínio espiritual que incentiva o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade. As Escrituras nos ensinam que, no futuro, Satanás irá tentar converter esse domínio espiritual e invisível em um reino político, visível e permanente – dominando o mundo inteiro. Para alcançar seu objetivo, Satanás precisa induzir a humanidade a buscar a unificação sob um governo mundial. Ele também tem de condicionar o mundo a aceitar um governante político supremo que terá poderes únicos e fará grandes declarações a respeito de si mesmo.

Utilizando-se da tendência secular e humanista da Renascença e de algumas ênfases propagadas pelo Iluminismo, o diabo conseguiu minar a fé bíblica de porções importantes do protestantismo e também determinadas crenças do catolicismo romano e da Igreja Ortodoxa. O resultado foi que, no final do século XIX e no início do século XX, o mundo começou a ouvir que a humanidade nunca havia recebido a revelação divina da verdade.

No entanto, o único modo pelo qual a existência de Deus, Sua natureza, idéias, modos de agir, ações e relacionamento com o Universo, com a Terra e com a humanidade podem ser conhecidos é através da revelação divina da verdade. Por isso, a negação dessa revelação fez com que durante o século XX muitas pessoas concluíssem que o Deus pessoal, soberano e criador descrito na Bíblia não existe; ou, se existe, que Ele é irrelevante para o mundo e para a humanidade.

Essa negação da revelação divina da verdade resultou em mudanças dramáticas, que tiveram graves conseqüências na sociedade e no mundo. Em primeiro lugar, ela levou muitas pessoas ao desespero. Deus criou os seres humanos com a necessidade de terem um relacionamento pessoal com Ele, para conhecerem o sentido e propósito supremos desta vida. A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas. Esse vazio levou ao desespero e à extinção da perspectiva de alcançar o sentido e propósito supremos desta vida. Satanás, então, ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher esse vazio e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.

A Negação dos Absolutos Morais

A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas.
A negação da revelação divina da verdade resultou também na negação dos absolutos morais. O argumento mais usado é: se os padrões morais não foram revelados por um Deus soberano que determinou que os indivíduos são responsáveis por suas ações, então os absolutos morais tradicionalmente aceitos foram criados pela humanidade. Assim sendo, uma vez que a humanidade é a fonte desses absolutos, ela tem o direito de rejeitar, mudar ou ignorá-los.

O resultado dessa racionalização falaciosa é que a sociedade acabou testemunhando uma tremenda decadência moral. Ela passou a rejeitar a idéia de que apenas as relações heterossexuais e conjugais são moralmente corretas, passando a desprezar e ameaçar cada vez mais os que defendem essa idéia. Movimentos estão surgindo em todo o mundo para redefinir legalmente o conceito de matrimônio e para forçar a sociedade a aceitar essa nova idéia, a abolir ou reestruturar a família e proteger a propagação da pornografia.

O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países. Algumas pessoas ainda insistem em dizer que não existe questão moral nenhuma envolvida no suicídio assistido, na clonagem humana e na destruição de embriões humanos em nome da pesquisa de células-tronco. O assassinato e a mentira passaram a ser aceitos como norma. Essa falência moral ameaça as próprias bases da nossa sociedade.

A Negação da Verdade Objetiva e de Seus Padrões


A negação da revelação divina da verdade resultou na conclusão de que não existe uma verdade objetiva que seja válida para toda a humanidade. Cada indivíduo seria capaz de determinar por si mesmo o que é a verdade. Assim sendo, aquilo que é verdade para uma pessoa não é, necessariamente, verdadeiro para outra. A verdade passou a ser algo subjetivo e relativo.

A racionalização nos levou à conclusão de que não há padrão objetivo pelo qual uma pessoa seja capaz de avaliar se algo está certo ou errado. Agora ninguém mais pode dizer legitimamente a outra pessoa que algo que ela está fazendo é errado. Seguindo essa racionalização, nunca se deve dizer a outra pessoa que seu modo de vida é errado, mesmo que, vivendo dessa maneira, ela possa morrer prematuramente. Também não será permitido que alguém diga a um adolescente que o sexo não deve ser praticado antes do casamento. Afinal de contas, ninguém tem o direito de impor seus conceitos de certo ou errado sobre os outros.

Essa negação da verdade objetiva e do padrão objetivo de certo e errado é propagada através de uma “redefinição de valores” promovida por escolas, por universidades, pela mídia, pela internet, por várias publicações, por alguns tipos de música e pela indústria do entretenimento como um todo. Algumas universidades, inclusive, já adotaram uma política que abafa qualquer expressão do que é certo ou errado por parte de seus alunos e professores. Esse tipo de atitude resulta em censura e intolerância.

A negação da verdade objetiva e dos padrões objetivos de certo e errado motivaram alguns a defenderem que os pais devem ser proibidos de bater nos filhos quando estes fizerem algo que os pais acreditam ser errado.

A Redefinição da Tolerância


Satanás ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher o vazio espiritual e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.
Isso tudo também resultou em um movimento que visa forçar a sociedade a aceitar um novo conceito de tolerância. A visão histórica da tolerância ensinava que as pessoas de opiniões e práticas diferentes deveriam viver juntas pacificamente. Cada indivíduo tinha o direito de acreditar que a opinião ou prática contrária à sua estava errada e podia expressar essa crença abertamente, mas não podia ameaçar, aterrorizar ou agredir fisicamente aqueles que discordavam dele.

Porém, a tolerância passou por uma redefinição. O novo conceito diz que acreditar ou expressar abertamente que uma opinião ou prática de uma pessoa ou de um grupo é errada equivale a um “crime de ódio” e, portanto, deve ser punido pela lei. Grupos poderosos estão pressionando o Congresso americano, por exemplo, para fazer com que esse novo conceito torne-se lei. Isso ocorrerá se for aprovado o que passou a ser conhecido como “lei anti-ódio”. Uma vez que nos EUA já existem leis contra ameaças ou prejuízos físicos causados a pessoas ou grupos de opiniões e práticas distintas, é óbvio que o objetivo desse projeto é tornar ilegal a liberdade de crença e de expressão. Se esse projeto for aprovado, os EUA passarão a ser mais um Estado totalitário, comparado àqueles que adotaram a Inquisição e o comunismo. [Tendências semelhantes se verificam na maior parte dos países ocidentais – N.R.]

Já que o mundo foi levado a acreditar que não há verdade objetiva válida para toda a humanidade e nenhum padrão objetivo que sirva para verificar se algo está certo ou errado, cada vez mais defende-se a idéia de que todos os deuses, religiões e caminhos devem ser aceitos com igualdade. Por isso, todas as tentativas de converter pessoas de uma religião para outra devem ser impedidas e as afirmações de que existe apenas um Deus verdadeiro, uma religião verdadeira e um único caminho para o céu são consideradas formas visíveis de preconceito. O pluralismo religioso está se tornando lugar-comum hoje em dia.

Se não há nenhum padrão objetivo para determinar o certo e o errado, então qual base uma sociedade ou um indivíduo pode usar para concluir que matar é errado? Isso incluiu os assassinatos praticados por médicos que fazem abortos ou os massacres provocados por psicopatas em escolas e em lugares públicos? Pois, talvez alguns desses atos violentos sejam resultantes do fato de seus autores terem concluído que, se não existe um padrão objetivo para determinar o que é certo e o que é errado, para eles é correto assassinar.

Se essa espécie de lei anti-ódio for aprovada, ela terá conseqüências drásticas. As pessoas que virem esse tipo de lei sendo posta em prática acreditarão que esse é o caminho correto. Mas, durante as campanhas eleitorais e nas sessões legislativas, os políticos poderão fazer acusações uns aos outros ou dizer que as ações dos seus oponentes são erradas?

O Desejo de Unidade

A negação da revelação divina da verdade gerou uma crescente convicção de que o objetivo da humanidade deve ser a unidade. O Manifesto Humanista II diz:
Não temos evidências suficientes para acreditar na existência do sobrenatural. Trata-se de algo insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência e satisfação da raça humana. Por sermos não-teístas, partimos dos seres humanos, não de Deus, da natureza, não de alguma deidade.[1]
O argumento prossegue:
Não somos capazes de descobrir propósito ou providência divina para a espécie humana... Os humanos são responsáveis pelo que somos hoje e pelo que viermos a ser. Nenhuma deidade irá nos salvar; devemos salvar a nós mesmos.[2]
À luz do pensamento de que a salvação da destruição total depende da própria humanidade, o Manifesto continua:
Repudiamos a divisão da humanidade por razões nacionalistas. Alcançamos um ponto na história da humanidade onde a melhor opção é transcender os limites da soberania nacional e andar em direção à edificação de uma comunidade mundial na qual todos os setores da família humana poderão participar. Por isso, aguardamos pelo desenvolvimento de um sistema de lei e ordem mundial baseado em um governo federal transnacional.[3]
Finalmente, o documento declara:
O compromisso com toda a humanidade é o maior compromisso de que somos capazes. Ele transcende as fidelidades parciais à Igreja, ao Estado, aos partidos políticos, a classes ou raças, na conquista de uma visão mais ampla da potencialidade humana. Que desafio maior há para a humanidade do que cada pessoa tornar-se, no ideal como também na prática, um cidadão de uma comunidade mundial?[4]
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países.
A existência de instituições internacionais, como a Corte Internacional de Justiça e as Nações Unidas, os meios de transporte rápidos, a comunicação instantânea e a internacionalização crescente da economia fazem com que a formação de uma comunidade mundial unificada pareça ser possível. O tremendo aumento da violência, incluindo a ameaça de terrorismo que paira sobre todo o mundo, pode levar a civilização a uma governo mundial unificado em nome da sobrevivência.

A Deificação da Humanidade


A negação da revelação divina da verdade criou uma tendência em deificar-se a humanidade. Thomas J. J. Altizer, um dos teólogos protestantes do movimento “Deus está morto” da década de 60, alegava que, uma vez que a humanidade negou a existência de um Deus pessoal, ela deve alcançar sua auto-transcendência como raça, algo que ele chamava de “deificação do homem”.[5] O erudito católico Pierre Theilhard de Chardin ensinava que o deus que deve ser adorado é aquele que resultará da evolução da raça humana.[6]

Com tais mudanças iniciadas com a negação da revelação divina, Satanás está seduzindo o mundo para que caminhe em direção à unificação da humanidade. Ela ocorrerá quando todos estiverem sob um governo mundial único que condicionará o planeta a aceitar seu líder político máximo, o Anticristo, o qual terá poderes únicos e alegará ser o próprio Deus. (Renald E. Showers — Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br)

Notas:
  1. Humanist Manifesto II, American Humanist Association [www.americanhumanist.org/about/manifesto2.html].
  2. Idem.
  3. Ibidem.
  4. Ibidem.
  5. John Charles Cooper, The Roots of The Radical Theology, Westminster, Philadelphia, 1967, p. 148.
  6. Idem.
Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite agosto de 2002

Fontes: Surfando No Assude , Chamada

A Estratégia Mundial de Satanás

Por:Renald E. Showers

Deus entregou à humanidade o domínio sobre a terra e estabeleceu a teocracia como a forma de governo original deste mundo (Gn 1.26-29). Numa teocracia, o governo divino é administrado por um representante. Deus designou o primeiro homem, Adão, para ser Seu representante. Adão recebeu a responsabilidade de administrar o governo de Deus sobre a parte terrena do Reino universal de Deus.

Pouco tempo depois de ter dado esse poder ao homem, Satanás induziu Adão e Eva a se aliarem a ele em sua revolta contra Deus (Gn 3.1-13). Como resultado, a humanidade afastou-se de Deus e a teocracia desapareceu da face da terra. Além disso, com a queda de Adão, Satanás usurpou de Deus o governo do sistema mundial. A partir de então, ele e suas forças malignas passaram a governar o mundo. Conforme veremos a seguir, muitos fatores revelam essa terrível transição.

A Negação da Revelação Divina

O reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível, incentivando o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.
O diabo tinha autoridade para oferecer o domínio sobre o sistema do mundo a quem ele quisesse, inclusive a Jesus Cristo, pois essa autoridade lhe tinha sido entregue por Adão (veja Lc 4.5-6). Foi por isso que Jesus chamou Satanás de“príncipe [literalmente, governador] do mundo” (Jo 14.30). João disse que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19) e Tiago declara que todo aquele que é amigo do atual sistema mundano é inimigo de Deus (Tg 4.4).

Até este ponto de nossa história, o reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível. Trata-se de um domínio espiritual que incentiva o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade. As Escrituras nos ensinam que, no futuro, Satanás irá tentar converter esse domínio espiritual e invisível em um reino político, visível e permanente – dominando o mundo inteiro. Para alcançar seu objetivo, Satanás precisa induzir a humanidade a buscar a unificação sob um governo mundial. Ele também tem de condicionar o mundo a aceitar um governante político supremo que terá poderes únicos e fará grandes declarações a respeito de si mesmo.

Utilizando-se da tendência secular e humanista da Renascença e de algumas ênfases propagadas pelo Iluminismo, o diabo conseguiu minar a fé bíblica de porções importantes do protestantismo e também determinadas crenças do catolicismo romano e da Igreja Ortodoxa. O resultado foi que, no final do século XIX e no início do século XX, o mundo começou a ouvir que a humanidade nunca havia recebido a revelação divina da verdade.

No entanto, o único modo pelo qual a existência de Deus, Sua natureza, idéias, modos de agir, ações e relacionamento com o Universo, com a Terra e com a humanidade podem ser conhecidos é através da revelação divina da verdade. Por isso, a negação dessa revelação fez com que durante o século XX muitas pessoas concluíssem que o Deus pessoal, soberano e criador descrito na Bíblia não existe; ou, se existe, que Ele é irrelevante para o mundo e para a humanidade.

Essa negação da revelação divina da verdade resultou em mudanças dramáticas, que tiveram graves conseqüências na sociedade e no mundo. Em primeiro lugar, ela levou muitas pessoas ao desespero. Deus criou os seres humanos com a necessidade de terem um relacionamento pessoal com Ele, para conhecerem o sentido e propósito supremos desta vida. A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas. Esse vazio levou ao desespero e à extinção da perspectiva de alcançar o sentido e propósito supremos desta vida. Satanás, então, ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher esse vazio e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.

A Negação dos Absolutos Morais

A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas.
A negação da revelação divina da verdade resultou também na negação dos absolutos morais. O argumento mais usado é: se os padrões morais não foram revelados por um Deus soberano que determinou que os indivíduos são responsáveis por suas ações, então os absolutos morais tradicionalmente aceitos foram criados pela humanidade. Assim sendo, uma vez que a humanidade é a fonte desses absolutos, ela tem o direito de rejeitar, mudar ou ignorá-los.

O resultado dessa racionalização falaciosa é que a sociedade acabou testemunhando uma tremenda decadência moral. Ela passou a rejeitar a idéia de que apenas as relações heterossexuais e conjugais são moralmente corretas, passando a desprezar e ameaçar cada vez mais os que defendem essa idéia. Movimentos estão surgindo em todo o mundo para redefinir legalmente o conceito de matrimônio e para forçar a sociedade a aceitar essa nova idéia, a abolir ou reestruturar a família e proteger a propagação da pornografia.

O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países. Algumas pessoas ainda insistem em dizer que não existe questão moral nenhuma envolvida no suicídio assistido, na clonagem humana e na destruição de embriões humanos em nome da pesquisa de células-tronco. O assassinato e a mentira passaram a ser aceitos como norma. Essa falência moral ameaça as próprias bases da nossa sociedade.

A Negação da Verdade Objetiva e de Seus Padrões


A negação da revelação divina da verdade resultou na conclusão de que não existe uma verdade objetiva que seja válida para toda a humanidade. Cada indivíduo seria capaz de determinar por si mesmo o que é a verdade. Assim sendo, aquilo que é verdade para uma pessoa não é, necessariamente, verdadeiro para outra. A verdade passou a ser algo subjetivo e relativo.

A racionalização nos levou à conclusão de que não há padrão objetivo pelo qual uma pessoa seja capaz de avaliar se algo está certo ou errado. Agora ninguém mais pode dizer legitimamente a outra pessoa que algo que ela está fazendo é errado. Seguindo essa racionalização, nunca se deve dizer a outra pessoa que seu modo de vida é errado, mesmo que, vivendo dessa maneira, ela possa morrer prematuramente. Também não será permitido que alguém diga a um adolescente que o sexo não deve ser praticado antes do casamento. Afinal de contas, ninguém tem o direito de impor seus conceitos de certo ou errado sobre os outros.

Essa negação da verdade objetiva e do padrão objetivo de certo e errado é propagada através de uma “redefinição de valores” promovida por escolas, por universidades, pela mídia, pela internet, por várias publicações, por alguns tipos de música e pela indústria do entretenimento como um todo. Algumas universidades, inclusive, já adotaram uma política que abafa qualquer expressão do que é certo ou errado por parte de seus alunos e professores. Esse tipo de atitude resulta em censura e intolerância.

A negação da verdade objetiva e dos padrões objetivos de certo e errado motivaram alguns a defenderem que os pais devem ser proibidos de bater nos filhos quando estes fizerem algo que os pais acreditam ser errado.

A Redefinição da Tolerância


Satanás ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher o vazio espiritual e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.
Isso tudo também resultou em um movimento que visa forçar a sociedade a aceitar um novo conceito de tolerância. A visão histórica da tolerância ensinava que as pessoas de opiniões e práticas diferentes deveriam viver juntas pacificamente. Cada indivíduo tinha o direito de acreditar que a opinião ou prática contrária à sua estava errada e podia expressar essa crença abertamente, mas não podia ameaçar, aterrorizar ou agredir fisicamente aqueles que discordavam dele.

Porém, a tolerância passou por uma redefinição. O novo conceito diz que acreditar ou expressar abertamente que uma opinião ou prática de uma pessoa ou de um grupo é errada equivale a um “crime de ódio” e, portanto, deve ser punido pela lei. Grupos poderosos estão pressionando o Congresso americano, por exemplo, para fazer com que esse novo conceito torne-se lei. Isso ocorrerá se for aprovado o que passou a ser conhecido como “lei anti-ódio”. Uma vez que nos EUA já existem leis contra ameaças ou prejuízos físicos causados a pessoas ou grupos de opiniões e práticas distintas, é óbvio que o objetivo desse projeto é tornar ilegal a liberdade de crença e de expressão. Se esse projeto for aprovado, os EUA passarão a ser mais um Estado totalitário, comparado àqueles que adotaram a Inquisição e o comunismo. [Tendências semelhantes se verificam na maior parte dos países ocidentais – N.R.]

Já que o mundo foi levado a acreditar que não há verdade objetiva válida para toda a humanidade e nenhum padrão objetivo que sirva para verificar se algo está certo ou errado, cada vez mais defende-se a idéia de que todos os deuses, religiões e caminhos devem ser aceitos com igualdade. Por isso, todas as tentativas de converter pessoas de uma religião para outra devem ser impedidas e as afirmações de que existe apenas um Deus verdadeiro, uma religião verdadeira e um único caminho para o céu são consideradas formas visíveis de preconceito. O pluralismo religioso está se tornando lugar-comum hoje em dia.

Se não há nenhum padrão objetivo para determinar o certo e o errado, então qual base uma sociedade ou um indivíduo pode usar para concluir que matar é errado? Isso incluiu os assassinatos praticados por médicos que fazem abortos ou os massacres provocados por psicopatas em escolas e em lugares públicos? Pois, talvez alguns desses atos violentos sejam resultantes do fato de seus autores terem concluído que, se não existe um padrão objetivo para determinar o que é certo e o que é errado, para eles é correto assassinar.

Se essa espécie de lei anti-ódio for aprovada, ela terá conseqüências drásticas. As pessoas que virem esse tipo de lei sendo posta em prática acreditarão que esse é o caminho correto. Mas, durante as campanhas eleitorais e nas sessões legislativas, os políticos poderão fazer acusações uns aos outros ou dizer que as ações dos seus oponentes são erradas?

O Desejo de Unidade

A negação da revelação divina da verdade gerou uma crescente convicção de que o objetivo da humanidade deve ser a unidade. O Manifesto Humanista II diz:
Não temos evidências suficientes para acreditar na existência do sobrenatural. Trata-se de algo insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência e satisfação da raça humana. Por sermos não-teístas, partimos dos seres humanos, não de Deus, da natureza, não de alguma deidade.[1]
O argumento prossegue:
Não somos capazes de descobrir propósito ou providência divina para a espécie humana... Os humanos são responsáveis pelo que somos hoje e pelo que viermos a ser. Nenhuma deidade irá nos salvar; devemos salvar a nós mesmos.[2]
À luz do pensamento de que a salvação da destruição total depende da própria humanidade, o Manifesto continua:
Repudiamos a divisão da humanidade por razões nacionalistas. Alcançamos um ponto na história da humanidade onde a melhor opção é transcender os limites da soberania nacional e andar em direção à edificação de uma comunidade mundial na qual todos os setores da família humana poderão participar. Por isso, aguardamos pelo desenvolvimento de um sistema de lei e ordem mundial baseado em um governo federal transnacional.[3]
Finalmente, o documento declara:
O compromisso com toda a humanidade é o maior compromisso de que somos capazes. Ele transcende as fidelidades parciais à Igreja, ao Estado, aos partidos políticos, a classes ou raças, na conquista de uma visão mais ampla da potencialidade humana. Que desafio maior há para a humanidade do que cada pessoa tornar-se, no ideal como também na prática, um cidadão de uma comunidade mundial?[4]
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países.
A existência de instituições internacionais, como a Corte Internacional de Justiça e as Nações Unidas, os meios de transporte rápidos, a comunicação instantânea e a internacionalização crescente da economia fazem com que a formação de uma comunidade mundial unificada pareça ser possível. O tremendo aumento da violência, incluindo a ameaça de terrorismo que paira sobre todo o mundo, pode levar a civilização a uma governo mundial unificado em nome da sobrevivência.

A Deificação da Humanidade


A negação da revelação divina da verdade criou uma tendência em deificar-se a humanidade. Thomas J. J. Altizer, um dos teólogos protestantes do movimento “Deus está morto” da década de 60, alegava que, uma vez que a humanidade negou a existência de um Deus pessoal, ela deve alcançar sua auto-transcendência como raça, algo que ele chamava de “deificação do homem”.[5] O erudito católico Pierre Theilhard de Chardin ensinava que o deus que deve ser adorado é aquele que resultará da evolução da raça humana.[6]

Com tais mudanças iniciadas com a negação da revelação divina, Satanás está seduzindo o mundo para que caminhe em direção à unificação da humanidade. Ela ocorrerá quando todos estiverem sob um governo mundial único que condicionará o planeta a aceitar seu líder político máximo, o Anticristo, o qual terá poderes únicos e alegará ser o próprio Deus. (Renald E. Showers — Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br)

Notas:
  1. Humanist Manifesto II, American Humanist Association [www.americanhumanist.org/about/manifesto2.html].
  2. Idem.
  3. Ibidem.
  4. Ibidem.
  5. John Charles Cooper, The Roots of The Radical Theology, Westminster, Philadelphia, 1967, p. 148.
  6. Idem.
Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite agosto de 2002

Fontes: Surfando No Assude , Chamada

Quando Jonathan Cahn escreveu seu best-seller "The Harbinger", Deus começou a mostrar-lhe uma nova esfera de mistérios. Eles estão por trás de tudo - desde guerras mundiais à ascensão e queda de nações, à recessão econômica e até mesmo colapso financeiro. Sim, isso afeta o seu/nosso futuro!

É possível que exista um mistério de 3.000 anos a partir das páginas da Bíblia que ...

*Tem determinado o curso da sua vida sem você saber?

*Revelado as datas e as horas das maiores quedas da história da Bolsa de Wall Street, antes que acontecessem?

*Determinado o tempo do ataque de 11 de setembro de 2001?

*Está por trás da origem da América como superpotência global ... e TAMBÉM DE SUA QUEDA?

*Previu a ascensão e queda do mercado de ações do mundo ao longo dos tempos modernos?

O mais importante: O SHEMITÁ AMPLAMENTE ESQUECIDO DETÉM A CHAVE PARA O QUE ESTÁ POR VIR AO MUNDO ?

Jonathan Cahn diz o Shemitá já está afetando sua vida, e isso afetará o seu futuro.

"*Como a Grande Depressão e outros eventos econômicos se encaixam no Shemitá?
*Como o "padrão dos sete" previu o 11 de setembro para a hora exata?
*Como o World Trade Center foi concebido, começou sua construção e terminou por ser destruído, nos anos do Shemitá ?
*Como a ascensão e, possivelmente, a queda da América podem estar ligados ao exercício da Shemitá ?

O próximo Shemitá vai ocorrer a partir de setembro 2014 (nesse mês) a setembro de 2015. Será que Deus já nos deu pistas sobre o que vai acontecer a seguir? Junte-se a Jonathan Cahn como ele decodifica O Mistério da Shemitá e sua relevância para os nossos tempos."

Shemitá (hebraico): שמיטה, literalmente "libertação"), também chamado de Ano Sabático, é o sétimo ano do ciclo de sete anos da agricultura ordenado pela Torá para o povo de Israel.
Assim como o sábado é o descanso semanal das pessoas e dos animais, a terra também tem o seu sábado: seis anos são para a semeadura, mas o sétimo ano é de descanso.
Neste sétimo ano, é proibido semear o campo, podar a vinha, segar o que nascer da seara e colher as uvas da vinha não podada.
Apenas o produto do descanso da terra servirá como alimento, inclusive o gado e os animais da terra.
Após sete períodos de sete anos, o quinquagésimo ano é santificado - este é o ano do jubileu.

Elul 29



Referência:Sidroth

Fonte: Youtube - fconst42

Ascensão e queda dos EUA.: O mistério chamado 'Shemitá'

Quando Jonathan Cahn escreveu seu best-seller "The Harbinger", Deus começou a mostrar-lhe uma nova esfera de mistérios. Eles estão por trás de tudo - desde guerras mundiais à ascensão e queda de nações, à recessão econômica e até mesmo colapso financeiro. Sim, isso afeta o seu/nosso futuro!

É possível que exista um mistério de 3.000 anos a partir das páginas da Bíblia que ...

*Tem determinado o curso da sua vida sem você saber?

*Revelado as datas e as horas das maiores quedas da história da Bolsa de Wall Street, antes que acontecessem?

*Determinado o tempo do ataque de 11 de setembro de 2001?

*Está por trás da origem da América como superpotência global ... e TAMBÉM DE SUA QUEDA?

*Previu a ascensão e queda do mercado de ações do mundo ao longo dos tempos modernos?

O mais importante: O SHEMITÁ AMPLAMENTE ESQUECIDO DETÉM A CHAVE PARA O QUE ESTÁ POR VIR AO MUNDO ?

Jonathan Cahn diz o Shemitá já está afetando sua vida, e isso afetará o seu futuro.

"*Como a Grande Depressão e outros eventos econômicos se encaixam no Shemitá?
*Como o "padrão dos sete" previu o 11 de setembro para a hora exata?
*Como o World Trade Center foi concebido, começou sua construção e terminou por ser destruído, nos anos do Shemitá ?
*Como a ascensão e, possivelmente, a queda da América podem estar ligados ao exercício da Shemitá ?

O próximo Shemitá vai ocorrer a partir de setembro 2014 (nesse mês) a setembro de 2015. Será que Deus já nos deu pistas sobre o que vai acontecer a seguir? Junte-se a Jonathan Cahn como ele decodifica O Mistério da Shemitá e sua relevância para os nossos tempos."

Shemitá (hebraico): שמיטה, literalmente "libertação"), também chamado de Ano Sabático, é o sétimo ano do ciclo de sete anos da agricultura ordenado pela Torá para o povo de Israel.
Assim como o sábado é o descanso semanal das pessoas e dos animais, a terra também tem o seu sábado: seis anos são para a semeadura, mas o sétimo ano é de descanso.
Neste sétimo ano, é proibido semear o campo, podar a vinha, segar o que nascer da seara e colher as uvas da vinha não podada.
Apenas o produto do descanso da terra servirá como alimento, inclusive o gado e os animais da terra.
Após sete períodos de sete anos, o quinquagésimo ano é santificado - este é o ano do jubileu.

Elul 29



Referência:Sidroth

Fonte: Youtube - fconst42

Você sabe como é possível retirar 35 milhões de brasileiros da miséria e transformá-los em classe média do dia para a noite?!

- Não?! Mas o governo sabe!

Afinal, de acordo com os critérios estipulados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), são de classe média famílias que vivem com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019 por mês (conforme definição estabelecida em abril de 2012)

- Não, vc não leu errado! Bastou uma única canetada para transformar milhões de brasileiros, os quais sequer recebem 1 salário mínimo, em classe média!

Pois é… se “em terra de cego, quem tem um olho é rei”… em terra de miseráveis, quem ganha 2 salários mínimos é rico ;-)

Milagre Econômico

Isso sim é o que eu chamo de verdadeiro “milagre econômico”! Pois conseguiram transformar miseráveis em classe média com apenas uma canetada! ;-)

E é graças a esse “milagre econômico” que a classe média brasileira já representa mais da metade da população do país, ou seja, cerca de 100 milhões de pessoas! Lembrando que, somente nos últimos 12 anos, mais de 35 milhões de brasileiros ingressaram nesse estrato social (veja mais nos gráficos a seguir).

As Classes de Renda segundo o governo


Veja a seguir como são dividas as Classes Baixa, Média e Alta para os “especialistas” do governo.

Fonte: SAE (valores expressos em R$ de abril de 2012)

Para entender melhor quem está na classe média e quem está fora, veja alguns exemplos a seguir:
Caso 1: Uma pessoa que vive sozinha e recebe apenas quatro salários mínimos (R$2.896,00), estaria na faixa Baixa Classe Alta.

Caso 2: Um casal, sem filhos, que recebe conjuntamente R$2.000, possui renda familiar per capita de R$1.000. Portanto, estaria na faixa Alta Classe Média.

Caso 3: Um casal, com um filho, que recebe conjuntamente o equivalente a três salários mínimos (R$2.172), possui renda familiar per capita de R$724,00. Portanto, estaria na faixa Média Classe Média.

Caso 4: Uma pessoa solteira, sem filhos, que recebe um salário mínimo (R$724), sem benefícios (13º, férias, etc.) estaria na Média Classe Média.

Caso 5: Um casal, com dois filhos, que recebe conjuntamente R$1.660, possui renda familiar per capita de R$415,00. Portanto, estaria na faixa Baixa Classe Média.

Caso 6: Um casal, sem filhos, que recebe conjuntamente R$500, possui renda familiar per capita de R$250. Portanto, estaria na faixa Vulnerável.

Dúvida: em que classe será que um deputado federal, que recebe R$26.723,13 mensais, estaria classificado?! Será que o governo precisaria criar uma nova classe social exclusiva para eles?! Que tal, Marajás Ricos ?
O tamanho da Classe Média

De acordo com o SAE, em 2012, cerca de 53% da população brasileira (104 milhões de pessoas) pertenciam a nova classe média!

O gráfico a seguir mostra o tamanho da população brasileira distribuída entre as diferentes classes sociais, em 2012.

Fonte: SAE, estimativas produzidas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)

Para o governo, o Brasil deixou de ter uma população de quase 49% de miseráveis (classe baixa), em 2002, para menos de 28% em 2012! Ou ainda, um aumento no número de pessoas na classe média, que saltou de 38% para mais de 53%, neste mesmo período.

Inflação


É importante observar que estes valores são de abril de 2012. Portanto, para fazer uma comparação um pouco mais justa, deveríamos corrigir estes números de acordo com a inflação no período.
A variação da inflação (IGP-M) no período de abril/2012 a julho/2014 foi de: 15,83% (pelo menos, isto é o que os “especialistas” do governo afirmam). Portanto, atualizando-se os valores acima, são considerados de classe média famílias que vivem com renda per capita entre R$ 335 e R$ 1.173 por mês!

- Ooooh que legaaaal!

- Que orgulho de ser brasileiro e viver em um país com tanta igualdade social, onde a maior parte da população pode bater no peito com orgulho e dizer que pertence à classe média!

- Viva a classe média! Viva o Brasil!

Otário Anonymous

Fonte: Canal do Otário

Classe média no Brasil tem renda entre R$ 291 e R$ 1.019

Você sabe como é possível retirar 35 milhões de brasileiros da miséria e transformá-los em classe média do dia para a noite?!

- Não?! Mas o governo sabe!

Afinal, de acordo com os critérios estipulados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), são de classe média famílias que vivem com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019 por mês (conforme definição estabelecida em abril de 2012)

- Não, vc não leu errado! Bastou uma única canetada para transformar milhões de brasileiros, os quais sequer recebem 1 salário mínimo, em classe média!

Pois é… se “em terra de cego, quem tem um olho é rei”… em terra de miseráveis, quem ganha 2 salários mínimos é rico ;-)

Milagre Econômico

Isso sim é o que eu chamo de verdadeiro “milagre econômico”! Pois conseguiram transformar miseráveis em classe média com apenas uma canetada! ;-)

E é graças a esse “milagre econômico” que a classe média brasileira já representa mais da metade da população do país, ou seja, cerca de 100 milhões de pessoas! Lembrando que, somente nos últimos 12 anos, mais de 35 milhões de brasileiros ingressaram nesse estrato social (veja mais nos gráficos a seguir).

As Classes de Renda segundo o governo


Veja a seguir como são dividas as Classes Baixa, Média e Alta para os “especialistas” do governo.

Fonte: SAE (valores expressos em R$ de abril de 2012)

Para entender melhor quem está na classe média e quem está fora, veja alguns exemplos a seguir:
Caso 1: Uma pessoa que vive sozinha e recebe apenas quatro salários mínimos (R$2.896,00), estaria na faixa Baixa Classe Alta.

Caso 2: Um casal, sem filhos, que recebe conjuntamente R$2.000, possui renda familiar per capita de R$1.000. Portanto, estaria na faixa Alta Classe Média.

Caso 3: Um casal, com um filho, que recebe conjuntamente o equivalente a três salários mínimos (R$2.172), possui renda familiar per capita de R$724,00. Portanto, estaria na faixa Média Classe Média.

Caso 4: Uma pessoa solteira, sem filhos, que recebe um salário mínimo (R$724), sem benefícios (13º, férias, etc.) estaria na Média Classe Média.

Caso 5: Um casal, com dois filhos, que recebe conjuntamente R$1.660, possui renda familiar per capita de R$415,00. Portanto, estaria na faixa Baixa Classe Média.

Caso 6: Um casal, sem filhos, que recebe conjuntamente R$500, possui renda familiar per capita de R$250. Portanto, estaria na faixa Vulnerável.

Dúvida: em que classe será que um deputado federal, que recebe R$26.723,13 mensais, estaria classificado?! Será que o governo precisaria criar uma nova classe social exclusiva para eles?! Que tal, Marajás Ricos ?
O tamanho da Classe Média

De acordo com o SAE, em 2012, cerca de 53% da população brasileira (104 milhões de pessoas) pertenciam a nova classe média!

O gráfico a seguir mostra o tamanho da população brasileira distribuída entre as diferentes classes sociais, em 2012.

Fonte: SAE, estimativas produzidas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)

Para o governo, o Brasil deixou de ter uma população de quase 49% de miseráveis (classe baixa), em 2002, para menos de 28% em 2012! Ou ainda, um aumento no número de pessoas na classe média, que saltou de 38% para mais de 53%, neste mesmo período.

Inflação


É importante observar que estes valores são de abril de 2012. Portanto, para fazer uma comparação um pouco mais justa, deveríamos corrigir estes números de acordo com a inflação no período.
A variação da inflação (IGP-M) no período de abril/2012 a julho/2014 foi de: 15,83% (pelo menos, isto é o que os “especialistas” do governo afirmam). Portanto, atualizando-se os valores acima, são considerados de classe média famílias que vivem com renda per capita entre R$ 335 e R$ 1.173 por mês!

- Ooooh que legaaaal!

- Que orgulho de ser brasileiro e viver em um país com tanta igualdade social, onde a maior parte da população pode bater no peito com orgulho e dizer que pertence à classe média!

- Viva a classe média! Viva o Brasil!

Otário Anonymous

Fonte: Canal do Otário

Por 

“Existe uma grande diferença entre a sensualidade/erotismo e o pornográfico. Existe o amor e a sensualidade e existe também a violência e o poder no sexo. Poucos sabem distinguir cada um deles…“

Como a pornografia influencia nossa mente? As fantasias que assistimos correspondem aos nossos desejos? Nesta palestra, Ran Gavrieli fala sobre sexo emocionalmente seguro, como a pornografia influencia nossa cultura e sobre relações de gênero e poder. O título da apresentação de Ran já diz tudo “Porque eu parei de assistir pornografia“, ainda pouco explorado o assunto ganha cada vez mais força pelo lado negativo que atrai a nova geração que tem o fácil acesso ao conteúdo livre na web. Veja a indústria pornográfica com outros olhos e, como ela pode influenciar na nossa vida social, espiritual e principalmente na saúde.



Fonte: Verdade Mundial

Como a pornografia influencia nossa cultura e relações de gênero e poder?

Por 

“Existe uma grande diferença entre a sensualidade/erotismo e o pornográfico. Existe o amor e a sensualidade e existe também a violência e o poder no sexo. Poucos sabem distinguir cada um deles…“

Como a pornografia influencia nossa mente? As fantasias que assistimos correspondem aos nossos desejos? Nesta palestra, Ran Gavrieli fala sobre sexo emocionalmente seguro, como a pornografia influencia nossa cultura e sobre relações de gênero e poder. O título da apresentação de Ran já diz tudo “Porque eu parei de assistir pornografia“, ainda pouco explorado o assunto ganha cada vez mais força pelo lado negativo que atrai a nova geração que tem o fácil acesso ao conteúdo livre na web. Veja a indústria pornográfica com outros olhos e, como ela pode influenciar na nossa vida social, espiritual e principalmente na saúde.



Fonte: Verdade Mundial


Qual o futuro da igreja evangélica no Brasil?

Quando olho o atual cenário da igreja evangélica brasileira – estou usando o termo “evangélica” de maneira ampla – confesso que me sinto incapaz de prever o que vem pela frente. Há muitas e diferentes forças em operação em nosso meio hoje, boa parte delas conflitantes e opostas. Olho para frente e não consigo perceber um padrão, uma indicação que seja, do futuro da igreja.

Há, em primeiro lugar, o crescimento das seitas neopentecostais. Embora estatísticas recentes tenham apontado para uma queda na membresia de seitas como a Universal do Reino do Deus - que ressurge das cinzas com o "templo de Salomão" - , outras estão surgindo no lugar, como na lenda grega da Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que se regeneravam quando cortadas.

A enorme quantidade de adeptos destes movimentos que pregam prosperidade, cura, libertação e solução imediata para os problemas pessoais acaba moldando a imagem pública dos evangélicos e a percepção que o restante do Brasil tem de nós. Na África do Sul conheci uma seita que mistura pontos da fé cristã com pontos das religiões africanas, um sincretismo que acaba por tornar irreconhecível qualquer traço de cristianismo restante.

Temo que a continuar o crescimento das seitas neopentecostais e seus desvios cada vez maiores do cristianismo histórico, poderemos ter uma nova religião sincrética no Brasil, uma seita que mistura traços de cristianismo com elementos de religiões afro-brasileiras, teologia da prosperidade e batalha espiritual em pouquíssimo tempo.

Depois há o movimento “gospel”, que mostrou sua popularidade ao ter o festival “Promessas” veiculado pela emissora de maior audiência do país. Não me preocupa tanto o fato de que a Rede Globo exibiu o show, mas a mensagem que foi passada ali. A teologia gospel confunde “adoração” com pregação, exalta o louvor como o principal elemento do culto público, anuncia um evangelho que não chama pecadores e crentes ao arrependimento e mudança de vida, que promete vitórias mediante o louvor e a declaração de frases de efeito e que ignora boa parte do que a Bíblia ensina sobre humildade, modéstia, sobriedade e separação do mundo.

Para muitos jovens, os shows gospel viraram a única forma de culto que conhecem, com pouca Bíblia e quase nenhum discipulado. O impacto negativo da superficialidade deste movimento se fará sentir nesta próxima geração, especialmente na incapacidade de impedir a entrada de falsos ensinamentos e doutrinas erradas.

Notemos ainda o crescimento do interesse pela fé reformada, não nas igrejas históricas, mas fora delas, no meio pentecostal. Não são poucos os pentecostais que têm descoberto a teologia reformada – particularmente as doutrinas da graça, os cinco slogans (“solas”) e os chamados cinco pontos do calvinismo. Boa parte destes tem tentado preservar algumas idéias e práticas características do pentecostalismo, como a contemporaneidade dos dons de línguas, profecia e milagres, além de uma escatologia dispensacionalista.

Outros têm entendido – corretamente – que a teologia reformada inevitavelmente cobra pedágio também nestas áreas e já passaram para a reforma completa. Mas o tipo de movimento, igrejas ou denominações resultantes desta surpreendente integração ainda não é previsível.

O impacto das mídias sociais também não pode ser ignorado. E há também o número crescente de desigrejados, que aumenta na mesma proporção da apropriação das mídias sociais pelos evangélicos. Com a possibilidade de se ouvir sermões, fazer estudos e cursos de teologia online, além de bate-papo e discipulado pela internet, aumenta o número de pessoas que se dizem evangélicas mas que não se congregam em uma igreja local.

São cristãos virtuais que “freqüentam” igrejas virtuais e têm comunhão virtual com pessoas que nunca realmente chegam a conhecer. Admito o benefício da tecnologia em favor do Reino. Eu mesmo sou professor a quinze anos de um curso de teologia online e sei a benção que pode ser.

Mas, não há substituto para a igreja local, para a comunhão real com os santos, para a celebração da Ceia e do batismo, para a oração conjunta, para a leitura em uníssono das Escrituras e para a recitação em conjunto da oração do Pai Nosso, dos Dez Mandamentos. Isto não dá para fazer pela internet. Uma igreja virtual composta de desigrejados não será forte o suficiente em tempos de perseguição.

Eu poderia ainda mencionar a influência do liberalismo teológico, que tem aberto picadas nas igrejas históricas e pentecostais e a falta de maior rapidez e eficiência das igrejas históricas em retomar o crescimento numérico, aproveitando o momento extremamente oportuno no país. Afinal, o cristianismo tem experimentado um crescimento fenomenal no chamado Sul Global, do qual o Brasil faz parte.

Algumas coisas me ocorrem diante deste quadro, quando tento organizar minha cabeça e entender o que se passa.

1 – Historicamente, as igrejas cristãs em todos os lugares aqui neste mundo atravessaram períodos de grande confusão, aridez e decadência espiritual. Depois, ergueram-se e experimentaram períodos de grande efervescência e eficácia espiritual, chegando a mudar países. Pode ser que estejamos a caminho do fundo do poço, mas não perderemos a esperança. A promessa de Jesus quanto à Sua Igreja (Mateus 16:18) e a história dos avivamentos espirituais nos dão confiança.

2 – Apesar de toda a mistura de erro e verdade que testemunhamos na sincretização cada vez maior das igrejas, é inegável que Deus tem agido salvadoramente e não são poucos os que têm sido chamados das trevas para a luz, regenerados e justificados mediante a fé em Cristo Jesus, apesar das ênfases erradas, das distorções doutrinárias e da negligência das grandes doutrinas da graça.

Ainda assim, parece que o Espírito Santo se compraz em usar o mínimo de verdade que encontra, mesmo em igrejas com pouca luz, na salvação dos eleitos. Não digo isto para justificar o erro. É apenas uma constatação da misericórdia de Deus e da nossa corrupção. Se a salvação fosse pela precisão doutrinária em todos os pontos da teologia cristã, nenhum de nós seria salvo.

3 – Deus sempre surpreende o Seu povo. É totalmente impossível antecipar as guinadas na história da Igreja. Muito menos, fazer com que aconteçam. Há fatores em operação que estão muito acima dos poderes humanos. Resta-nos ser fiéis à Palavra de Deus, pregar o Evangelho completo – expositivamente, de preferência – viver uma vida reta e santa, usar de todos os recursos lícitos para propagar o Reino e plantar igrejas bíblicas e orar para que nosso Deus seja misericordioso com os seus eleitos, com a Sua igreja, com aqueles que Ele predestinou antes da fundação do mundo e soberanamente chamou pela Sua graça, pela pregação do Evangelho.

Fontes: Surfando no Assude , O Tempora

O futuro da igreja no brasil


Qual o futuro da igreja evangélica no Brasil?

Quando olho o atual cenário da igreja evangélica brasileira – estou usando o termo “evangélica” de maneira ampla – confesso que me sinto incapaz de prever o que vem pela frente. Há muitas e diferentes forças em operação em nosso meio hoje, boa parte delas conflitantes e opostas. Olho para frente e não consigo perceber um padrão, uma indicação que seja, do futuro da igreja.

Há, em primeiro lugar, o crescimento das seitas neopentecostais. Embora estatísticas recentes tenham apontado para uma queda na membresia de seitas como a Universal do Reino do Deus - que ressurge das cinzas com o "templo de Salomão" - , outras estão surgindo no lugar, como na lenda grega da Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que se regeneravam quando cortadas.

A enorme quantidade de adeptos destes movimentos que pregam prosperidade, cura, libertação e solução imediata para os problemas pessoais acaba moldando a imagem pública dos evangélicos e a percepção que o restante do Brasil tem de nós. Na África do Sul conheci uma seita que mistura pontos da fé cristã com pontos das religiões africanas, um sincretismo que acaba por tornar irreconhecível qualquer traço de cristianismo restante.

Temo que a continuar o crescimento das seitas neopentecostais e seus desvios cada vez maiores do cristianismo histórico, poderemos ter uma nova religião sincrética no Brasil, uma seita que mistura traços de cristianismo com elementos de religiões afro-brasileiras, teologia da prosperidade e batalha espiritual em pouquíssimo tempo.

Depois há o movimento “gospel”, que mostrou sua popularidade ao ter o festival “Promessas” veiculado pela emissora de maior audiência do país. Não me preocupa tanto o fato de que a Rede Globo exibiu o show, mas a mensagem que foi passada ali. A teologia gospel confunde “adoração” com pregação, exalta o louvor como o principal elemento do culto público, anuncia um evangelho que não chama pecadores e crentes ao arrependimento e mudança de vida, que promete vitórias mediante o louvor e a declaração de frases de efeito e que ignora boa parte do que a Bíblia ensina sobre humildade, modéstia, sobriedade e separação do mundo.

Para muitos jovens, os shows gospel viraram a única forma de culto que conhecem, com pouca Bíblia e quase nenhum discipulado. O impacto negativo da superficialidade deste movimento se fará sentir nesta próxima geração, especialmente na incapacidade de impedir a entrada de falsos ensinamentos e doutrinas erradas.

Notemos ainda o crescimento do interesse pela fé reformada, não nas igrejas históricas, mas fora delas, no meio pentecostal. Não são poucos os pentecostais que têm descoberto a teologia reformada – particularmente as doutrinas da graça, os cinco slogans (“solas”) e os chamados cinco pontos do calvinismo. Boa parte destes tem tentado preservar algumas idéias e práticas características do pentecostalismo, como a contemporaneidade dos dons de línguas, profecia e milagres, além de uma escatologia dispensacionalista.

Outros têm entendido – corretamente – que a teologia reformada inevitavelmente cobra pedágio também nestas áreas e já passaram para a reforma completa. Mas o tipo de movimento, igrejas ou denominações resultantes desta surpreendente integração ainda não é previsível.

O impacto das mídias sociais também não pode ser ignorado. E há também o número crescente de desigrejados, que aumenta na mesma proporção da apropriação das mídias sociais pelos evangélicos. Com a possibilidade de se ouvir sermões, fazer estudos e cursos de teologia online, além de bate-papo e discipulado pela internet, aumenta o número de pessoas que se dizem evangélicas mas que não se congregam em uma igreja local.

São cristãos virtuais que “freqüentam” igrejas virtuais e têm comunhão virtual com pessoas que nunca realmente chegam a conhecer. Admito o benefício da tecnologia em favor do Reino. Eu mesmo sou professor a quinze anos de um curso de teologia online e sei a benção que pode ser.

Mas, não há substituto para a igreja local, para a comunhão real com os santos, para a celebração da Ceia e do batismo, para a oração conjunta, para a leitura em uníssono das Escrituras e para a recitação em conjunto da oração do Pai Nosso, dos Dez Mandamentos. Isto não dá para fazer pela internet. Uma igreja virtual composta de desigrejados não será forte o suficiente em tempos de perseguição.

Eu poderia ainda mencionar a influência do liberalismo teológico, que tem aberto picadas nas igrejas históricas e pentecostais e a falta de maior rapidez e eficiência das igrejas históricas em retomar o crescimento numérico, aproveitando o momento extremamente oportuno no país. Afinal, o cristianismo tem experimentado um crescimento fenomenal no chamado Sul Global, do qual o Brasil faz parte.

Algumas coisas me ocorrem diante deste quadro, quando tento organizar minha cabeça e entender o que se passa.

1 – Historicamente, as igrejas cristãs em todos os lugares aqui neste mundo atravessaram períodos de grande confusão, aridez e decadência espiritual. Depois, ergueram-se e experimentaram períodos de grande efervescência e eficácia espiritual, chegando a mudar países. Pode ser que estejamos a caminho do fundo do poço, mas não perderemos a esperança. A promessa de Jesus quanto à Sua Igreja (Mateus 16:18) e a história dos avivamentos espirituais nos dão confiança.

2 – Apesar de toda a mistura de erro e verdade que testemunhamos na sincretização cada vez maior das igrejas, é inegável que Deus tem agido salvadoramente e não são poucos os que têm sido chamados das trevas para a luz, regenerados e justificados mediante a fé em Cristo Jesus, apesar das ênfases erradas, das distorções doutrinárias e da negligência das grandes doutrinas da graça.

Ainda assim, parece que o Espírito Santo se compraz em usar o mínimo de verdade que encontra, mesmo em igrejas com pouca luz, na salvação dos eleitos. Não digo isto para justificar o erro. É apenas uma constatação da misericórdia de Deus e da nossa corrupção. Se a salvação fosse pela precisão doutrinária em todos os pontos da teologia cristã, nenhum de nós seria salvo.

3 – Deus sempre surpreende o Seu povo. É totalmente impossível antecipar as guinadas na história da Igreja. Muito menos, fazer com que aconteçam. Há fatores em operação que estão muito acima dos poderes humanos. Resta-nos ser fiéis à Palavra de Deus, pregar o Evangelho completo – expositivamente, de preferência – viver uma vida reta e santa, usar de todos os recursos lícitos para propagar o Reino e plantar igrejas bíblicas e orar para que nosso Deus seja misericordioso com os seus eleitos, com a Sua igreja, com aqueles que Ele predestinou antes da fundação do mundo e soberanamente chamou pela Sua graça, pela pregação do Evangelho.

Fontes: Surfando no Assude , O Tempora

Por:Sobrevivencialismo

Iremos tratar de um assunto ainda não muito conhecido no Brasil, o sobrevivencialismo.

Esta prática consiste em preparar-se para as mais diversas situações que podem lhe causar dano se não previstas. Muitos crêem que os sobrevivencialistas esperam por um “fim do mundo”, pensamento que mostra-se errôneo, visto que esta prática visa apenas fornecer maior segurança em momentos de crise que possam surgir. Mas que momentos são esses?

Se em sua cidade uma das redes de distribuição de água tem problemas e você fica sem água do fornecimento público durante 2 semanas, você teria o bastante já armazenado em sua casa para conseguir surprir as suas necessidades durante esse tempo? Creio que não.

São para esses eventos que devemos nos atentar, pois com simples atos podemos evitar que situações como esta lhe causem problemas.

O sobrevivencialismo teve a sua origem nos Estados Unidos e Inglaterra em meados da década de 60, onde a ameaça nuclear fez com que a população procurasse formas de se proteger. Com o tempo, esta prática foi se diversificando, e hoje possui diversas “categorias”:

Orientação para preparação e segurança:  Ensina os princípios e técnicas necessárias para sobreviver a situações de ameaça que possam ocorrer em qualquer momento e qualquer lugar. Estas preparações também são aplicadas à calamidades como incêndios, ataques, confrontamentos físicos, enxentes, invasões de residências e muitos outros.

Ênfase em sobrevivência na selva: Discute as possibilidades de se manter vivo por periodos indefinidos em situações de perigo em locais selvagens. Estes podem incluir: Quedas de aviões, naufrágios, Perder-se na floresta e outros. As principais preocupações debatidas são: Sede, fome, clima, terreno, saúde, estresse e medo.

Orientado para auto defesa: Indivíduos preocupados em sobreviver a breves encontros de atividade violenta. Foca em proteção pessoal e suas ramificações legais, alertividade, artes marciais, táticas de auto defesa e ferramentas.

Desastres naturais breves: Orienta pessoas que vivem em áreas de furacões, terremotos, vida selvagem, enxentes e querem estar preparadas para o inevitável. Investe em materiais para fortificar estruturas e ferramentas para reconstruir e construir abrigos temporários, suficientes para conseguir superar a crise.

Desastres naturais longos: Preocupa-se com ciclos longos de 2 à 10 anos, períodos incomuns de calor ou frio.

Desastre natural indefinido/multi geracional: Preocupa-se com possíveis cenários como: Aquecimento global, esfriamento global, degradação ambiental, impacto de meteoros e outros.

Cenário bioquímico: Prepara-se contra uma possível expansão de doenças fatais e o uso terrorista de agentes biológicos.

Orientação para crises médicas: Busca conhecer os princípios mais elementares da medicina que possam ajudar a superar uma situação onde há ferimentos e outras situações que ameaçam a saúde.

Como pode-se ver, existem diversas abordagens, algumas mais extremistas e outras que podem ser adotadas durante a vida cotidiana. Iremos englobar um pouco sobre cada categoria. Com tutoriais sobre assuntos diversificados, reviews sobre produtos, relatos de experiências e muitos outros.

Deixamos que o vídeo demonstre nossa natureza humana e explique o porquê de nos preparamos.



Fontes: Sobrevivencialismo , Youtube - Sobrevivencialismo

Novidade: Sobrevivencialismo, em breve dicas e manuais de sobrevivencia

Por:Sobrevivencialismo

Iremos tratar de um assunto ainda não muito conhecido no Brasil, o sobrevivencialismo.

Esta prática consiste em preparar-se para as mais diversas situações que podem lhe causar dano se não previstas. Muitos crêem que os sobrevivencialistas esperam por um “fim do mundo”, pensamento que mostra-se errôneo, visto que esta prática visa apenas fornecer maior segurança em momentos de crise que possam surgir. Mas que momentos são esses?

Se em sua cidade uma das redes de distribuição de água tem problemas e você fica sem água do fornecimento público durante 2 semanas, você teria o bastante já armazenado em sua casa para conseguir surprir as suas necessidades durante esse tempo? Creio que não.

São para esses eventos que devemos nos atentar, pois com simples atos podemos evitar que situações como esta lhe causem problemas.

O sobrevivencialismo teve a sua origem nos Estados Unidos e Inglaterra em meados da década de 60, onde a ameaça nuclear fez com que a população procurasse formas de se proteger. Com o tempo, esta prática foi se diversificando, e hoje possui diversas “categorias”:

Orientação para preparação e segurança:  Ensina os princípios e técnicas necessárias para sobreviver a situações de ameaça que possam ocorrer em qualquer momento e qualquer lugar. Estas preparações também são aplicadas à calamidades como incêndios, ataques, confrontamentos físicos, enxentes, invasões de residências e muitos outros.

Ênfase em sobrevivência na selva: Discute as possibilidades de se manter vivo por periodos indefinidos em situações de perigo em locais selvagens. Estes podem incluir: Quedas de aviões, naufrágios, Perder-se na floresta e outros. As principais preocupações debatidas são: Sede, fome, clima, terreno, saúde, estresse e medo.

Orientado para auto defesa: Indivíduos preocupados em sobreviver a breves encontros de atividade violenta. Foca em proteção pessoal e suas ramificações legais, alertividade, artes marciais, táticas de auto defesa e ferramentas.

Desastres naturais breves: Orienta pessoas que vivem em áreas de furacões, terremotos, vida selvagem, enxentes e querem estar preparadas para o inevitável. Investe em materiais para fortificar estruturas e ferramentas para reconstruir e construir abrigos temporários, suficientes para conseguir superar a crise.

Desastres naturais longos: Preocupa-se com ciclos longos de 2 à 10 anos, períodos incomuns de calor ou frio.

Desastre natural indefinido/multi geracional: Preocupa-se com possíveis cenários como: Aquecimento global, esfriamento global, degradação ambiental, impacto de meteoros e outros.

Cenário bioquímico: Prepara-se contra uma possível expansão de doenças fatais e o uso terrorista de agentes biológicos.

Orientação para crises médicas: Busca conhecer os princípios mais elementares da medicina que possam ajudar a superar uma situação onde há ferimentos e outras situações que ameaçam a saúde.

Como pode-se ver, existem diversas abordagens, algumas mais extremistas e outras que podem ser adotadas durante a vida cotidiana. Iremos englobar um pouco sobre cada categoria. Com tutoriais sobre assuntos diversificados, reviews sobre produtos, relatos de experiências e muitos outros.

Deixamos que o vídeo demonstre nossa natureza humana e explique o porquê de nos preparamos.



Fontes: Sobrevivencialismo , Youtube - Sobrevivencialismo

Ucrânia, Síria, Iraque: tanto os conflitos violentos quanto a constante formação de alianças inesperadas marcam mundo atual. Ocidente precisa reagir a essa realidade, opina o redator-chefe da DW, Alexander Kudascheff.

Alexander Kudascheff, redator-chefe da DW
O mundo está sendo abalado por crises dramáticas. Na Ucrânia. E ainda mais no Oriente Médio, mesmo que um novo cessar-fogo de cinco dias entre Israel e o Hamas permita uma pausa para respirar.

Na Síria, a guerra civil prossegue com intensidade homicida, embora quase que despercebida: em breve se atingirá a marca de 200 mil mortos, num país em dissolução.

E no norte do Iraque, o mapa territorial está sendo retraçado por uma soldadesca inimaginavelmente brutal, que ultrapassa todos os limites em nome de Alá, e cuja área de dominação já se estende da cidade de Aleppo até o Curdistão iraquiano: o chamado "Estado Islâmico" (EI). O EI pretende destruir a ordem vigente, ele não reconhece fronteiras, Estados ou governos: para ele, o que conta é apenas sua própria interpretação do Alcorão.

E isso abala a diplomacia, pois, de repente, as antigas concepções não valem mais. Os Estados Unidos apoiam os curdos – e, portanto, indiretamente, os xiitas em Bagdá e em Teerã – na luta contra os terroristas do EI. O país dá essa ajuda à própria revelia, pois, na realidade, ele quer uma troca de poder e de política no Iraque, e suas relações com o Irã prosseguem tensas e abaladas.

Na Síria, os EUA também não sabem se insistem na queda do tirano Bashar al-Assad, pois isso abriria o caminho para a Frente Al-Nusra, que eles combatem no norte do Iraque. Uma desordem diplomática para a qual não há respostas fáceis.

O prêmio Nobel da Paz Barack Obama decidiu-se cedo por uma retirada de tropas do Iraque. Ele não acredita nos êxitos das intervenções militares e, no entanto, teve que interferir agora. O papel dos EUA no Oriente Médio se desgastou. Antes, o país era considerado insubstituível, devido a suas estreitas conexões estratégicas com Israel e com as monarquias e países árabes conservadores e com lideranças autoritárias, como o Egito, a Jordânia e a Arábia Saudita.

Porém, Obama tem fama de fraco, indeciso, hesitante e incapaz de se impor. Nem mesmo Israel lhe dá ouvidos – como tem mostrado, nos últimos 12 meses, a vã "diplomacia de ponte aérea" do incansável secretário de Estado John Kerry. Israel segue sendo o parceiro dos EUA, porém, age de forma mais autônoma do que nunca.

Na grande crise europeia em torno da Ucrânia, por outro lado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se revela um mestre da falta de transparência tática. Depois da anexação da Crimeia, será que ele também pretende avançar sobre o leste ucraniano? Será que só quer desestabilizar a região? Ou quer desestabilizá-la para depois anexá-la?

Será que o desafio de Moscou se dirige apenas ao malquisto governo em Kiev, ou por trás dele se esconde a gritante ambição de poder de um novo imperialismo russo, que se insere no vácuo político aberto pelos EUA, tão ocupados consigo mesmos, e pela hesitante e indecisa União Europeia?

As sanções do Ocidente contra os russos apresentam os primeiros efeitos, mas o clima vai se congelando; e apenas telefonemas, até mesmo da chefe de governo alemã, Angela Merkel, não bastarão para desfazer o nó ucraniano. Como a Rússia foi excluída do círculo do G8, é a UE que precisa, em primeira linha, encontrar uma via de acesso ao Kremlin.

A Alemanha, por sua vez, – que desde o início do ano vem debatendo, com maior ou menor alarde, sobre um maior engajamento político no mundo – é forçada a assumir um novo papel.

O país é uma potência líder e sua opinião é escutada. Contudo, Berlim precisa avançar ainda mais, não pode se esconder por trás da UE na esperança de não ter que assumir nenhuma responsabilidade. A Alemanha precisa assumir uma posição definida: na crise da Ucrânia, sem dúvida, e possivelmente mais ainda no caso do norte do Iraque.

Se o "Estado Islâmico" age com brutalidade quase sem precedentes, se seres humanos são massacrados, assassinados ou expulsos de seus domicílios, então, Berlim não pode se acomodar em seu bem estar e prosperidade e esperar tranquilizar a própria consciência com alguns milhões e entregas de ajuda humanitária.

No entanto, as intervenções militares das últimas duas décadas foram raramente acompanhadas de sucesso. Isso vale tanto para o Afeganistão como para a Líbia – onde a derrubada de Muammar Kadafi transformou a ditadura de um homem só num "Estado caído".

O mundo ficou mais difícil de compreender. A nova ordem mundial é uma ordem em que novas alianças são constantemente formadas. Pois quem poderia ter imaginado, apenas alguns meses atrás, que o mundo se colocaria do lado dos curdos? Ainda mais com a intenção de que combatentes peshmerga vitoriosos desenvolvam uma nova consciência curda e que talvez exijam a fundação de um Estado curdo transfronteiriço!

Entre os polos da superpotência americana em retirada, as pretensões neoimperialistas de Moscou e uma China que, por enquanto, muitas vezes ainda age à sombra da política mundial, é necessária uma política externa nova e livre de preconceitos por parte da UE e, sobretudo, da Alemanha. E isso numa época sem certezas diplomáticas.

Fontes: Illuminati Elite MalditaDW

Ocidente precisa reagir à nova ordem mundial, opina o redator-chefe da DW, Alexander Kudascheff

Ucrânia, Síria, Iraque: tanto os conflitos violentos quanto a constante formação de alianças inesperadas marcam mundo atual. Ocidente precisa reagir a essa realidade, opina o redator-chefe da DW, Alexander Kudascheff.

Alexander Kudascheff, redator-chefe da DW
O mundo está sendo abalado por crises dramáticas. Na Ucrânia. E ainda mais no Oriente Médio, mesmo que um novo cessar-fogo de cinco dias entre Israel e o Hamas permita uma pausa para respirar.

Na Síria, a guerra civil prossegue com intensidade homicida, embora quase que despercebida: em breve se atingirá a marca de 200 mil mortos, num país em dissolução.

E no norte do Iraque, o mapa territorial está sendo retraçado por uma soldadesca inimaginavelmente brutal, que ultrapassa todos os limites em nome de Alá, e cuja área de dominação já se estende da cidade de Aleppo até o Curdistão iraquiano: o chamado "Estado Islâmico" (EI). O EI pretende destruir a ordem vigente, ele não reconhece fronteiras, Estados ou governos: para ele, o que conta é apenas sua própria interpretação do Alcorão.

E isso abala a diplomacia, pois, de repente, as antigas concepções não valem mais. Os Estados Unidos apoiam os curdos – e, portanto, indiretamente, os xiitas em Bagdá e em Teerã – na luta contra os terroristas do EI. O país dá essa ajuda à própria revelia, pois, na realidade, ele quer uma troca de poder e de política no Iraque, e suas relações com o Irã prosseguem tensas e abaladas.

Na Síria, os EUA também não sabem se insistem na queda do tirano Bashar al-Assad, pois isso abriria o caminho para a Frente Al-Nusra, que eles combatem no norte do Iraque. Uma desordem diplomática para a qual não há respostas fáceis.

O prêmio Nobel da Paz Barack Obama decidiu-se cedo por uma retirada de tropas do Iraque. Ele não acredita nos êxitos das intervenções militares e, no entanto, teve que interferir agora. O papel dos EUA no Oriente Médio se desgastou. Antes, o país era considerado insubstituível, devido a suas estreitas conexões estratégicas com Israel e com as monarquias e países árabes conservadores e com lideranças autoritárias, como o Egito, a Jordânia e a Arábia Saudita.

Porém, Obama tem fama de fraco, indeciso, hesitante e incapaz de se impor. Nem mesmo Israel lhe dá ouvidos – como tem mostrado, nos últimos 12 meses, a vã "diplomacia de ponte aérea" do incansável secretário de Estado John Kerry. Israel segue sendo o parceiro dos EUA, porém, age de forma mais autônoma do que nunca.

Na grande crise europeia em torno da Ucrânia, por outro lado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se revela um mestre da falta de transparência tática. Depois da anexação da Crimeia, será que ele também pretende avançar sobre o leste ucraniano? Será que só quer desestabilizar a região? Ou quer desestabilizá-la para depois anexá-la?

Será que o desafio de Moscou se dirige apenas ao malquisto governo em Kiev, ou por trás dele se esconde a gritante ambição de poder de um novo imperialismo russo, que se insere no vácuo político aberto pelos EUA, tão ocupados consigo mesmos, e pela hesitante e indecisa União Europeia?

As sanções do Ocidente contra os russos apresentam os primeiros efeitos, mas o clima vai se congelando; e apenas telefonemas, até mesmo da chefe de governo alemã, Angela Merkel, não bastarão para desfazer o nó ucraniano. Como a Rússia foi excluída do círculo do G8, é a UE que precisa, em primeira linha, encontrar uma via de acesso ao Kremlin.

A Alemanha, por sua vez, – que desde o início do ano vem debatendo, com maior ou menor alarde, sobre um maior engajamento político no mundo – é forçada a assumir um novo papel.

O país é uma potência líder e sua opinião é escutada. Contudo, Berlim precisa avançar ainda mais, não pode se esconder por trás da UE na esperança de não ter que assumir nenhuma responsabilidade. A Alemanha precisa assumir uma posição definida: na crise da Ucrânia, sem dúvida, e possivelmente mais ainda no caso do norte do Iraque.

Se o "Estado Islâmico" age com brutalidade quase sem precedentes, se seres humanos são massacrados, assassinados ou expulsos de seus domicílios, então, Berlim não pode se acomodar em seu bem estar e prosperidade e esperar tranquilizar a própria consciência com alguns milhões e entregas de ajuda humanitária.

No entanto, as intervenções militares das últimas duas décadas foram raramente acompanhadas de sucesso. Isso vale tanto para o Afeganistão como para a Líbia – onde a derrubada de Muammar Kadafi transformou a ditadura de um homem só num "Estado caído".

O mundo ficou mais difícil de compreender. A nova ordem mundial é uma ordem em que novas alianças são constantemente formadas. Pois quem poderia ter imaginado, apenas alguns meses atrás, que o mundo se colocaria do lado dos curdos? Ainda mais com a intenção de que combatentes peshmerga vitoriosos desenvolvam uma nova consciência curda e que talvez exijam a fundação de um Estado curdo transfronteiriço!

Entre os polos da superpotência americana em retirada, as pretensões neoimperialistas de Moscou e uma China que, por enquanto, muitas vezes ainda age à sombra da política mundial, é necessária uma política externa nova e livre de preconceitos por parte da UE e, sobretudo, da Alemanha. E isso numa época sem certezas diplomáticas.

Fontes: Illuminati Elite MalditaDW

Entenda o que é o Sistema Tributário de um país e conheça 5 obstáculos para construir um instrumento mais justo no Brasil

Sistema Tributário do Brasil é injusto (Imagem: Pragmatismo Político)
Por: Najla Passos, Carta Maior

O sistema tributário de um país é o conjunto de impostos, taxas e contribuições através dos quais o Estado obtém recursos para cumprir suas funções, como a oferta de bens e serviços públicos de qualidade. Portanto, tanto pode ser instrumento para promover a distribuição de renda quanto para ampliar a acumulação capitalista de poucos.

No Brasil, é consenso que o sistema tributário é injusto, qualquer que seja o parâmetro adotado para avaliá-lo. Estudo realizado por Maria Helena Zockum, em 2004, mostra que os mais pobres, com renda de até 2 salários mínimos, eram onerados em 48,8% com impostos, enquanto os mais ricos, com renda superior a 30 salários mínimos, em apenas 26,3%.

Para corrigir essas distorções, não há outro caminho possível que não seja executar uma ampla reforma tributária, pauta que segue emperrada no Congresso devido às diferentes visões de qual deve ser o seu propósito: a reforma tributária pela qual os empresários clamam com o apoio dos setores mais conservadores não é a mesma que irá ajudar a superar o cenário de desigualdade social e regional que ainda impera no país.

Esta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sabatinou os três candidatos que lideram a corrida presidencial e os presenteou com o documento “Proposta da Indústria para as Eleições 2014”, no qual propõe suas 48 reivindicações para o desenvolvimento do Brasil. Confira aqui quais são os 5 principais pontos que dialogam com a reforma tributária e entenda porque eles não favorecem o conjunto da sociedade:

1 – Nova governança para a competitividade.


Quando os setores mais conservadores da sociedade criticam a Política Nacional de Participação Social criada pelo governo Dilma, isso se deve não ao fato de que ela rompa com os trâmites legais da democracia representativa, como eles alegam, mas ao simples fato que considera ouvir a opinião do povo para a tomada de decisões do Executivo.

Quanto o tema é aumentar a competitividade tão almejada pelo setor da indústria, são eles mesmo que propõem a criação de um novo tipo de governança, formada por representantes públicos e privados, que seja priorizada pela presidência da república e tenha liderança executiva reconhecida, foco e prioridade para a ação, flexibilidade para superar obstáculos e, principalmente, poder decisório.

O problema é que a proposta reivindica que o grupo seja restrito e limita a representação social a dos empresários. Outros segmentos, como o dos trabalhadores, ficariam completamente alijados de quaisquer decisões que afetariam a vida de todos!

2 – Não pagamento de impostos sobre investimentos


Para aumentar a competitividade nacional, os empresários não querem pagar impostos. Em outras palavras, querem deixar que os outros setores da sociedade, como os dos trabalhadores e aposentados, financiem todos os serviços prestados pelo Estado. As desonerações já reduzem – e muito – os recursos para o financiamento das políticas públicas sociais. E seus patamares vêm crescendo nos últimos anos.

Como a discussão sobre a reforma tributária não ocorre de forma ampla, aberta à participação de toda a sociedade, as mudanças acabam ocorrendo nos gabinetes dos ministros, onde os empresários têm mais acesso e influência do que outros setores. Dados da Receita Federal mostram que as desonerações e isenções somaram 1,69% do PIB em 2005, 2,77% em 2008, 3,20% em 2009 e 3,42% em 2010.

Para se ter uma ideia do prejuízo que isso representa para o país, os 3,42% relativos às isenções que não entraram no PIB em 2010 (cerca de R$ 114 bilhões) representavam mais que o dobro do orçamento inicial previsto para o Ministério da Educação (R$ 50,9 bilhões) e ficaram bem próximos do dobro do orçamento do Ministério da Saúde (R$ 66,7 bilhões).

Ainda há outras variantes graves na política de isenções específica para os investimentos. A população de um estado que aceita sediar uma siderúrgica altamente poluente, por exemplo, não será beneficiada com os serviços públicos melhores que, pelo menos em tese, seriam possíveis de serem financiados pelo pagamento dos impostos gerados pela atividade econômica.

3 – Não pagamento de impostos sobre as exportações


Os empresários também não querem pagar impostos sobre as das exportações. É verdade que, isentos, os produtos brasileiros se tornam mais competitivas no mercado internacional. Mas o culto para o desenvolvimento regional é grande, principalmente nos estados em que a pauta se reduz aos produtos primários ou commodities. Tanto que os estados beneficiados pelas desonerações já previstas pelas legislações vigentes, em especial a Lei Kandir, são os mais pobres do país.

Os estados do norte, por exemplo, não obtém o retorno necessário com a exportação do minério que possuem. A comparação com o retorno proveniente da exploração de petróleo é gritante. Dados do Ministério de Minas e Energia revelam que os royalties minerais não chegam a representar 2% do valor da produção do setor, enquanto as rendas do petróleo representam cerca de 20%.
Além disso, as medidas que desoneram exportações de produtos primários e semielaborados terminam incentivando a exportação de commodities em detrimento da agregação de valor no país. Em outras palavras, não estimulam em nada a industrialização. Dados do Ministério de Minas e Energia, revelam que, em 2008, foram exportados 282 milhões de toneladas de minério de ferro, o seria suficiente para produzir 170 milhões de toneladas de aço. Essas transações equivaleram também à exportação de 680 mil empregos.

4 – Redução do custo do trabalho


De todas as propostas dos empresários para a reforma tributária, a redução do custo do trabalho é a que afeta de forma mais gritante a vida dos brasileiros mais pobres, porque elimina parte da proteção social que resultou de anos de luta sindical e trabalhista. Dentre as medidas apontadas, eles ressaltam a desoneração da folha de pagamento, o que deixaria apenas a cargo dos próprios trabalhadores e da sociedade por meio do estado, o financiamento das políticas sociais como INSS e Fundo de Garantia, por exemplo.

A proposta completa propõe dogmas neoliberais como associar a política de reajuste salarial a ganhos de produtividade. Em outras palavras, só dar aumento ao trabalhador que conseguir superar as metas impostas pela empresa, o que criará também a remuneração diferenciada para a mesma função. Os empresários querem, entre outras medidas, adotar jornadas de trabalho diferenciadas, com o fim do mínimo de 1 hora de descanso no almoço, por exemplo, e contratar trabalhadores que possam desempenhar múltiplas funções ao mesmo. Também apresentam marco legal para as terceirizações que, praticamente, acaba com o trabalho com carteira assinada em todas as atividades.

5 – Manter os mais pobres pagando mais


Como já foi dito, a principal razão para o sistema tributário brasileiro ser tão injusto é que os mais pobres pagam um percentual maior de impostos do que os mais ricos. Isso ocorre porque o país privilegia a taxação da circulação de bens e serviços, em que todos os brasileiros pagam a mesma alíquota, ao invés da tributação da renda e da propriedade, na qual quem tem mais paga mais, de forma progressiva.

Em 2008, por exemplo, a carga tributária do país foi da ordem de 34,9% do PIB. As incidências sobre bens e serviços somaram 16,3% do PIB e responderam por 46,8% do que foi coletado, enquanto os impostos sobre a renda e a propriedade resultaram em 8,9% do PIB ou 25,6% da carga global.
O imposto de renda, mais especificamente, foi de 2,35% do PIB ou 6,7% do total de impostos. Nos países da União europeia, a título de comparação, os diferentes impostos sobre a renda recolheram, em média, quase 9% do PIB e somaram 25% da receita de impostos. Da mesma forma, os impostos sobre propriedade, no Brasil, coletaram cerca de 1,2% do PIB e sua participação na carga total foi de apenas 3,5%. Já nos países da União Europeia, os impostos sobre propriedade alcançaram, em média, 1,9% do PIB ou 5,4% da arrecadação global. Isso faz a diferença: lá, os que ganham mais e tem mais propriedades contribuem mais e, por isso, a desigualdade social é muito menor.

Para agravar, no Brasil, o próprio Imposto de Renda sobre Pessoa Física (IRPF) cobra mais dos pobres do que dos ricos. Ainda que os últimos sejam penalizados com alíquotas mais altas, também são beneficiados com uma série de isenções que não atingem aqueles que se servem, por exemplo, dos sistemas públicos de educação e saúde. Os empresários sabem que isso é injusto, mas não propõem nenhuma medida para corrigir a distorção. Até falam em simplificar e modernizar o Imposto de Renda sobre Pessoa Física (IRPF). Mas é só isso. Por eles, grandes fortunas e grandes propriedades seguem subtaxadas.

Fontes: Pragmatismo Político , Carta Maior

O que é o Sistema Tributário e por que no Brasil ele é tão injusto?

Entenda o que é o Sistema Tributário de um país e conheça 5 obstáculos para construir um instrumento mais justo no Brasil

Sistema Tributário do Brasil é injusto (Imagem: Pragmatismo Político)
Por: Najla Passos, Carta Maior

O sistema tributário de um país é o conjunto de impostos, taxas e contribuições através dos quais o Estado obtém recursos para cumprir suas funções, como a oferta de bens e serviços públicos de qualidade. Portanto, tanto pode ser instrumento para promover a distribuição de renda quanto para ampliar a acumulação capitalista de poucos.

No Brasil, é consenso que o sistema tributário é injusto, qualquer que seja o parâmetro adotado para avaliá-lo. Estudo realizado por Maria Helena Zockum, em 2004, mostra que os mais pobres, com renda de até 2 salários mínimos, eram onerados em 48,8% com impostos, enquanto os mais ricos, com renda superior a 30 salários mínimos, em apenas 26,3%.

Para corrigir essas distorções, não há outro caminho possível que não seja executar uma ampla reforma tributária, pauta que segue emperrada no Congresso devido às diferentes visões de qual deve ser o seu propósito: a reforma tributária pela qual os empresários clamam com o apoio dos setores mais conservadores não é a mesma que irá ajudar a superar o cenário de desigualdade social e regional que ainda impera no país.

Esta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sabatinou os três candidatos que lideram a corrida presidencial e os presenteou com o documento “Proposta da Indústria para as Eleições 2014”, no qual propõe suas 48 reivindicações para o desenvolvimento do Brasil. Confira aqui quais são os 5 principais pontos que dialogam com a reforma tributária e entenda porque eles não favorecem o conjunto da sociedade:

1 – Nova governança para a competitividade.


Quando os setores mais conservadores da sociedade criticam a Política Nacional de Participação Social criada pelo governo Dilma, isso se deve não ao fato de que ela rompa com os trâmites legais da democracia representativa, como eles alegam, mas ao simples fato que considera ouvir a opinião do povo para a tomada de decisões do Executivo.

Quanto o tema é aumentar a competitividade tão almejada pelo setor da indústria, são eles mesmo que propõem a criação de um novo tipo de governança, formada por representantes públicos e privados, que seja priorizada pela presidência da república e tenha liderança executiva reconhecida, foco e prioridade para a ação, flexibilidade para superar obstáculos e, principalmente, poder decisório.

O problema é que a proposta reivindica que o grupo seja restrito e limita a representação social a dos empresários. Outros segmentos, como o dos trabalhadores, ficariam completamente alijados de quaisquer decisões que afetariam a vida de todos!

2 – Não pagamento de impostos sobre investimentos


Para aumentar a competitividade nacional, os empresários não querem pagar impostos. Em outras palavras, querem deixar que os outros setores da sociedade, como os dos trabalhadores e aposentados, financiem todos os serviços prestados pelo Estado. As desonerações já reduzem – e muito – os recursos para o financiamento das políticas públicas sociais. E seus patamares vêm crescendo nos últimos anos.

Como a discussão sobre a reforma tributária não ocorre de forma ampla, aberta à participação de toda a sociedade, as mudanças acabam ocorrendo nos gabinetes dos ministros, onde os empresários têm mais acesso e influência do que outros setores. Dados da Receita Federal mostram que as desonerações e isenções somaram 1,69% do PIB em 2005, 2,77% em 2008, 3,20% em 2009 e 3,42% em 2010.

Para se ter uma ideia do prejuízo que isso representa para o país, os 3,42% relativos às isenções que não entraram no PIB em 2010 (cerca de R$ 114 bilhões) representavam mais que o dobro do orçamento inicial previsto para o Ministério da Educação (R$ 50,9 bilhões) e ficaram bem próximos do dobro do orçamento do Ministério da Saúde (R$ 66,7 bilhões).

Ainda há outras variantes graves na política de isenções específica para os investimentos. A população de um estado que aceita sediar uma siderúrgica altamente poluente, por exemplo, não será beneficiada com os serviços públicos melhores que, pelo menos em tese, seriam possíveis de serem financiados pelo pagamento dos impostos gerados pela atividade econômica.

3 – Não pagamento de impostos sobre as exportações


Os empresários também não querem pagar impostos sobre as das exportações. É verdade que, isentos, os produtos brasileiros se tornam mais competitivas no mercado internacional. Mas o culto para o desenvolvimento regional é grande, principalmente nos estados em que a pauta se reduz aos produtos primários ou commodities. Tanto que os estados beneficiados pelas desonerações já previstas pelas legislações vigentes, em especial a Lei Kandir, são os mais pobres do país.

Os estados do norte, por exemplo, não obtém o retorno necessário com a exportação do minério que possuem. A comparação com o retorno proveniente da exploração de petróleo é gritante. Dados do Ministério de Minas e Energia revelam que os royalties minerais não chegam a representar 2% do valor da produção do setor, enquanto as rendas do petróleo representam cerca de 20%.
Além disso, as medidas que desoneram exportações de produtos primários e semielaborados terminam incentivando a exportação de commodities em detrimento da agregação de valor no país. Em outras palavras, não estimulam em nada a industrialização. Dados do Ministério de Minas e Energia, revelam que, em 2008, foram exportados 282 milhões de toneladas de minério de ferro, o seria suficiente para produzir 170 milhões de toneladas de aço. Essas transações equivaleram também à exportação de 680 mil empregos.

4 – Redução do custo do trabalho


De todas as propostas dos empresários para a reforma tributária, a redução do custo do trabalho é a que afeta de forma mais gritante a vida dos brasileiros mais pobres, porque elimina parte da proteção social que resultou de anos de luta sindical e trabalhista. Dentre as medidas apontadas, eles ressaltam a desoneração da folha de pagamento, o que deixaria apenas a cargo dos próprios trabalhadores e da sociedade por meio do estado, o financiamento das políticas sociais como INSS e Fundo de Garantia, por exemplo.

A proposta completa propõe dogmas neoliberais como associar a política de reajuste salarial a ganhos de produtividade. Em outras palavras, só dar aumento ao trabalhador que conseguir superar as metas impostas pela empresa, o que criará também a remuneração diferenciada para a mesma função. Os empresários querem, entre outras medidas, adotar jornadas de trabalho diferenciadas, com o fim do mínimo de 1 hora de descanso no almoço, por exemplo, e contratar trabalhadores que possam desempenhar múltiplas funções ao mesmo. Também apresentam marco legal para as terceirizações que, praticamente, acaba com o trabalho com carteira assinada em todas as atividades.

5 – Manter os mais pobres pagando mais


Como já foi dito, a principal razão para o sistema tributário brasileiro ser tão injusto é que os mais pobres pagam um percentual maior de impostos do que os mais ricos. Isso ocorre porque o país privilegia a taxação da circulação de bens e serviços, em que todos os brasileiros pagam a mesma alíquota, ao invés da tributação da renda e da propriedade, na qual quem tem mais paga mais, de forma progressiva.

Em 2008, por exemplo, a carga tributária do país foi da ordem de 34,9% do PIB. As incidências sobre bens e serviços somaram 16,3% do PIB e responderam por 46,8% do que foi coletado, enquanto os impostos sobre a renda e a propriedade resultaram em 8,9% do PIB ou 25,6% da carga global.
O imposto de renda, mais especificamente, foi de 2,35% do PIB ou 6,7% do total de impostos. Nos países da União europeia, a título de comparação, os diferentes impostos sobre a renda recolheram, em média, quase 9% do PIB e somaram 25% da receita de impostos. Da mesma forma, os impostos sobre propriedade, no Brasil, coletaram cerca de 1,2% do PIB e sua participação na carga total foi de apenas 3,5%. Já nos países da União Europeia, os impostos sobre propriedade alcançaram, em média, 1,9% do PIB ou 5,4% da arrecadação global. Isso faz a diferença: lá, os que ganham mais e tem mais propriedades contribuem mais e, por isso, a desigualdade social é muito menor.

Para agravar, no Brasil, o próprio Imposto de Renda sobre Pessoa Física (IRPF) cobra mais dos pobres do que dos ricos. Ainda que os últimos sejam penalizados com alíquotas mais altas, também são beneficiados com uma série de isenções que não atingem aqueles que se servem, por exemplo, dos sistemas públicos de educação e saúde. Os empresários sabem que isso é injusto, mas não propõem nenhuma medida para corrigir a distorção. Até falam em simplificar e modernizar o Imposto de Renda sobre Pessoa Física (IRPF). Mas é só isso. Por eles, grandes fortunas e grandes propriedades seguem subtaxadas.

Fontes: Pragmatismo Político , Carta Maior

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