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Vitória foi conquistada por um pequeno grupo de camponeses apicultores

Um pequeno grupo de apicultores infligiu uma importante derrota à gigante da biotecnologia Monsanto, o que brecou as ambições da empresa de plantar milhares de hectares de grãos de soja geneticamente modificados para resistir a seu próprio pesticida Roundup.

Um juiz distrital do estado de Yucatan derrubou no mês passado uma permissão concedida pelo ministério da agricultura do país e pela agência de proteção ambiental, de junho de 2002, que levaria à plantação comercial da soja.

A permissão autorizava a Monsanto a plantar suas sementes em sete estados, em mais de 235.000 hectares, apesar de protestos de milhares de agricultores, do Greenpeace, da Comissão Nacional do Conhecimento e Utilização da Biodiversidade do México e da Comissão Nacional de Áreas Protegidas, além do Instituto Nacional de Ecologia.

Um grupo de camponeses do grupo indígena maia entrou com uma ação argumentando que a licença colocava em risco a produção tradicional de mel numa região que inclui as comunidades Ticul, Santa Elena, Oxkutzcab, Tzucacab, Tekax, Peto e Tizimin, em Yucatan.

“A decisão do juiz foi uma grande conquista, por não haver reconhecimento de nosso direito legítimo de tomar decisões sobre nosso território e nossa sobrevivência,” disse o apicultor Lorenzo Itzá Ek. “A apicultura é nossa principal atividade econômica tradicional e não queremos nosso mel contaminado com transgênicos ou outros produtos tóxicos, com substâncias químicas que matam nossas abelhas.”

Foi a terceira derrota da Monsanto no leste do México este ano. Em abril e maio um tribunal em Campeche decidiu a favor de apicultores das comunidades locais de Hopelchén e Pac-Chen. As decisões se seguiram às de um juiz federal que, em outubro de 2013, proibiu que o ministério da agricultura e a agência ambiental concedessem mais licenças para plantação de milho transgênico no México.

No Brasil… agricultores estão pedindo que quatro fabricantes de sementes transgênicas os reembolsem pelo pesticida que usaram em suas plantações de milho este ano. De acordo com Ricardo Ricardo Tomczyk, presidente da Aprosoja, no Mato Grosso do Sul, a Spodoptera frugiperda (também conhecida como broca do milho), desenvolveu resistência à proteína venenosa do tipo de milho geneticamente modificado “Bt corn.” As empresas envolvidas são Monsanto, Dow Chemical e Dupont, todas americanas, e a Syngenta, baseada na Suíça, diz o ww4report.

Fontes: Verdade Mundial , Planeta Sustentavel Abril , ww4report , Forum Anti Nova Ordem Mundial

México proíbe uso de sementes transgênicas da Monsanto


Vitória foi conquistada por um pequeno grupo de camponeses apicultores

Um pequeno grupo de apicultores infligiu uma importante derrota à gigante da biotecnologia Monsanto, o que brecou as ambições da empresa de plantar milhares de hectares de grãos de soja geneticamente modificados para resistir a seu próprio pesticida Roundup.

Um juiz distrital do estado de Yucatan derrubou no mês passado uma permissão concedida pelo ministério da agricultura do país e pela agência de proteção ambiental, de junho de 2002, que levaria à plantação comercial da soja.

A permissão autorizava a Monsanto a plantar suas sementes em sete estados, em mais de 235.000 hectares, apesar de protestos de milhares de agricultores, do Greenpeace, da Comissão Nacional do Conhecimento e Utilização da Biodiversidade do México e da Comissão Nacional de Áreas Protegidas, além do Instituto Nacional de Ecologia.

Um grupo de camponeses do grupo indígena maia entrou com uma ação argumentando que a licença colocava em risco a produção tradicional de mel numa região que inclui as comunidades Ticul, Santa Elena, Oxkutzcab, Tzucacab, Tekax, Peto e Tizimin, em Yucatan.

“A decisão do juiz foi uma grande conquista, por não haver reconhecimento de nosso direito legítimo de tomar decisões sobre nosso território e nossa sobrevivência,” disse o apicultor Lorenzo Itzá Ek. “A apicultura é nossa principal atividade econômica tradicional e não queremos nosso mel contaminado com transgênicos ou outros produtos tóxicos, com substâncias químicas que matam nossas abelhas.”

Foi a terceira derrota da Monsanto no leste do México este ano. Em abril e maio um tribunal em Campeche decidiu a favor de apicultores das comunidades locais de Hopelchén e Pac-Chen. As decisões se seguiram às de um juiz federal que, em outubro de 2013, proibiu que o ministério da agricultura e a agência ambiental concedessem mais licenças para plantação de milho transgênico no México.

No Brasil… agricultores estão pedindo que quatro fabricantes de sementes transgênicas os reembolsem pelo pesticida que usaram em suas plantações de milho este ano. De acordo com Ricardo Ricardo Tomczyk, presidente da Aprosoja, no Mato Grosso do Sul, a Spodoptera frugiperda (também conhecida como broca do milho), desenvolveu resistência à proteína venenosa do tipo de milho geneticamente modificado “Bt corn.” As empresas envolvidas são Monsanto, Dow Chemical e Dupont, todas americanas, e a Syngenta, baseada na Suíça, diz o ww4report.

Fontes: Verdade Mundial , Planeta Sustentavel Abril , ww4report , Forum Anti Nova Ordem Mundial


O recente discurso surpresa do ator e comediante Jim Carrey durante uma formatura na Maharishi University of Management, zombando da gigante dos transgênicos Monstanto, está ressoando por muitas pessoas, de acordo os feeds de redes sociais. Veja só o que ele falou:

O discurso estava cheio de humor, histórias e conselhos espirituais transmitidos por Carrey.

Mas muitas pessoas não compreenderam sua indireta à Monsanto, veja o que Jim Carrey falou:
“Estou aqui hoje para plantar uma semente… uma semente que vai inspirá-los a ir adiante em suas vidas com corações entusiasmados e uma clara sensação de plenitude. A questão é: será que a semente tem a chance de criar raízes … ou será processada pela Monsanto?”
Ele está zombando da agressiva e abusiva natureza da empresa de biotecnologia que processa agricultores por “violação de patentes” – ou seja, seu produto patenteado espalhado pelo vento em um campo sem contrato, quando na verdade está contaminando esse campo. De acordo com o HuffingtonPost, a Monsanto entrou com 144 processos contra 410 agricultores e 56 pequenas empresas agrícolas em pelo menos 27 Estados dos EUA, desde o início do ano passado.

Um caso importante de um tribunal contra a Monsanto, por essa mesma razão, fez todo o caminho até o Supremo Tribunal Federal. Todos os mais de 80 agricultores e grupos envolvidos essencialmente perderam, quando o Tribunal recusou-se a ouvir o caso, selando assim, as decisões anteriores. A Monsanto pode processar com imunidade total se um por cento ou mais da safra de um fazendeiro contém suas sementes patenteadas. Poderia ter algo a ver com o ex-advogado da Monsanto Clarence Thomas estar no tribunal?

Não é realmente muito chocante do franco Carrey ter feito essa observação aos graduados. A Marcha Contra a Monsanto estava ocorrendo quando ele fez o discurso em 24 de maio, e “#EndMonsanto” era uma hashtag top-trending no twitter. Além disso, a Universidade Maharishi é conhecida por suas filosofias ayurvédicas e perspectivas de saúde orgânica. Eles são a primeira faculdade a oferecer refeições vegetarianas orgânicas para seus alunos.

Se o discurso de Carrey não chamou a atenção sobre os atos da Monsanto e empresas de biotecnologia semelhantes, é certo chamar a atenção em uma faculdade que se orgulha de saúde natural, meio ambiente e consciência.

Veja o discurso completo (em Inglês)

Obs: citação sobre a Monsanto a partir dos 2:00 min


Fonte: Notícias Naturais

Ator Jim Carrey Zomba da Monsanto Durante Discurso de Formatura


O recente discurso surpresa do ator e comediante Jim Carrey durante uma formatura na Maharishi University of Management, zombando da gigante dos transgênicos Monstanto, está ressoando por muitas pessoas, de acordo os feeds de redes sociais. Veja só o que ele falou:

O discurso estava cheio de humor, histórias e conselhos espirituais transmitidos por Carrey.

Mas muitas pessoas não compreenderam sua indireta à Monsanto, veja o que Jim Carrey falou:
“Estou aqui hoje para plantar uma semente… uma semente que vai inspirá-los a ir adiante em suas vidas com corações entusiasmados e uma clara sensação de plenitude. A questão é: será que a semente tem a chance de criar raízes … ou será processada pela Monsanto?”
Ele está zombando da agressiva e abusiva natureza da empresa de biotecnologia que processa agricultores por “violação de patentes” – ou seja, seu produto patenteado espalhado pelo vento em um campo sem contrato, quando na verdade está contaminando esse campo. De acordo com o HuffingtonPost, a Monsanto entrou com 144 processos contra 410 agricultores e 56 pequenas empresas agrícolas em pelo menos 27 Estados dos EUA, desde o início do ano passado.

Um caso importante de um tribunal contra a Monsanto, por essa mesma razão, fez todo o caminho até o Supremo Tribunal Federal. Todos os mais de 80 agricultores e grupos envolvidos essencialmente perderam, quando o Tribunal recusou-se a ouvir o caso, selando assim, as decisões anteriores. A Monsanto pode processar com imunidade total se um por cento ou mais da safra de um fazendeiro contém suas sementes patenteadas. Poderia ter algo a ver com o ex-advogado da Monsanto Clarence Thomas estar no tribunal?

Não é realmente muito chocante do franco Carrey ter feito essa observação aos graduados. A Marcha Contra a Monsanto estava ocorrendo quando ele fez o discurso em 24 de maio, e “#EndMonsanto” era uma hashtag top-trending no twitter. Além disso, a Universidade Maharishi é conhecida por suas filosofias ayurvédicas e perspectivas de saúde orgânica. Eles são a primeira faculdade a oferecer refeições vegetarianas orgânicas para seus alunos.

Se o discurso de Carrey não chamou a atenção sobre os atos da Monsanto e empresas de biotecnologia semelhantes, é certo chamar a atenção em uma faculdade que se orgulha de saúde natural, meio ambiente e consciência.

Veja o discurso completo (em Inglês)

Obs: citação sobre a Monsanto a partir dos 2:00 min


Fonte: Notícias Naturais

O ex-CEO da Microsoft, e mega-magnata Bill Gates há muito tempo utiliza sua vasta fortuna em estudos sobre os organismos geneticamente modificados (OGM's), através de sua Fundação Bill & Melinda Gates, mas os esforços de Gates foram recebidas com fortes críticas de milhões de ativistas em todo o mundo.

A Fundação Bill & Melinda Gates doará quase 6 milhões de "despolarizar" o debate sobre os OGM.

O debate em torno dos OGM's  tem crescido nos últimos anos, com os ativistas  alertando sobre os perigos dos alimentos geneticamente modificados a saúde , bem como os riscos ambientais ( ver aqui e aqui ) dos cultivos criados em laboratórios.

As Corporações Pro-OGM vem tentando lutar contra estas campanhas (um exemplo disto, é este artigo, onde a Monsanto ofereceu dinheiro as "mães blogueiras" para moldar a opinião pública).

Agora, em um esforço para "despolarizar" o debate sobre os OGM's, a Fundação Bill & Melinda Gates está fazendo uma doação de vários milhões de dólares para uma das universidades mais importantes dos Estados Unidos.

Universidade Cornell  lidera equipes focadas em OGM's

A Universidade de Cornell (EUA),  lidera um novo esforço internacional que "tentará adicionar uma voz mais forte em torno do OGM's", de acordo com este artigo da própria escola.

O programa, viabilizado por meio de 5,6 milhões de dólares  em concessão da Fundação Gates, supostamente pretende ajudar a informar  os consumidores através de um centro de informações on-line, bem como programas de treinamento, com o objetivo de educar sobre "impactos potenciais da tecnologia agrícola OGM .Recursos multimídia, incluindo vídeos de agricultores que utilizam a tecnologia será incluído também.

A indústria da biotecnologia seria beneficiada, pois isso pode  acabar com a preocupação generalizada em relação aos problemas de reputação  sobre as plantações OGM's.

De acordo com um relatório do USDA (Departamento de Agricultura nos EUA),  a quantidade de uso de herbicidas no milho GM aumentou de cerca de 1,5 libras por ace em 2001 para mais de 2 quilos por hectare plantado em 2010, em oposição direta as declarações contrárias feitas pelas empresas de OGM's.

O uso de herbicidas tem vindo a aumentar ao longo dos últimos nove anos de acordo com um estudo recente da Forbes.

A ascensão das "super ervas  daninhas resistentes aos herbicidas" também tem sido associada à adoção do OGM, tanto que o estado do Texas pediu (e foi negado) um produto químico para parar um surto em três milhões de hectares de algodão geneticamente modificado.

E, enquanto a indústria de biotecnologia, muitas vezes alega que está ajudando a "alimentar o mundo", um  relatório da ONU, recentemente disse que a agricultura orgânica em pequena escala é realmente a melhor escolha ao invés dos OGM's.

Será objetividade o programa da Universidade?

Considerando-se clara a tendência de Gates em favor dos OGM's , podemos razoavelmente esperar para ver qualquer tipo de objetividade no programa da Universidade Cornell?

Gates elogia os OGM's como uma solução da fome no mundo, apesar das evidências mostrarem o contrário, ignorando o papel dramático que o imperialismo tem desempenhado nos países africanos onde ele está tentando difundir os OGM's, bem como a promessa de pequenas agriculturas independentes em pequena escala como mencionada acima.

O "debate sobre OGM's" já está firmemente inclinado em favor da agricultura não-OGM's onde em geral o cultivo está em declínio em todo o mundo e maior parte da produção vem de apenas seis países.

Embora o objetivo declarado do programa é difundir "controvérsia", os resultados recentes da ciência independente e da opinião pública estão apoiando os alimentos orgânicos.

Os alimentos geneticamente modificados têm proliferado nos EUA quase exclusivamente devido à falta de rotulagem e transparência em geral.

Independentemente do programa  da Universidade de Cornell estar ou não envolvido, uma coisa é certa: o consumidor está se tornando inteligente o suficiente para fazer a sua própria em relação aos OGM's, e isso é provável que seja um problema para as empresas de biotecnologia.

Texto Traduzido do Inglês

Referências: (Inglês) Institute For Responsible Technology  , Alt Health Works  ,  RT USA , University Cornell , Aljazeera America , Forbes , Alt Health Works (2)  ,Huffington Post , Alt Health Works (3)

Fonte: (Inglês) Alt Health Works

Fundação Gates doa milhões a Universidade a fim de acrescentar uma "voz forte" sobre debate de OGM's

O ex-CEO da Microsoft, e mega-magnata Bill Gates há muito tempo utiliza sua vasta fortuna em estudos sobre os organismos geneticamente modificados (OGM's), através de sua Fundação Bill & Melinda Gates, mas os esforços de Gates foram recebidas com fortes críticas de milhões de ativistas em todo o mundo.

A Fundação Bill & Melinda Gates doará quase 6 milhões de "despolarizar" o debate sobre os OGM.

O debate em torno dos OGM's  tem crescido nos últimos anos, com os ativistas  alertando sobre os perigos dos alimentos geneticamente modificados a saúde , bem como os riscos ambientais ( ver aqui e aqui ) dos cultivos criados em laboratórios.

As Corporações Pro-OGM vem tentando lutar contra estas campanhas (um exemplo disto, é este artigo, onde a Monsanto ofereceu dinheiro as "mães blogueiras" para moldar a opinião pública).

Agora, em um esforço para "despolarizar" o debate sobre os OGM's, a Fundação Bill & Melinda Gates está fazendo uma doação de vários milhões de dólares para uma das universidades mais importantes dos Estados Unidos.

Universidade Cornell  lidera equipes focadas em OGM's

A Universidade de Cornell (EUA),  lidera um novo esforço internacional que "tentará adicionar uma voz mais forte em torno do OGM's", de acordo com este artigo da própria escola.

O programa, viabilizado por meio de 5,6 milhões de dólares  em concessão da Fundação Gates, supostamente pretende ajudar a informar  os consumidores através de um centro de informações on-line, bem como programas de treinamento, com o objetivo de educar sobre "impactos potenciais da tecnologia agrícola OGM .Recursos multimídia, incluindo vídeos de agricultores que utilizam a tecnologia será incluído também.

A indústria da biotecnologia seria beneficiada, pois isso pode  acabar com a preocupação generalizada em relação aos problemas de reputação  sobre as plantações OGM's.

De acordo com um relatório do USDA (Departamento de Agricultura nos EUA),  a quantidade de uso de herbicidas no milho GM aumentou de cerca de 1,5 libras por ace em 2001 para mais de 2 quilos por hectare plantado em 2010, em oposição direta as declarações contrárias feitas pelas empresas de OGM's.

O uso de herbicidas tem vindo a aumentar ao longo dos últimos nove anos de acordo com um estudo recente da Forbes.

A ascensão das "super ervas  daninhas resistentes aos herbicidas" também tem sido associada à adoção do OGM, tanto que o estado do Texas pediu (e foi negado) um produto químico para parar um surto em três milhões de hectares de algodão geneticamente modificado.

E, enquanto a indústria de biotecnologia, muitas vezes alega que está ajudando a "alimentar o mundo", um  relatório da ONU, recentemente disse que a agricultura orgânica em pequena escala é realmente a melhor escolha ao invés dos OGM's.

Será objetividade o programa da Universidade?

Considerando-se clara a tendência de Gates em favor dos OGM's , podemos razoavelmente esperar para ver qualquer tipo de objetividade no programa da Universidade Cornell?

Gates elogia os OGM's como uma solução da fome no mundo, apesar das evidências mostrarem o contrário, ignorando o papel dramático que o imperialismo tem desempenhado nos países africanos onde ele está tentando difundir os OGM's, bem como a promessa de pequenas agriculturas independentes em pequena escala como mencionada acima.

O "debate sobre OGM's" já está firmemente inclinado em favor da agricultura não-OGM's onde em geral o cultivo está em declínio em todo o mundo e maior parte da produção vem de apenas seis países.

Embora o objetivo declarado do programa é difundir "controvérsia", os resultados recentes da ciência independente e da opinião pública estão apoiando os alimentos orgânicos.

Os alimentos geneticamente modificados têm proliferado nos EUA quase exclusivamente devido à falta de rotulagem e transparência em geral.

Independentemente do programa  da Universidade de Cornell estar ou não envolvido, uma coisa é certa: o consumidor está se tornando inteligente o suficiente para fazer a sua própria em relação aos OGM's, e isso é provável que seja um problema para as empresas de biotecnologia.

Texto Traduzido do Inglês

Referências: (Inglês) Institute For Responsible Technology  , Alt Health Works  ,  RT USA , University Cornell , Aljazeera America , Forbes , Alt Health Works (2)  ,Huffington Post , Alt Health Works (3)

Fonte: (Inglês) Alt Health Works

Estudo sugere: doença ainda inexplicada, que destrói rins e já matou milhares de agricultores, pode estar relacionada ao glifosato, herbicida-líder da transnacional de transgênicos Monsanto.

O herbicida Roundup, da Monsanto, foi vinculado à epidemia de uma misteriosa doença renal fatal que apareceu na América Central, no Sri Lanka e na Índia.

Há anos, os cientistas vêm tentando desvendar o mistério de uma epidemia de doença renal crônica que atingiu a América Central, a Índia e o Sri Lanka. A doença ocorre em agricultores pobres que realizam trabalho braçal pesado em climas quentes. Em todas as ocasiões, os trabalhadores tinham sido expostos a herbicidas e metais pesados. A doença é conhecida como CKDu (Doença Renal Crônica de etiologia desconhecida). O “u” (de “unknown”, desconhecido) diferencia essa enfermidade de outras doenças renais crônicas cuja causa é conhecida. Poucos profissionais médicos estão cientes da CKDu, apesar das terríveis perdas impostas à saúde dos agricultores pobres, de El Salvador até o sul da Ásia.

Catharina Wesseling, diretora regional do Programa Saúde, Trabalho e Ambiente (Saltra) na América Central, pioneiro nos estudos iniciais sobre o surto ainda não esclarecido na região, diz o seguinte: “Os nefrologistas e os profissionais da saúde pública dos países ricos não estão familiarizados com o problema ou duvidam inclusive que ele exista”.

Wesseling está sendo diplomática. Na cúpula da saúde de 2011, na cidade do México, os EUA rechaçaram uma proposta dos países da América Central que teria listado a CKDu como uma das prioridades para as Américas.

David McQueen, um delegado norte-americano do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, que posteriormente se desligou dessa agência, explicou a posição de seu país. “A ideia era manter o foco nos fatores de risco chave que poderíamos controlar e nas grandes causas de morte: doença cardíaca, câncer e diabetes. E sentíamos que a posição que assumimos incluía a CKD”.

Os norte-americanos estavam errados. Os delegados da América Central estavam certos. A CKDu é um novo tipo de doença. Essa afecção dos rins não resulta da diabetes, da hipertensão ou de outros fatores de risco relacionados com a dieta. Diferentemente do que acontece na doença renal ligada à diabetes ou à hipertensão, muitos dos danos da CKDu ocorrem nos túbulos renais, o que sugere uma etiologia tóxica.

Hoje, a CKDu é a segunda maior causa de mortalidade entre os homens em El Salvador. Esse pequeno e densamente povoado país da América Central tem atualmente a maior taxa de mortalidade por doença renal no mundo. Os vizinhos Honduras e Nicarágua também têm taxas extremamente altas de mortalidade por doença renal. Em El Salvador e Nicarágua, mais homens estão morrendo por CKDu do que por HIV/Aids, diabetes e leucemia juntas. Numa região rural da Nicarágua, tantos homens morreram que a comunidade é chamada “A Ilha das Viúvas“.

Além da América Central, a Índia e o Sri Lanka foram duramente atingidos pela epidemia. No Sri Lanka, mais de 20 mil pessoas morreram por CKDu nas últimas duas décadas. No estado indiano de Andhra Pradesh, mais de 1.500 pessoas receberam tratamento para a doença desde 2007. Como a diálise e o transplante de rim são raros nessas regiões, a maioria dos que sofrem de CKDu irão morrer da doença renal.

Numa investigação digna do grande Sherlock Holmes, um cientista-detetive do Sri Lanka, dr. Channa Jayasumana, e seus dois colegas, dr. Sarath Gunatilake e dr. Priyantha Senanayake, lançaram uma hipótese unificadora que poderia explicar a origem da doença. Eles argumentaram que o agente agressor deve ter sido introduzido no Sri Lanka nos últimos trinta anos, uma vez que os primeiros casos apareceram em meados da década de 1990. Essa substância química também devia ser capaz de, em água dura, formar complexos estáveis com os metais e agir como um escudo, impedindo que esses metais sejam metabolizados no fígado. O composto também precisaria agir como um mensageiro, levando os metais até o rim.

Sabemos que as mudanças políticas no Sri Lanka no final dos anos 1970 levaram à introdução dos agroquímicos, principalmente no cultivo do arroz. Os pesquisadores procuraram os prováveis suspeitos. Tudo apontava para o glifosato, um herbicida amplamente utilizado no Sri Lanka. Estudos anteriores tinham mostrado que o glifosato liga-se aos metais e o complexo glifosato-metal pode durar por décadas no solo.

O glifosato não foi originalmente criado para ser usado como herbicida. Patenteado pela Stauffer Chemical Company em 1964, foi introduzido como um agente quelante, porque se liga aos metais com avidez. O glifosato foi usado primeiramente na remoção de depósitos minerais da tubulação das caldeiras e de outros sistemas de água quente.

É essa propriedade quelante que permite que o glifosato forme complexos com o arsênio, o cádmio e outros metais pesados encontrados nas águas subterrâneas e no solo na América Central, na Índia e no Sri Lanka. O complexo glifosato-metal pesado pode entrar no corpo humano de diversas maneiras: pode ser ingerido, inalado ou absorvido através da pele. O glifosato age como um cavalo de Troia, permitindo que o metal pesado a ele ligado evite a detecção pelo fígado, uma vez que ele ocupa os locais de ligação que o fígado normalmente obteria. O complexo glifosato-metal pesado chega aos túbulos renais, onde a alta acidez permite que o metal se separe do glifosato. O cádmio ou o arsênio causam então danos aos túbulos renais e a outras partes dos rins, o que ao final resulta em falência renal e, com frequência, em morte.

Por enquanto, a elegante teoria proposta pelo dr. Jayasumana e seus colegas pode apenas ser considerada geradora de hipóteses. Outros estudos científicos serão necessários para confirmar a hipótese de que a CKDu realmente se deve à toxicidade do glifosato-metal pesado para os túbulos renais. Até agora, esta parece ser a melhor explicação para a epidemia.

Outra explicação é a de que o estresse por calor pode ser a causa, ou a combinação entre estresse por calor e toxicidade química. A Monsanto, claro, tem defendido o glifosato e contestado a afirmação de que ele tenha qualquer coisa a ver com a origem da CKDu.

Ainda que não exista uma prova conclusiva a respeito da causa exata da CKDu, tanto o Sri Lanka quanto El Salvador invocaram o princípio da precaução. El Salvador baniu o glifosato em setembro de 2013 e atualmente está procurando alternativas mais seguras. O Sri Lanka baniu o glifosato em março deste ano por causa de preocupações a respeito da CKDu.

O glifosato tem uma história interessante. Depois de seu uso inicial como agente descamador pela Stauffer Chemical, os cientistas da Monsanto descobriram suas qualidades herbicidas. A Monsanto patenteou o glifosato como herbicida na década de 1970 e tem usado a marca “Roundup” desde 1974. A empresa manteve os direitos exclusivos até o ano 2000, quando a patente expirou. Em 2005, os produtos com glifosato da Monsanto estavam registrados em mais de 130 países para uso em mais de cem tipos de cultivo. Em 2013, o glifosato era o herbicida com maior volume de vendas no mundo.

A popularidade o glifosato se deve, em parte, à percepção de que é extremamente seguro. O site da Monsanto afirma:
O glifosato se liga fortemente à maioria dos tipos de solo e por isso não permanece disponível para absorção pelas raízes das plantas próximas. Funciona pela perturbação de uma enzima vegetal envolvida na produção de aminoácidos que são essenciais para o crescimento da planta. A enzima, EPSP sintase, não está presente em pessoas ou animais, representando baixo risco para a saúde humana nos casos em que o glifosato é usado de acordo com as instruções do rótulo.

Por causa da reputação do glifosato em termos de segurança e de efetividade, John Franz, que descobriu a sua utilidade como um herbicida, recebeu a Medalha Nacional de Tecnologia em 1987. Franz também recebeu o Prêmio Carothers da Sociedade Americana de Química em 1989, e a Medalha Perkins da Seção Americana da Sociedade da Indústria Química em 1990. Em 2007, foi aceito no Hall da Fama dos Inventores dos EUA pelo seu trabalho com o herbicida. O Roundup foi nomeado um dos “Dez Produtos que Mudaram a Cara da Agricultura“ pela revista Farm Chemicals, em 1994.
Nem todo mundo concorda com essa percepção a respeito da segurança do glifosato. A primeira cultura de transgênicos (Organismo Geneticamente Modificado - OGM) resistente ao Roundup (soja) foi lançada pela Monsanto em 1996. Nesse mesmo ano, começaram a aparecer as primeiras ervas daninhas resistentes ao glifosato. Os fazendeiros responderam usando herbicidas cada vez mais tóxicos para lidar com as novas superpragas que haviam desenvolvido resistência ao glifosato.

Além da preocupação a respeito da emergência das superpragas, um estudo com ratos demonstrou que baixos níveis de glifosato induzem perturbações hormonal-dependentes graves nas mamas, no fígado e nos rins. Recentemente, dois grupos de ativistas, Moms Across America (Mães em toda a América) e Thinking Moms Revolution (Revolução das Mães Pensantes), pediram à Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) para pedir um recall do Roundup, citando um grande número de impactos adversos sobre a saúde das crianças, incluindo déficit de crescimento, síndrome do intestino solto, autismo e alergias alimentares.

O glifosato não é um produto comum. Além de ser um dos herbicidas mais usados no mundo, é também o pilar central do templo da Monsanto. A maior parte das sementes da empresa, incluindo soja, milho, canola, alfafa, algodão, beterraba e sorgo, são resistentes ao glifosato. Em 2009, os produtos da linha Roundup (glifosato), incluindo as sementes geneticamente modificadas, representavam cerca de metade da receita anual da Monsanto. Essa dependência em relação aos produtos com glifosato torna a Monsanto extremamente vulnerável à pesquisa que questiona a segurança do herbicida.

As sementes resistentes ao glifosato são desenhadas para permitir que o agricultor sature os seus campos com o herbicida para matar todas as ervas daninhas. A safra resistente ao glifosato pode então ser colhida. Mas se a combinação do glifosato com os metais pesados encontrados na água subterrânea ou no solo destroi os rins do agricultor no processo, o castelo de cartas desmorona. É isso que pode estar acontecendo agora.

Um confronto sério está tomando corpo em El Salvador. O governo norte-americano tem pressionado El Salvador para que compre sementes geneticamente modificadas da Monsanto ao invés de sementes nativas dos seus próprios produtores. Os EUA têm ameaçado não liberar quase US$ 300 milhões em empréstimos caso El Salvador não compre as sementes da Monsanto. As sementes geneticamente modificadas são mais caras e não foram adaptadas para o clima ou para o solo salvadorenho.

A única “vantagem” das sementes transgênicas da Monsanto é a sua resistência ao glifosato. Agora que ele se mostrou uma possível, e talvez provável, causa de CKDu, essa “vantagem” já não existe.

Qual a mensagem dos EUA para El Salvador, exatamente? Talvez a hipótese mais favorável seja a de que os EUA não têm ciência de que o glifosato pode ser a causa da epidemia de doença renal fatal em El Salvador e que o governo sinceramente acredita que as sementes transgênicas (OGM- organismo geneticamente modificados) vão proporcionar um rendimento melhor. Se for assim, uma mistura de ignorância e arrogância está no coração desse tropeço na política externa norte-americana. Uma explicação menos amigável poderia sugerir que o governo coloca os lucros da Monsanto acima das preocupações acerca da economia, do meio ambiente e da saúde dos salvadorenhos. Essa visão poderia sugerir que uma mistura trágica de ganância, descaso e insensibilidade para com os salvadorenhos está por trás da política americana.

Infelizmente, existem evidências que corroboram a segunda visão. Os EUA parecem apoiar incondicionalmente a Monsanto, ignorando qualquer questionamento a respeito da segurança dos seus produtos. Telegramas divulgados pelo WikiLeaks mostram que diplomatas norte-americanos ao redor do mundo estão promovendo as culturas transgênicas (OGM) como um impertativo estratégico governamental e comercial. Os telegramas também revelam instruções no sentido de punir quaisquer países estrangeiros que tentem banir as culturas transgênicas (OGM).

Qualquer que seja a explicação, pressionar El Salvador, ou qualquer país, para que compre sementes OGM da Monsanto é um erro trágico. Não é uma política externa digna dos EUA. Vamos mudar isso. Vamos basear nossa política externa, assim como a doméstica, nos direitos humanos, na vanguarda ambiental, na saúde e na equidade.

Pós-escrito: Depois que vários artigos a respeito da questão das sementes apareceram na mídia, o The New York Times informou que os EUA reverteram sua posição e devem parar de pressionar El Salvador para que compre as sementes da Monsanto. Até agora, os empréstimos ainda não foram liberados.

O vídeo abaixo (em inglês apenas) relata a doença misteriosa:



Fontes: Notícias Naturais ,  Fórum Anti Nova Ordem Mundial , Outras Palavras , Truth.Org , The Guardian , Public Integrity

Epidemia CKDu: O Mais Novo Fantasma da Monsanto

Estudo sugere: doença ainda inexplicada, que destrói rins e já matou milhares de agricultores, pode estar relacionada ao glifosato, herbicida-líder da transnacional de transgênicos Monsanto.

O herbicida Roundup, da Monsanto, foi vinculado à epidemia de uma misteriosa doença renal fatal que apareceu na América Central, no Sri Lanka e na Índia.

Há anos, os cientistas vêm tentando desvendar o mistério de uma epidemia de doença renal crônica que atingiu a América Central, a Índia e o Sri Lanka. A doença ocorre em agricultores pobres que realizam trabalho braçal pesado em climas quentes. Em todas as ocasiões, os trabalhadores tinham sido expostos a herbicidas e metais pesados. A doença é conhecida como CKDu (Doença Renal Crônica de etiologia desconhecida). O “u” (de “unknown”, desconhecido) diferencia essa enfermidade de outras doenças renais crônicas cuja causa é conhecida. Poucos profissionais médicos estão cientes da CKDu, apesar das terríveis perdas impostas à saúde dos agricultores pobres, de El Salvador até o sul da Ásia.

Catharina Wesseling, diretora regional do Programa Saúde, Trabalho e Ambiente (Saltra) na América Central, pioneiro nos estudos iniciais sobre o surto ainda não esclarecido na região, diz o seguinte: “Os nefrologistas e os profissionais da saúde pública dos países ricos não estão familiarizados com o problema ou duvidam inclusive que ele exista”.

Wesseling está sendo diplomática. Na cúpula da saúde de 2011, na cidade do México, os EUA rechaçaram uma proposta dos países da América Central que teria listado a CKDu como uma das prioridades para as Américas.

David McQueen, um delegado norte-americano do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, que posteriormente se desligou dessa agência, explicou a posição de seu país. “A ideia era manter o foco nos fatores de risco chave que poderíamos controlar e nas grandes causas de morte: doença cardíaca, câncer e diabetes. E sentíamos que a posição que assumimos incluía a CKD”.

Os norte-americanos estavam errados. Os delegados da América Central estavam certos. A CKDu é um novo tipo de doença. Essa afecção dos rins não resulta da diabetes, da hipertensão ou de outros fatores de risco relacionados com a dieta. Diferentemente do que acontece na doença renal ligada à diabetes ou à hipertensão, muitos dos danos da CKDu ocorrem nos túbulos renais, o que sugere uma etiologia tóxica.

Hoje, a CKDu é a segunda maior causa de mortalidade entre os homens em El Salvador. Esse pequeno e densamente povoado país da América Central tem atualmente a maior taxa de mortalidade por doença renal no mundo. Os vizinhos Honduras e Nicarágua também têm taxas extremamente altas de mortalidade por doença renal. Em El Salvador e Nicarágua, mais homens estão morrendo por CKDu do que por HIV/Aids, diabetes e leucemia juntas. Numa região rural da Nicarágua, tantos homens morreram que a comunidade é chamada “A Ilha das Viúvas“.

Além da América Central, a Índia e o Sri Lanka foram duramente atingidos pela epidemia. No Sri Lanka, mais de 20 mil pessoas morreram por CKDu nas últimas duas décadas. No estado indiano de Andhra Pradesh, mais de 1.500 pessoas receberam tratamento para a doença desde 2007. Como a diálise e o transplante de rim são raros nessas regiões, a maioria dos que sofrem de CKDu irão morrer da doença renal.

Numa investigação digna do grande Sherlock Holmes, um cientista-detetive do Sri Lanka, dr. Channa Jayasumana, e seus dois colegas, dr. Sarath Gunatilake e dr. Priyantha Senanayake, lançaram uma hipótese unificadora que poderia explicar a origem da doença. Eles argumentaram que o agente agressor deve ter sido introduzido no Sri Lanka nos últimos trinta anos, uma vez que os primeiros casos apareceram em meados da década de 1990. Essa substância química também devia ser capaz de, em água dura, formar complexos estáveis com os metais e agir como um escudo, impedindo que esses metais sejam metabolizados no fígado. O composto também precisaria agir como um mensageiro, levando os metais até o rim.

Sabemos que as mudanças políticas no Sri Lanka no final dos anos 1970 levaram à introdução dos agroquímicos, principalmente no cultivo do arroz. Os pesquisadores procuraram os prováveis suspeitos. Tudo apontava para o glifosato, um herbicida amplamente utilizado no Sri Lanka. Estudos anteriores tinham mostrado que o glifosato liga-se aos metais e o complexo glifosato-metal pode durar por décadas no solo.

O glifosato não foi originalmente criado para ser usado como herbicida. Patenteado pela Stauffer Chemical Company em 1964, foi introduzido como um agente quelante, porque se liga aos metais com avidez. O glifosato foi usado primeiramente na remoção de depósitos minerais da tubulação das caldeiras e de outros sistemas de água quente.

É essa propriedade quelante que permite que o glifosato forme complexos com o arsênio, o cádmio e outros metais pesados encontrados nas águas subterrâneas e no solo na América Central, na Índia e no Sri Lanka. O complexo glifosato-metal pesado pode entrar no corpo humano de diversas maneiras: pode ser ingerido, inalado ou absorvido através da pele. O glifosato age como um cavalo de Troia, permitindo que o metal pesado a ele ligado evite a detecção pelo fígado, uma vez que ele ocupa os locais de ligação que o fígado normalmente obteria. O complexo glifosato-metal pesado chega aos túbulos renais, onde a alta acidez permite que o metal se separe do glifosato. O cádmio ou o arsênio causam então danos aos túbulos renais e a outras partes dos rins, o que ao final resulta em falência renal e, com frequência, em morte.

Por enquanto, a elegante teoria proposta pelo dr. Jayasumana e seus colegas pode apenas ser considerada geradora de hipóteses. Outros estudos científicos serão necessários para confirmar a hipótese de que a CKDu realmente se deve à toxicidade do glifosato-metal pesado para os túbulos renais. Até agora, esta parece ser a melhor explicação para a epidemia.

Outra explicação é a de que o estresse por calor pode ser a causa, ou a combinação entre estresse por calor e toxicidade química. A Monsanto, claro, tem defendido o glifosato e contestado a afirmação de que ele tenha qualquer coisa a ver com a origem da CKDu.

Ainda que não exista uma prova conclusiva a respeito da causa exata da CKDu, tanto o Sri Lanka quanto El Salvador invocaram o princípio da precaução. El Salvador baniu o glifosato em setembro de 2013 e atualmente está procurando alternativas mais seguras. O Sri Lanka baniu o glifosato em março deste ano por causa de preocupações a respeito da CKDu.

O glifosato tem uma história interessante. Depois de seu uso inicial como agente descamador pela Stauffer Chemical, os cientistas da Monsanto descobriram suas qualidades herbicidas. A Monsanto patenteou o glifosato como herbicida na década de 1970 e tem usado a marca “Roundup” desde 1974. A empresa manteve os direitos exclusivos até o ano 2000, quando a patente expirou. Em 2005, os produtos com glifosato da Monsanto estavam registrados em mais de 130 países para uso em mais de cem tipos de cultivo. Em 2013, o glifosato era o herbicida com maior volume de vendas no mundo.

A popularidade o glifosato se deve, em parte, à percepção de que é extremamente seguro. O site da Monsanto afirma:
O glifosato se liga fortemente à maioria dos tipos de solo e por isso não permanece disponível para absorção pelas raízes das plantas próximas. Funciona pela perturbação de uma enzima vegetal envolvida na produção de aminoácidos que são essenciais para o crescimento da planta. A enzima, EPSP sintase, não está presente em pessoas ou animais, representando baixo risco para a saúde humana nos casos em que o glifosato é usado de acordo com as instruções do rótulo.

Por causa da reputação do glifosato em termos de segurança e de efetividade, John Franz, que descobriu a sua utilidade como um herbicida, recebeu a Medalha Nacional de Tecnologia em 1987. Franz também recebeu o Prêmio Carothers da Sociedade Americana de Química em 1989, e a Medalha Perkins da Seção Americana da Sociedade da Indústria Química em 1990. Em 2007, foi aceito no Hall da Fama dos Inventores dos EUA pelo seu trabalho com o herbicida. O Roundup foi nomeado um dos “Dez Produtos que Mudaram a Cara da Agricultura“ pela revista Farm Chemicals, em 1994.
Nem todo mundo concorda com essa percepção a respeito da segurança do glifosato. A primeira cultura de transgênicos (Organismo Geneticamente Modificado - OGM) resistente ao Roundup (soja) foi lançada pela Monsanto em 1996. Nesse mesmo ano, começaram a aparecer as primeiras ervas daninhas resistentes ao glifosato. Os fazendeiros responderam usando herbicidas cada vez mais tóxicos para lidar com as novas superpragas que haviam desenvolvido resistência ao glifosato.

Além da preocupação a respeito da emergência das superpragas, um estudo com ratos demonstrou que baixos níveis de glifosato induzem perturbações hormonal-dependentes graves nas mamas, no fígado e nos rins. Recentemente, dois grupos de ativistas, Moms Across America (Mães em toda a América) e Thinking Moms Revolution (Revolução das Mães Pensantes), pediram à Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) para pedir um recall do Roundup, citando um grande número de impactos adversos sobre a saúde das crianças, incluindo déficit de crescimento, síndrome do intestino solto, autismo e alergias alimentares.

O glifosato não é um produto comum. Além de ser um dos herbicidas mais usados no mundo, é também o pilar central do templo da Monsanto. A maior parte das sementes da empresa, incluindo soja, milho, canola, alfafa, algodão, beterraba e sorgo, são resistentes ao glifosato. Em 2009, os produtos da linha Roundup (glifosato), incluindo as sementes geneticamente modificadas, representavam cerca de metade da receita anual da Monsanto. Essa dependência em relação aos produtos com glifosato torna a Monsanto extremamente vulnerável à pesquisa que questiona a segurança do herbicida.

As sementes resistentes ao glifosato são desenhadas para permitir que o agricultor sature os seus campos com o herbicida para matar todas as ervas daninhas. A safra resistente ao glifosato pode então ser colhida. Mas se a combinação do glifosato com os metais pesados encontrados na água subterrânea ou no solo destroi os rins do agricultor no processo, o castelo de cartas desmorona. É isso que pode estar acontecendo agora.

Um confronto sério está tomando corpo em El Salvador. O governo norte-americano tem pressionado El Salvador para que compre sementes geneticamente modificadas da Monsanto ao invés de sementes nativas dos seus próprios produtores. Os EUA têm ameaçado não liberar quase US$ 300 milhões em empréstimos caso El Salvador não compre as sementes da Monsanto. As sementes geneticamente modificadas são mais caras e não foram adaptadas para o clima ou para o solo salvadorenho.

A única “vantagem” das sementes transgênicas da Monsanto é a sua resistência ao glifosato. Agora que ele se mostrou uma possível, e talvez provável, causa de CKDu, essa “vantagem” já não existe.

Qual a mensagem dos EUA para El Salvador, exatamente? Talvez a hipótese mais favorável seja a de que os EUA não têm ciência de que o glifosato pode ser a causa da epidemia de doença renal fatal em El Salvador e que o governo sinceramente acredita que as sementes transgênicas (OGM- organismo geneticamente modificados) vão proporcionar um rendimento melhor. Se for assim, uma mistura de ignorância e arrogância está no coração desse tropeço na política externa norte-americana. Uma explicação menos amigável poderia sugerir que o governo coloca os lucros da Monsanto acima das preocupações acerca da economia, do meio ambiente e da saúde dos salvadorenhos. Essa visão poderia sugerir que uma mistura trágica de ganância, descaso e insensibilidade para com os salvadorenhos está por trás da política americana.

Infelizmente, existem evidências que corroboram a segunda visão. Os EUA parecem apoiar incondicionalmente a Monsanto, ignorando qualquer questionamento a respeito da segurança dos seus produtos. Telegramas divulgados pelo WikiLeaks mostram que diplomatas norte-americanos ao redor do mundo estão promovendo as culturas transgênicas (OGM) como um impertativo estratégico governamental e comercial. Os telegramas também revelam instruções no sentido de punir quaisquer países estrangeiros que tentem banir as culturas transgênicas (OGM).

Qualquer que seja a explicação, pressionar El Salvador, ou qualquer país, para que compre sementes OGM da Monsanto é um erro trágico. Não é uma política externa digna dos EUA. Vamos mudar isso. Vamos basear nossa política externa, assim como a doméstica, nos direitos humanos, na vanguarda ambiental, na saúde e na equidade.

Pós-escrito: Depois que vários artigos a respeito da questão das sementes apareceram na mídia, o The New York Times informou que os EUA reverteram sua posição e devem parar de pressionar El Salvador para que compre as sementes da Monsanto. Até agora, os empréstimos ainda não foram liberados.

O vídeo abaixo (em inglês apenas) relata a doença misteriosa:



Fontes: Notícias Naturais ,  Fórum Anti Nova Ordem Mundial , Outras Palavras , Truth.Org , The Guardian , Public Integrity

Documentário sobre o adoçante artificial ASPARTAME. A historia deste composto químico que provoca muitas doenças no ser humano e que muitas vezes leva a sua morte. A manipulação de estudos científicos, entidades reguladoras e até mesmo governos para a colocação no mercado deste produto químico que e vendido como adoçante.

Estudos do "New England Journal of Medicine" mostram um enorme aumento nos casos de câncer cerebral, fibromialgia, lupus, depressão, esclerose múltipla, transtornos bipolares e outras desordens neurológicas, etc.. O aumento dramático dos casos coincidem com a introdução de um novo alimento no mercado mundial: O Aspartame. De acordo com especialistas, 10% dos componentes da molécula do aspartame, dependendo da ingestão, se transformam em metanol, extremamente venenoso, a molécula é ainda formada por mais dois componentes nocivos.

De acordo com o neurocirurgião Russell Blaylock, a maioria das pessoas que consomem frequentemente o aspartame terá algum dos 92 sintomas, dentre eles, enxaquecas, mudança de humor, náusea, mudança na visão, perda de memória, insônia, arritmia cardíaca, dificuldades respiratórias, etc.. A produção de serotonina é drasticamente afetada pelo consumo deste produto.

O documentário mostra também que os estudos científicos patrocinados pelas próprias empresas e o FDA escondiam os efeitos devastadores do aspartame.

O filme acaba também tocando no caso do glutamato monossódico (relaçador de sabor) - aqui, popularmente conhecido como Aji-no-Moto, também presentes em boa parte das comidas instantâneas - dizendo que também tem efeitos horríveis no cérebro.


Deixo-vos com esta citação: “As pessoas compram mais medicamentos para curarem as mesmas coisas que estas empresas de químicos criaram.”

Os perigos do Aspartame e os bastidores de sua aprovação pela FDA (Food and Drugs Administration), agência que regulamenta o setor de remédios e alimentos nos Estados Unidos. Documentário em inglês, com legendas em português (de Portugal).

(Ver antes: Documentário – O Mundo Segundo a Monsanto – para conhecer a ligação da Monsanto com o Aspartame)

Parte 1


Parte 2


Fontes: bliptv 1 , bliptv 2 , Doc Verdade , Contra Educação

Documentário – Aspartame: Doce Miséria, Um Mundo Envenenado

Documentário sobre o adoçante artificial ASPARTAME. A historia deste composto químico que provoca muitas doenças no ser humano e que muitas vezes leva a sua morte. A manipulação de estudos científicos, entidades reguladoras e até mesmo governos para a colocação no mercado deste produto químico que e vendido como adoçante.

Estudos do "New England Journal of Medicine" mostram um enorme aumento nos casos de câncer cerebral, fibromialgia, lupus, depressão, esclerose múltipla, transtornos bipolares e outras desordens neurológicas, etc.. O aumento dramático dos casos coincidem com a introdução de um novo alimento no mercado mundial: O Aspartame. De acordo com especialistas, 10% dos componentes da molécula do aspartame, dependendo da ingestão, se transformam em metanol, extremamente venenoso, a molécula é ainda formada por mais dois componentes nocivos.

De acordo com o neurocirurgião Russell Blaylock, a maioria das pessoas que consomem frequentemente o aspartame terá algum dos 92 sintomas, dentre eles, enxaquecas, mudança de humor, náusea, mudança na visão, perda de memória, insônia, arritmia cardíaca, dificuldades respiratórias, etc.. A produção de serotonina é drasticamente afetada pelo consumo deste produto.

O documentário mostra também que os estudos científicos patrocinados pelas próprias empresas e o FDA escondiam os efeitos devastadores do aspartame.

O filme acaba também tocando no caso do glutamato monossódico (relaçador de sabor) - aqui, popularmente conhecido como Aji-no-Moto, também presentes em boa parte das comidas instantâneas - dizendo que também tem efeitos horríveis no cérebro.


Deixo-vos com esta citação: “As pessoas compram mais medicamentos para curarem as mesmas coisas que estas empresas de químicos criaram.”

Os perigos do Aspartame e os bastidores de sua aprovação pela FDA (Food and Drugs Administration), agência que regulamenta o setor de remédios e alimentos nos Estados Unidos. Documentário em inglês, com legendas em português (de Portugal).

(Ver antes: Documentário – O Mundo Segundo a Monsanto – para conhecer a ligação da Monsanto com o Aspartame)

Parte 1


Parte 2


Fontes: bliptv 1 , bliptv 2 , Doc Verdade , Contra Educação

/ Natural News

Monsanto e o Departamento de Defesa estão a financiar uma empresa farmacêutica, ambas podem ganhar bilhões de dólares no tratamento do vírus Ebola.

(NaturalNews) A epidemia global de ebola está em curso e tem atravessado as fronteiras nacionais.  O Ebola tem um período de incubação de 8-10 dias, ou seja, milhares de pessoas podem estar infectadas e espalhá-la entre as várias cidades do mundo, mesmo sem saber.

Passageiros em Hong Kong e Reino Unido já mostraram sintomas da doença e estão sendo examinados. (2) O Corpo da Paz evacuou seus voluntários da região após dois deles serem expostos ao Ebola. (3)

Ebola é a coisa mais próxima de infecções de zumbi da vida real

Com desculpas a essas vítimas que sofreram o terrível destino de Ebola, estou oferecendo uma descrição medicamente precisa aqui como um alerta para toda a gente. Acredite em mim quando eu digo que você não quer contrair o Ebola. Aviso: linguagem gráfica abaixo.

Ebola é uma doença horrível que faz com que as células do corpo se a auto-destruam, resultando em hemorragia interna e externa. Em seus estágios finais, o Ebola pode levar a vítima a sentir convulsões, vômitos e sangramento dos olhos e ouvidos, enquanto em convulsão, podem sanguar por todo canto, infectando assim essas pessoas ao redor. Esse final horrível é a razão do Ebola se propagar de forma eficaz.

Os Sintomas de hemorragia começam a 4-5 dias após o início, que inclui conjuntivite hemorrágica, faringite, sangramento nas gengivas, oral ulceração / lábio, hematêmese, melena, hematúria, epistaxe e sangramento vaginal," informa a Folha de Dados de Segurança de Patógenos da Agência de Saúde Pública do Canadá. (8) Essa mesma publicação também explica: "Não são conhecidos tratamentos antivirais disponíveis para infecções humanas."

Leia de novo: existem tratamentos NÃO CONHECIDOS para infecções humanas.

O melhor médico de Serra Leoa Ebola tragicamente morreu ontem de uma infecçãoe do Ebola. Embora bem treinados em doenças infecciosas, ele subestimou a capacidade deste assassino traiçoeiro que passa de pessoa para pessoa. Cerca de metade dos infectados com o Ebola morrem, tornando-se uma das doenças mais fatais conhecidas pela ciência médica moderna. E a equipe médica em todo o mundo ainda não está exercendo precauções suficientes com pacientes infectados.


Monsanto e Departamento de Defesa ajudar a financiar empresa farmacêutica que poderiam ganhar bilhões de tratamento Ebola

Existem alguns medicamentos experimentais em desenvolvimento por empresas farmacêuticas que mostram alguma promessa, mas nada é comercializado ainda. (9)

A Tekmira Pharmaceuticals, uma empresa que trabalha em uma droga contra o Ebola, acaba de receber uma injeção de US $ 1,5 milhões em dinheiro de Monsanto. Clique aqui para ler o comunicado de imprensa , que afirma: "Tekmira Pharmaceuticals Corporation é uma empresa biofarmacêutica focada no avanço de novas terapias RNAi  fornecendo ser líder na nanopartícula lipídica (LNP) na entrega de tecnologia para parceiros da indústria farmacêutica. 

Tem sido relatado publicamente que a o investimento da Monsanto está relacionado à tecnologia desenvolvida pela Tekmira no campo da agricultura. O acordo total está avaliado em 86,2 milhões dólares americanos, de acordo com o WSJ. (11)

Outro comunicado de imprensa sobre Tekmira revela um contrato por US $ 140 milhões, com os militares dos EUA para desenvolver medicamentos para o tratamento de Ebola.

Parceria adicionais da Tekmira estão listados nesta página web Tekmira clicando aqui .


Mas a realidade incontestável é que vivemos o mais importante  e o mais divulgado surto de Ebola na história, o  que possa criar uma grande demanda no mercado farmacêutico se o vírus vai além das fronteiras africanas e atinge os países ricos do Ocidente.

Não invoca qualquer acusação de conluio ou conspiração aqui, mas um monte de gente vai ter sobrancelhas levantadas sobre o fato de que a Monsanto passa dar uma injeção de dinheiro para uma empresa farmacêutica  trabalhar em uma cura do Ebola no meio de um surto altamente divulgado que poderia criar enorme demanda de medicamentos para o mercado. O fato é que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos também está envolvido com tudo isso, e somente sites de notícias alternativas estão cavando estes links adicionais


Infelizmente, a história da medicina revela que as empresas farmacêuticas, o CDC e a OMS exageraram repetidamente a gravidade dos surtos, a fim de promover a venda de medicamentos para o tratamento.

Não estou dizendo que este surto não seja real e muito alarmante, é claro. É real. Mas a gente sempre tem que ser desconfiar quando inesperados lucros só acontecem para certas corporações  para  surtos mundiais de doenças infecciosas. Os fabricantes de vacinas, lembre-se, fizeram bilhões sobra  o susto da gripe suína, e dezenas de milhões de dólares de vacinas foram armazenados contra a gripe, e mais tarde teve que ser destruído pelos governos que entraram em pânico e comprou-os.

Tem viagens aéreas condenado a humanidade a um surto de pandemia?

As viagens aéreas cria a "tempestade perfeita" para Ebola para devastar a humanidade. Tudo começa com estes fatos irrefutáveis ​​sobre transporte aéreo:

1) Todos os passageiros estão confinados no mesmo espaço fechado.

2) Todos os passageiros estão respirando o mesmo ar.

3) O Ebola pode se espalhar via pequenas partículas no ar, e apenas um único vírus em uma partícula de poeira é suficiente para infectar um ser humano (ver abaixo).

4) Após o voo, os passageiros infectados então misturam com milhares de outras pessoas no aeroporto, cada um fazendo a um destino único diferente em outro lugar em todo o país ou em todo o mundo.

5) A velocidade de deslocação do ar é maior  que velocidade dos governos de  implantar equipes de prevenção de doenças infecciosas.

A pandemia global de Ebola, em outras palavras, poderia originar de uma única pessoa em um único vôo internacional. E poderia circundar o globo em menos de 48 horas.


Apenas um organismo é suficiente para infectar um novo hospedeiro.

Qual a quantidade de vírus Ebola para infectar alguém? De forma alarmante, a Agência de Saúde Pública do Canadá, explica: "1-10 organismos aerossol são suficientes para causar infecção em seres humanos." (8)

Leia de novo: basta um organismo em aerossol (a equitação vírus microscópico em uma partícula de poeira) para causar uma infecção em seres humanos. É por isso que um homem vomitando em um vôo internacional pode infectar dezenas ou centenas de outras pessoas de uma só vez.

Alguns especialistas temem que já aconteceu. Como relata o Daily Mail: (1)

Membros da família norte-americanos em quarentena no Texas

Um médico americano chamado Dr. Kent Brantly já teria contraído o Ebola. "Brantly e as crianças de 3 e 5 anos de idade do casal deixaram a Libéria para uma visita agendada para os Estados Unidos em 20 de julho Dias depois, Kent Brantly  se encontra na ala de quarentena de um hospital onde tinha sido o tratamento pacientes de Ebola após teste positivo para a doença ", informa a CBS News. (3)

 Ninguém está ainda falando sobre o que tudo isso pode significar se uma cidade grande dos EUA mostra um surto de infecções. Será que o governo federal usou os militares para colocar em quarentena uma cidade inteira? Em última análise, deve E não se engane: essa possibilidade já está escrita nos livros para emergências nacionais. Uma declaração da lei marcial é tudo que é necessário para selar uma cidade dos Estados Unidos.

Outro artigo CBS News relata: (4)

"Se o vírus entrar em uma cidade grande, que é pior pesadelo de todo mundo", disse o Dr. Tim Geisbert, professor de microbiologia e imunologia na Universidade do Texas Medical Branch, em entrevista à CBS News. "Fica mais difícil de controlar. Como você vai colocar em quarentena uma grande cidade?"

A resposta, por sinal, é por meio da implantação das forças armadas dos Estados Unidos contra seus próprios cidadãos em um cenário de emergência nacional doméstica. Todo mundo no governo federal já sabe disso. É só a mídia que finge que tais planos não existam.


Kits de detecção de Ebola implantada em todos os 50 estados dos EUA

Embora a reação oficial do governo federal para tudo isso seja discreta, na verdade, o governo dos Estados Unidos está rapidamente se preparando para a possibilidade de um surto de Ebola alcançando o continente americano.

Conforme relatado acima, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos já tem um contrato de 140,000,000 dólares concedido a Tekmira para seus medicamentos de tratamento do Ebola.

Além disso, como relata SHTFplan.com: (5)

O Departamento de Defesa informou  que o Congresso implantou sistemas de diagnóstico biológicos para as equipes de apoio da Guarda Nacional em todos os 50 estados, de acordo com um relatório publicado pela Comissão de Serviços Armados. Cerca de 340 unidades Conjunto Biológica de identificação de agente e sistema de diagnóstico (JBAIDS), até agora, foi dado ao pessoal uma resposta a emergências. Os sistemas são "rápido, confiável e [fornecem] identificação simultânea de agentes biológicos e patogênicos específicos."

Por um lado, podemos todos aplaudir as ações de preparação do governo em tudo isso. É inteligente  ter sistemas de diagnóstico implantado em todo o país, é claro. Mas isso levanta a questão: Quando o governo estava pensando em dizer ao público sobre tudo isso? Provavelmente nunca. Não há nenhum sentido em causar um pânico quando metade das pessoas não vai sobreviver a um surto de qualquer maneira.

Agora que o vírus Ebola poderia, hipoteticamente, se tornar uma ameaça para o Ocidente, eles podem começar a investir fortemente no desenvolvimento de uma vacina, para venda e seria um bom negócio.


Lembre-se que quatro vacinas que estão sendo desenvolvidas nos EUA contra o vírus Ebola, foram paralisadas, a última o dinheiro parece ter sido a questão-chave.

A vacina mais promissora ficou preso na fase de testes de segurança, pela simples razão de que não havia dinheiro para uma vacina que não tinha mercado, ou seja, que afeta os países pobres  que não podiam pagar.

Na maioria das grandes farmacêuticas, a antipatia ativa e a investida no desenvolvimento de fármacos com baixo potencial de negócio, levou ao desenvolvimento dessas vacinas nas mãos de governos e empresas de pequeno porte.

"Eu não vejo por que ninguém, exceto o governo dos Estados Unidos esta envolvido no desenvolvimento dessas medidas ", disse o Dra. .. Sina Bavari do Instituto  de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas  nos  EUA (USAMRIID), em Frederick, Maryland. "Não há mercado para isso"

A taxa de mortalidade do atual surto de Ebola está em torno de 60%, embora os pacientes podem sobreviver se receberem cuidados adequados, como um tratamento de analgésicos e reposição de fluidos para lidar com desidratação, além de antibióticos para infecções secundárias.


A arma biológica perfeita contra a humanidade?

Eu também preciso torná-lo consciente de que o Ebola é uma arma biológica "perfeita". Devido à sua capacidade de sobreviver de funcionar muitos dias, semanas ou anos mais tarde, poderia ser facilmente colhida de vítimas infectadas e depois preservada usando nada mais do que um desidratador comum de alimentos.

Como a Agência de Saúde Pública do Canadá explica: (8)

O vírus pode sobreviver no material líquido ou seco para um certo número de dias (23). Pode ser estável à temperatura ambiente ou a 4 (C), durante vários dias, e indefinidamente estável a -70 C.

Para traduzir isso em termos leigos, isso significa que o vírus Ebola pode ser:

• Armazenado em um frasco de líquido e facilmente contrabandeado através das fronteiras internacionais.

• Desidratado e armazenado em estado seco.

• Congelado a temperaturas muito baixas, onde permanece viável por tempo indeterminado.

Uma vez seco, contido ou congelado, o patógeno Ebola pode ser contrabandeado para países-alvo com facilidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, as pessoas podem literalmente passar através de nossas fronteiras abertas no Sul, com a segurança de zero absoluto.
As fronteiras abertas é um convite aberto para armas biológicas terrorismo

Uma vez dentro do país de destino, um terrorista de armas biológicas poderia, então, infectar facilmente as pessoas em centros de transporte público, como estações de metrô, aeroportos, estações de ônibus e assim por diante. Infelizmente, a pulverização de algumas partículas de Ebola nos rostos das pessoas é ridiculamente fácil, especialmente se o terrorista realizar a atividade em uma missão suicida e não se preocupa com a auto-exposição.

Um surto de Ebola em uma grande cidade dos EUA seria, literalmente, ameaça a saúde pública de toda a nação. É por isso que uma política de "fronteiras abertas" no meio de um surto global de Ebola é inconcebível do ponto de vista da saúde pública. Os oficiais do CDC devem estar arrancando os cabelos sobre esta questão.

Congo-Ebola

Não há cura para o Ebola, ao menos as vacinas estão progredindo para testes em humanos.

O dinheiro não é o único obstáculo no desenvolvimento de vacinas. Transferir as experiências em animais para os seres humanos é um grande salto. É difícil encontrar pessoas suficientes no estado de alto risco para serem "voluntárias".

"Há pelo menos quatro vacinas que podem proteger contra Ebola (em macacos)," diz o Dr. Thomas Geisbert, cujo laboratório na Universidade do Texas Medical Branch está trabalhando em alguns deles. "Mas como você levar isso para o próximo nível?"

Chame MB-003, esta vacina fornece 100% de proteção aos macacos quando administrado imediatamente após a exposição ao vírus, e ajudou mesmo depois que os sintomas se desenvolveram.

As vacinas utilizando o vírus da estomatite vesicular foram geneticamente modificadas para se assemelhar ao Ebola e funcionaram bem nos macacos. Os cientistas alertam que s eficácia usando um vírus "vivo" cause alguns problemas de segurança.

Houve também vacinas utilizando partículas semelhantes a vírus, uma abordagem que já funcionou para outras doenças. Mas, novamente, os testes ainda não foram realizados em humanos.

Um medicamento que está a sendo testado para a gripe, favipiravir ou T-705 foi mostrada  ser também eficaz contra Ebola em ratinhos. O usamriid que está atualmente a ser testado em macacos, animais cuja resposta à infecção Ebola é mais próximo ao dos humanos.

O laboratório também está testando uma droga chamada BCX4430 em animais. Uma empresa pequena de biotecnologia  chamado BioCryst está trabalhando no desenvolvimento do usamriid .

No entanto, os especialistas estão divididos sobre a questão do uso de drogas experimentais devido ao surto da doença. Alguns acreditam que as vacinas devem ser aplicadas aos trabalhadores de laboratório que batalham na linha de frente da saúde contra Ebola. Outros não gostam de correr riscos.

Mas a verdade é que, com a possibilidade de um grande negócio, a vacina pode receber as medidas necessárias a serem desenvolvidas.

E, provavelmente, nenhum desses investimentos será destinada a pequenos laboratórios ou entidades públicas, mas as grandes empresas e grande indústria farmacêutica.


Referências para este artigo incluem:

(1) http: //www.dailymail.co.uk/news/article-2710 ...

(2) http: //www.usatoday.com/story/news/world/201 ...

(3) http: //www.cbsnews.com/news/peace-corps-volu ...

(4) http: //www.cbsnews.com/news/ebola-avião-trav ...

(5) http: //www.shtfplan.com/headline-news/congre ...

(7) http: //www.thecommonsenseshow.com/2014/07/30 ...

(8) http: //www.phac-aspc.gc.ca/lab-bio/res/psds -...

(9) http: //www.scmp.com/lifestyle/technology/art ...

(10) http: //finance.yahoo.com/news/tekmira-Fichs ...

(11) http: //online.wsj.com/news/articles/SB100014 ...



Texto Traduzido  e adaptado do Inglês e Espanhol

Fontes: Natural News , Eco Portal , El Ciudadano

Monsanto investe em empresa farmacêutica no tratamento para barrar pandemia de Ebola

/ Natural News

Monsanto e o Departamento de Defesa estão a financiar uma empresa farmacêutica, ambas podem ganhar bilhões de dólares no tratamento do vírus Ebola.

(NaturalNews) A epidemia global de ebola está em curso e tem atravessado as fronteiras nacionais.  O Ebola tem um período de incubação de 8-10 dias, ou seja, milhares de pessoas podem estar infectadas e espalhá-la entre as várias cidades do mundo, mesmo sem saber.

Passageiros em Hong Kong e Reino Unido já mostraram sintomas da doença e estão sendo examinados. (2) O Corpo da Paz evacuou seus voluntários da região após dois deles serem expostos ao Ebola. (3)

Ebola é a coisa mais próxima de infecções de zumbi da vida real

Com desculpas a essas vítimas que sofreram o terrível destino de Ebola, estou oferecendo uma descrição medicamente precisa aqui como um alerta para toda a gente. Acredite em mim quando eu digo que você não quer contrair o Ebola. Aviso: linguagem gráfica abaixo.

Ebola é uma doença horrível que faz com que as células do corpo se a auto-destruam, resultando em hemorragia interna e externa. Em seus estágios finais, o Ebola pode levar a vítima a sentir convulsões, vômitos e sangramento dos olhos e ouvidos, enquanto em convulsão, podem sanguar por todo canto, infectando assim essas pessoas ao redor. Esse final horrível é a razão do Ebola se propagar de forma eficaz.

Os Sintomas de hemorragia começam a 4-5 dias após o início, que inclui conjuntivite hemorrágica, faringite, sangramento nas gengivas, oral ulceração / lábio, hematêmese, melena, hematúria, epistaxe e sangramento vaginal," informa a Folha de Dados de Segurança de Patógenos da Agência de Saúde Pública do Canadá. (8) Essa mesma publicação também explica: "Não são conhecidos tratamentos antivirais disponíveis para infecções humanas."

Leia de novo: existem tratamentos NÃO CONHECIDOS para infecções humanas.

O melhor médico de Serra Leoa Ebola tragicamente morreu ontem de uma infecçãoe do Ebola. Embora bem treinados em doenças infecciosas, ele subestimou a capacidade deste assassino traiçoeiro que passa de pessoa para pessoa. Cerca de metade dos infectados com o Ebola morrem, tornando-se uma das doenças mais fatais conhecidas pela ciência médica moderna. E a equipe médica em todo o mundo ainda não está exercendo precauções suficientes com pacientes infectados.


Monsanto e Departamento de Defesa ajudar a financiar empresa farmacêutica que poderiam ganhar bilhões de tratamento Ebola

Existem alguns medicamentos experimentais em desenvolvimento por empresas farmacêuticas que mostram alguma promessa, mas nada é comercializado ainda. (9)

A Tekmira Pharmaceuticals, uma empresa que trabalha em uma droga contra o Ebola, acaba de receber uma injeção de US $ 1,5 milhões em dinheiro de Monsanto. Clique aqui para ler o comunicado de imprensa , que afirma: "Tekmira Pharmaceuticals Corporation é uma empresa biofarmacêutica focada no avanço de novas terapias RNAi  fornecendo ser líder na nanopartícula lipídica (LNP) na entrega de tecnologia para parceiros da indústria farmacêutica. 

Tem sido relatado publicamente que a o investimento da Monsanto está relacionado à tecnologia desenvolvida pela Tekmira no campo da agricultura. O acordo total está avaliado em 86,2 milhões dólares americanos, de acordo com o WSJ. (11)

Outro comunicado de imprensa sobre Tekmira revela um contrato por US $ 140 milhões, com os militares dos EUA para desenvolver medicamentos para o tratamento de Ebola.

Parceria adicionais da Tekmira estão listados nesta página web Tekmira clicando aqui .


Mas a realidade incontestável é que vivemos o mais importante  e o mais divulgado surto de Ebola na história, o  que possa criar uma grande demanda no mercado farmacêutico se o vírus vai além das fronteiras africanas e atinge os países ricos do Ocidente.

Não invoca qualquer acusação de conluio ou conspiração aqui, mas um monte de gente vai ter sobrancelhas levantadas sobre o fato de que a Monsanto passa dar uma injeção de dinheiro para uma empresa farmacêutica  trabalhar em uma cura do Ebola no meio de um surto altamente divulgado que poderia criar enorme demanda de medicamentos para o mercado. O fato é que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos também está envolvido com tudo isso, e somente sites de notícias alternativas estão cavando estes links adicionais


Infelizmente, a história da medicina revela que as empresas farmacêuticas, o CDC e a OMS exageraram repetidamente a gravidade dos surtos, a fim de promover a venda de medicamentos para o tratamento.

Não estou dizendo que este surto não seja real e muito alarmante, é claro. É real. Mas a gente sempre tem que ser desconfiar quando inesperados lucros só acontecem para certas corporações  para  surtos mundiais de doenças infecciosas. Os fabricantes de vacinas, lembre-se, fizeram bilhões sobra  o susto da gripe suína, e dezenas de milhões de dólares de vacinas foram armazenados contra a gripe, e mais tarde teve que ser destruído pelos governos que entraram em pânico e comprou-os.

Tem viagens aéreas condenado a humanidade a um surto de pandemia?

As viagens aéreas cria a "tempestade perfeita" para Ebola para devastar a humanidade. Tudo começa com estes fatos irrefutáveis ​​sobre transporte aéreo:

1) Todos os passageiros estão confinados no mesmo espaço fechado.

2) Todos os passageiros estão respirando o mesmo ar.

3) O Ebola pode se espalhar via pequenas partículas no ar, e apenas um único vírus em uma partícula de poeira é suficiente para infectar um ser humano (ver abaixo).

4) Após o voo, os passageiros infectados então misturam com milhares de outras pessoas no aeroporto, cada um fazendo a um destino único diferente em outro lugar em todo o país ou em todo o mundo.

5) A velocidade de deslocação do ar é maior  que velocidade dos governos de  implantar equipes de prevenção de doenças infecciosas.

A pandemia global de Ebola, em outras palavras, poderia originar de uma única pessoa em um único vôo internacional. E poderia circundar o globo em menos de 48 horas.


Apenas um organismo é suficiente para infectar um novo hospedeiro.

Qual a quantidade de vírus Ebola para infectar alguém? De forma alarmante, a Agência de Saúde Pública do Canadá, explica: "1-10 organismos aerossol são suficientes para causar infecção em seres humanos." (8)

Leia de novo: basta um organismo em aerossol (a equitação vírus microscópico em uma partícula de poeira) para causar uma infecção em seres humanos. É por isso que um homem vomitando em um vôo internacional pode infectar dezenas ou centenas de outras pessoas de uma só vez.

Alguns especialistas temem que já aconteceu. Como relata o Daily Mail: (1)

Membros da família norte-americanos em quarentena no Texas

Um médico americano chamado Dr. Kent Brantly já teria contraído o Ebola. "Brantly e as crianças de 3 e 5 anos de idade do casal deixaram a Libéria para uma visita agendada para os Estados Unidos em 20 de julho Dias depois, Kent Brantly  se encontra na ala de quarentena de um hospital onde tinha sido o tratamento pacientes de Ebola após teste positivo para a doença ", informa a CBS News. (3)

 Ninguém está ainda falando sobre o que tudo isso pode significar se uma cidade grande dos EUA mostra um surto de infecções. Será que o governo federal usou os militares para colocar em quarentena uma cidade inteira? Em última análise, deve E não se engane: essa possibilidade já está escrita nos livros para emergências nacionais. Uma declaração da lei marcial é tudo que é necessário para selar uma cidade dos Estados Unidos.

Outro artigo CBS News relata: (4)

"Se o vírus entrar em uma cidade grande, que é pior pesadelo de todo mundo", disse o Dr. Tim Geisbert, professor de microbiologia e imunologia na Universidade do Texas Medical Branch, em entrevista à CBS News. "Fica mais difícil de controlar. Como você vai colocar em quarentena uma grande cidade?"

A resposta, por sinal, é por meio da implantação das forças armadas dos Estados Unidos contra seus próprios cidadãos em um cenário de emergência nacional doméstica. Todo mundo no governo federal já sabe disso. É só a mídia que finge que tais planos não existam.


Kits de detecção de Ebola implantada em todos os 50 estados dos EUA

Embora a reação oficial do governo federal para tudo isso seja discreta, na verdade, o governo dos Estados Unidos está rapidamente se preparando para a possibilidade de um surto de Ebola alcançando o continente americano.

Conforme relatado acima, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos já tem um contrato de 140,000,000 dólares concedido a Tekmira para seus medicamentos de tratamento do Ebola.

Além disso, como relata SHTFplan.com: (5)

O Departamento de Defesa informou  que o Congresso implantou sistemas de diagnóstico biológicos para as equipes de apoio da Guarda Nacional em todos os 50 estados, de acordo com um relatório publicado pela Comissão de Serviços Armados. Cerca de 340 unidades Conjunto Biológica de identificação de agente e sistema de diagnóstico (JBAIDS), até agora, foi dado ao pessoal uma resposta a emergências. Os sistemas são "rápido, confiável e [fornecem] identificação simultânea de agentes biológicos e patogênicos específicos."

Por um lado, podemos todos aplaudir as ações de preparação do governo em tudo isso. É inteligente  ter sistemas de diagnóstico implantado em todo o país, é claro. Mas isso levanta a questão: Quando o governo estava pensando em dizer ao público sobre tudo isso? Provavelmente nunca. Não há nenhum sentido em causar um pânico quando metade das pessoas não vai sobreviver a um surto de qualquer maneira.

Agora que o vírus Ebola poderia, hipoteticamente, se tornar uma ameaça para o Ocidente, eles podem começar a investir fortemente no desenvolvimento de uma vacina, para venda e seria um bom negócio.


Lembre-se que quatro vacinas que estão sendo desenvolvidas nos EUA contra o vírus Ebola, foram paralisadas, a última o dinheiro parece ter sido a questão-chave.

A vacina mais promissora ficou preso na fase de testes de segurança, pela simples razão de que não havia dinheiro para uma vacina que não tinha mercado, ou seja, que afeta os países pobres  que não podiam pagar.

Na maioria das grandes farmacêuticas, a antipatia ativa e a investida no desenvolvimento de fármacos com baixo potencial de negócio, levou ao desenvolvimento dessas vacinas nas mãos de governos e empresas de pequeno porte.

"Eu não vejo por que ninguém, exceto o governo dos Estados Unidos esta envolvido no desenvolvimento dessas medidas ", disse o Dra. .. Sina Bavari do Instituto  de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas  nos  EUA (USAMRIID), em Frederick, Maryland. "Não há mercado para isso"

A taxa de mortalidade do atual surto de Ebola está em torno de 60%, embora os pacientes podem sobreviver se receberem cuidados adequados, como um tratamento de analgésicos e reposição de fluidos para lidar com desidratação, além de antibióticos para infecções secundárias.


A arma biológica perfeita contra a humanidade?

Eu também preciso torná-lo consciente de que o Ebola é uma arma biológica "perfeita". Devido à sua capacidade de sobreviver de funcionar muitos dias, semanas ou anos mais tarde, poderia ser facilmente colhida de vítimas infectadas e depois preservada usando nada mais do que um desidratador comum de alimentos.

Como a Agência de Saúde Pública do Canadá explica: (8)

O vírus pode sobreviver no material líquido ou seco para um certo número de dias (23). Pode ser estável à temperatura ambiente ou a 4 (C), durante vários dias, e indefinidamente estável a -70 C.

Para traduzir isso em termos leigos, isso significa que o vírus Ebola pode ser:

• Armazenado em um frasco de líquido e facilmente contrabandeado através das fronteiras internacionais.

• Desidratado e armazenado em estado seco.

• Congelado a temperaturas muito baixas, onde permanece viável por tempo indeterminado.

Uma vez seco, contido ou congelado, o patógeno Ebola pode ser contrabandeado para países-alvo com facilidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, as pessoas podem literalmente passar através de nossas fronteiras abertas no Sul, com a segurança de zero absoluto.
As fronteiras abertas é um convite aberto para armas biológicas terrorismo

Uma vez dentro do país de destino, um terrorista de armas biológicas poderia, então, infectar facilmente as pessoas em centros de transporte público, como estações de metrô, aeroportos, estações de ônibus e assim por diante. Infelizmente, a pulverização de algumas partículas de Ebola nos rostos das pessoas é ridiculamente fácil, especialmente se o terrorista realizar a atividade em uma missão suicida e não se preocupa com a auto-exposição.

Um surto de Ebola em uma grande cidade dos EUA seria, literalmente, ameaça a saúde pública de toda a nação. É por isso que uma política de "fronteiras abertas" no meio de um surto global de Ebola é inconcebível do ponto de vista da saúde pública. Os oficiais do CDC devem estar arrancando os cabelos sobre esta questão.

Congo-Ebola

Não há cura para o Ebola, ao menos as vacinas estão progredindo para testes em humanos.

O dinheiro não é o único obstáculo no desenvolvimento de vacinas. Transferir as experiências em animais para os seres humanos é um grande salto. É difícil encontrar pessoas suficientes no estado de alto risco para serem "voluntárias".

"Há pelo menos quatro vacinas que podem proteger contra Ebola (em macacos)," diz o Dr. Thomas Geisbert, cujo laboratório na Universidade do Texas Medical Branch está trabalhando em alguns deles. "Mas como você levar isso para o próximo nível?"

Chame MB-003, esta vacina fornece 100% de proteção aos macacos quando administrado imediatamente após a exposição ao vírus, e ajudou mesmo depois que os sintomas se desenvolveram.

As vacinas utilizando o vírus da estomatite vesicular foram geneticamente modificadas para se assemelhar ao Ebola e funcionaram bem nos macacos. Os cientistas alertam que s eficácia usando um vírus "vivo" cause alguns problemas de segurança.

Houve também vacinas utilizando partículas semelhantes a vírus, uma abordagem que já funcionou para outras doenças. Mas, novamente, os testes ainda não foram realizados em humanos.

Um medicamento que está a sendo testado para a gripe, favipiravir ou T-705 foi mostrada  ser também eficaz contra Ebola em ratinhos. O usamriid que está atualmente a ser testado em macacos, animais cuja resposta à infecção Ebola é mais próximo ao dos humanos.

O laboratório também está testando uma droga chamada BCX4430 em animais. Uma empresa pequena de biotecnologia  chamado BioCryst está trabalhando no desenvolvimento do usamriid .

No entanto, os especialistas estão divididos sobre a questão do uso de drogas experimentais devido ao surto da doença. Alguns acreditam que as vacinas devem ser aplicadas aos trabalhadores de laboratório que batalham na linha de frente da saúde contra Ebola. Outros não gostam de correr riscos.

Mas a verdade é que, com a possibilidade de um grande negócio, a vacina pode receber as medidas necessárias a serem desenvolvidas.

E, provavelmente, nenhum desses investimentos será destinada a pequenos laboratórios ou entidades públicas, mas as grandes empresas e grande indústria farmacêutica.


Referências para este artigo incluem:

(1) http: //www.dailymail.co.uk/news/article-2710 ...

(2) http: //www.usatoday.com/story/news/world/201 ...

(3) http: //www.cbsnews.com/news/peace-corps-volu ...

(4) http: //www.cbsnews.com/news/ebola-avião-trav ...

(5) http: //www.shtfplan.com/headline-news/congre ...

(7) http: //www.thecommonsenseshow.com/2014/07/30 ...

(8) http: //www.phac-aspc.gc.ca/lab-bio/res/psds -...

(9) http: //www.scmp.com/lifestyle/technology/art ...

(10) http: //finance.yahoo.com/news/tekmira-Fichs ...

(11) http: //online.wsj.com/news/articles/SB100014 ...



Texto Traduzido  e adaptado do Inglês e Espanhol

Fontes: Natural News , Eco Portal , El Ciudadano

O infame político norte-americano Henry Kissinger disse uma vez: “Controlando o petróleo, se controla os países. Controlando a alimentação, se controla as populações.”

No início dos anos 2000 o Congresso dos EUA aprovou uma lei que obrigava as agências norte-americanas de ajuda alimentar a outros países a incluir produtos com organismos geneticamente modificados (OGM, ou transgênicos) nos seus programas. Nesse contexto, a indústria agroalimentar assumiu uma importância especial nos programas da agência estadunidense USAID. Os EUA utilizaram o programa da USAID de combate à fome para a promoção do milho geneticamente modificado no sul da África.

Os países africanos foram colocados perante a escolha: ou recebiam os OGM ou deixavam morrer à fome muitos dos seus habitantes. Alguns países, como Moçambique e o Zimbábue, recusaram o milho transgênico devido aos riscos ambientais, mas foram obrigados a aceitar a farinha transgênica. Apenas a Zâmbia decidiu recusar totalmente os OGM.

Em 2003 a ONG Amigos da Terra declarou: “Existiram alternativas reais aos transgênicos, mas aos países africanos não foi concedida a possibilidade de as receber… A ajuda alimentar é usada com frequência pelos EUA como um meio de marketing na conquista de novos mercados de escoamento. Os lucros do atual sistema de ajuda alimentar vão, na sua maioria, para as grandes companhias agroalimentares.”


Em 2003 a “liberação” do Iraque pelas tropas aliadas da OTAN resultou igualmente da “liberação” do país das suas sementes tradicionais. A USAID surgiu lá imediatamente, organizando uma demonstração de “tipos de sementes altamente produtivas” de grãos, incluindo o trigo, a cevada, ervilhas forrageiras e lentilhas.

Para facilitar a introdução de sementes transgênicas patenteadas produzidas pelos gigantes agroalimentares estrangeiros, o Ministério da Agricultura do Iraque difundiu esses grãos a “preços subsidiados”. Logo que os fazendeiros começavam usando grãos transgênicos patenteados, eles foram sendo obrigados a comprar mais à companhia todos os anos, ficando dependentes dos fabricantes transnacionais estrangeiros. Atrás das novas sementes vieram novos produtos químicos: pesticidas, herbicidas, fungicidas, que eram vendidos aos iraquianos por companhias como a Monsanto.

Na Índia ocorreu um verdadeiro genocídio provocado pelos OGM. Para combater a horrível miséria que se vivia no período posterior à independência, o governo indiano autorizou os gigantes biotecnológicos norte-americanos a vender nesse país novas variedades de sementes. Milhões de fazendeiros indianos receberam promessas de colheitas e lucros fabulosos em caso de mudarem da agricultura tradicional para culturas transgênicas. Eles contraiam empréstimos para a compra das sementes transgênicas, mas suas esperanças não se cumpriram. A quebra das safras deixou-lhes dívidas crescentes e não lhes deu quaisquer rendimentos.

O resultado da campanha de uso da Índia como polígono de testes para culturas agrícolas geneticamente modificadas foi o suicídio de 125 mil fazendeiros. Além disso, em muitos bancos públicos de sementes as variedades tradicionais foram proibidas no âmbito dos programas de apoio à introdução das sementes transgênicas. As autoridades estavam interessadas no estímulo a essa nova biotecnologia.

Um exemplo clássico da dependência de um país das sementes transgênicas é a Argentina. Segundo o acordo com a companhia Monsanto, monopolista das patentes de soja transgênica, os fazendeiros argentinos perderam a possibilidade de deixar sementes do ano anterior para novas sementeiras. Agora eles têm de comprar todos os anos novas sementes transgênicas e pagar os direitos de patente à companhia. A Monsanto impôs à Argentina o pagamento desses direitos sob ameaça de introdução de direitos aduaneiros sobre as exportações argentinas.

Também a USAID tentou agir da mesma forma no Nepal. Contudo, quando em 2011 a agência tornou pública a informação que o Ministério da Agricultura e Cooperação do Nepal se encontrava em negociações com a Monsanto para a “introdução de variedades híbridas de milho em 20 mil fazendas locais e para a formação dos fazendeiros nas técnicas de cultivo”, esse anúncio provocou imediatamente no país uma onda de revolta social. Essa firme oposição obrigou o governo do país a abandonar o plano inicial.

A política das companhias monopolistas para a introdução dos OGM continua. Ela não atinge apenas os países do terceiro mundo. Seu objetivo é controlar a população da Terra submetendo-a ao perigo da fome, da miséria e da dependência dos poderosos deste mundo.

Fontes:
Fórum Notícias Naturais , Voz da Rússia , A Nova Ordem Mundial

Transgênicos Usam Luta contra a Fome para Criar Monopólio

O infame político norte-americano Henry Kissinger disse uma vez: “Controlando o petróleo, se controla os países. Controlando a alimentação, se controla as populações.”

No início dos anos 2000 o Congresso dos EUA aprovou uma lei que obrigava as agências norte-americanas de ajuda alimentar a outros países a incluir produtos com organismos geneticamente modificados (OGM, ou transgênicos) nos seus programas. Nesse contexto, a indústria agroalimentar assumiu uma importância especial nos programas da agência estadunidense USAID. Os EUA utilizaram o programa da USAID de combate à fome para a promoção do milho geneticamente modificado no sul da África.

Os países africanos foram colocados perante a escolha: ou recebiam os OGM ou deixavam morrer à fome muitos dos seus habitantes. Alguns países, como Moçambique e o Zimbábue, recusaram o milho transgênico devido aos riscos ambientais, mas foram obrigados a aceitar a farinha transgênica. Apenas a Zâmbia decidiu recusar totalmente os OGM.

Em 2003 a ONG Amigos da Terra declarou: “Existiram alternativas reais aos transgênicos, mas aos países africanos não foi concedida a possibilidade de as receber… A ajuda alimentar é usada com frequência pelos EUA como um meio de marketing na conquista de novos mercados de escoamento. Os lucros do atual sistema de ajuda alimentar vão, na sua maioria, para as grandes companhias agroalimentares.”


Em 2003 a “liberação” do Iraque pelas tropas aliadas da OTAN resultou igualmente da “liberação” do país das suas sementes tradicionais. A USAID surgiu lá imediatamente, organizando uma demonstração de “tipos de sementes altamente produtivas” de grãos, incluindo o trigo, a cevada, ervilhas forrageiras e lentilhas.

Para facilitar a introdução de sementes transgênicas patenteadas produzidas pelos gigantes agroalimentares estrangeiros, o Ministério da Agricultura do Iraque difundiu esses grãos a “preços subsidiados”. Logo que os fazendeiros começavam usando grãos transgênicos patenteados, eles foram sendo obrigados a comprar mais à companhia todos os anos, ficando dependentes dos fabricantes transnacionais estrangeiros. Atrás das novas sementes vieram novos produtos químicos: pesticidas, herbicidas, fungicidas, que eram vendidos aos iraquianos por companhias como a Monsanto.

Na Índia ocorreu um verdadeiro genocídio provocado pelos OGM. Para combater a horrível miséria que se vivia no período posterior à independência, o governo indiano autorizou os gigantes biotecnológicos norte-americanos a vender nesse país novas variedades de sementes. Milhões de fazendeiros indianos receberam promessas de colheitas e lucros fabulosos em caso de mudarem da agricultura tradicional para culturas transgênicas. Eles contraiam empréstimos para a compra das sementes transgênicas, mas suas esperanças não se cumpriram. A quebra das safras deixou-lhes dívidas crescentes e não lhes deu quaisquer rendimentos.

O resultado da campanha de uso da Índia como polígono de testes para culturas agrícolas geneticamente modificadas foi o suicídio de 125 mil fazendeiros. Além disso, em muitos bancos públicos de sementes as variedades tradicionais foram proibidas no âmbito dos programas de apoio à introdução das sementes transgênicas. As autoridades estavam interessadas no estímulo a essa nova biotecnologia.

Um exemplo clássico da dependência de um país das sementes transgênicas é a Argentina. Segundo o acordo com a companhia Monsanto, monopolista das patentes de soja transgênica, os fazendeiros argentinos perderam a possibilidade de deixar sementes do ano anterior para novas sementeiras. Agora eles têm de comprar todos os anos novas sementes transgênicas e pagar os direitos de patente à companhia. A Monsanto impôs à Argentina o pagamento desses direitos sob ameaça de introdução de direitos aduaneiros sobre as exportações argentinas.

Também a USAID tentou agir da mesma forma no Nepal. Contudo, quando em 2011 a agência tornou pública a informação que o Ministério da Agricultura e Cooperação do Nepal se encontrava em negociações com a Monsanto para a “introdução de variedades híbridas de milho em 20 mil fazendas locais e para a formação dos fazendeiros nas técnicas de cultivo”, esse anúncio provocou imediatamente no país uma onda de revolta social. Essa firme oposição obrigou o governo do país a abandonar o plano inicial.

A política das companhias monopolistas para a introdução dos OGM continua. Ela não atinge apenas os países do terceiro mundo. Seu objetivo é controlar a população da Terra submetendo-a ao perigo da fome, da miséria e da dependência dos poderosos deste mundo.

Fontes:
Fórum Notícias Naturais , Voz da Rússia , A Nova Ordem Mundial

A gigante agrícola tenta se aproximar do consumidor para reverter a rejeição aos transgênicos e destina milhões para evitar que seja obrigatório rotular os alimentos modificados geneticamente

O futuro dos alimentos geneticamente modificados está nas mãos da opinião pública. A batalha entre partidários e opositores dos transgênicos é feroz e a Monsanto está muito consciente disso. Depois de anos acumulando uma má reputação, a maior empresa de sementes do mundo decidiu mudar de estratégia: se aproximar mais do consumidor para tentar convencer os céticos e críticos sobre a segurança de seus produtos e os seus efeitos positivos sobre a agricultura mundial.

“Nos últimos vinte anos, quase todas as nossas atividades de comunicação e educação têm sido focadas nos agricultores, e foram muito bem. Mas o erro que cometemos é que não nos esforçamos o suficiente no lado do consumidor. Pensamos que este era um trabalho da indústria de alimentos”, admitiu o vice-presidente executivo e responsável tecnológico da Monsanto, Robert Fraley, em um recente encontro com jornalistas europeus na sede central da empresa, em Saint Louis, nos Estados Unidos. A visita, organizada pela gigante agrícola, é um reflexo do seu crescente interesse na divulgação de suas atividades.

Em 2011, a multinacional norte-americana, especializada há duas décadas no desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas para resistir a herbicidas e repelir insetos, foi considerada a empresa “mais malvada” do mundo em uma pesquisa online. E a profunda rejeição gerada por suas práticas em camadas da população em todo o mundo foi amplamente percebida em maio do ano passado quando em um mesmo dia foram feitas manifestações contra a Monsanto em 436 cidades de 52 países. A iniciativa foi organizada por uma única pessoa no Facebook e após o sucesso na convocação será repetida em 24 de maio. Para fechar o círculo, as pesquisas indicam que três quartos dos americanos expressam sua preocupação com a presença de transgênicos em sua alimentação – que estão amplamente autorizados e presentes em cerca de 80% de todos os alimentos – a maioria por medo de efeitos adversos. Na Europa, que só permite um tipo de milho, a rejeição é de 61%, enquanto que na Espanha esse número gira em torno de 53 %, de acordo com pesquisas recentes, de 2010.

Tudo isso levou a Monsanto no ano passado a repensar a sua estratégia por completo. “Os consumidores nos veem como o primeiro escalão da cadeia alimentar e querem ouvir mais de nós [...] Nós temos que fazê-lo melhor”, disse o executivo. A empresa, que produz principalmente sementes modificadas de soja, milho, algodão e canola, além de outras convencionais, intensificou a sua comunicação em redes sociais, onde os adversários são muito fortes, e forneceu mais informações em seu site.

Em paralelo, no fim de 2013, a empresa expandiu seu relacionamento com a Fleishman Hillard, uma das principais empresas de relações públicas, para promover uma nova campanha internacional, de acordo com Holmes Report, uma plataforma que analisa o setor. Um porta-voz da Monsanto confirmou que é cliente desta agência, mas evitou entrar em detalhes. Além disso, a Monsanto, com uma forte presença na América Latina, com a soja e o milho transgênicos, à margem dos Estados Unidos, desenvolveu em setembro, juntamente a outros grupos grandes de biotecnologia, um site com informações detalhadas sobre esses alimentos.

Especialistas alertam, no entanto, que a imagem ruim não desaparece da noite para o dia. “Nunca é fácil. É como correr uma maratona, não um Sprint”, disse Aaron Perlut, por telefone, sócio da Elasticity, uma consultoria de Saint Louis especializada em reputação corporativa. Enquanto isso, as organizações contrárias aos produtos transgênicos acreditam que a mudança conciliadora e mais transparente da Monsanto é falsa e denota nervosismo. “Perceberam que a era da genética terminou. O público não vai aceitar uma tecnologia imprevisível e perigosa”, clama Ronnie Cummins, da Associação dos Consumidores Orgânicos. “Ao mesmo tempo, está gastando milhões para lutar contra o direito dos consumidores de saber, por isso não importa quanto destinarão para atualizar sua marca. É suspeito”, diz Colin O’Neil, do Centro de Segurança Alimentar.

Ele se refere à multimilionária ofensiva da Monsanto, junto a outras empresas, para coibir iniciativas em 27 dos 50 Estados dos Estados Unidos para que seja obrigatório – como ocorre em mais de sessenta países, entre eles os da União Europeia e o Brasil – especificar em embalagens de alimentos se contêm componentes geneticamente modificados. É aí que está a verdadeira batalha entre partidários e opositores dos transgênicos, pois o produto rotulado poderia supor um ponto de inflexão na percepção do consumidor. Nas próximas semanas, a Câmara dos Deputados de Vermont poderá aprovar uma lei nesse sentido, podendo se tornar o primeiro Estado com rotulagem obrigatória nos EUA. A Califórnia, em 2012, e Washington, em 2013, realizaram consultas populares sobre o assunto em que o “não” venceu por estreia margem. As multinacionais investiram 46 milhões (100 milhões de reais) e 22 milhões de dólares (48 milhões de reais), respectivamente, na campanha contra a rotulagem obrigatória, duas e três vezes mais que os grupos favoráveis.

“Não há estudos que examinem em longo prazo os riscos potenciais dos transgênicos à saúde. Na falta destas informações, os consumidores deveriam poder escolher se querem ou não comê-los”, diz O’Neil. Os ativistas lembram que 93 % dos americanos são a favor da rotulagem e que, em 2007, Barack Obama fez uma promessa neste sentido antes de se tornar presidente dos EUA. A Monsanto argumenta que “não há dúvida” de que os alimentos transgênicos são igualmente seguros aos convencionais e que, por isso, foram certificados por cientistas e órgãos reguladores. Os opositores, como a Cummins, reagem denunciando as ligações entre a Monsanto e as autoridades americanas. Por exemplo, o caso de Michael Taylor, que trabalhou na Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA), entrou na Monsanto onde foi vice-presidente e agora está novamente na FDA, segundo mostram os registros oficiais compilados pelo Centro para Políticas Responsáveis, uma organização civil. Não é um caso único: 72% dos lobistas da Monsanto em 2013 já haviam trabalhado no governo ou no Capitólio, de acordo com o centro. Trata-se de uma prática comum entre as grandes corporações.

A gigante agrícola defende a rotulagem voluntária dos transgênicos porque “põe o foco nas empresas que querem usá-la como uma vantagem de marketing”, afirma Fraley, mas opõe-se a que seja obrigatória porque a considera discriminatória ao ser equiparada com informações negativas sobre gorduras e sais de um alimento. Neste sentido, a Monsanto apoia, através de uma coalizão de centenas de empresas, o projeto de lei apresentado na quarta-feira por um parlamentar republicano que busca proibir a rotulagem obrigatória, de modo a coibir tentativas dos Estados e dar mais poder à FDA, que está inclinada à rotulagem voluntária. O projeto tem pouca chance de sucesso, dada a divisão no Capitólio em relação ao tema.

Mas, para sanar uma má reputação, é preciso, primeiro, investigar as causas. “Realmente não posso explicar”, admitiu Fraley, que a atribuiu principalmente ao fato de ser vista como uma empresa dos EUA e a “difamação” da agricultura e produção de alimentos. Mas também, com relutância, ao passado obscuro da Monsanto, como a sua produção do herbicida agente laranja que os EUA usaram na guerra do Vietnã ou a contaminação por componentes químicos no Alabama. “Sem dúvida, o legado do passado é um desafio para qualquer empresa”, admitiu. Embora em seu relatório anual advirta que “a aceitação do público” possa afetar suas vendas, os lucros da Monsanto continua a crescer no momento: até fevereiro, a empresa ganhou 1,67 bilhão de dólares (3,6 bilhões de reais), 13% a mais que no ano anterior. Agora, seu desafio é limpar a sua imagem e ganhar a batalha da opinião pública, mas isso parece ser muito mais complexo.

Fonte: Pratos Limpos , El País Brasil

A imagem ruim força a Monsanto a mudar de estratégia

A gigante agrícola tenta se aproximar do consumidor para reverter a rejeição aos transgênicos e destina milhões para evitar que seja obrigatório rotular os alimentos modificados geneticamente

O futuro dos alimentos geneticamente modificados está nas mãos da opinião pública. A batalha entre partidários e opositores dos transgênicos é feroz e a Monsanto está muito consciente disso. Depois de anos acumulando uma má reputação, a maior empresa de sementes do mundo decidiu mudar de estratégia: se aproximar mais do consumidor para tentar convencer os céticos e críticos sobre a segurança de seus produtos e os seus efeitos positivos sobre a agricultura mundial.

“Nos últimos vinte anos, quase todas as nossas atividades de comunicação e educação têm sido focadas nos agricultores, e foram muito bem. Mas o erro que cometemos é que não nos esforçamos o suficiente no lado do consumidor. Pensamos que este era um trabalho da indústria de alimentos”, admitiu o vice-presidente executivo e responsável tecnológico da Monsanto, Robert Fraley, em um recente encontro com jornalistas europeus na sede central da empresa, em Saint Louis, nos Estados Unidos. A visita, organizada pela gigante agrícola, é um reflexo do seu crescente interesse na divulgação de suas atividades.

Em 2011, a multinacional norte-americana, especializada há duas décadas no desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas para resistir a herbicidas e repelir insetos, foi considerada a empresa “mais malvada” do mundo em uma pesquisa online. E a profunda rejeição gerada por suas práticas em camadas da população em todo o mundo foi amplamente percebida em maio do ano passado quando em um mesmo dia foram feitas manifestações contra a Monsanto em 436 cidades de 52 países. A iniciativa foi organizada por uma única pessoa no Facebook e após o sucesso na convocação será repetida em 24 de maio. Para fechar o círculo, as pesquisas indicam que três quartos dos americanos expressam sua preocupação com a presença de transgênicos em sua alimentação – que estão amplamente autorizados e presentes em cerca de 80% de todos os alimentos – a maioria por medo de efeitos adversos. Na Europa, que só permite um tipo de milho, a rejeição é de 61%, enquanto que na Espanha esse número gira em torno de 53 %, de acordo com pesquisas recentes, de 2010.

Tudo isso levou a Monsanto no ano passado a repensar a sua estratégia por completo. “Os consumidores nos veem como o primeiro escalão da cadeia alimentar e querem ouvir mais de nós [...] Nós temos que fazê-lo melhor”, disse o executivo. A empresa, que produz principalmente sementes modificadas de soja, milho, algodão e canola, além de outras convencionais, intensificou a sua comunicação em redes sociais, onde os adversários são muito fortes, e forneceu mais informações em seu site.

Em paralelo, no fim de 2013, a empresa expandiu seu relacionamento com a Fleishman Hillard, uma das principais empresas de relações públicas, para promover uma nova campanha internacional, de acordo com Holmes Report, uma plataforma que analisa o setor. Um porta-voz da Monsanto confirmou que é cliente desta agência, mas evitou entrar em detalhes. Além disso, a Monsanto, com uma forte presença na América Latina, com a soja e o milho transgênicos, à margem dos Estados Unidos, desenvolveu em setembro, juntamente a outros grupos grandes de biotecnologia, um site com informações detalhadas sobre esses alimentos.

Especialistas alertam, no entanto, que a imagem ruim não desaparece da noite para o dia. “Nunca é fácil. É como correr uma maratona, não um Sprint”, disse Aaron Perlut, por telefone, sócio da Elasticity, uma consultoria de Saint Louis especializada em reputação corporativa. Enquanto isso, as organizações contrárias aos produtos transgênicos acreditam que a mudança conciliadora e mais transparente da Monsanto é falsa e denota nervosismo. “Perceberam que a era da genética terminou. O público não vai aceitar uma tecnologia imprevisível e perigosa”, clama Ronnie Cummins, da Associação dos Consumidores Orgânicos. “Ao mesmo tempo, está gastando milhões para lutar contra o direito dos consumidores de saber, por isso não importa quanto destinarão para atualizar sua marca. É suspeito”, diz Colin O’Neil, do Centro de Segurança Alimentar.

Ele se refere à multimilionária ofensiva da Monsanto, junto a outras empresas, para coibir iniciativas em 27 dos 50 Estados dos Estados Unidos para que seja obrigatório – como ocorre em mais de sessenta países, entre eles os da União Europeia e o Brasil – especificar em embalagens de alimentos se contêm componentes geneticamente modificados. É aí que está a verdadeira batalha entre partidários e opositores dos transgênicos, pois o produto rotulado poderia supor um ponto de inflexão na percepção do consumidor. Nas próximas semanas, a Câmara dos Deputados de Vermont poderá aprovar uma lei nesse sentido, podendo se tornar o primeiro Estado com rotulagem obrigatória nos EUA. A Califórnia, em 2012, e Washington, em 2013, realizaram consultas populares sobre o assunto em que o “não” venceu por estreia margem. As multinacionais investiram 46 milhões (100 milhões de reais) e 22 milhões de dólares (48 milhões de reais), respectivamente, na campanha contra a rotulagem obrigatória, duas e três vezes mais que os grupos favoráveis.

“Não há estudos que examinem em longo prazo os riscos potenciais dos transgênicos à saúde. Na falta destas informações, os consumidores deveriam poder escolher se querem ou não comê-los”, diz O’Neil. Os ativistas lembram que 93 % dos americanos são a favor da rotulagem e que, em 2007, Barack Obama fez uma promessa neste sentido antes de se tornar presidente dos EUA. A Monsanto argumenta que “não há dúvida” de que os alimentos transgênicos são igualmente seguros aos convencionais e que, por isso, foram certificados por cientistas e órgãos reguladores. Os opositores, como a Cummins, reagem denunciando as ligações entre a Monsanto e as autoridades americanas. Por exemplo, o caso de Michael Taylor, que trabalhou na Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA), entrou na Monsanto onde foi vice-presidente e agora está novamente na FDA, segundo mostram os registros oficiais compilados pelo Centro para Políticas Responsáveis, uma organização civil. Não é um caso único: 72% dos lobistas da Monsanto em 2013 já haviam trabalhado no governo ou no Capitólio, de acordo com o centro. Trata-se de uma prática comum entre as grandes corporações.

A gigante agrícola defende a rotulagem voluntária dos transgênicos porque “põe o foco nas empresas que querem usá-la como uma vantagem de marketing”, afirma Fraley, mas opõe-se a que seja obrigatória porque a considera discriminatória ao ser equiparada com informações negativas sobre gorduras e sais de um alimento. Neste sentido, a Monsanto apoia, através de uma coalizão de centenas de empresas, o projeto de lei apresentado na quarta-feira por um parlamentar republicano que busca proibir a rotulagem obrigatória, de modo a coibir tentativas dos Estados e dar mais poder à FDA, que está inclinada à rotulagem voluntária. O projeto tem pouca chance de sucesso, dada a divisão no Capitólio em relação ao tema.

Mas, para sanar uma má reputação, é preciso, primeiro, investigar as causas. “Realmente não posso explicar”, admitiu Fraley, que a atribuiu principalmente ao fato de ser vista como uma empresa dos EUA e a “difamação” da agricultura e produção de alimentos. Mas também, com relutância, ao passado obscuro da Monsanto, como a sua produção do herbicida agente laranja que os EUA usaram na guerra do Vietnã ou a contaminação por componentes químicos no Alabama. “Sem dúvida, o legado do passado é um desafio para qualquer empresa”, admitiu. Embora em seu relatório anual advirta que “a aceitação do público” possa afetar suas vendas, os lucros da Monsanto continua a crescer no momento: até fevereiro, a empresa ganhou 1,67 bilhão de dólares (3,6 bilhões de reais), 13% a mais que no ano anterior. Agora, seu desafio é limpar a sua imagem e ganhar a batalha da opinião pública, mas isso parece ser muito mais complexo.

Fonte: Pratos Limpos , El País Brasil

Pedido é da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Herbicida é o mais vendido no mundo e no Brasil, mas estudos apontam riscos à saúde.

Há seis anos, o glifosato, um dos agrotóxicos mais usados no mundo e mais vendido no Brasil, integra uma lista de produtos que precisam passar por uma reavaliação toxicológica. O pedido é da própria Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária: para o órgão, uma nova análise é necessária porque há indícios de que o herbicida é potencialmente nocivo à saúde e ao meio ambiente.

Em 2008, a agência reguladora reconheceu que o produto vendido no país desde o final década de 1970 precisaria passar por novos testes que garantissem a segurança do produto. Caso contrário, sua venda poderia ser proibida ou restringida no Brasil. Entretanto, o processo de reavaliação ainda não foi concluído.

A Anvisa afirma que está cumprindo a legislação que permite uma” visão ampla dos três setores envolvidos (agricultura, saúde e meio ambiente) e dá direito de ampla defesa aos interessados, além de permitir que a comunidade científica faça parte da discussão de forma ativa”, diz Jeane de Almeida Fonseca, da gerência de Análise Toxicológica da instituição.

O processo de reavaliação envolve não somente a Anvisa, responsável pelos aspectos relacionados à saúde, mas também o Ministério da Agricultura e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Um dos principais problemas enfrentados para a reavaliação do herbicida são as ações judiciais, movidas pelas fabricantes do produto e associações para tentar barrar o processo. A Monsanto detém metade do mercado mundial de glifosato, principal ingrediente ativo do herbicida Roundup. Seu uso foi liberado pela primeira vez em 1974 na Malásia e no Reino Unido. Em 1978, o produto passou a ser vendido no Brasil e, em 1984, passou a ser fabricado no país. Outras empresas como a Syngenta, BASF, Bayer e Dow também possuem produtos a base de glifosato.

A Anvisa informou que cada reavaliação é julgada em todas as instâncias possíveis e praticamente toda semana sua equipe técnica, responsável por formular as respostas dos processos, precisa responder essas questões à Justiça. Outro fator que emperra o processo seria a grande demanda de atividades realizadas pela Anvisa e o número reduzido de funcionários para atendê-las.

Agilizar o processo

O Ministério Público Federal (MPF) cansou de esperar o pedido pendente desde 2008 e entrou com uma ação na Justiça. O órgão pede que seja marcada a data para a avaliação de nove ingredientes ativos, considerados suspeitos pela agência reguladora – entre eles está o glifosato. Além disso, a instituição pede a suspensão da venda desses produtos até o final desse processo.

“Não temos, até o momento, informações suficientes para solicitar o banimento do glifosato, o que nós pedimos é a suspensão por medida de cautela. Existem indícios que são reconhecidos pelo próprio governo brasileiro, pois a própria Anvisa, quando determinou a reavaliação há seis anos, identificou que o herbicida possui riscos ainda não bem avaliados”, justifica Anselmo Lopes, procurador da República.

Riscos à saúde

Estudos internacionais recentes apontam que o glifosato pode danificar embriões, causar câncer e alterações hormonais, por exemplo, retardando a puberdade em adolescentes. “Esses são os principais riscos à saúde que foram comprovados em pesquisas de cientistas independentes”, afirma Heike Moldenhauer, especialista em transgênicos da Federação para o Meio Ambiente e Proteção da Natureza da Alemanha (Bund).

Além disso, outros estudos encontraram glifosato na urina humana e de animais domésticos e silvestres. Uma pesquisa coordenada por Monica Krüger, da Universidade de Leipzig, encontrou o herbicida em quase todas as amostras de urina recolhidas e em grande quantidade.

“Do meu ponto de vista e com base nos resultados das minhas pesquisas, o glifosato é perigoso para o ser humano, animais e também para o meio ambiente”, opina Krüger.

Moldenhauer conta que outra pesquisa semelhante analisou amostras de urina de habitantes de grandes cidades de 17 países europeus. Os resultados apontaram que grande parte das amostras possuía glifosato .”A pergunta era como ele foi parar lá e a conclusão é pela alimentação”, diz a especialista.

Para pesquisadores, a principal responsável pela entrada do herbicida na cadeia alimentar humana é a prática chamada de dessecação da lavoura. Neste processo, o produto é aplicado poucos dias antes da colheita fazendo com que as plantas fiquem maduras na mesma época, além de possibilitar uma data exata para a colheita.

Danos ao meio ambiente

Na União Europeia, o glifosato é liberado para essa função nas lavouras de grãos em geral. Segundo Moldenhauer, o herbicida pode ser usado até uma semana antes da colheita. Mas o produto permanece no grão por até um ano, não é eliminado sob altas ou baixas temperaturas.

“Há a suspeita de que produtos como farinha de trigo, pão e cereais matinais estão cheios de glifosato”, justifica a especialista. No Brasil, esse herbicida é liberado como dessecante nas culturas de aveia preta, soja e azevém.

Além dos indícios de riscos à saúde, o herbicida pode causar danos ao meio ambiente. Segundo Moldenhauer, além do constante aumento da quantidade aplicada devido ao aumento da resistência das ervas daninhas ao produto, outro problema é que seu uso destrói toda a área verde na região de campos, ou seja, o habitat de insetos.

Esses insetos, que são a base alimentar de outros animais, acabam morrendo – o que compromete todo o ecossistema. Na Alemanha, cerca de 30% de todas as espécies de pássaro presentes em regiões agrícolas estão ameaçadas de extinção, revela a Bund.

Transgênicos

Em 2011, cerca de 650 mil toneladas de herbicidas, cujo princípio ativo é o glifosato, foram usados no mundo. Segundo a Bund, essa quantidade deve dobrar até 2017. Somente o Roundup, da Monsanto, é vendido em mais de 130 países.

O herbicida é aplicado principalmente no cultivo de sementes transgênicas resistente a esse princípio ativo, inclusive a soja no Brasil.

Procurada pela DW Brasil, a Monsanto respondeu com uma nota dizendo que “agências regulatórias do mundo inteiro já concluíram que os herbicidas à base de glifosato não apresentam riscos à saúde humana e ao meio ambiente”.

A empresa também enviou um documento assinado por associações de defensivos agrícola afirmando que, caso haja a suspensão dos nove ingredientes ativos, como pedido pelo MPF, “os impactos econômicos e sociais seriam incalculavelmente drásticos.”

A associação calcula que os ingredientes ativos totalizam 180 produtos formulados registrados e abrangem as 56 principais culturas no Brasil. A lista inclui grãos, cana-de-açúcar, café, frutas, legumes e hortaliças, além de pastagens.

Fontes: Pratos Limpos , Notícias Terra

Pedido para reavaliar herbicida a base de glifosato está parado há 6 anos

Pedido é da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Herbicida é o mais vendido no mundo e no Brasil, mas estudos apontam riscos à saúde.

Há seis anos, o glifosato, um dos agrotóxicos mais usados no mundo e mais vendido no Brasil, integra uma lista de produtos que precisam passar por uma reavaliação toxicológica. O pedido é da própria Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária: para o órgão, uma nova análise é necessária porque há indícios de que o herbicida é potencialmente nocivo à saúde e ao meio ambiente.

Em 2008, a agência reguladora reconheceu que o produto vendido no país desde o final década de 1970 precisaria passar por novos testes que garantissem a segurança do produto. Caso contrário, sua venda poderia ser proibida ou restringida no Brasil. Entretanto, o processo de reavaliação ainda não foi concluído.

A Anvisa afirma que está cumprindo a legislação que permite uma” visão ampla dos três setores envolvidos (agricultura, saúde e meio ambiente) e dá direito de ampla defesa aos interessados, além de permitir que a comunidade científica faça parte da discussão de forma ativa”, diz Jeane de Almeida Fonseca, da gerência de Análise Toxicológica da instituição.

O processo de reavaliação envolve não somente a Anvisa, responsável pelos aspectos relacionados à saúde, mas também o Ministério da Agricultura e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Um dos principais problemas enfrentados para a reavaliação do herbicida são as ações judiciais, movidas pelas fabricantes do produto e associações para tentar barrar o processo. A Monsanto detém metade do mercado mundial de glifosato, principal ingrediente ativo do herbicida Roundup. Seu uso foi liberado pela primeira vez em 1974 na Malásia e no Reino Unido. Em 1978, o produto passou a ser vendido no Brasil e, em 1984, passou a ser fabricado no país. Outras empresas como a Syngenta, BASF, Bayer e Dow também possuem produtos a base de glifosato.

A Anvisa informou que cada reavaliação é julgada em todas as instâncias possíveis e praticamente toda semana sua equipe técnica, responsável por formular as respostas dos processos, precisa responder essas questões à Justiça. Outro fator que emperra o processo seria a grande demanda de atividades realizadas pela Anvisa e o número reduzido de funcionários para atendê-las.

Agilizar o processo

O Ministério Público Federal (MPF) cansou de esperar o pedido pendente desde 2008 e entrou com uma ação na Justiça. O órgão pede que seja marcada a data para a avaliação de nove ingredientes ativos, considerados suspeitos pela agência reguladora – entre eles está o glifosato. Além disso, a instituição pede a suspensão da venda desses produtos até o final desse processo.

“Não temos, até o momento, informações suficientes para solicitar o banimento do glifosato, o que nós pedimos é a suspensão por medida de cautela. Existem indícios que são reconhecidos pelo próprio governo brasileiro, pois a própria Anvisa, quando determinou a reavaliação há seis anos, identificou que o herbicida possui riscos ainda não bem avaliados”, justifica Anselmo Lopes, procurador da República.

Riscos à saúde

Estudos internacionais recentes apontam que o glifosato pode danificar embriões, causar câncer e alterações hormonais, por exemplo, retardando a puberdade em adolescentes. “Esses são os principais riscos à saúde que foram comprovados em pesquisas de cientistas independentes”, afirma Heike Moldenhauer, especialista em transgênicos da Federação para o Meio Ambiente e Proteção da Natureza da Alemanha (Bund).

Além disso, outros estudos encontraram glifosato na urina humana e de animais domésticos e silvestres. Uma pesquisa coordenada por Monica Krüger, da Universidade de Leipzig, encontrou o herbicida em quase todas as amostras de urina recolhidas e em grande quantidade.

“Do meu ponto de vista e com base nos resultados das minhas pesquisas, o glifosato é perigoso para o ser humano, animais e também para o meio ambiente”, opina Krüger.

Moldenhauer conta que outra pesquisa semelhante analisou amostras de urina de habitantes de grandes cidades de 17 países europeus. Os resultados apontaram que grande parte das amostras possuía glifosato .”A pergunta era como ele foi parar lá e a conclusão é pela alimentação”, diz a especialista.

Para pesquisadores, a principal responsável pela entrada do herbicida na cadeia alimentar humana é a prática chamada de dessecação da lavoura. Neste processo, o produto é aplicado poucos dias antes da colheita fazendo com que as plantas fiquem maduras na mesma época, além de possibilitar uma data exata para a colheita.

Danos ao meio ambiente

Na União Europeia, o glifosato é liberado para essa função nas lavouras de grãos em geral. Segundo Moldenhauer, o herbicida pode ser usado até uma semana antes da colheita. Mas o produto permanece no grão por até um ano, não é eliminado sob altas ou baixas temperaturas.

“Há a suspeita de que produtos como farinha de trigo, pão e cereais matinais estão cheios de glifosato”, justifica a especialista. No Brasil, esse herbicida é liberado como dessecante nas culturas de aveia preta, soja e azevém.

Além dos indícios de riscos à saúde, o herbicida pode causar danos ao meio ambiente. Segundo Moldenhauer, além do constante aumento da quantidade aplicada devido ao aumento da resistência das ervas daninhas ao produto, outro problema é que seu uso destrói toda a área verde na região de campos, ou seja, o habitat de insetos.

Esses insetos, que são a base alimentar de outros animais, acabam morrendo – o que compromete todo o ecossistema. Na Alemanha, cerca de 30% de todas as espécies de pássaro presentes em regiões agrícolas estão ameaçadas de extinção, revela a Bund.

Transgênicos

Em 2011, cerca de 650 mil toneladas de herbicidas, cujo princípio ativo é o glifosato, foram usados no mundo. Segundo a Bund, essa quantidade deve dobrar até 2017. Somente o Roundup, da Monsanto, é vendido em mais de 130 países.

O herbicida é aplicado principalmente no cultivo de sementes transgênicas resistente a esse princípio ativo, inclusive a soja no Brasil.

Procurada pela DW Brasil, a Monsanto respondeu com uma nota dizendo que “agências regulatórias do mundo inteiro já concluíram que os herbicidas à base de glifosato não apresentam riscos à saúde humana e ao meio ambiente”.

A empresa também enviou um documento assinado por associações de defensivos agrícola afirmando que, caso haja a suspensão dos nove ingredientes ativos, como pedido pelo MPF, “os impactos econômicos e sociais seriam incalculavelmente drásticos.”

A associação calcula que os ingredientes ativos totalizam 180 produtos formulados registrados e abrangem as 56 principais culturas no Brasil. A lista inclui grãos, cana-de-açúcar, café, frutas, legumes e hortaliças, além de pastagens.

Fontes: Pratos Limpos , Notícias Terra

O documentário exibido pelo canal Management TV debate a partir de opiniões da comunidade científica e de ativistas na defesa dos consumidores a tentativa da multinacional Monsanto em patentear genes do porco, alguns deles encontrados naturalmente em animais não submetidos à modificação genética.

Especialistas, e até um ex-funcionário, demonstram como funciona o poderoso lobby realizado pela empresa junto ao governo e a agência regulamentadora do setor nos EUA, o FDA, para estabelecer, com base no discurso assistencialista, o domínio da multinacional sobre a produção de alimentos em todo o mundo.

Também mostra sua atuação predatória para com os produtores de grãos norte-americanos, e as consequências nas taxas de fertilidade de bovinos e suínos alimentados exclusivamente a partir de rações de soja e milho geneticamente modificados.



Fonte: Ascensão do Ser Humano

Patente para o Porco: O Grande Negócio da Genética

O documentário exibido pelo canal Management TV debate a partir de opiniões da comunidade científica e de ativistas na defesa dos consumidores a tentativa da multinacional Monsanto em patentear genes do porco, alguns deles encontrados naturalmente em animais não submetidos à modificação genética.

Especialistas, e até um ex-funcionário, demonstram como funciona o poderoso lobby realizado pela empresa junto ao governo e a agência regulamentadora do setor nos EUA, o FDA, para estabelecer, com base no discurso assistencialista, o domínio da multinacional sobre a produção de alimentos em todo o mundo.

Também mostra sua atuação predatória para com os produtores de grãos norte-americanos, e as consequências nas taxas de fertilidade de bovinos e suínos alimentados exclusivamente a partir de rações de soja e milho geneticamente modificados.



Fonte: Ascensão do Ser Humano

Efeitos tardios da guerra: muitas crianças vietnamitas sofrem pelo uso do “Agent Orange”, mesmo décadas depois. – FOTO: ROLANDSCHMID/BLOOMBERG

Do Outras Palavras, por Marianne Falck Hans Leyendecker e Silvia Liebrich
O grupo americano Monsanto[1] é um gigante no agronegócio – e é o número um na área da controvertida tecnologia genética “verde”. Para seus opositores, a Monsanto é um inimigo assustador. E continuam acontecendo coisas intrigantes que fazem o inimigo parecer ainda mais aterrorizante.

No mês passado (07/2013), a organização europeia protetora do meio ambiente “Amigos da Terra” e a Federação para meio Ambiente e Proteção à Natureza Deutschland (BUND) quiseram apresentar um estudo sobre os efeitos do herbicida glifosato no corpo humano. Os herbicidas que contêm glifosato são carros-chefes da Monsanto. A empresa fatura mais de dois bilhões de dólares somente com o agente Roundup. Os “herbicidas Roundup”, assim sustenta a Monsanto, “têm uma longa história de uso seguro em mais de 100 países”.

Quando os vírus atacaram seus computadores, os ativistas se indagaram: será que estamos vendo fantasmas?

Entretanto existem também pesquisas alegando que o agente possivelmente cause prejuízos a plantas e animais; e o estudo mais recente demonstra que muitos moradores de grandes cidades vivem com o veneno no próprio corpo, sem terem conhecimento disso. Como tantas outra coisas relacionadas a esse assunto, é discutível o que exatamente o pesticida é capaz de provocar no organismo humano.

Dois dias antes da publicação do estudo em dezoito países, um vírus paralisou o computador do principal organizador, Adrian Bepp. Houve ameaça de cancelamento das entrevistas coletivas em Viena, Bruxelas e Berlin. “Surgiu pânico”, lembra Heike Moldenhauer da BUND. Os ativistas do meio ambiente viram-se correndo contra o tempo.

Moldenhauer e seus colegas tinham feito diversas especulações sobre os motivos e a identidade do misterioso agressor. A especialista em tecnologia genética do BUND acredita que o principal objetivo do desconhecido fornecedor do vírus tenha sido “gerar confusão”. Não há nada pior para uma pesquisa do que cancelar uma coletiva da imprensa. “E nós ficamos nos perguntando se estávamos vendo fantasmas”, diz Moldenhauer.

Não há nenhum indício de que Monsanto tenha sido o fantasma, ou que tenha algo a ver com o vírus. O grupo sustenta que não faria algo assim. Preza “agir com responsabilidade”: “hoje em dia é muito fácil fazer uma afirmação e de difundi-la”, diz a Monsanto. Dessa forma, prossegue “periodicamente são feitas afirmações duvidosas e populistas que denigrem nosso trabalho e nossos produtos, carecendo de qualquer abordagem científica.”

Os críticos do grupo têm outra visão. Ela tem a ver com a espessa trama tecida ao redor do mundo pela Monsanto, cujos entroncamentos estão localizados nos serviços secretos norte-americanos, nas suas forças armadas, em empresas de segurança privadas e, é claro, também junto ao governo dos EUA.

Um número expressivo de críticos da Monsanto relata ataques cibernéticos regulares, praticados com gabarito profissional. Também os serviços secretos e o serviço militar gostam de contratar hackers e programadores. Estes são especialistas em desenvolver cavalos de troia e vírus para penetrar em redes de computadores alheios. O ex-agente da CIA Edward Snowden chamou atenção ao nexo entre as ações dos serviços de notícias e as movimentações da economia. No entanto, esta ligação perdeu força diante das demais denúncias.

Alguns dos poderosos defensores da Monsanto entendem bastante do assunto da guerra cibernética. “Imagine a internet como uma arma que está sobre a mesa. Ou você a pega, ou seu concorrente irá fazê-lo, mas alguém será morto”, foi o que disse Jay Byrne em 2001, quando era chefe de relações públicas na Monsanto.

É comum empresas lutarem com métodos escusos em função daquilo que consideram como seu direito, como sendo o certo. Porém, os termos “amigo ou inimigo”, “ele ou eu” já denotam linguagem de guerra. E numa guerra é preciso ter aliados – por exemplo, aqueles instalados no serviço secreto.

São conhecidos os contatos da Monsanto com o notório ex-agente secreto Joseph Cofer Black, que colaborou na formulação da “lei da selva”, na “campanha anti-terror” de George W. Bush. Ele é especialista para trabalho sujo, da linha dura. Trabalhou para a CIA durante quase trinta anos, sendo inclusive o chefe “antiterrorista”. Mais tarde seria o vice-presidente da empresa de segurança particular Blackwater, que mandou milhares de mercenários para o Iraque e o Afeganistão.

Pesquisas mostram como são estreitos os laços da direção da empresa com o governo central em Washington e com representações diplomáticas dos EUA no mundo inteiro. A Monsanto tem auxiliares eficazes em diversos lugares. Antigos colabores da corporação ocupam altos postos nos EUA, em departamentos governamentais e ministérios, em federações da indústria e universidades. Por vezes, são relações quase simbióticas. De acordo com informações da organização anti-lobby Open Secrets, no ano passado 16 lobistas da Monsanto ocuparam cargos de alto nível no governo norte-americano e em agências reguladoras.

Para a empresa, trata-se de ocupar novos mercados e em vender alimentos a uma população mundial que cresce em ritmo alucinante. A engenharia genética e as patentes relacionadas com plantas desempenham um papel importante nesse contexto. Nos Estados Unidos, o milho e soja geneticamente modificados representam 90% dos cultivos — e este percentual cresce de modo constante também no resto do mundo.

Apenas no mercado europeu, nada acontece. Diversos países da União Europeia (UE) têm muitas restrições com relação ao futuro da Monsanto, o que visivelmente desagrada ao governo dos EUA. No ano de 2009, Ilse Aigner, Ministra da Alimentação, Agricultura e Proteção ao Consumidor da Alemanha, filiada ao Partido da União Social-Cristã, havia banido o tipo de milho MON810 também dos campos alemães.

Ao viajar logo depois para os Estados Unidos, foi interpelada pelo colega americano Tom Vilsack, com respeito à Monsanto. O político, do Partido Democrata, havia sido governador no estado federal Iowa, de característica rural, e logo tornou-se adepto dos transgênicos. Em 2001, foi eleito pela bioindústria como “governador do ano”.

Infelizmente, não há registro da conversa entre Vilsack e Aigner. Dizem que foi controvertida. Um representante do governo federal alemão descreve o tom do diálogo da seguinte forma: houve “esforços maciços de forçar uma mudança de rumo dos alemães com respeito à política genética”. A fonte da informação não quis se pronunciar sobre o tipo dos “esforços maciços”, nem sobre a tentativa de “forçar” alguma coisa. Isto não se faz entre amigos ou parceiros.

Graças a Snowden e ao Wikileaks, o mundo pode imaginar o que acontece entre amigos e parceiros, quando o poder e o dinheiro estão em jogo. Dois anos atrás, o Wikileaks publicou despachos diplomáticos, que incluíam detalhes sobre a Monsanto e a engenharia genética.

Em 2007, por exemplo, o então embaixador norte-americano em Paris, Craig Stapleton, sugeriu ao governo dos EUA que elaborasse uma lista suja dos países da União Europeia que estivessem dispostos a proibir o plantio de sementes geneticamente modificadas por empresas norte-americanas. O teor da mensagem secreta: “A equipe parisiense sugere propor uma lista de medidas de retaliação que irá causar dores à Europa”. “Dores”, “retaliação” – a rigor, essa não é exatamente a linguagem da diplomacia.

A luta pela autorização do famoso milho geneticamente manipulado MON810 na Europa foi conduzida pela Monsanto com muito trabalho de lobby – e ao final, a empresa perdeu por completo. O produto foi banido inclusive dos mercados prestigiados da França e da Alemanha. Uma aliança entre políticos, agricultores e pessoas relacionadas às igrejas recusou a engenharia genética nas plantações, e os consumidores não a querem em seus pratos.

No entanto, a batalha ainda não terminou. Nas negociações iniciadas nos mês passado entre os EUA e a UE, sobre um tratado de “livre” comércio, os Estados Unidos esperam, entre outras coisas, uma abertura dos mercados para a tecnologia genética.

Com o Tratado de Livre Comércio, EUA querem abrir o mercado de transgênicos na Europa

Fazer lobby por uma empresa nacional no exterior é algo visto como dever cívico, nos EUA. Há muito, as mais significativas entre os dezesseis agências de inteligência norte-americanas entendem seu trabalho como apoio aos interesses econômicos norte-americanos no cenário mundial. Alegando combater o terrorismo, não somente espionam governos, órgãos públicos e cidadãos, mas também empenham-se — do seu modo muito peculiar — a favor de interesses econômicos do país.

Alguns exemplos:

Várias décadas atrás, quando o Japão ainda não era uma potência econômica, surgiu nos Estados Unidos a pesquisa “Japão 2000”, elaborada por um colaborador do Rochester Institute of Technology (RIT). Através de uma “política comercial temerária”, assim dizia o estudo, o Japão estaria planejando uma espécie de conquista do mundo, e os perdedores seriam os EUA. A segurança nacional dos Estados Unidos estaria ameaçada e a CIA deu o grito de guerra.

Na competição global, a economia norte-americana tinha que ser protegida dos “dirty tricks”, os truques sujos dos europeus, declarou o ex diretor da CIA James Woolsey. Por esta razão, os “amigos do continente europeu” estariam sendo espionados: os Estados Unidos são limpos…

Edward Snowden esteve certa vez pela CIA na Suíça, e há dias relatou a maneira como a empresa teria tentado envolver um banqueiro suíço na espionagem de dados bancários. A União Europeia permitiu aos serviços norte-americanos examinar em profundidade os negócios financeiros de seus cidadãos. Segundo dizem, o objetivo é secar as fontes financeiras do terror. Os meios e os fins, entretanto, são altamente discutíveis.

Na Suíça, que anteriormente foi palco de muitas histórias de agentes, desenrolou-se um dos episódios que tornaram a Monsanto particularmente misteriosa: em janeiro de 2008, o ex agente da CIA Cofer Black viajou para Zurique para encontrar-se com Kevin Wilson, na época, o responsável pela segurança para questões globais. A pergunta, a respeito do que os dois homens estariam falando, ficou no ar. Certamente os assuntos eram os de sempre: opositores, negócios, inimigos mortais…

O jornalista investigativo Jeremy Scahill, autor da obra sobre a empresa de mercenários Blackwater, escreveu em 2010, no jornal semanal americano The Nation, sobre esse estranho encontro em Zurique. Tinha recebido documentos vazados, a respeito do assunto. Deixavam claro que a Monsanto estava querendo se defender contra ativistas que queriam destruir suas plantações experimentais; contra críticos que se posicionavam contra a empresa de modificação genética.

Cofer Black era, para todos os efeitos, a pessoa certa: “Vamos tirar as luvas de pelica”, havia declarado após os ataques de 11 de setembro, conclamando seus agentes da CIA a livrar-se de Osama bin Laden no Afeganistão: “Apanhem-no: quero a cabeça dele dentro de uma caixa”. Mas ele também entende muito do outro negócio do serviço secreto; aquele que opera com fontes de acesso público.

Ao encontrar-se com Wilson, dirigente de segurança na Monsanto, Cofer Black ainda era vice na Blackwater, cujos clientes eram, entre outros, o Pentágono, o Departamento de Estado, a CIA, e logicamente, empresas particulares. Mas em janeiro de 2008 houve muitos tumultos, pois 17 civis foram assassinados no Iraque por mercenários da empresa de segurança, e alguns homens da Blackwater chamaram atenção de funcionários do governo iraquiano devido a atos de suborno.

Acontece que Cofer Black, na época, era também o chefe da empresa de segurança Total Intelligence Solutions (TIS), uma subsidiára da Blackwater, e que, apesar de sua reputação menos devastadora, contava também com “experts” excelentes e versáteis…

De acordo com as próprias informações, a Monsanto fez negócio, na época, com a TIS e não com a Blackwater. Era inquestionável que a Monsanto fora abastecida pela TIS, com relatórios sobre as atividades dos críticos – as quais poderiam representar um risco para a empresa, seus colaboradores ou seus negócios operacionais. Fazia parte tanto coletar informações sobre ataques terroristas na Ásia quanto escanear páginas da internet e blogs. A Monsanto frisava que a TIS, obviamente, só tinha usado material de acesso público…

Isso corresponderia aos métodos de Cofer Black. Então – nada de ações escusas.

Costumava haver boatos frequentes de que a Monsanto quisera assumir o controle da TIS, objetivando a sua segurança geral. E hoje surgem novos rumores, segundo os quais o grupo estaria avaliando a possibilidade de assumir a empresa Academi, que formou-se após reorganizações da antiga Blackwater.

Será que os rumores procedem? “Em geral, não discutimos os detalhes do nosso relacionamento com os prestadores de serviço – a não ser que essas informações já estejam disponíveis ao público”, foi a única resposta da Monsanto.

Toda empresa possui a sua própria história, e da história da Monsanto faz parte um assunto que queimou sua imagem não apenas junto aos hippies: no passado, a Monsanto esteve na linha de frente dos produtores do pesticida “Agente Laranja”, utilizado até janeiro de 1971 na guerra do Vietnã pelos militares norte-americanos.

Os constantes bombardeios químicos desfolhavam as florestas para tornar o inimigo visível. Os campos eram envenenados para que o vietcong não tivesse mais nada para comer. Nas áreas pulverizadas multiplicou-se por dez o número de nascimentos de crianças com anomalias; nasciam sem nariz, sem olhos, com hidrocefalia ou fendas no rosto – e as forças armadas dos EUA asseguravam que o produto da Monsanto seria tão inofensivo quanto a Aspirina.

Será que na guerra, tudo é permitido? Principalmente na moderna guerra cibernética?

Chama atenção o fato de que alguém esteja dificultando, hoje, a vida dos críticos da Monsanto, ou que alguma mão invisível esteja interrompendo carreiras. Mas, quem é esse alguém? São alvos de ataque cientistas como a australiana Judy Carman, que, entre outros, tornou-se conhecida com pesquisas de produtos transgênicos. Suas publicações são questionadas por professores, os mesmos que tentam minimizar a importância dos estudos de outros críticos da Monsanto.

Mas o assunto não se resume a escaramuças nos círculos científicos. Pois diversas páginas da internet onde Carman publica suas pesquisas, tornam-se alvo de ataques cibernéticos e, segundo impressão de pesquisadora, são sistematicamente observadas. Exames do IP de seu site demonstram que não apenas a Monsanto acessa regularmente essas páginas, mas também diversos órgãos do governo norte-americano ligados às forças armadas.

Entre outros, o Navy Network Information Center, a Federal Aviation Administration e o United States Army Intelligence Center, um órgão do exército para o treinamento de soldados em tarefas de espionagem. O interesse da Monsanto nessas pesquisas pode ser observado, também no caso de Carman. “Mas não entendo, por que o governo americano e o exército mandam me observar“, diz ela.

Coisas estranhas aconteceram também com a GM Watch, uma organização crítica da engenharia genética. A colaboradora Claire Robinson fala de ataques cibernéticos constantes à página desde 2007. “Toda vez em que aumentamos a segurança do site, nossos oponentes tornam-se mais tenazes e seguem novos ataques, ainda piores”, explica. Também neste caso não se acredita em coincidência.

Em 2012, quando o cientista francês Eric Séralini publicou uma pesquisa bombástica sobre os riscos à saúde representados pelo milho transgênico e o glifosato, o site da GM Watch foi atacado e bloqueado. Isso se repetiu quando foi publicado o posicionamento do órgão europeu de inspeção alimentar, a EFSA. Em ambos os casos, o momento foi habilmente escolhido: no exato instante em que os editores tentavam publicar os textos. Não foi possível determinar quem estava por trás dos ataques.

A própria Monsanto, como já foi dito, faz questão de frisar que opera “com responsabilidade“.

No entanto, é fato que a empresa tem muitos interesses em jogo. Trata-se de projetos legislativos, e em especial, das negociações em curso, relacionadas ao Tratado de “livre” comércio entre EUA e UE. Os capítulos sobre Agricultura e Indústria Alimentícia são particularmente delicados. Os norte-americanos têm como meta a abertura dos mercados europeus para os produtos até então proibidos. Ao lado das plantas transgênicas, estão incluídos aditivos controversos e a carne bovina tratada com hormônios. As negociações certamente ainda vão se arrastar por alguns anos.

O assunto é polêmico e as negociações serão duras. Por isso, o presidente Barack Obama apontou Islam Siddiqui como chefe das negociações agrícolas. Como especialista, trabalhou durante muitos anos para o ministério de Agricultura americano.

Mas, o que poucos sabem na Europa: de 2001 a 2008 ele representou, como lobista registrado, a CropLife America, uma associação industrial que representa os interesses de produtores de pesticidas e produtos transgênicos. Entre eles, é claro, a Monsanto. “A rigor, a UE não poderia aceitar tal interlocutor, devido a seus interesses, opina Manfred Häusling que representa o Partido Verde no parlamento europeu.

Englentich, a rigor. No médio-alto alemão, esta palavra (eigentlich) sinificava “servil”, o que não seria uma má descrição do cenário atual — onde os políticos europeus, e em especial os alemães, revelam uma atitude de surpreendente aceitação, diante do fato de serem espionados com regularidade por órgãos norte-americanos.

Nota

[1] A Monsanto é o a maior empresa agrária do mundo, e também a que lidera a engenharia genética. Em 2012, o grupo ampliou seu faturamento em 14%, em comparação ao ano anterior, chegando a 13,5 bilhões de dólares. O lucro subiu 25%, atingindo dois bilhões de dólares. No mundo todo, a empresa emprega 21.500 trabalhadores e tem filiais em mais de 50 países.

Sua fundação data de 1901, pelo norte-americano John Queeny em St. Louis, no estado de Missouri. O nome foi uma homenagem à família de sua esposa. Primeiro, Queeny produziu o adoçante sacarina. Em pouco tempo, o fabricante de bebidas Coca-Cola passa a fazer parte de seus clientes. Logo depois da I Guerra Mundial, a Monsanto entrou no ramo dos produtos químicos.

Sua ascensão foi rápida. Em 1927, ingressou na bolsa de valores, e ampliou sua atuação no setor químico, incluindo adubos e fibras sintéticas. Investiu até mesmo na indústria petrolífera. Depois da guerra do Vietnã, a Monsanto passou a focar mais intensamente o setor agrário, o desenvolvimento de herbicidas e em seguida a produção de sementes.

Nos anos oitenta, a biotecnologia foi declarada seu alvo estratégico. O próximo passo foi a modificação consequente para uma empresa agrícola – e os outros segmentos foram deixados de lado.

Por Marianne Falck, Hans Leyendecker e Silvia Liebrich, no Süddeutsche Zeitung. Tradução de Regina Richau Frazão para o Outras Palavras.

O lado mais sujo da Monsanto

Efeitos tardios da guerra: muitas crianças vietnamitas sofrem pelo uso do “Agent Orange”, mesmo décadas depois. – FOTO: ROLANDSCHMID/BLOOMBERG

Do Outras Palavras, por Marianne Falck Hans Leyendecker e Silvia Liebrich
O grupo americano Monsanto[1] é um gigante no agronegócio – e é o número um na área da controvertida tecnologia genética “verde”. Para seus opositores, a Monsanto é um inimigo assustador. E continuam acontecendo coisas intrigantes que fazem o inimigo parecer ainda mais aterrorizante.

No mês passado (07/2013), a organização europeia protetora do meio ambiente “Amigos da Terra” e a Federação para meio Ambiente e Proteção à Natureza Deutschland (BUND) quiseram apresentar um estudo sobre os efeitos do herbicida glifosato no corpo humano. Os herbicidas que contêm glifosato são carros-chefes da Monsanto. A empresa fatura mais de dois bilhões de dólares somente com o agente Roundup. Os “herbicidas Roundup”, assim sustenta a Monsanto, “têm uma longa história de uso seguro em mais de 100 países”.

Quando os vírus atacaram seus computadores, os ativistas se indagaram: será que estamos vendo fantasmas?

Entretanto existem também pesquisas alegando que o agente possivelmente cause prejuízos a plantas e animais; e o estudo mais recente demonstra que muitos moradores de grandes cidades vivem com o veneno no próprio corpo, sem terem conhecimento disso. Como tantas outra coisas relacionadas a esse assunto, é discutível o que exatamente o pesticida é capaz de provocar no organismo humano.

Dois dias antes da publicação do estudo em dezoito países, um vírus paralisou o computador do principal organizador, Adrian Bepp. Houve ameaça de cancelamento das entrevistas coletivas em Viena, Bruxelas e Berlin. “Surgiu pânico”, lembra Heike Moldenhauer da BUND. Os ativistas do meio ambiente viram-se correndo contra o tempo.

Moldenhauer e seus colegas tinham feito diversas especulações sobre os motivos e a identidade do misterioso agressor. A especialista em tecnologia genética do BUND acredita que o principal objetivo do desconhecido fornecedor do vírus tenha sido “gerar confusão”. Não há nada pior para uma pesquisa do que cancelar uma coletiva da imprensa. “E nós ficamos nos perguntando se estávamos vendo fantasmas”, diz Moldenhauer.

Não há nenhum indício de que Monsanto tenha sido o fantasma, ou que tenha algo a ver com o vírus. O grupo sustenta que não faria algo assim. Preza “agir com responsabilidade”: “hoje em dia é muito fácil fazer uma afirmação e de difundi-la”, diz a Monsanto. Dessa forma, prossegue “periodicamente são feitas afirmações duvidosas e populistas que denigrem nosso trabalho e nossos produtos, carecendo de qualquer abordagem científica.”

Os críticos do grupo têm outra visão. Ela tem a ver com a espessa trama tecida ao redor do mundo pela Monsanto, cujos entroncamentos estão localizados nos serviços secretos norte-americanos, nas suas forças armadas, em empresas de segurança privadas e, é claro, também junto ao governo dos EUA.

Um número expressivo de críticos da Monsanto relata ataques cibernéticos regulares, praticados com gabarito profissional. Também os serviços secretos e o serviço militar gostam de contratar hackers e programadores. Estes são especialistas em desenvolver cavalos de troia e vírus para penetrar em redes de computadores alheios. O ex-agente da CIA Edward Snowden chamou atenção ao nexo entre as ações dos serviços de notícias e as movimentações da economia. No entanto, esta ligação perdeu força diante das demais denúncias.

Alguns dos poderosos defensores da Monsanto entendem bastante do assunto da guerra cibernética. “Imagine a internet como uma arma que está sobre a mesa. Ou você a pega, ou seu concorrente irá fazê-lo, mas alguém será morto”, foi o que disse Jay Byrne em 2001, quando era chefe de relações públicas na Monsanto.

É comum empresas lutarem com métodos escusos em função daquilo que consideram como seu direito, como sendo o certo. Porém, os termos “amigo ou inimigo”, “ele ou eu” já denotam linguagem de guerra. E numa guerra é preciso ter aliados – por exemplo, aqueles instalados no serviço secreto.

São conhecidos os contatos da Monsanto com o notório ex-agente secreto Joseph Cofer Black, que colaborou na formulação da “lei da selva”, na “campanha anti-terror” de George W. Bush. Ele é especialista para trabalho sujo, da linha dura. Trabalhou para a CIA durante quase trinta anos, sendo inclusive o chefe “antiterrorista”. Mais tarde seria o vice-presidente da empresa de segurança particular Blackwater, que mandou milhares de mercenários para o Iraque e o Afeganistão.

Pesquisas mostram como são estreitos os laços da direção da empresa com o governo central em Washington e com representações diplomáticas dos EUA no mundo inteiro. A Monsanto tem auxiliares eficazes em diversos lugares. Antigos colabores da corporação ocupam altos postos nos EUA, em departamentos governamentais e ministérios, em federações da indústria e universidades. Por vezes, são relações quase simbióticas. De acordo com informações da organização anti-lobby Open Secrets, no ano passado 16 lobistas da Monsanto ocuparam cargos de alto nível no governo norte-americano e em agências reguladoras.

Para a empresa, trata-se de ocupar novos mercados e em vender alimentos a uma população mundial que cresce em ritmo alucinante. A engenharia genética e as patentes relacionadas com plantas desempenham um papel importante nesse contexto. Nos Estados Unidos, o milho e soja geneticamente modificados representam 90% dos cultivos — e este percentual cresce de modo constante também no resto do mundo.

Apenas no mercado europeu, nada acontece. Diversos países da União Europeia (UE) têm muitas restrições com relação ao futuro da Monsanto, o que visivelmente desagrada ao governo dos EUA. No ano de 2009, Ilse Aigner, Ministra da Alimentação, Agricultura e Proteção ao Consumidor da Alemanha, filiada ao Partido da União Social-Cristã, havia banido o tipo de milho MON810 também dos campos alemães.

Ao viajar logo depois para os Estados Unidos, foi interpelada pelo colega americano Tom Vilsack, com respeito à Monsanto. O político, do Partido Democrata, havia sido governador no estado federal Iowa, de característica rural, e logo tornou-se adepto dos transgênicos. Em 2001, foi eleito pela bioindústria como “governador do ano”.

Infelizmente, não há registro da conversa entre Vilsack e Aigner. Dizem que foi controvertida. Um representante do governo federal alemão descreve o tom do diálogo da seguinte forma: houve “esforços maciços de forçar uma mudança de rumo dos alemães com respeito à política genética”. A fonte da informação não quis se pronunciar sobre o tipo dos “esforços maciços”, nem sobre a tentativa de “forçar” alguma coisa. Isto não se faz entre amigos ou parceiros.

Graças a Snowden e ao Wikileaks, o mundo pode imaginar o que acontece entre amigos e parceiros, quando o poder e o dinheiro estão em jogo. Dois anos atrás, o Wikileaks publicou despachos diplomáticos, que incluíam detalhes sobre a Monsanto e a engenharia genética.

Em 2007, por exemplo, o então embaixador norte-americano em Paris, Craig Stapleton, sugeriu ao governo dos EUA que elaborasse uma lista suja dos países da União Europeia que estivessem dispostos a proibir o plantio de sementes geneticamente modificadas por empresas norte-americanas. O teor da mensagem secreta: “A equipe parisiense sugere propor uma lista de medidas de retaliação que irá causar dores à Europa”. “Dores”, “retaliação” – a rigor, essa não é exatamente a linguagem da diplomacia.

A luta pela autorização do famoso milho geneticamente manipulado MON810 na Europa foi conduzida pela Monsanto com muito trabalho de lobby – e ao final, a empresa perdeu por completo. O produto foi banido inclusive dos mercados prestigiados da França e da Alemanha. Uma aliança entre políticos, agricultores e pessoas relacionadas às igrejas recusou a engenharia genética nas plantações, e os consumidores não a querem em seus pratos.

No entanto, a batalha ainda não terminou. Nas negociações iniciadas nos mês passado entre os EUA e a UE, sobre um tratado de “livre” comércio, os Estados Unidos esperam, entre outras coisas, uma abertura dos mercados para a tecnologia genética.

Com o Tratado de Livre Comércio, EUA querem abrir o mercado de transgênicos na Europa

Fazer lobby por uma empresa nacional no exterior é algo visto como dever cívico, nos EUA. Há muito, as mais significativas entre os dezesseis agências de inteligência norte-americanas entendem seu trabalho como apoio aos interesses econômicos norte-americanos no cenário mundial. Alegando combater o terrorismo, não somente espionam governos, órgãos públicos e cidadãos, mas também empenham-se — do seu modo muito peculiar — a favor de interesses econômicos do país.

Alguns exemplos:

Várias décadas atrás, quando o Japão ainda não era uma potência econômica, surgiu nos Estados Unidos a pesquisa “Japão 2000”, elaborada por um colaborador do Rochester Institute of Technology (RIT). Através de uma “política comercial temerária”, assim dizia o estudo, o Japão estaria planejando uma espécie de conquista do mundo, e os perdedores seriam os EUA. A segurança nacional dos Estados Unidos estaria ameaçada e a CIA deu o grito de guerra.

Na competição global, a economia norte-americana tinha que ser protegida dos “dirty tricks”, os truques sujos dos europeus, declarou o ex diretor da CIA James Woolsey. Por esta razão, os “amigos do continente europeu” estariam sendo espionados: os Estados Unidos são limpos…

Edward Snowden esteve certa vez pela CIA na Suíça, e há dias relatou a maneira como a empresa teria tentado envolver um banqueiro suíço na espionagem de dados bancários. A União Europeia permitiu aos serviços norte-americanos examinar em profundidade os negócios financeiros de seus cidadãos. Segundo dizem, o objetivo é secar as fontes financeiras do terror. Os meios e os fins, entretanto, são altamente discutíveis.

Na Suíça, que anteriormente foi palco de muitas histórias de agentes, desenrolou-se um dos episódios que tornaram a Monsanto particularmente misteriosa: em janeiro de 2008, o ex agente da CIA Cofer Black viajou para Zurique para encontrar-se com Kevin Wilson, na época, o responsável pela segurança para questões globais. A pergunta, a respeito do que os dois homens estariam falando, ficou no ar. Certamente os assuntos eram os de sempre: opositores, negócios, inimigos mortais…

O jornalista investigativo Jeremy Scahill, autor da obra sobre a empresa de mercenários Blackwater, escreveu em 2010, no jornal semanal americano The Nation, sobre esse estranho encontro em Zurique. Tinha recebido documentos vazados, a respeito do assunto. Deixavam claro que a Monsanto estava querendo se defender contra ativistas que queriam destruir suas plantações experimentais; contra críticos que se posicionavam contra a empresa de modificação genética.

Cofer Black era, para todos os efeitos, a pessoa certa: “Vamos tirar as luvas de pelica”, havia declarado após os ataques de 11 de setembro, conclamando seus agentes da CIA a livrar-se de Osama bin Laden no Afeganistão: “Apanhem-no: quero a cabeça dele dentro de uma caixa”. Mas ele também entende muito do outro negócio do serviço secreto; aquele que opera com fontes de acesso público.

Ao encontrar-se com Wilson, dirigente de segurança na Monsanto, Cofer Black ainda era vice na Blackwater, cujos clientes eram, entre outros, o Pentágono, o Departamento de Estado, a CIA, e logicamente, empresas particulares. Mas em janeiro de 2008 houve muitos tumultos, pois 17 civis foram assassinados no Iraque por mercenários da empresa de segurança, e alguns homens da Blackwater chamaram atenção de funcionários do governo iraquiano devido a atos de suborno.

Acontece que Cofer Black, na época, era também o chefe da empresa de segurança Total Intelligence Solutions (TIS), uma subsidiára da Blackwater, e que, apesar de sua reputação menos devastadora, contava também com “experts” excelentes e versáteis…

De acordo com as próprias informações, a Monsanto fez negócio, na época, com a TIS e não com a Blackwater. Era inquestionável que a Monsanto fora abastecida pela TIS, com relatórios sobre as atividades dos críticos – as quais poderiam representar um risco para a empresa, seus colaboradores ou seus negócios operacionais. Fazia parte tanto coletar informações sobre ataques terroristas na Ásia quanto escanear páginas da internet e blogs. A Monsanto frisava que a TIS, obviamente, só tinha usado material de acesso público…

Isso corresponderia aos métodos de Cofer Black. Então – nada de ações escusas.

Costumava haver boatos frequentes de que a Monsanto quisera assumir o controle da TIS, objetivando a sua segurança geral. E hoje surgem novos rumores, segundo os quais o grupo estaria avaliando a possibilidade de assumir a empresa Academi, que formou-se após reorganizações da antiga Blackwater.

Será que os rumores procedem? “Em geral, não discutimos os detalhes do nosso relacionamento com os prestadores de serviço – a não ser que essas informações já estejam disponíveis ao público”, foi a única resposta da Monsanto.

Toda empresa possui a sua própria história, e da história da Monsanto faz parte um assunto que queimou sua imagem não apenas junto aos hippies: no passado, a Monsanto esteve na linha de frente dos produtores do pesticida “Agente Laranja”, utilizado até janeiro de 1971 na guerra do Vietnã pelos militares norte-americanos.

Os constantes bombardeios químicos desfolhavam as florestas para tornar o inimigo visível. Os campos eram envenenados para que o vietcong não tivesse mais nada para comer. Nas áreas pulverizadas multiplicou-se por dez o número de nascimentos de crianças com anomalias; nasciam sem nariz, sem olhos, com hidrocefalia ou fendas no rosto – e as forças armadas dos EUA asseguravam que o produto da Monsanto seria tão inofensivo quanto a Aspirina.

Será que na guerra, tudo é permitido? Principalmente na moderna guerra cibernética?

Chama atenção o fato de que alguém esteja dificultando, hoje, a vida dos críticos da Monsanto, ou que alguma mão invisível esteja interrompendo carreiras. Mas, quem é esse alguém? São alvos de ataque cientistas como a australiana Judy Carman, que, entre outros, tornou-se conhecida com pesquisas de produtos transgênicos. Suas publicações são questionadas por professores, os mesmos que tentam minimizar a importância dos estudos de outros críticos da Monsanto.

Mas o assunto não se resume a escaramuças nos círculos científicos. Pois diversas páginas da internet onde Carman publica suas pesquisas, tornam-se alvo de ataques cibernéticos e, segundo impressão de pesquisadora, são sistematicamente observadas. Exames do IP de seu site demonstram que não apenas a Monsanto acessa regularmente essas páginas, mas também diversos órgãos do governo norte-americano ligados às forças armadas.

Entre outros, o Navy Network Information Center, a Federal Aviation Administration e o United States Army Intelligence Center, um órgão do exército para o treinamento de soldados em tarefas de espionagem. O interesse da Monsanto nessas pesquisas pode ser observado, também no caso de Carman. “Mas não entendo, por que o governo americano e o exército mandam me observar“, diz ela.

Coisas estranhas aconteceram também com a GM Watch, uma organização crítica da engenharia genética. A colaboradora Claire Robinson fala de ataques cibernéticos constantes à página desde 2007. “Toda vez em que aumentamos a segurança do site, nossos oponentes tornam-se mais tenazes e seguem novos ataques, ainda piores”, explica. Também neste caso não se acredita em coincidência.

Em 2012, quando o cientista francês Eric Séralini publicou uma pesquisa bombástica sobre os riscos à saúde representados pelo milho transgênico e o glifosato, o site da GM Watch foi atacado e bloqueado. Isso se repetiu quando foi publicado o posicionamento do órgão europeu de inspeção alimentar, a EFSA. Em ambos os casos, o momento foi habilmente escolhido: no exato instante em que os editores tentavam publicar os textos. Não foi possível determinar quem estava por trás dos ataques.

A própria Monsanto, como já foi dito, faz questão de frisar que opera “com responsabilidade“.

No entanto, é fato que a empresa tem muitos interesses em jogo. Trata-se de projetos legislativos, e em especial, das negociações em curso, relacionadas ao Tratado de “livre” comércio entre EUA e UE. Os capítulos sobre Agricultura e Indústria Alimentícia são particularmente delicados. Os norte-americanos têm como meta a abertura dos mercados europeus para os produtos até então proibidos. Ao lado das plantas transgênicas, estão incluídos aditivos controversos e a carne bovina tratada com hormônios. As negociações certamente ainda vão se arrastar por alguns anos.

O assunto é polêmico e as negociações serão duras. Por isso, o presidente Barack Obama apontou Islam Siddiqui como chefe das negociações agrícolas. Como especialista, trabalhou durante muitos anos para o ministério de Agricultura americano.

Mas, o que poucos sabem na Europa: de 2001 a 2008 ele representou, como lobista registrado, a CropLife America, uma associação industrial que representa os interesses de produtores de pesticidas e produtos transgênicos. Entre eles, é claro, a Monsanto. “A rigor, a UE não poderia aceitar tal interlocutor, devido a seus interesses, opina Manfred Häusling que representa o Partido Verde no parlamento europeu.

Englentich, a rigor. No médio-alto alemão, esta palavra (eigentlich) sinificava “servil”, o que não seria uma má descrição do cenário atual — onde os políticos europeus, e em especial os alemães, revelam uma atitude de surpreendente aceitação, diante do fato de serem espionados com regularidade por órgãos norte-americanos.

Nota

[1] A Monsanto é o a maior empresa agrária do mundo, e também a que lidera a engenharia genética. Em 2012, o grupo ampliou seu faturamento em 14%, em comparação ao ano anterior, chegando a 13,5 bilhões de dólares. O lucro subiu 25%, atingindo dois bilhões de dólares. No mundo todo, a empresa emprega 21.500 trabalhadores e tem filiais em mais de 50 países.

Sua fundação data de 1901, pelo norte-americano John Queeny em St. Louis, no estado de Missouri. O nome foi uma homenagem à família de sua esposa. Primeiro, Queeny produziu o adoçante sacarina. Em pouco tempo, o fabricante de bebidas Coca-Cola passa a fazer parte de seus clientes. Logo depois da I Guerra Mundial, a Monsanto entrou no ramo dos produtos químicos.

Sua ascensão foi rápida. Em 1927, ingressou na bolsa de valores, e ampliou sua atuação no setor químico, incluindo adubos e fibras sintéticas. Investiu até mesmo na indústria petrolífera. Depois da guerra do Vietnã, a Monsanto passou a focar mais intensamente o setor agrário, o desenvolvimento de herbicidas e em seguida a produção de sementes.

Nos anos oitenta, a biotecnologia foi declarada seu alvo estratégico. O próximo passo foi a modificação consequente para uma empresa agrícola – e os outros segmentos foram deixados de lado.

Por Marianne Falck, Hans Leyendecker e Silvia Liebrich, no Süddeutsche Zeitung. Tradução de Regina Richau Frazão para o Outras Palavras.

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