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O Brasil entrou em 2015 com um panorama econômico complicado, porém também corre um sério risco de ter dificuldades de abastecer metade dos seus municípios com a quantidade adequada de água. O diagnóstico feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mapeou as tendências de demanda e oferta de água nos 5.565 municípios brasileiros e estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez, e como sabemos, o Brasil não tem fama de ser eficiente em seus projetos.

Estamos falando de possível racionamento para cerca de 125 milhões de brasileiros. O uso desmedido e a falta de água nas regiões mais populosas cria um cenário potencialmente perigoso que pode afetar não só a hidratação das pessoas como também toda a economia e disposição demográfica do país.

Algumas regiões já estão em situação preocupante, como vocês podem acompanhar nesta notícia. A questão é: O que você pode fazer para se preparar? Vamos começar pelos planejamentos de curto, médio e longo prazo.
Curto prazo 
Aqui estamos falando do que você pode armazenar e irá gastar no primeiro momento. Vamos as alternativas:
  • Água engarrafada. A maioria das pessoas tem água engarrafada “jogada” em algum lugar em casa ou no carro, mas é interessante ir até o mercado e comprar uma quantidade razoável para deixar armazenada;
  • Galões de grande capacidade para armazenar maior quantidade, só certifique-se que os galões são apropriados para água;
  • Caixa d’agua extra. Se o seu orçamento permitir, investir em uma caixa adicional em sua residência lhe dará maior segurança e capacidade de estoque;
Uma nota importante aqui! O maior erro das pessoas em cenários de racionamento é querer utilizar a água da mesma forma como em um cenário normal de abastecimento. A forma como você racionará o seu estoque é mais importante do que ter enormes quantidades e gastá-las de maneira desmedida.
Médio prazo
Se a água não voltar após o primeiro momento, você precisará desenvolver meios de encontrar e purificar a água que conseguir. Algumas ideias:
  • Marque os lagos, córregos e poços artesianos na sua região. Ter um mapa com todas estas possíveis fontes anotadas poderá lhe ajudar a conseguir o que você precisa. Como a maioria das pessoas não se planejará para isso você terá a vantagem de chegar as fontes sem que estas estejam esgotadas ou demasiadamente contaminadas;
  • Adquira sistemas de filtragem. Aqui qualquer filtro é bem vindo, desde os portáteis (Life Straw e afins) até os estáticos como os filtros de barro e purificadores de água semelhante;
  • Estoque purificadores de água. Filtrar não basta, você precisa também eliminar os microorganismos nocivos que podem estar na água. Lembre-se que em cenários de falta de água a diarréia torna-se quase que epidêmica exatamente pela falta de purificação. Procure comprar pílulas como a Aquatabs ou até mesmo água sanitária para ter em seu estoque.
Longo Prazo
Aqui entramos em um ponto mais complicado, afinal, longos prazo sem água podem desencadear caos social e uma série de complicações que vão muito além da sede. Ainda assim, existem algumas alternativas que podem te ajudar:
  • Cisternas. Coletar água da chuva é uma alternativa barata e fácil de ser gerenciada. Um simples sistemas de calhas no seu telhado com direcionamento para uma cisterna ou até mesmo barris/baldes poderá lhe propiciar enormes quantidades de água quando haver chuva na sua região;
  • Poços artesianos. Apesar de ser algo difícil de ser feito e igualmente difícil de se conseguir permissão, os poços artesianos lhe darão um estoque virtualmente ilimitado de água. Claro que depende diretamente da sua região, em alguns lugares o lençol freático é fundo demais para ser alcançado;
  • Abandono da região. Como dissemos, a falta de água provavelmente causará caos social onde pessoas literalmente vão matar para conseguir uma garrafa de água. Caso você resida em uma região densamente populosa talvez esta seja a alternativa mais segura para ser levada em conta.
Como eu sempre digo, não gosto de discursos catastróficos ou apocalípticos… Mas a falta de água está causando preocupação e já está impactando diretamente na vida de muitos brasileiros. Nós, Sobrevivencialistas, precisamos ficar prontos caso o cenário não mudar, pois com certeza haverão impactos socioeconômicos severos: problemas com produções de alimento, êxodo de áreas urbanas em direção a outros estados e áreas rurais, aumento de violência e muitos outros pontos entrarão em cena.
Onde você mora está havendo racionamento? Qual a perspectiva para a sua região durante esse ano em relação ao abastecimento de água? O que você está fazendo para se preparar?
Até.

Sobrevivencialismo Como se preparar para a falta de água?

O Brasil entrou em 2015 com um panorama econômico complicado, porém também corre um sério risco de ter dificuldades de abastecer metade dos seus municípios com a quantidade adequada de água. O diagnóstico feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mapeou as tendências de demanda e oferta de água nos 5.565 municípios brasileiros e estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez, e como sabemos, o Brasil não tem fama de ser eficiente em seus projetos.

Estamos falando de possível racionamento para cerca de 125 milhões de brasileiros. O uso desmedido e a falta de água nas regiões mais populosas cria um cenário potencialmente perigoso que pode afetar não só a hidratação das pessoas como também toda a economia e disposição demográfica do país.

Algumas regiões já estão em situação preocupante, como vocês podem acompanhar nesta notícia. A questão é: O que você pode fazer para se preparar? Vamos começar pelos planejamentos de curto, médio e longo prazo.
Curto prazo 
Aqui estamos falando do que você pode armazenar e irá gastar no primeiro momento. Vamos as alternativas:
  • Água engarrafada. A maioria das pessoas tem água engarrafada “jogada” em algum lugar em casa ou no carro, mas é interessante ir até o mercado e comprar uma quantidade razoável para deixar armazenada;
  • Galões de grande capacidade para armazenar maior quantidade, só certifique-se que os galões são apropriados para água;
  • Caixa d’agua extra. Se o seu orçamento permitir, investir em uma caixa adicional em sua residência lhe dará maior segurança e capacidade de estoque;
Uma nota importante aqui! O maior erro das pessoas em cenários de racionamento é querer utilizar a água da mesma forma como em um cenário normal de abastecimento. A forma como você racionará o seu estoque é mais importante do que ter enormes quantidades e gastá-las de maneira desmedida.
Médio prazo
Se a água não voltar após o primeiro momento, você precisará desenvolver meios de encontrar e purificar a água que conseguir. Algumas ideias:
  • Marque os lagos, córregos e poços artesianos na sua região. Ter um mapa com todas estas possíveis fontes anotadas poderá lhe ajudar a conseguir o que você precisa. Como a maioria das pessoas não se planejará para isso você terá a vantagem de chegar as fontes sem que estas estejam esgotadas ou demasiadamente contaminadas;
  • Adquira sistemas de filtragem. Aqui qualquer filtro é bem vindo, desde os portáteis (Life Straw e afins) até os estáticos como os filtros de barro e purificadores de água semelhante;
  • Estoque purificadores de água. Filtrar não basta, você precisa também eliminar os microorganismos nocivos que podem estar na água. Lembre-se que em cenários de falta de água a diarréia torna-se quase que epidêmica exatamente pela falta de purificação. Procure comprar pílulas como a Aquatabs ou até mesmo água sanitária para ter em seu estoque.
Longo Prazo
Aqui entramos em um ponto mais complicado, afinal, longos prazo sem água podem desencadear caos social e uma série de complicações que vão muito além da sede. Ainda assim, existem algumas alternativas que podem te ajudar:
  • Cisternas. Coletar água da chuva é uma alternativa barata e fácil de ser gerenciada. Um simples sistemas de calhas no seu telhado com direcionamento para uma cisterna ou até mesmo barris/baldes poderá lhe propiciar enormes quantidades de água quando haver chuva na sua região;
  • Poços artesianos. Apesar de ser algo difícil de ser feito e igualmente difícil de se conseguir permissão, os poços artesianos lhe darão um estoque virtualmente ilimitado de água. Claro que depende diretamente da sua região, em alguns lugares o lençol freático é fundo demais para ser alcançado;
  • Abandono da região. Como dissemos, a falta de água provavelmente causará caos social onde pessoas literalmente vão matar para conseguir uma garrafa de água. Caso você resida em uma região densamente populosa talvez esta seja a alternativa mais segura para ser levada em conta.
Como eu sempre digo, não gosto de discursos catastróficos ou apocalípticos… Mas a falta de água está causando preocupação e já está impactando diretamente na vida de muitos brasileiros. Nós, Sobrevivencialistas, precisamos ficar prontos caso o cenário não mudar, pois com certeza haverão impactos socioeconômicos severos: problemas com produções de alimento, êxodo de áreas urbanas em direção a outros estados e áreas rurais, aumento de violência e muitos outros pontos entrarão em cena.
Onde você mora está havendo racionamento? Qual a perspectiva para a sua região durante esse ano em relação ao abastecimento de água? O que você está fazendo para se preparar?
Até.


Published at: By Luis R. Miranda

O Brasil vem vivendo em dois mundos paralelos nos últimos 16 anos. (Foto: abril.com.br)
Os brasileiros estão começando a sentir o aperto da segunda  administração Dilma Rousseff, o mais recente governo em um total de 4 em quase 16 anos de controle do PT.

PORTO ALEGRE - Mesmo as pessoas que são apolíticas ou que realmente não dão a mínima para a política agora estão falando sobre um inicio de ano não muito promisor.

A mais recente lista de medidas governamentais dá a razão aos brasileiros no inicio do segundo governo de Dilma Rousseff: aumentos de impostos, inflação fora de controle, aumento no preço dos serviços públicos, menos financiamento para a educação, taxas de juros mais elevadas e por último, mas não menos importante, o mais novo escândalo político na Petrobras.

Dadas as circunstâncias, o início de 2015 não parece muito bom.

O que acontece é que o Brasil vem vivendo em dois mundos paralelos nos últimos 16 anos. Em um deles, um mundo de fantasia, os políticos falam sobre as grandes realizações alcançadas sob o socialismo do PT.

No outro mundo, o verdadeiro, é o lugar onde os brasileiros tiveram mais aumentos de impostos, maior inflação, aumento no preço dos serviços públicos, menos financiamento para a educação,  taxas de juros mais altas, o colapso da infra-estrutura básica, piores serviços de saúde e assim por diante.

Depois de manter-se no poder na última eleição e sem nada a perder em seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff parece pronta para dizer como ela pretende governar.

Depois de ter a confiança de milhões de brasileiros, Dilma e o PT perderam a maioria dessa confiança nos últimos 5 anos, com escândalo após escândalo apontando para a liderança política como administradores de corrupção.

É a esta situação que Dilma precisa oferecer esperança, uma vez que parece que o início de 2015 só trouxe desilusão e medo de ter que lidar com um momento amargo de austeridade econômica.

Um país que, durante a última eleição foi dividido apenas por alguns milhões de votos, ainda não é um país dilacerado, mas está bem encaminhado para se tornar um. É o mesmo Brasil que o mundo conhecia antes da Copa das Confederações em 2013.

Aqueles que deram o seu voto para outros candidatos têm o mesmo sonho de aqueles que votaram de novo pelo PT: um país melhor para si e para seus futuros filhos. O problema é que o Partido dos Trabalhadores tem se recusado a trabalhar pelo país e por esse objetivo por quase 16 anos.

Pode ser uma divisão entre duas formas de governo, entre duas idéias políticas, mas ambos os blocos sociais, os partidários de políticas neoliberais e aqueles que preferem o socialismo querem mudar o Brasil de hoje pelo Brasil do século 21, o mesmo que Lula e Dilma anunciaram há alguns anos, mas que nunca chegou.

Os brasileiros parecem estar cansados da corrupção, da hipocrisia, da mediocridade e da falta de ética que não deve ser a regra, porque eles confiaram em seus líderes para trabalhar de uma forma diferente.

Brasileiros de ambos os lados pensam o mesmo sobre a corrupção política, a deslealdade, os abusos de poder e a falta de participação da sociedade civil noo governo.

Dilma precisa entender que ela agora está governando para um público cada vez mais informado cujos números aumentam diariamente. Mais pessoas lêem de forma diferente, não com as lentes da apatia política e do conformismo.

Cada novo presidente, a partir de agora, terá maior dificuldade para governar porque os brasileiros despertaram de um longo sono e, ao fazê-lo, não aceitam passivamente as ordens pois adquiriram maior capacidade para monitorar seus governantes.

Pode ser mais difícil e complexo para os governantes. Neste caso, para Dilma, nos próximos quatro anos, ela vai ser observada por uma oposição política mais ativa com a qual ela tem que viver sem estigmatizá-la.

A líder de 200 milhões de brasileiros tem a tarefa e a obrigação de tomar decisões que são consistentes com as promessas de campanha e ser capaz de corrigir os erros que negaram uma vitória mais ampla.

A pergunta é: Será que ela vai fazer isso? Será que ela pode? Infelizmente, a resposta a estas duas perguntas é não. A presidente não pode e não vai acabar com a corrupção, a desigualdade e a injustiça, quando ela participa da corrupção, da desigualdade e da injustiça e quando sua ética tem sido comprometida.

Embora a sabedoria comum diz que não deve ser difícil governar um país onde tudo o que as pessoas querem é ser amadas, reconhecidas pela sua dignidade e respeitadas, nenhuma figura política que tomou parte no escândalo do Mensalão ou a extorsão na Petrobras tem a posição política ou moral para fazer o trabalho bem feito.

Além dos escândalos políticos, os brasileiros têm que lidar com a crise econômica iminente causada pela pobre gestão dos dinheiros públicos, uma infra-estrutura em colapso, o crescimento da pobreza, uma moeda fortemente desvalorizada, um salário mínimo insuficiente e a acumulação acelerada de riqueza nas mãos das elites políticas e econômicas.

A sociedade brasileira satisfeita com pouco e feliz de seguir o seu “jeitinho” está morrendo. O que está emergindo é um país mais exigente, talvez menos cordial e ainda mais violento, mas mais moderno e realista.

Talvez o renomado antropólogo Roberto da Matta, que desvendou como poucos as idiossincrasias do brasileiro, que se divide entre a casa e a rua, fala sobre a nova sociedade que está surgindo, onde muitas portas e janelas estão entrando em colapso. “Os brasileiros encontraram uma nova maneira de viver, usando as redes sociais para serem mais políticos, as pessoas começam a ser mais políticas e a fazer mais política do que nos gabinetes da Presidência.”

O Brasil está começando a andar, mas ainda na ponta dos pés, caminhando em direção a novas formas de modernidade que assustam a velha guarda. Dilma vai governar estes quatro anos com sua orelha e cabeça colada aos anseios dos novos brasileiros.

Hoje, a elite política sabe que os brasileiros estão conscientes de sua escravidão pelos governos democraticamente eleitos. A questão é, então, será que as elites políticas e econômicas entendem o que significa essa consciência?

Brasil abriu 2015 com a inauguração de Dilma Rousseff como presidente, que será o quarto mandato consecutivo do Partido dos Trabalhadores (PT), a mais longa da democracia brasileira.

Em seu discurso de posse em Brasília, Dilma defendeu sua política e disse que continuará abrindo espaço para ganhos sociais e mais responsabilidade econômica.

“Nós vamos provar que você pode fazer ajustes na economia sem perder os direitos adquiridos“, disse ela depois do passeio cerimonial em um Rolls Royce conversível que a levou ao Congresso.

Ela poderia ter mostrado os contrastes entre o que diz e o que faz de forma mais clara andando de Rolls Royce e avisando sobre ajustes econômicos?

Rousseff passou os primeiros minutos de seu discurso falando sobre a recente transformação social do país que, segundo ela, tem resgatado 36 milhões de pessoas da pobreza extrema“, especialmente durante as administrações do seu partido.

A crença de Dilma é que é aceitável que existam pessoas em situação de pobreza e que, enquanto eles estão em situação de pobreza e não em pobreza extrema, isso significa que as coisas estão melhores.

No meu primeiro mandato superamos a pobreza extrema. Vivemos a primeira geração de brasileiros que não sofreu a tragédia da fome. Nunca antes existem tantos empregos formais. Nunca antes tantos brasileiros tornaram-se proprietários de casas, disse a presidente sob os aplausos de seus convidados.

A realidade está, no entanto, longe do discurso político de Dilma. Os políticos vivem em um mundo de fantasia paralelo, lembra? Enquanto Dilma se elogia e elogia o seu partido pelo que ela considera grandes realizações, sob as linhas de pobreza internacionais, o número de pobres no Brasil chega a 7%, que é aproximandamente 14 milhões de pessoas que vivem com menos de 2 dólares por dia. Em 2013, quase 15% dos brasileiros viviam abaixo da linha nacional de pobreza no Brasil.

O discurso da Dilma continuou a reafirmar a nova direção econômica que o país seguirá depois que seu discurso confirmou a seleção do banqueiro Joaquim Levy como novo Ministro das Finanças.

Como já informamos em 2014, Levy é um ex-gerente de ativos do conglomerado bancário Bradesco. “Ele é um defensor do neoliberalismo ortodoxo, tendo ganho um PhD na Universidade de Chicago, a mesma instituição na qual formou-se o ex-ditador chileno Augusto Pinochet“, escreve Bill Van Auken, um jornalista, ativista e político.

As promessas de austeridade e ajustes têm despertado a ira dos eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT), que não acham que Levy seja o campeão de seus ideais econômicos socialistas.

“A presidente conhece o Levy muito bem. Se ela o escolheu é porque ela sabe da necessidade de uma nova abordagem“, defendeu o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci.

Um dos principais desafios para Rousseff é melhorar as condições econômicas através da recuperação da economia, do comércio internacional e da política fiscal sem criar despesas desnecessárias.

Em um país onde o governo controla quase tudo, vai ser muito mais difícil cortar gastos desnecessários, a menos que o governo acabe com milhares de CCs ou cargos de confiança, cujos titulares ganham três ou quatro vezes mais do que aqueles que são pagos o salário mínimo.

As contas, no entanto, não serão a única preocupação de Rousseff. A presidente de 67 anos começou seu segundo mandato com um PT dividido, uma máfia política enfraquecida por alegações que prejudicam a imagem e ações - ou inações - vistas no escândalo Petrobras.

A suspeita de que a rede corrupta desvia dinheiro e suborna funcionários do governo agora é bem conhecida, pois é de conhecimento público que tais esquemas de corrupção foram estabelecidos durante a administração Lula da Silva e Dilma Rousseff para beneficiar seus aliados políticos.

Como qualquer outro político, a presidente anunciou em seu discurso a criação de um novo pacote de leis para combater a corrupção. Isso é exatamente o que os políticos que não sabem nada sobre como governar fazem: criam mais burocracia para lidar com a corrupção que decorre de estruturas burocráticas existentes.

Será que o Brasil pode sobreviver mais quatro anos?

Luis Miranda é um jornalista premiado e fundador e editor-chefe do The Real Agenda News. Durante seus 18 anos de carreira jornalísitica ele trabalhou em quase todas as formas de mídia. Seus artigos incluem temas como o ambientalismo, a Agenda 21, a mudança climática, a geopolítica, a globalização, a saúde, as vacinas, a segurança alimentar, o controle corporativo dos governos, imigração e os cartéis bancários, entre outros. Luis trabalhou como repórter e apresentador de programas de notícias ao vivo. Ele também trabalhou como roteirista, produtor e co-produtor de notícias.

Fonte: Real Agenda  

O Brasil pode sobreviver mais quatro anos?

Published at: By Luis R. Miranda

O Brasil vem vivendo em dois mundos paralelos nos últimos 16 anos. (Foto: abril.com.br)
Os brasileiros estão começando a sentir o aperto da segunda  administração Dilma Rousseff, o mais recente governo em um total de 4 em quase 16 anos de controle do PT.

PORTO ALEGRE - Mesmo as pessoas que são apolíticas ou que realmente não dão a mínima para a política agora estão falando sobre um inicio de ano não muito promisor.

A mais recente lista de medidas governamentais dá a razão aos brasileiros no inicio do segundo governo de Dilma Rousseff: aumentos de impostos, inflação fora de controle, aumento no preço dos serviços públicos, menos financiamento para a educação, taxas de juros mais elevadas e por último, mas não menos importante, o mais novo escândalo político na Petrobras.

Dadas as circunstâncias, o início de 2015 não parece muito bom.

O que acontece é que o Brasil vem vivendo em dois mundos paralelos nos últimos 16 anos. Em um deles, um mundo de fantasia, os políticos falam sobre as grandes realizações alcançadas sob o socialismo do PT.

No outro mundo, o verdadeiro, é o lugar onde os brasileiros tiveram mais aumentos de impostos, maior inflação, aumento no preço dos serviços públicos, menos financiamento para a educação,  taxas de juros mais altas, o colapso da infra-estrutura básica, piores serviços de saúde e assim por diante.

Depois de manter-se no poder na última eleição e sem nada a perder em seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff parece pronta para dizer como ela pretende governar.

Depois de ter a confiança de milhões de brasileiros, Dilma e o PT perderam a maioria dessa confiança nos últimos 5 anos, com escândalo após escândalo apontando para a liderança política como administradores de corrupção.

É a esta situação que Dilma precisa oferecer esperança, uma vez que parece que o início de 2015 só trouxe desilusão e medo de ter que lidar com um momento amargo de austeridade econômica.

Um país que, durante a última eleição foi dividido apenas por alguns milhões de votos, ainda não é um país dilacerado, mas está bem encaminhado para se tornar um. É o mesmo Brasil que o mundo conhecia antes da Copa das Confederações em 2013.

Aqueles que deram o seu voto para outros candidatos têm o mesmo sonho de aqueles que votaram de novo pelo PT: um país melhor para si e para seus futuros filhos. O problema é que o Partido dos Trabalhadores tem se recusado a trabalhar pelo país e por esse objetivo por quase 16 anos.

Pode ser uma divisão entre duas formas de governo, entre duas idéias políticas, mas ambos os blocos sociais, os partidários de políticas neoliberais e aqueles que preferem o socialismo querem mudar o Brasil de hoje pelo Brasil do século 21, o mesmo que Lula e Dilma anunciaram há alguns anos, mas que nunca chegou.

Os brasileiros parecem estar cansados da corrupção, da hipocrisia, da mediocridade e da falta de ética que não deve ser a regra, porque eles confiaram em seus líderes para trabalhar de uma forma diferente.

Brasileiros de ambos os lados pensam o mesmo sobre a corrupção política, a deslealdade, os abusos de poder e a falta de participação da sociedade civil noo governo.

Dilma precisa entender que ela agora está governando para um público cada vez mais informado cujos números aumentam diariamente. Mais pessoas lêem de forma diferente, não com as lentes da apatia política e do conformismo.

Cada novo presidente, a partir de agora, terá maior dificuldade para governar porque os brasileiros despertaram de um longo sono e, ao fazê-lo, não aceitam passivamente as ordens pois adquiriram maior capacidade para monitorar seus governantes.

Pode ser mais difícil e complexo para os governantes. Neste caso, para Dilma, nos próximos quatro anos, ela vai ser observada por uma oposição política mais ativa com a qual ela tem que viver sem estigmatizá-la.

A líder de 200 milhões de brasileiros tem a tarefa e a obrigação de tomar decisões que são consistentes com as promessas de campanha e ser capaz de corrigir os erros que negaram uma vitória mais ampla.

A pergunta é: Será que ela vai fazer isso? Será que ela pode? Infelizmente, a resposta a estas duas perguntas é não. A presidente não pode e não vai acabar com a corrupção, a desigualdade e a injustiça, quando ela participa da corrupção, da desigualdade e da injustiça e quando sua ética tem sido comprometida.

Embora a sabedoria comum diz que não deve ser difícil governar um país onde tudo o que as pessoas querem é ser amadas, reconhecidas pela sua dignidade e respeitadas, nenhuma figura política que tomou parte no escândalo do Mensalão ou a extorsão na Petrobras tem a posição política ou moral para fazer o trabalho bem feito.

Além dos escândalos políticos, os brasileiros têm que lidar com a crise econômica iminente causada pela pobre gestão dos dinheiros públicos, uma infra-estrutura em colapso, o crescimento da pobreza, uma moeda fortemente desvalorizada, um salário mínimo insuficiente e a acumulação acelerada de riqueza nas mãos das elites políticas e econômicas.

A sociedade brasileira satisfeita com pouco e feliz de seguir o seu “jeitinho” está morrendo. O que está emergindo é um país mais exigente, talvez menos cordial e ainda mais violento, mas mais moderno e realista.

Talvez o renomado antropólogo Roberto da Matta, que desvendou como poucos as idiossincrasias do brasileiro, que se divide entre a casa e a rua, fala sobre a nova sociedade que está surgindo, onde muitas portas e janelas estão entrando em colapso. “Os brasileiros encontraram uma nova maneira de viver, usando as redes sociais para serem mais políticos, as pessoas começam a ser mais políticas e a fazer mais política do que nos gabinetes da Presidência.”

O Brasil está começando a andar, mas ainda na ponta dos pés, caminhando em direção a novas formas de modernidade que assustam a velha guarda. Dilma vai governar estes quatro anos com sua orelha e cabeça colada aos anseios dos novos brasileiros.

Hoje, a elite política sabe que os brasileiros estão conscientes de sua escravidão pelos governos democraticamente eleitos. A questão é, então, será que as elites políticas e econômicas entendem o que significa essa consciência?

Brasil abriu 2015 com a inauguração de Dilma Rousseff como presidente, que será o quarto mandato consecutivo do Partido dos Trabalhadores (PT), a mais longa da democracia brasileira.

Em seu discurso de posse em Brasília, Dilma defendeu sua política e disse que continuará abrindo espaço para ganhos sociais e mais responsabilidade econômica.

“Nós vamos provar que você pode fazer ajustes na economia sem perder os direitos adquiridos“, disse ela depois do passeio cerimonial em um Rolls Royce conversível que a levou ao Congresso.

Ela poderia ter mostrado os contrastes entre o que diz e o que faz de forma mais clara andando de Rolls Royce e avisando sobre ajustes econômicos?

Rousseff passou os primeiros minutos de seu discurso falando sobre a recente transformação social do país que, segundo ela, tem resgatado 36 milhões de pessoas da pobreza extrema“, especialmente durante as administrações do seu partido.

A crença de Dilma é que é aceitável que existam pessoas em situação de pobreza e que, enquanto eles estão em situação de pobreza e não em pobreza extrema, isso significa que as coisas estão melhores.

No meu primeiro mandato superamos a pobreza extrema. Vivemos a primeira geração de brasileiros que não sofreu a tragédia da fome. Nunca antes existem tantos empregos formais. Nunca antes tantos brasileiros tornaram-se proprietários de casas, disse a presidente sob os aplausos de seus convidados.

A realidade está, no entanto, longe do discurso político de Dilma. Os políticos vivem em um mundo de fantasia paralelo, lembra? Enquanto Dilma se elogia e elogia o seu partido pelo que ela considera grandes realizações, sob as linhas de pobreza internacionais, o número de pobres no Brasil chega a 7%, que é aproximandamente 14 milhões de pessoas que vivem com menos de 2 dólares por dia. Em 2013, quase 15% dos brasileiros viviam abaixo da linha nacional de pobreza no Brasil.

O discurso da Dilma continuou a reafirmar a nova direção econômica que o país seguirá depois que seu discurso confirmou a seleção do banqueiro Joaquim Levy como novo Ministro das Finanças.

Como já informamos em 2014, Levy é um ex-gerente de ativos do conglomerado bancário Bradesco. “Ele é um defensor do neoliberalismo ortodoxo, tendo ganho um PhD na Universidade de Chicago, a mesma instituição na qual formou-se o ex-ditador chileno Augusto Pinochet“, escreve Bill Van Auken, um jornalista, ativista e político.

As promessas de austeridade e ajustes têm despertado a ira dos eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT), que não acham que Levy seja o campeão de seus ideais econômicos socialistas.

“A presidente conhece o Levy muito bem. Se ela o escolheu é porque ela sabe da necessidade de uma nova abordagem“, defendeu o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci.

Um dos principais desafios para Rousseff é melhorar as condições econômicas através da recuperação da economia, do comércio internacional e da política fiscal sem criar despesas desnecessárias.

Em um país onde o governo controla quase tudo, vai ser muito mais difícil cortar gastos desnecessários, a menos que o governo acabe com milhares de CCs ou cargos de confiança, cujos titulares ganham três ou quatro vezes mais do que aqueles que são pagos o salário mínimo.

As contas, no entanto, não serão a única preocupação de Rousseff. A presidente de 67 anos começou seu segundo mandato com um PT dividido, uma máfia política enfraquecida por alegações que prejudicam a imagem e ações - ou inações - vistas no escândalo Petrobras.

A suspeita de que a rede corrupta desvia dinheiro e suborna funcionários do governo agora é bem conhecida, pois é de conhecimento público que tais esquemas de corrupção foram estabelecidos durante a administração Lula da Silva e Dilma Rousseff para beneficiar seus aliados políticos.

Como qualquer outro político, a presidente anunciou em seu discurso a criação de um novo pacote de leis para combater a corrupção. Isso é exatamente o que os políticos que não sabem nada sobre como governar fazem: criam mais burocracia para lidar com a corrupção que decorre de estruturas burocráticas existentes.

Será que o Brasil pode sobreviver mais quatro anos?

Luis Miranda é um jornalista premiado e fundador e editor-chefe do The Real Agenda News. Durante seus 18 anos de carreira jornalísitica ele trabalhou em quase todas as formas de mídia. Seus artigos incluem temas como o ambientalismo, a Agenda 21, a mudança climática, a geopolítica, a globalização, a saúde, as vacinas, a segurança alimentar, o controle corporativo dos governos, imigração e os cartéis bancários, entre outros. Luis trabalhou como repórter e apresentador de programas de notícias ao vivo. Ele também trabalhou como roteirista, produtor e co-produtor de notícias.

Fonte: Real Agenda  

Este é o resumo do dia 22/02/15. Na Ucrânia continua o clima de tensão. Neste domingo, uma bomba matou pelo menos duas pessoas, incluindo um policial, e deixou pelo menos outros 10 feridos em uma manifestação na cidade de Kharkiv.

A marcha era uma das outras tantas que estão sendo realizadas no país para marcar um ano desde os grandes protestos de 2014 em Kiev que derrubaram o então presidente ucraniano pró-Rússia, Viktor Yanukovych. Forças de segurança prenderam quatro pessoas suspeitas de terem orquestrado o ataque, segundo autoridades locais.

No Oriente Médio, há poucas horas, a Turquia fez uma incursão militar em território do norte da Síria, para retirar as relíquias do século XIII do mausoléu de Suleyman Shah, avô do fundador do Império otomano. O governo sírio protestou por essa incursão em seu território.



A informação que chega é que armas químicas do arsenal do regime de Muammar Kafadi foram roubadas na Líbia e estariam nas mãos de milícias jihadistas do Estado Islâmico. A quantidade exata de armas roubadas não foi divulgada. No entanto, uma fonte do Exército líbio afirmou ao jornal Asharq al-Awsat que "grandes quantidades" foram pegas pelos jihadistas para serem usadas contra as forças do governo.

Ao mesmo tempo, o chefe de Segurança Interna dos Estados Unidos disse neste domingo que leva a sério as ameaças feitas pelos militantes de um grupo islâmico baseado na Somália contra shoppings do país, incluindo o Mall of America, em Minnesota, e pediu para que as pessoas que forem até o local serem cuidadosas.

No gemido da natureza, fortes terremotos ocorreram nas últimas horas no México [6.2º] e no Japão [6.0º]. O sul do Chile continua enfrentando um gigantesco incêndio, considerado o maior dos últimos tempos.



Os sinais continuam ocorrendo em todos os segmentos e lugares. Muitos consideram esses fatos algo cíclico e corriqueiro... Outros, preferem nem sequer saber deles e continuam como se nada estivesse ocorrendo... A maioria prefere viver na contramão das Verdades das Escrituras.

No entanto, cremos que as profecias contidas nas Escrituras estão se concretizando de forma gradual e paulatina. É tempo de arrependimento, santificação e fé nas promessas do Altíssimo para aqueles que crêem e de intercessão por aqueles que não crêem.

Fonte: Projeto Ômega

Resumo de notícias 22/02/15

Este é o resumo do dia 22/02/15. Na Ucrânia continua o clima de tensão. Neste domingo, uma bomba matou pelo menos duas pessoas, incluindo um policial, e deixou pelo menos outros 10 feridos em uma manifestação na cidade de Kharkiv.

A marcha era uma das outras tantas que estão sendo realizadas no país para marcar um ano desde os grandes protestos de 2014 em Kiev que derrubaram o então presidente ucraniano pró-Rússia, Viktor Yanukovych. Forças de segurança prenderam quatro pessoas suspeitas de terem orquestrado o ataque, segundo autoridades locais.

No Oriente Médio, há poucas horas, a Turquia fez uma incursão militar em território do norte da Síria, para retirar as relíquias do século XIII do mausoléu de Suleyman Shah, avô do fundador do Império otomano. O governo sírio protestou por essa incursão em seu território.



A informação que chega é que armas químicas do arsenal do regime de Muammar Kafadi foram roubadas na Líbia e estariam nas mãos de milícias jihadistas do Estado Islâmico. A quantidade exata de armas roubadas não foi divulgada. No entanto, uma fonte do Exército líbio afirmou ao jornal Asharq al-Awsat que "grandes quantidades" foram pegas pelos jihadistas para serem usadas contra as forças do governo.

Ao mesmo tempo, o chefe de Segurança Interna dos Estados Unidos disse neste domingo que leva a sério as ameaças feitas pelos militantes de um grupo islâmico baseado na Somália contra shoppings do país, incluindo o Mall of America, em Minnesota, e pediu para que as pessoas que forem até o local serem cuidadosas.

No gemido da natureza, fortes terremotos ocorreram nas últimas horas no México [6.2º] e no Japão [6.0º]. O sul do Chile continua enfrentando um gigantesco incêndio, considerado o maior dos últimos tempos.



Os sinais continuam ocorrendo em todos os segmentos e lugares. Muitos consideram esses fatos algo cíclico e corriqueiro... Outros, preferem nem sequer saber deles e continuam como se nada estivesse ocorrendo... A maioria prefere viver na contramão das Verdades das Escrituras.

No entanto, cremos que as profecias contidas nas Escrituras estão se concretizando de forma gradual e paulatina. É tempo de arrependimento, santificação e fé nas promessas do Altíssimo para aqueles que crêem e de intercessão por aqueles que não crêem.

Fonte: Projeto Ômega

Published at: 15:30, December 13, 2014 By Luis R. Miranda
(Imagem: www.gqrr.com)
A COP20, patrocinada pelas Nações Unidas e as corporações transnacionais, emite a maior quantidade de CO2 do que nunca.

LIMA - Você poderia pensar que o encontro COP20 em Lima seria um debate entre cientistas e políticos ou que eles teriam conversas francas sobre como melhorar o uso de energia e reduzir significativamente a poluição ambiental.

Bem, isso terá que ser deixado para o próximo encontro ou, talvez, para uma outra época na história humana.

Mesmo sendo os mais poluidores do mundo, representantes das empresas de energia mais poderosas estão e sempre têm estado em todas as reuniões do meio ambiente desde Rio 1992.

Você provavelmente está se perguntando o que fazem os representantes da indústria mais perigosa do mundo, que rivaliza com os poluidores da geo-engenharia e os transgénicos, nas negociações sobre o clima no Peru.

Será que é mesmo possível negociar maneiras de ter um planeta mais limpo quando os poluidores, aqueles que só buscam o lucro para seus acionistas e eles mesmos, estão na mesa de negociação?
Para começar, as empresas petroleiras não estão lá para negociar, mas para cuidar de seus interesses.
O petróleo será a principal fonte de energia para as indústrias do mundo por muito tempo, mas as petroleiras não deveriam estar participando na discussão sobre como ter um planeta mais limpo.
Os petroleiros não estão interessados em um planeta mais limpo. Se estivessem, não teriam causado tanto dano ao meio ambiente, como têm feito.

Se eles estivessem realmente interessados em um planeta mais limpo, estariam investindo tanto dinheiro quanto gastam para opor-se ao surgimento de novas tecnologias e campanhas ambientais falsas - como o falso alarmismo do aquecimento global.

Agora, é importante entender por que eles estão lá.

A razão é que eles financiam o falso movimento ambientalista. Aquelas pessoas que pedem uma redução significativa das emissões de CO2 e que culpam os seres humanos pelo aquecimento global estão associados com BP, Shell, Exxon e Chevron, entre outros. O ambientalismo é um grande negócio e é financiado e dirigido pelos chefes de indústria que controlam os monopólios mais importantes.

“Nas publicações do movimento ambiental, afirma-se que o mesmo surgiu a partir de grupos locais. A verdade, porém, é que o financiamento e as políticas vêm das mais prestigiadas instituições de estabelecimento liberal ocidental, centrado em torno do Council on Foreign Relations, a Comissão Trilateral, o Instituto Aspen e uma série de fundações familiares privadas, ” relatam Rogelio A. Maduro e Ralf Schauerhammer no capítulo 10 do seu livro Os Buracos na Camada de Ozônio: A Evidência Científica de que o Céu Não está Caindo.

Surpreendido? Essa é a natureza do monopólio corporativo e da burocracia.

Mas há mais. Segundo os autores, o movimento ambientalista atual, que é seguido por milhões de pessoas, simplesmente porque eles não sabem mais o que fazer, tem intenções muito claras para o presente e o futuro do mundo ocidental. Infelizmente, essas intenções não são as melhores para a humanidade. “Esta rede de fundações tornou o ambientalismo atual em um movimento de massa para apoiar a institucionalização da anticiencia e as políticas de não-crescimento em todos os níveis de governo e da vida pública. Conforme previsto pelo Projeto de 1980 do Council on Foreign Relations, o ambientalismo tem sido usado contra a economia dos Estados Unidos, contra metas tais como a agricultura de alta tecnologia e a indústria de energia nuclear. Este movimento é fundamentalmente uma religião pagãverde’.

Embora os líderes das negociações do clima no Peru e em eventos anteriores patrocinados pela Organização das Nações Unidas utilizam o lema do movimento ambientalista salvemos a Terra” e, enquanto se disfarçam como organizações “sem fins lucrativos” que procuram representar o “interesse público”,  eles são exatamente o oposto.

Todas as organizações ambientais estão compostas de milhares de pequenos grupos ambientalistas que estão direta ou indiretamente financiadas por verbas da ONU ou grandes corporações. Como é que eles consegueriam arrecadar bilhões de dólares por ano se não fosse pelas grandes contribuições de interesses corporativos?

Tomemos por exemplo a Coalition Global Tomorrow, que é composta por mais de 100 grupos ambientais e de controle populacional. Nenhum desses grupos tem um orçamento inferior a 3 milhões de dólares por ano.

Uma pesquisa compilada por Maduro e Schauerhammer mostra que, já em 1980, 35 fundações eram responsáveis por investir fortemente e, literalmente, financiar as operações de dois poderosos grupos ambientais: O Fundo de Defesa do Meio Ambiente e o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais.
No início de 1990, fontes públicas disponíveis mostraram que as receitas totais do movimento ambientalista foram mais de 8.500 milhões dólares americanos por ano. Quanto você acha que é o seu orçamento hoje?

Simplificando, o movimento ambientalista é propriedade de um clube de bilionários e suas fundações isentas de impostos que, com suas contribuições financeiras, controlam o movimento ambientalista a um ponto onde até mesmo as agências governamentais parecem incapazes de fazer o seu trabalho de forma independente.

No verão de 2014, um relatório divulgado pelo Comitê do Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado confirmou a noção de que as organizações  tais como a WWF e, Greenpeace, Earthjustice, a National Wildlife Federation dos Estados Unidos, The Nature Conservancy, a Fundação Sierra Club e a União dos Cientistas Preocupados receberam quase 8 mil milhões de dólares destes mesmos grupos.

Enquanto os céticos do movimento ambientalista são rotulados como marionetes das corporações petroleiras, aqueles que são efetivamente controlados pela indústria do petróleo, a ONU e as fundações isentas de imposto são os líderes do movimento ambientalista. As acusações infundadas fixadas em qualquer um que se opõe à farsa do aquecimento antropogênico é simplesmente uma projeção de sua própria ganância.

Enquanto os alarmistas do clima apelam para que as grandes massas ignorantes exijam mudanças dos seus líderes políticos, os ambientalistas estão sendo pagos para apoiar o falso movimento ambientalista parasalvar a Terra”, com o único objetivo de limitar o desenvolvimento, manter as pessoas pobres e reduzir drasticamente a população.

Como Chris Williams, do Climate and Capitalism explica, a atual onda de ambientalistas falsos é apenas um grupo de grandes estrategistas que são ótimos com a ciência e a arte de tirar o melhor proveito de uma campanha falsa” em grande escala contra as mesmas massas de pessoas que eles recrutam para exercer pressão sobre os líderes políticos para que eles aprovem legislação que favorece às grandes corporações petroleiras transnacionais.

Se você não entendeu isso antes, agora você sabe porque as grandes corporações petroleiras estão na ‘mesa de negociações’ em Lima, Peru.

Cada documento assinado em reuniões sobre o clima no passado tinha o selo de aprovação dessas corporações. Sem a sua autorização, os acordos não teriam acontecido. Eles são donos do movimento ambientalista. Não haverá decisões que favoreçam o planeta até que essas pessoas sejam expulsas das negociações e, a menos que as organizações ambientais, especialmente as mais importantes, parem de aceitar fundos de doadores corporativos e fundações filantrópicas isentas de impostos.

Fonte: Real Agenda

O que fazem as companhias petroleiras na COP20 em Lima?

Published at: 15:30, December 13, 2014 By Luis R. Miranda
(Imagem: www.gqrr.com)
A COP20, patrocinada pelas Nações Unidas e as corporações transnacionais, emite a maior quantidade de CO2 do que nunca.

LIMA - Você poderia pensar que o encontro COP20 em Lima seria um debate entre cientistas e políticos ou que eles teriam conversas francas sobre como melhorar o uso de energia e reduzir significativamente a poluição ambiental.

Bem, isso terá que ser deixado para o próximo encontro ou, talvez, para uma outra época na história humana.

Mesmo sendo os mais poluidores do mundo, representantes das empresas de energia mais poderosas estão e sempre têm estado em todas as reuniões do meio ambiente desde Rio 1992.

Você provavelmente está se perguntando o que fazem os representantes da indústria mais perigosa do mundo, que rivaliza com os poluidores da geo-engenharia e os transgénicos, nas negociações sobre o clima no Peru.

Será que é mesmo possível negociar maneiras de ter um planeta mais limpo quando os poluidores, aqueles que só buscam o lucro para seus acionistas e eles mesmos, estão na mesa de negociação?
Para começar, as empresas petroleiras não estão lá para negociar, mas para cuidar de seus interesses.
O petróleo será a principal fonte de energia para as indústrias do mundo por muito tempo, mas as petroleiras não deveriam estar participando na discussão sobre como ter um planeta mais limpo.
Os petroleiros não estão interessados em um planeta mais limpo. Se estivessem, não teriam causado tanto dano ao meio ambiente, como têm feito.

Se eles estivessem realmente interessados em um planeta mais limpo, estariam investindo tanto dinheiro quanto gastam para opor-se ao surgimento de novas tecnologias e campanhas ambientais falsas - como o falso alarmismo do aquecimento global.

Agora, é importante entender por que eles estão lá.

A razão é que eles financiam o falso movimento ambientalista. Aquelas pessoas que pedem uma redução significativa das emissões de CO2 e que culpam os seres humanos pelo aquecimento global estão associados com BP, Shell, Exxon e Chevron, entre outros. O ambientalismo é um grande negócio e é financiado e dirigido pelos chefes de indústria que controlam os monopólios mais importantes.

“Nas publicações do movimento ambiental, afirma-se que o mesmo surgiu a partir de grupos locais. A verdade, porém, é que o financiamento e as políticas vêm das mais prestigiadas instituições de estabelecimento liberal ocidental, centrado em torno do Council on Foreign Relations, a Comissão Trilateral, o Instituto Aspen e uma série de fundações familiares privadas, ” relatam Rogelio A. Maduro e Ralf Schauerhammer no capítulo 10 do seu livro Os Buracos na Camada de Ozônio: A Evidência Científica de que o Céu Não está Caindo.

Surpreendido? Essa é a natureza do monopólio corporativo e da burocracia.

Mas há mais. Segundo os autores, o movimento ambientalista atual, que é seguido por milhões de pessoas, simplesmente porque eles não sabem mais o que fazer, tem intenções muito claras para o presente e o futuro do mundo ocidental. Infelizmente, essas intenções não são as melhores para a humanidade. “Esta rede de fundações tornou o ambientalismo atual em um movimento de massa para apoiar a institucionalização da anticiencia e as políticas de não-crescimento em todos os níveis de governo e da vida pública. Conforme previsto pelo Projeto de 1980 do Council on Foreign Relations, o ambientalismo tem sido usado contra a economia dos Estados Unidos, contra metas tais como a agricultura de alta tecnologia e a indústria de energia nuclear. Este movimento é fundamentalmente uma religião pagãverde’.

Embora os líderes das negociações do clima no Peru e em eventos anteriores patrocinados pela Organização das Nações Unidas utilizam o lema do movimento ambientalista salvemos a Terra” e, enquanto se disfarçam como organizações “sem fins lucrativos” que procuram representar o “interesse público”,  eles são exatamente o oposto.

Todas as organizações ambientais estão compostas de milhares de pequenos grupos ambientalistas que estão direta ou indiretamente financiadas por verbas da ONU ou grandes corporações. Como é que eles consegueriam arrecadar bilhões de dólares por ano se não fosse pelas grandes contribuições de interesses corporativos?

Tomemos por exemplo a Coalition Global Tomorrow, que é composta por mais de 100 grupos ambientais e de controle populacional. Nenhum desses grupos tem um orçamento inferior a 3 milhões de dólares por ano.

Uma pesquisa compilada por Maduro e Schauerhammer mostra que, já em 1980, 35 fundações eram responsáveis por investir fortemente e, literalmente, financiar as operações de dois poderosos grupos ambientais: O Fundo de Defesa do Meio Ambiente e o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais.
No início de 1990, fontes públicas disponíveis mostraram que as receitas totais do movimento ambientalista foram mais de 8.500 milhões dólares americanos por ano. Quanto você acha que é o seu orçamento hoje?

Simplificando, o movimento ambientalista é propriedade de um clube de bilionários e suas fundações isentas de impostos que, com suas contribuições financeiras, controlam o movimento ambientalista a um ponto onde até mesmo as agências governamentais parecem incapazes de fazer o seu trabalho de forma independente.

No verão de 2014, um relatório divulgado pelo Comitê do Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado confirmou a noção de que as organizações  tais como a WWF e, Greenpeace, Earthjustice, a National Wildlife Federation dos Estados Unidos, The Nature Conservancy, a Fundação Sierra Club e a União dos Cientistas Preocupados receberam quase 8 mil milhões de dólares destes mesmos grupos.

Enquanto os céticos do movimento ambientalista são rotulados como marionetes das corporações petroleiras, aqueles que são efetivamente controlados pela indústria do petróleo, a ONU e as fundações isentas de imposto são os líderes do movimento ambientalista. As acusações infundadas fixadas em qualquer um que se opõe à farsa do aquecimento antropogênico é simplesmente uma projeção de sua própria ganância.

Enquanto os alarmistas do clima apelam para que as grandes massas ignorantes exijam mudanças dos seus líderes políticos, os ambientalistas estão sendo pagos para apoiar o falso movimento ambientalista parasalvar a Terra”, com o único objetivo de limitar o desenvolvimento, manter as pessoas pobres e reduzir drasticamente a população.

Como Chris Williams, do Climate and Capitalism explica, a atual onda de ambientalistas falsos é apenas um grupo de grandes estrategistas que são ótimos com a ciência e a arte de tirar o melhor proveito de uma campanha falsa” em grande escala contra as mesmas massas de pessoas que eles recrutam para exercer pressão sobre os líderes políticos para que eles aprovem legislação que favorece às grandes corporações petroleiras transnacionais.

Se você não entendeu isso antes, agora você sabe porque as grandes corporações petroleiras estão na ‘mesa de negociações’ em Lima, Peru.

Cada documento assinado em reuniões sobre o clima no passado tinha o selo de aprovação dessas corporações. Sem a sua autorização, os acordos não teriam acontecido. Eles são donos do movimento ambientalista. Não haverá decisões que favoreçam o planeta até que essas pessoas sejam expulsas das negociações e, a menos que as organizações ambientais, especialmente as mais importantes, parem de aceitar fundos de doadores corporativos e fundações filantrópicas isentas de impostos.

Fonte: Real Agenda


Este é o resumo de notícias do dia 18/12/14. Após o anúncio da retomada de relações diplomáticas entre EUA e Cuba [uma das poucas nações "isoladas" do organograma geo-político mundial], nesta quinta-feira as atenções se voltam para a Coreia do Norte, outro país fora do organograma mundial.

A Casa Branca afirmou que o ataque a sistemas de computadores da Sony Pictures foi realizado pela Coreia do Norte e está sendo tratado como uma questão de "segurança nacional séria". O secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, disse que a investigação ainda estava em andamento e os EUA estava pesando uma resposta "proporcional" aos ataques.

Por outro lado, os Estados Unidos não apoiariam um novo projeto de resolução proposto por palestinos no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, nesta quinta-feira. "Não é algo que iríamos apoiar", disse Psaki a repórteres.

Os palestinos buscam formar um Estado incluindo Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, áreas capturadas por Israel na guerra de 1967 no Oriente Médio. Israel se retirou de Gaza em 2005, mas continua a bloquear o enclave, que é controlado pelo Hamas, grupo considerado inimigo dos israelenses.

No contexto da crise financeira russa, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez seu discurso anual nesta quinta-feira (18) e afirmou que seu país conseguirá sair da crise econômica em, no máximo, "dois anos".



Jihadistas do grupo extremista Estado Islâmico publicaram fotos de 13 pessoas decapitadas nesta terça-feira (16), em mais uma tentativa de ameaçar a coalizão internacional liderada pelo Exército norte-americano que luta para conter seu avanço.

Na Nigéria, continua o clima de terror causado pelo grupo jihadista islâmico Boko Haram. Vários homens suspeitos de pertencerem ao grupo sequestraram mais de 100 mulheres e crianças no pasado domingo, numa vila remota no nordeste do país.

A informação chegou apenas hoje ao conhecimento das autoridades que n ão pôde confirmar todos os dados. O ataque, durante o qual 35 pessoas terão sido assassinadas, terá ocorrido em Gumskiri, perto da fronteira com os Camarões.

As imagens foram divulgadas por sites ligados à organização. As vítimas são combatentes capturados há 10 dias de tribos sunitas iraquianas que se opõem ao EI. "A insurreição dos muçulmanos e outros ataques domésticos serão inevitáveis se o Ocidente continuar com seus crimes contra o Islã", escreveram jihadistas no Twitter.

No Iêmen, suicidas detonaram nesta quinta-feira dois carros-bomba na cidade portuária de Hodeida, no Mar Vermelho, matando a si mesmos e outras sete pessoas.

No gemido da natureza, devido à extensa seca, o governo de São Paulo irá aplicar multa, a partir de 1º de janeiro, para quem aumentar o consumo de água em São Paulo. O percentual será calculado com base na média de fevereiro de 2013 até janeiro de 2014.

Neste vídeo, você poderá ver os principais acontecimentos ligados ao gemido da natureza nas últimas semanas:



Os sinais continuam ocorrendo em todos os segmentos e lugares. Muitos consideram esses fatos algo cíclico e corriqueiro... Outros, preferem nem sequer saber deles e continuam como se nada estivesse ocorrendo... A maioria prefere viver na contramão das Verdades das Escrituras.

No entanto, cremos que as profecias contidas nas Escrituras estão se concretizando de forma gradual e paulatina. É tempo de arrependimento, santificação e fé nas promessas do Altíssimo para aqueles que crêem e de intercessão por aqueles que não crêem.

Referências:
http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/americadonorte/2014/12/18/noticiasamericadonorte,3365172/casa-branca-diz-que-ataque-a-sony-e-uma-questao-seria-de-seguranca-nacional.shtml

http://www.araraquara.com/noticias/NOT,0,0,1019183,EUA%2Bdizem%2Bque%2Bnao%2Bapoiarao%2Bnova%2Bresolucao%2Bde%2Bpalestinos%2Bna%2BONU.aspx

http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/mundo/noticias/2014/12/18/Putin-diz-em-dois-anos-crise-russa-terminara_8255002.html

http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/mundo/noticias/2014/12/16/EI-publica-fotos-corpos-decapitados_8250978.html

http://pt.euronews.com/2014/12/18/nigeria-o-boko-haram-raptou-domingo-mais-de-uma-centena-pessoas/

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2014/12/18/suicidas-matam-pelo-menos-7-em-porto-no-iemen-dizem-fontes.htm


Fonte: Projeto Ômega

Resumo do dia (18/12)


Este é o resumo de notícias do dia 18/12/14. Após o anúncio da retomada de relações diplomáticas entre EUA e Cuba [uma das poucas nações "isoladas" do organograma geo-político mundial], nesta quinta-feira as atenções se voltam para a Coreia do Norte, outro país fora do organograma mundial.

A Casa Branca afirmou que o ataque a sistemas de computadores da Sony Pictures foi realizado pela Coreia do Norte e está sendo tratado como uma questão de "segurança nacional séria". O secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, disse que a investigação ainda estava em andamento e os EUA estava pesando uma resposta "proporcional" aos ataques.

Por outro lado, os Estados Unidos não apoiariam um novo projeto de resolução proposto por palestinos no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, nesta quinta-feira. "Não é algo que iríamos apoiar", disse Psaki a repórteres.

Os palestinos buscam formar um Estado incluindo Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, áreas capturadas por Israel na guerra de 1967 no Oriente Médio. Israel se retirou de Gaza em 2005, mas continua a bloquear o enclave, que é controlado pelo Hamas, grupo considerado inimigo dos israelenses.

No contexto da crise financeira russa, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez seu discurso anual nesta quinta-feira (18) e afirmou que seu país conseguirá sair da crise econômica em, no máximo, "dois anos".



Jihadistas do grupo extremista Estado Islâmico publicaram fotos de 13 pessoas decapitadas nesta terça-feira (16), em mais uma tentativa de ameaçar a coalizão internacional liderada pelo Exército norte-americano que luta para conter seu avanço.

Na Nigéria, continua o clima de terror causado pelo grupo jihadista islâmico Boko Haram. Vários homens suspeitos de pertencerem ao grupo sequestraram mais de 100 mulheres e crianças no pasado domingo, numa vila remota no nordeste do país.

A informação chegou apenas hoje ao conhecimento das autoridades que n ão pôde confirmar todos os dados. O ataque, durante o qual 35 pessoas terão sido assassinadas, terá ocorrido em Gumskiri, perto da fronteira com os Camarões.

As imagens foram divulgadas por sites ligados à organização. As vítimas são combatentes capturados há 10 dias de tribos sunitas iraquianas que se opõem ao EI. "A insurreição dos muçulmanos e outros ataques domésticos serão inevitáveis se o Ocidente continuar com seus crimes contra o Islã", escreveram jihadistas no Twitter.

No Iêmen, suicidas detonaram nesta quinta-feira dois carros-bomba na cidade portuária de Hodeida, no Mar Vermelho, matando a si mesmos e outras sete pessoas.

No gemido da natureza, devido à extensa seca, o governo de São Paulo irá aplicar multa, a partir de 1º de janeiro, para quem aumentar o consumo de água em São Paulo. O percentual será calculado com base na média de fevereiro de 2013 até janeiro de 2014.

Neste vídeo, você poderá ver os principais acontecimentos ligados ao gemido da natureza nas últimas semanas:



Os sinais continuam ocorrendo em todos os segmentos e lugares. Muitos consideram esses fatos algo cíclico e corriqueiro... Outros, preferem nem sequer saber deles e continuam como se nada estivesse ocorrendo... A maioria prefere viver na contramão das Verdades das Escrituras.

No entanto, cremos que as profecias contidas nas Escrituras estão se concretizando de forma gradual e paulatina. É tempo de arrependimento, santificação e fé nas promessas do Altíssimo para aqueles que crêem e de intercessão por aqueles que não crêem.

Referências:
http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/americadonorte/2014/12/18/noticiasamericadonorte,3365172/casa-branca-diz-que-ataque-a-sony-e-uma-questao-seria-de-seguranca-nacional.shtml

http://www.araraquara.com/noticias/NOT,0,0,1019183,EUA%2Bdizem%2Bque%2Bnao%2Bapoiarao%2Bnova%2Bresolucao%2Bde%2Bpalestinos%2Bna%2BONU.aspx

http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/mundo/noticias/2014/12/18/Putin-diz-em-dois-anos-crise-russa-terminara_8255002.html

http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/mundo/noticias/2014/12/16/EI-publica-fotos-corpos-decapitados_8250978.html

http://pt.euronews.com/2014/12/18/nigeria-o-boko-haram-raptou-domingo-mais-de-uma-centena-pessoas/

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2014/12/18/suicidas-matam-pelo-menos-7-em-porto-no-iemen-dizem-fontes.htm


Fonte: Projeto Ômega

Será que o Malware está na moda? Definitivamente sim! Diariamente são várias as notícias que dão conta de malware nos mais “estranhos” objectos e que têm objectivos muito claros: estragar sistemas e/ou vigiar os utilizadores.

Depois de informarmos aqui da existência de malware em ferros de engomar chineses, da possibilidade do malware se transmitir por colunas e microfones, etc, hoje falamos dos cigarros electrónicos e da possibilidade destes trazerem uma substância especial… malware.

Fumar não pode apenas prejudicar a saúde! De acordo com uma publicação no IBTimes, os cigarros electrónicos, fabricados na China, podem também trazer malware capaz de danificar sistemas e de vigiar os utilizadores. A denúncia foi feita no Reddit, por um executivo de uma “grande empresa”, que viu o seu sistema ser infectado por um malware, cuja fonte, ao que tudo indica, foi um cigarro electrónico.

O executivo referiu ainda que o seu sistema estava actualizado, com anti-vírus e anti-malware e que a única coisa que mudou foi o facto de ter deixado de fumar cigarros normais e de passar a fumar cigarros electrónicos (estes eram carregados no PC). Jrockilla (nickname do executivo) disse ter adquirido os cigarros electrónicos no eBay.

Mas como o malware pode passar para o PC?


É fácil! Uma vez que alguns destes tipos de cigarros podem carregar via USB, o malware pode facilmente passar do cigarro para o sistema (como se um estilo de PEN ou disco USB se tratasse).

Pierluigi Paganini, director de segurança de informação da empresa Bit4Id, referiu que os cigarros electrónicos são o mais recente vector para servir de propagação de software malicioso.
Paganini cita outros exemplos de dispositivos USB  “aparentemente inofensivos” que foram usados como uma ferramenta de hacking no passado, incluindo os carregadores para dispositivos Apple iOS, como iPhones e iPads.

FontesIBTimes ,pplware Sapo

Cigarros eletronicos chineses também nos podem espiar

Será que o Malware está na moda? Definitivamente sim! Diariamente são várias as notícias que dão conta de malware nos mais “estranhos” objectos e que têm objectivos muito claros: estragar sistemas e/ou vigiar os utilizadores.

Depois de informarmos aqui da existência de malware em ferros de engomar chineses, da possibilidade do malware se transmitir por colunas e microfones, etc, hoje falamos dos cigarros electrónicos e da possibilidade destes trazerem uma substância especial… malware.

Fumar não pode apenas prejudicar a saúde! De acordo com uma publicação no IBTimes, os cigarros electrónicos, fabricados na China, podem também trazer malware capaz de danificar sistemas e de vigiar os utilizadores. A denúncia foi feita no Reddit, por um executivo de uma “grande empresa”, que viu o seu sistema ser infectado por um malware, cuja fonte, ao que tudo indica, foi um cigarro electrónico.

O executivo referiu ainda que o seu sistema estava actualizado, com anti-vírus e anti-malware e que a única coisa que mudou foi o facto de ter deixado de fumar cigarros normais e de passar a fumar cigarros electrónicos (estes eram carregados no PC). Jrockilla (nickname do executivo) disse ter adquirido os cigarros electrónicos no eBay.

Mas como o malware pode passar para o PC?


É fácil! Uma vez que alguns destes tipos de cigarros podem carregar via USB, o malware pode facilmente passar do cigarro para o sistema (como se um estilo de PEN ou disco USB se tratasse).

Pierluigi Paganini, director de segurança de informação da empresa Bit4Id, referiu que os cigarros electrónicos são o mais recente vector para servir de propagação de software malicioso.
Paganini cita outros exemplos de dispositivos USB  “aparentemente inofensivos” que foram usados como uma ferramenta de hacking no passado, incluindo os carregadores para dispositivos Apple iOS, como iPhones e iPads.

FontesIBTimes ,pplware Sapo

Escrito por Lúcio Big

Desde o mês de setembro passado a OPS(OPERAÇÃO POLÍTICA SUPERVISIONADA) tenta contato com os responsáveis pelo gabinete do deputado federal Eudes Xavier (PT/CE), carinhosamente chamado por mim de “O Rei da Papelari

Conforme foi publicado no Canal do Otário, o deputado efetuou compras de material de escritório em quantidades astronômicas e impossíveis de serem utilizadas em toda uma legislatura, quanto mais em três ou quatro meses. Além disso, ainda tem o fato de a loja escolhida pelo parlamentar não abrir suas portas ao público, segundo informações que a OPS obteve de moradores da região onde está localizada a papelaria.

Em uma primeira tentativa, eu pedi aos que me assistem no YouTube, aos que leem meus artigos aqui, no meu blog e também na minha coluna no Congresso em Foco, que enviassem e-mails ao deputado exigindo explicações destes estranhos gastos efetuados com dinheiro público. Infelizmente, ninguém se honrou em responder.

A segunda tentativa ocorreu dias depois após a OPS conseguir, em apenas uma semana, fazer um abaixo assinado com 2105 assinaturas exigindo a mesma coisa, ou seja, explicações. Novamente, sem nenhum remorso aparente, o deputado e assessores mantiveram-se calados.

A terceira tentativa de comunicação foi realizada através de inúmeros telefonemas ao gabinete, mas em nenhum deles obtive qualquer tipo de explicação.

Restou-nos então apelar para o Conselho de Ética da Câmara Federal. Conforme determina a lei, qualquer cidadão deste país pode exigir que seja apurado possível quebra do decoro parlamentar. Com o apoio jurídico da advogada da OPS, Dra. Camila Albuquerque, que elaborou o documento, no dia 19/11/14 eu fui à Câmara e protocolei o documento. Você pode lê-lo aqui.

Segundo informações prestadas pela servidora da Câmara, o processo será encaminhado ao departamento jurídico que analisará toda a documentação. Se este departamento achar que há fundamentos para a denúncia, uma demanda é aberta no Conselho de Ética que irá apurar o caso. Em última consequência, o deputado pode ter seu mandato cassado.

Porém, sem obter êxito nas eleições deste ano, o deputado Eudes Xavier deixará a Casa e isso deve dificultar ou até impossibilitar que ele seja punido pela Câmara Federal. Diante disso, resolvi também entrar com uma Ação Pública contra o deputado na esperança de que os valores utilizados para o pagamento das três suntuosas compras retornem aos cofres públicos.

No vídeo abaixo você poderá ver a entrega do documento na Secretaria Geral da Mesa da Câmara Federal.



Lúcio Big, ativista no combate à corrupção. Morador de Brasília e com uma vontade enorme de ajudar o Brasil a ser mais justo.

Contatos:
luciobig@ops.net.br
https://www.facebook.com/groups/opera...
https://www.facebook.com/groups/notic... 

Fonte: Canal do Otário

Notícias Absurdas:O Rei da Papelaria a caminho do Conselho de Ética

Escrito por Lúcio Big

Desde o mês de setembro passado a OPS(OPERAÇÃO POLÍTICA SUPERVISIONADA) tenta contato com os responsáveis pelo gabinete do deputado federal Eudes Xavier (PT/CE), carinhosamente chamado por mim de “O Rei da Papelari

Conforme foi publicado no Canal do Otário, o deputado efetuou compras de material de escritório em quantidades astronômicas e impossíveis de serem utilizadas em toda uma legislatura, quanto mais em três ou quatro meses. Além disso, ainda tem o fato de a loja escolhida pelo parlamentar não abrir suas portas ao público, segundo informações que a OPS obteve de moradores da região onde está localizada a papelaria.

Em uma primeira tentativa, eu pedi aos que me assistem no YouTube, aos que leem meus artigos aqui, no meu blog e também na minha coluna no Congresso em Foco, que enviassem e-mails ao deputado exigindo explicações destes estranhos gastos efetuados com dinheiro público. Infelizmente, ninguém se honrou em responder.

A segunda tentativa ocorreu dias depois após a OPS conseguir, em apenas uma semana, fazer um abaixo assinado com 2105 assinaturas exigindo a mesma coisa, ou seja, explicações. Novamente, sem nenhum remorso aparente, o deputado e assessores mantiveram-se calados.

A terceira tentativa de comunicação foi realizada através de inúmeros telefonemas ao gabinete, mas em nenhum deles obtive qualquer tipo de explicação.

Restou-nos então apelar para o Conselho de Ética da Câmara Federal. Conforme determina a lei, qualquer cidadão deste país pode exigir que seja apurado possível quebra do decoro parlamentar. Com o apoio jurídico da advogada da OPS, Dra. Camila Albuquerque, que elaborou o documento, no dia 19/11/14 eu fui à Câmara e protocolei o documento. Você pode lê-lo aqui.

Segundo informações prestadas pela servidora da Câmara, o processo será encaminhado ao departamento jurídico que analisará toda a documentação. Se este departamento achar que há fundamentos para a denúncia, uma demanda é aberta no Conselho de Ética que irá apurar o caso. Em última consequência, o deputado pode ter seu mandato cassado.

Porém, sem obter êxito nas eleições deste ano, o deputado Eudes Xavier deixará a Casa e isso deve dificultar ou até impossibilitar que ele seja punido pela Câmara Federal. Diante disso, resolvi também entrar com uma Ação Pública contra o deputado na esperança de que os valores utilizados para o pagamento das três suntuosas compras retornem aos cofres públicos.

No vídeo abaixo você poderá ver a entrega do documento na Secretaria Geral da Mesa da Câmara Federal.



Lúcio Big, ativista no combate à corrupção. Morador de Brasília e com uma vontade enorme de ajudar o Brasil a ser mais justo.

Contatos:
luciobig@ops.net.br
https://www.facebook.com/groups/opera...
https://www.facebook.com/groups/notic... 

Fonte: Canal do Otário

Crise da água em São Paulo está entre as piores da história (Foto: Reprodução)
Para muitos, o racionamento de água em São Paulo já é uma realidade líquida e certa. Resta saber até quando políticos ganharão tempo para escondê-la ou se a população agirá, a ponto de, quem sabe, se repetirem as chamadas ‘guerras da água’, já vistas em locais onde os serviços hídricos e sanitários foram privatizados. De toda forma, o assunto não é passageiro e exige toda uma reflexão a respeito dos atuais modelos de vida e economia.

“Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%”, afirmou Marzeni Pereira, tecnólogo em saneamento da Sabesp, em entrevista ao Correio da Cidadania.

Na conversa, Marzeni elenca uma série de razões históricas, desde as locais até as mais abrangentes, que levaram São Paulo à atual crise hídrica, cujas consequências ainda não foram quantificadas. Trata-se de mais um fracasso do modelo de gestão privatista, de mãos dadas com um projeto desenvolvimentista que tem gerado mudanças ambientais em todos os grandes biomas do país.

“A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento. Em 2004, tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água”, explicou, em relação ao contexto paulista.

Por outro lado, Marzeni não deixou de fora toda a relação com um modelo já há décadas hegemônico. “No ano passado, em torno somente de soja, carne, milho e café, o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de m³ de água. Significa abastecer São Paulo por quase 100 anos. A umidade atmosférica, mantida através dos chamados ‘rios voadores’, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata, teve influência em SP. E teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado”, resumiu.

A entrevista completa com Marzeni Pereira, realizada nos estúdios da webrádio Central3, pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: Qual o resumo que você faz, num breve histórico, das origens e razões da crise da água no estado de São Paulo?

Marzeni Pereira: Podemos dizer que o histórico da crise de água em São Paulo tem bastante tempo. Em 2003, por exemplo, o sistema Cantareira chegou próximo de zero, com menos de 5% de sua capacidade de armazenamento e todo o sistema de saneamento quase entrou em colapso. Houve um princípio de racionamento, com a Operação Pajé (na qual se bombardeavam nuvens e se pulverizava sua água).

Nesse período, foi elaborado um plano para que o saneamento de São Paulo dependesse menos do Cantareira, ao ser assinada uma outorga com vistas a reduzir a dependência do reservatório – o que mais abastece a capital e a região metropolitana. De lá pra cá, a ideia era reduzir perdas, aumentar o reuso e encontrar novas formas de abastecimento, por outros mananciais. Isso não aconteceu.

Em 2004 e 2005, houve uma recuperação da reservação de água; em 2009, houve um pico, com quase 100% das represas cheias. Em 2009, houve um período de enchentes, como a do Jardim Pantanal (zona leste); e em 2011, teve a enchente de Franco da Rocha, por conta da abertura da represa Paiva Castro. Mas, de toda forma, não houve redução da participação do sistema Cantareira. As perdas caíram, mas não o suficiente para suprir a demanda, que cresceu. Não houve, portanto, contrapartida suficiente na disponibilidade de água. Esse é o principal problema.

Outro ponto é que tivemos, recentemente, em 2013 e 2014, uma estiagem bastante forte, apesar de curta, comparando com outras regiões do Brasil, com 5 ou 10 anos de estiagem. Aqui são menos de dois anos, de modo que não era pra estarmos na atual situação.

Neste ano, também teve outro problema: com eleições e Copa do Mundo, havia a necessidade de o governo manter sua imagem em alta. Por isso, não se tomaram medidas para reduzir o consumo de água a partir de janeiro e fevereiro de 2014.

Correio da Cidadania: Qual o papel da Sabesp, com seu modelo de gestão, nesse processo?

Marzeni Pereira: A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Outra coisa é a dependência das influências diretas do governador e dos acionistas privados.

Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento e redução da sua capacidade de trabalho. Em 2004, a Sabesp tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil, uma redução de cerca de 20% do quadro. Isso influencia, certamente.

Outra coisa é que, a partir do momento em que se reduz o número de trabalhadores diretos, há a necessidade de terceirizar serviços. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água. Porque o serviço é mal feito, o cara faz num dia e no outro dia já vaza de novo... Significa que o serviço tem de ser feito várias vezes, e aí temos mais perdas.

É uma lógica adotada nos últimos 20 anos: a empresa depender de outras empresas privadas. Hoje, as empresas privadas têm muita influência no dia a dia da Sabesp. Portanto, é claro que o modelo de gestão tem tudo a ver com a crise.

Correio da Cidadania: Como dimensiona a crise da água no país como um todo, em si e relativamente a São Paulo? Em que medida a destruição dos biomas do Cerrado e amazônico explicam a grave situação que vivemos?
Marzeni Pereira: A estiagem em São Paulo, com certeza, tem relação com o desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Obviamente, sempre que há desmatamento se reduz a evaporação de água pela evapotranspiração das árvores. O Cerrado brasileiro sofreu muito com a devastação promovida pelo agronegócio.

Para se ter ideia, no ano passado, em torno somente de quatro produtos (soja, carne, milho e café), o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de água. Não produziu, apenas exportou, ‘água virtual’, como se diz. Tal número significa abastecer São Paulo por quase 100 anos, apenas com a quantidade de água gasta por esses quatro produtos.

Outro problema é que houve redução da quantidade de água superficial. À medida que há uma degradação, tanto pela remoção da vegetação como pela irrigação intensiva de larga escala, reduzem-se os afluentes dos grandes rios, como os amazônicos e o São Francisco, que já está sofrendo muito com a redução da água.

A umidade atmosférica, mantida através dos chamados “rios voadores”, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata no Brasil, teve influência em São Paulo.

Mas não é só isso. Teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado de São Paulo. Praticamente toda a vegetação de tal região foi removida, para plantios de cana, eucalipto, laranja etc. A redução dessa vegetação também tem influência. A redução das matas ciliares dos rios que abastecem as represas é outro fator, pois provoca o assoreamento e um secamento mais rápido.

Correio da Cidadania: O que pensa dos primeiros protestos que começam a ser organizados, ou que ocorrem até espontaneamente, em torno à água, a exemplo do que tem ocorrido em cidades como Itu? Acredita que possam crescer a ponto de se tornarem massivos, e até mesmo reproduzirem as chamadas “guerras da água” que ocorreram em vários países?

Marzeni Pereira: Itu é um caso bastante emblemático. Lá, a gestão da água é de uma empresa privada, que vendeu água até acabar. E há o risco de a empresa abandonar a cidade quando a água acabar de vez e começar o prejuízo. Afinal, ela está lá atrás de lucro, não para fazer serviço filantrópico. Esse é o grande risco de o setor privado atuar no saneamento. Temos de combatê-lo.

Quanto aos protestos, são iniciativas interessantes da população. Ela tem de fazer parte da vida política do país, não pode ficar omissa em casa. É importante ter pauta de reivindicações, um programa a ser apresentado no momento. As manifestações ainda estão tímidas, mas acredito que a tendência é de ganharem força.

Mesmo porque a previsão para 2015 é de faltar mais água. Se não chover muito nesse verão, a coisa será pior. Portanto, há tendência de aumento de protestos no ano que vem. Como cidadão, já estou participando, como nos dias 1 e 5. São manifestações importantes e precisam continuar.

Correio da Cidadania: Nesse sentido, como acredita que será o ano de 2015 em São Paulo, especialmente no que toca a vida do cidadão médio? O racionamento, que de fato já ocorre, vai ser intensificado?

Marzeni Pereira: Na realidade, ainda não existe racionamento. O que é racionamento? É a definição de quanto cada pessoa, ou família, pode usar. Seria, por exemplo, definir uma cota de 150 litros por dia. Isso é racionamento. Existe outro modelo, o rodízio, que é quando se joga água de uma região para outra. Num dia, um local fica sem água e outro a recebe. Portanto, há diferença entre um e outro tipo de política.

Inclusive, penso que o racionamento tem de ser adotado, especialmente quando a situação se acirrar. Se não, alguns terão água e outros não, como acontece no rodízio. Quem tem caixa d’água ou um reservatório grande em casa não fica sem água. Quem não tem, fica sem. Imagine uma pessoa que sai de casa às 8 da manhã e volta às 10 da noite. Se não tiver caixa d’água, não toma banho. O rodízio é injusto pra quem não tem condição de comprar caixa d´água grande.

Em relação ao ano que vem, observamos que a recuperação do reservatório do Cantareira, nos últimos 10 anos, tem sido, em média, de 23%. Se, por exemplo, está em 10% em outubro, quando chegar a março deverá estar com 30% ou 40%. E essa marca não tem sido ultrapassada, com exceção de 2004 e 2008.

O problema é que neste ano estamos com 17% negativos. O volume operacional acabou em 15 maio; de lá pra cá, está sendo usado o volume morto. Se o reservatório recuperar 20% do volume, no final do período de chuvas não teremos mais de 5% de volume operacional. Se não tiver chuva em abril, quando normalmente ela é escassa, esses 5% durariam uns 30 dias, o que nos faria voltar a usar o volume morto em maio. Há um risco de usarmos o volume morto do Cantareira bem antes do período em que começamos a usar em 2014.

Correio da Cidadania: Finalmente, o que pensa que poderiam ser soluções tanto a curto, dada a gravidade da situação, como a médio e longo prazos?

Marzeni Pereira: A principal solução é chover. Se chover, tudo se resolve. Torcemos pra isso; de fato, caso contrário, a população vai sofrer. Se não chover, temos de tomar algumas medidas (na verdade, mesmo que chova, teremos que tomá-las).

Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%.

A região metropolitana de São Paulo não tem muito peso da agricultura, mas tem da indústria. Precisa reduzir o consumo residencial e industrial. Precisa também de uma forte redução de perdas. Precisa de uma orientação sem meio termo para a população. Não pode ser como hoje, o governo e a Sabesp têm de falar mais claramente à população de como a situação é grave, além de esclarecer se precisamos fazer rodízio, racionamento ou as duas coisas juntas.

Há a necessidade de definir as atividades humanas básicas que terão suprimento de água garantido, como hospitais, escolas, creches. Quanto à população de baixa renda, com menos condição de comprar caixa d’água, seria necessário o governo distribuir tais caixas, distribuir filtros de hipoclorito, porque muita gente vai usar água de mina se precisar, o que traz risco de contaminação. Em caso de falta de água generalizada e uso de carros-pipa, tem que se saber como aqueles que não têm caixa poderão armazená-la.

Outro ponto é em relação ao emprego. Se de fato se concretizar a previsão, ou seja, se ocorrer falta de água generalizada em 2015, muitas empresas vão fechar, ao menos temporariamente, ou se mudar. Se não tiver política de estabilidade no emprego, pode ser uma catástrofe.

Também se deve incentivar uso de água de chuva e reuso. Pouco se fala em coletar água de chuva. Se a população fizesse isso, e reduzisse ao menos 10% do consumo, teríamos cerca de 5 metros cúbicos por segundo de economia de água. Isso equivale ao novo sistema que a Sabesp constrói agora, o São Lourenço, que custará 2 bilhões de reais.

Finalmente, é necessário estatizar o saneamento – não a Sabesp, mas o próprio saneamento. Não tem sentido um serviço tão importante quanto esse na mão de quem quer lucro. Mas a estatização não pode ficar na mão do governo, com empresários controlando por dentro. É preciso controle dos trabalhadores. Além de uma comissão e investigação populares, que apurem responsabilidades. É preciso coletar e tratar mais esgoto, usando tal água em atividades, principalmente, industriais, pois há uma série de usos possíveis com a água de esgoto.

Recuperar mananciais é outro ponto importante. Se isso não for feito, as consequências futuras podem ser mais graves. O Rodoanel passou pelos mananciais, o que mostra como não se deu importância a eles. Pessoas que moram em áreas de mananciais precisam sair de lá, através de negociações sérias, com plano habitacional. Com casa garantida, claro, ao invés de serem retiradas como lixo.

Há uma série de ações possíveis no médio e curto prazo. Mas têm de ser feitas em diálogos com a população, se não os interesses pelo lucro vão falar mais alto.

Gílson Sampaio/Correio da Cidadania 

Fontes: Correio da Cidadania , Notícia Final

Brasil: crise hídrica de São Paulo passa pelo agronegócio, desperdício e privatização da água

Crise da água em São Paulo está entre as piores da história (Foto: Reprodução)
Para muitos, o racionamento de água em São Paulo já é uma realidade líquida e certa. Resta saber até quando políticos ganharão tempo para escondê-la ou se a população agirá, a ponto de, quem sabe, se repetirem as chamadas ‘guerras da água’, já vistas em locais onde os serviços hídricos e sanitários foram privatizados. De toda forma, o assunto não é passageiro e exige toda uma reflexão a respeito dos atuais modelos de vida e economia.

“Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%”, afirmou Marzeni Pereira, tecnólogo em saneamento da Sabesp, em entrevista ao Correio da Cidadania.

Na conversa, Marzeni elenca uma série de razões históricas, desde as locais até as mais abrangentes, que levaram São Paulo à atual crise hídrica, cujas consequências ainda não foram quantificadas. Trata-se de mais um fracasso do modelo de gestão privatista, de mãos dadas com um projeto desenvolvimentista que tem gerado mudanças ambientais em todos os grandes biomas do país.

“A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento. Em 2004, tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água”, explicou, em relação ao contexto paulista.

Por outro lado, Marzeni não deixou de fora toda a relação com um modelo já há décadas hegemônico. “No ano passado, em torno somente de soja, carne, milho e café, o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de m³ de água. Significa abastecer São Paulo por quase 100 anos. A umidade atmosférica, mantida através dos chamados ‘rios voadores’, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata, teve influência em SP. E teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado”, resumiu.

A entrevista completa com Marzeni Pereira, realizada nos estúdios da webrádio Central3, pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: Qual o resumo que você faz, num breve histórico, das origens e razões da crise da água no estado de São Paulo?

Marzeni Pereira: Podemos dizer que o histórico da crise de água em São Paulo tem bastante tempo. Em 2003, por exemplo, o sistema Cantareira chegou próximo de zero, com menos de 5% de sua capacidade de armazenamento e todo o sistema de saneamento quase entrou em colapso. Houve um princípio de racionamento, com a Operação Pajé (na qual se bombardeavam nuvens e se pulverizava sua água).

Nesse período, foi elaborado um plano para que o saneamento de São Paulo dependesse menos do Cantareira, ao ser assinada uma outorga com vistas a reduzir a dependência do reservatório – o que mais abastece a capital e a região metropolitana. De lá pra cá, a ideia era reduzir perdas, aumentar o reuso e encontrar novas formas de abastecimento, por outros mananciais. Isso não aconteceu.

Em 2004 e 2005, houve uma recuperação da reservação de água; em 2009, houve um pico, com quase 100% das represas cheias. Em 2009, houve um período de enchentes, como a do Jardim Pantanal (zona leste); e em 2011, teve a enchente de Franco da Rocha, por conta da abertura da represa Paiva Castro. Mas, de toda forma, não houve redução da participação do sistema Cantareira. As perdas caíram, mas não o suficiente para suprir a demanda, que cresceu. Não houve, portanto, contrapartida suficiente na disponibilidade de água. Esse é o principal problema.

Outro ponto é que tivemos, recentemente, em 2013 e 2014, uma estiagem bastante forte, apesar de curta, comparando com outras regiões do Brasil, com 5 ou 10 anos de estiagem. Aqui são menos de dois anos, de modo que não era pra estarmos na atual situação.

Neste ano, também teve outro problema: com eleições e Copa do Mundo, havia a necessidade de o governo manter sua imagem em alta. Por isso, não se tomaram medidas para reduzir o consumo de água a partir de janeiro e fevereiro de 2014.

Correio da Cidadania: Qual o papel da Sabesp, com seu modelo de gestão, nesse processo?

Marzeni Pereira: A Sabesp é a empresa mais preparada do Brasil para gerir o sistema de saneamento. Tem o melhor corpo técnico, a melhor estrutura etc. O problema principal é justamente a administração voltada ao mercado e ao lucro. Outra coisa é a dependência das influências diretas do governador e dos acionistas privados.

Além disso, a empresa, sem dúvida, vem sofrendo sucateamento e redução da sua capacidade de trabalho. Em 2004, a Sabesp tinha 18 mil trabalhadores e sua base de atuação era menor. Hoje, a empresa tem menos de 14 mil, uma redução de cerca de 20% do quadro. Isso influencia, certamente.

Outra coisa é que, a partir do momento em que se reduz o número de trabalhadores diretos, há a necessidade de terceirizar serviços. A terceirização é um dos principais problemas, por exemplo, na perda de água. Porque o serviço é mal feito, o cara faz num dia e no outro dia já vaza de novo... Significa que o serviço tem de ser feito várias vezes, e aí temos mais perdas.

É uma lógica adotada nos últimos 20 anos: a empresa depender de outras empresas privadas. Hoje, as empresas privadas têm muita influência no dia a dia da Sabesp. Portanto, é claro que o modelo de gestão tem tudo a ver com a crise.

Correio da Cidadania: Como dimensiona a crise da água no país como um todo, em si e relativamente a São Paulo? Em que medida a destruição dos biomas do Cerrado e amazônico explicam a grave situação que vivemos?
Marzeni Pereira: A estiagem em São Paulo, com certeza, tem relação com o desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Obviamente, sempre que há desmatamento se reduz a evaporação de água pela evapotranspiração das árvores. O Cerrado brasileiro sofreu muito com a devastação promovida pelo agronegócio.

Para se ter ideia, no ano passado, em torno somente de quatro produtos (soja, carne, milho e café), o Brasil exportou cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de água. Não produziu, apenas exportou, ‘água virtual’, como se diz. Tal número significa abastecer São Paulo por quase 100 anos, apenas com a quantidade de água gasta por esses quatro produtos.

Outro problema é que houve redução da quantidade de água superficial. À medida que há uma degradação, tanto pela remoção da vegetação como pela irrigação intensiva de larga escala, reduzem-se os afluentes dos grandes rios, como os amazônicos e o São Francisco, que já está sofrendo muito com a redução da água.

A umidade atmosférica, mantida através dos chamados “rios voadores”, que vêm do Norte do Brasil e precisam da continuidade da vegetação, foi reduzida. A atuação do agronegócio, quem mais desmata no Brasil, teve influência em São Paulo.

Mas não é só isso. Teve também o desmatamento de todo o centro-oeste do estado de São Paulo. Praticamente toda a vegetação de tal região foi removida, para plantios de cana, eucalipto, laranja etc. A redução dessa vegetação também tem influência. A redução das matas ciliares dos rios que abastecem as represas é outro fator, pois provoca o assoreamento e um secamento mais rápido.

Correio da Cidadania: O que pensa dos primeiros protestos que começam a ser organizados, ou que ocorrem até espontaneamente, em torno à água, a exemplo do que tem ocorrido em cidades como Itu? Acredita que possam crescer a ponto de se tornarem massivos, e até mesmo reproduzirem as chamadas “guerras da água” que ocorreram em vários países?

Marzeni Pereira: Itu é um caso bastante emblemático. Lá, a gestão da água é de uma empresa privada, que vendeu água até acabar. E há o risco de a empresa abandonar a cidade quando a água acabar de vez e começar o prejuízo. Afinal, ela está lá atrás de lucro, não para fazer serviço filantrópico. Esse é o grande risco de o setor privado atuar no saneamento. Temos de combatê-lo.

Quanto aos protestos, são iniciativas interessantes da população. Ela tem de fazer parte da vida política do país, não pode ficar omissa em casa. É importante ter pauta de reivindicações, um programa a ser apresentado no momento. As manifestações ainda estão tímidas, mas acredito que a tendência é de ganharem força.

Mesmo porque a previsão para 2015 é de faltar mais água. Se não chover muito nesse verão, a coisa será pior. Portanto, há tendência de aumento de protestos no ano que vem. Como cidadão, já estou participando, como nos dias 1 e 5. São manifestações importantes e precisam continuar.

Correio da Cidadania: Nesse sentido, como acredita que será o ano de 2015 em São Paulo, especialmente no que toca a vida do cidadão médio? O racionamento, que de fato já ocorre, vai ser intensificado?

Marzeni Pereira: Na realidade, ainda não existe racionamento. O que é racionamento? É a definição de quanto cada pessoa, ou família, pode usar. Seria, por exemplo, definir uma cota de 150 litros por dia. Isso é racionamento. Existe outro modelo, o rodízio, que é quando se joga água de uma região para outra. Num dia, um local fica sem água e outro a recebe. Portanto, há diferença entre um e outro tipo de política.

Inclusive, penso que o racionamento tem de ser adotado, especialmente quando a situação se acirrar. Se não, alguns terão água e outros não, como acontece no rodízio. Quem tem caixa d’água ou um reservatório grande em casa não fica sem água. Quem não tem, fica sem. Imagine uma pessoa que sai de casa às 8 da manhã e volta às 10 da noite. Se não tiver caixa d’água, não toma banho. O rodízio é injusto pra quem não tem condição de comprar caixa d´água grande.

Em relação ao ano que vem, observamos que a recuperação do reservatório do Cantareira, nos últimos 10 anos, tem sido, em média, de 23%. Se, por exemplo, está em 10% em outubro, quando chegar a março deverá estar com 30% ou 40%. E essa marca não tem sido ultrapassada, com exceção de 2004 e 2008.

O problema é que neste ano estamos com 17% negativos. O volume operacional acabou em 15 maio; de lá pra cá, está sendo usado o volume morto. Se o reservatório recuperar 20% do volume, no final do período de chuvas não teremos mais de 5% de volume operacional. Se não tiver chuva em abril, quando normalmente ela é escassa, esses 5% durariam uns 30 dias, o que nos faria voltar a usar o volume morto em maio. Há um risco de usarmos o volume morto do Cantareira bem antes do período em que começamos a usar em 2014.

Correio da Cidadania: Finalmente, o que pensa que poderiam ser soluções tanto a curto, dada a gravidade da situação, como a médio e longo prazos?

Marzeni Pereira: A principal solução é chover. Se chover, tudo se resolve. Torcemos pra isso; de fato, caso contrário, a população vai sofrer. Se não chover, temos de tomar algumas medidas (na verdade, mesmo que chova, teremos que tomá-las).

Em primeiro lugar, é preciso reeducar a população a reduzir o consumo. As empresas também, pois quando se fala em redução de consumo parece que só a população consome. Mas, no Brasil, 70% da água é consumida pela agricultura, 22%, pela indústria e 8%, pelas residências. E quando se fala em redução de consumo, só se fala dos 8%, mas não dos 92%.

A região metropolitana de São Paulo não tem muito peso da agricultura, mas tem da indústria. Precisa reduzir o consumo residencial e industrial. Precisa também de uma forte redução de perdas. Precisa de uma orientação sem meio termo para a população. Não pode ser como hoje, o governo e a Sabesp têm de falar mais claramente à população de como a situação é grave, além de esclarecer se precisamos fazer rodízio, racionamento ou as duas coisas juntas.

Há a necessidade de definir as atividades humanas básicas que terão suprimento de água garantido, como hospitais, escolas, creches. Quanto à população de baixa renda, com menos condição de comprar caixa d’água, seria necessário o governo distribuir tais caixas, distribuir filtros de hipoclorito, porque muita gente vai usar água de mina se precisar, o que traz risco de contaminação. Em caso de falta de água generalizada e uso de carros-pipa, tem que se saber como aqueles que não têm caixa poderão armazená-la.

Outro ponto é em relação ao emprego. Se de fato se concretizar a previsão, ou seja, se ocorrer falta de água generalizada em 2015, muitas empresas vão fechar, ao menos temporariamente, ou se mudar. Se não tiver política de estabilidade no emprego, pode ser uma catástrofe.

Também se deve incentivar uso de água de chuva e reuso. Pouco se fala em coletar água de chuva. Se a população fizesse isso, e reduzisse ao menos 10% do consumo, teríamos cerca de 5 metros cúbicos por segundo de economia de água. Isso equivale ao novo sistema que a Sabesp constrói agora, o São Lourenço, que custará 2 bilhões de reais.

Finalmente, é necessário estatizar o saneamento – não a Sabesp, mas o próprio saneamento. Não tem sentido um serviço tão importante quanto esse na mão de quem quer lucro. Mas a estatização não pode ficar na mão do governo, com empresários controlando por dentro. É preciso controle dos trabalhadores. Além de uma comissão e investigação populares, que apurem responsabilidades. É preciso coletar e tratar mais esgoto, usando tal água em atividades, principalmente, industriais, pois há uma série de usos possíveis com a água de esgoto.

Recuperar mananciais é outro ponto importante. Se isso não for feito, as consequências futuras podem ser mais graves. O Rodoanel passou pelos mananciais, o que mostra como não se deu importância a eles. Pessoas que moram em áreas de mananciais precisam sair de lá, através de negociações sérias, com plano habitacional. Com casa garantida, claro, ao invés de serem retiradas como lixo.

Há uma série de ações possíveis no médio e curto prazo. Mas têm de ser feitas em diálogos com a população, se não os interesses pelo lucro vão falar mais alto.

Gílson Sampaio/Correio da Cidadania 

Fontes: Correio da Cidadania , Notícia Final

Posted at: By Luis R. Miranda

Imagem: www.businessinsider.com
Embora alguns mosquitos podem transmitir alguns vírus, nem todos os vírus que circulam no sangue podem ser transmitidos pela picada do mosquito..

Aqueles víruses que podem ser transmitidos são um tipo específico de vírus chamados de arbovírus. Entre eles estão a febre amarela e o dengue.

Mas outros, como a AIDS ou hepatite C, que também circulam no sangue, mas não são arbovírus, não podem ser transmitidos por picadas de mosquito.

Que garantias temos de que o vírus Ebola não pode agir como um arbovírus?

“Para que um vírus seja transmitido por mosquitos, ele precisa se adaptar ao corpo do mosquito e ser capaz de se multiplicar em suas glândulas salivares. Não há nada que sugira que o vírus Ebola pode fazer isso“, explica Albert Bosch, um microbiologista da Universidade de Barcelona e presidente da Sociedade Espanhola de Virologia.

Além disso, na atual epidemia de Ebola, o contágio ocorre pelo contato direto com pessoas doentes.

Nos casos em que os pacientes com Ebola são isoladas, eles não podem infectar outras pessoas.

Como medidas de isolamento aplicadas na África não incluem o uso de mosquiteiros, isso confirma que o vírus Ebola é um arbovírus.

Há boas razões para evitar os mosquitos, mas o medo de contrair o Ebola não é um deles; pelo menos por agora.

A certeza de que o vírus Ebola não pode adquirir a capacidade de se reproduzir e viver nas glândulas salivares do mosquito poderia mudar se novos testes demonstram o contrário. Por enquanto, ninguém está cuidadosamente estudando se Ebola pode ser capaz de se adaptar a uma glândula salivar salivar para se reproduzir e sobreviver.

A partir de agora, os cientistas [grifo nosso] têm assegurado as pessoas que Ebola só pode ser transmitido através do contato direto, isto é, quando o sangue ou fluidos, como a saliva, muco, vômito, fezes, suor, lágrimas, leite materno, ou a urina de uma pessoa infectada, ter contato com os olhos, o nariz ou entrar na boca de uma pessoa ou uma ferida ou abrasão aberta.

Uma maneira em que Ebola não é transmitido é quando o suor de uma pessoa toca a pele de outra pessoa, a não ser como assinalei antes, que exista uma ferida aberta. Suor, saliva, leite materno ou qualquer outro fluido não pode transmitir Ebola apenas tocando uma pele saudável.

Como relatado anteriormente, é possível que um paciente infectado espalhe Ebola ao tossir ou espirrar, razão pela qual os profissionais de saúde usam equipamentos de proteção.

Os fluidos corporais tais como a saliva ou mucosa de uma pessoa infectada seriam melhores transmissores contanto que eles entram em de uma pessoa saudável pelos olhos, nariz, boca ou uma ferida.

De acordo com a sub-Secretária de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Dr. Nicole Lurie, Ebola pode ser capaz de sobreviver no que ela chamou “superfícies inertes”, o que confirma que os fluidos do corpo, tais como suor, podem ser potenciais vetores de transmissão.

Em um estudo recente cujos detalhes foram publicados no Mail Online, o Laboratório de Defesa e Ciência e Tecnologia do Reino Unido descobriu que a cepa circulante de Ebola no Zaire pode sobreviver por até 50 dias, mas apenas sob certas condições.

De acordo com o relatório do Mail Online, o estudo de 2010 descobriu que um “filovirus” pode sobreviver em líquidos, em substratos sólidos e em aerossol dinâmico. No entanto, os resultados do estudo são verdadeiras para apenas dois tipos de filoviruses nas situações descritas acima. Os vírus testados foram o Marburgvirus Lago Victoria (Marv) e Zaire ebolavirus (Zebov).
Cada um foi colocado em amostras de tecidos da cobaia e testados quanto à sua capacidade de sobreviver em diferentes líquidos e sobre diferentes superfícies a diferentes temperaturas, durante um período de 50 dias. Quando armazenado a (39 ° F), no dia 26, três vírus das amostras foram extraídas com sucesso; Zebov ainda foi encontrado na amostra de vidro, e o Marv foi encontrado em vidro e plástico. Por volta do dia 50, a única amostra a partir do qual o vírus possa ser recuperada foi a Zebov na superficie de vidro.
Os cientistas têm agora um parâmetro para medir a capacidade destas duas linhagens ‘para permanecer vivas nessas condições muito específicas e se eles podem evoluir para se tornar mais resistentes a condições externas.

Fonte: Real Agenda

Podem os mosquitos transmitir Ebola?

Posted at: By Luis R. Miranda

Imagem: www.businessinsider.com
Embora alguns mosquitos podem transmitir alguns vírus, nem todos os vírus que circulam no sangue podem ser transmitidos pela picada do mosquito..

Aqueles víruses que podem ser transmitidos são um tipo específico de vírus chamados de arbovírus. Entre eles estão a febre amarela e o dengue.

Mas outros, como a AIDS ou hepatite C, que também circulam no sangue, mas não são arbovírus, não podem ser transmitidos por picadas de mosquito.

Que garantias temos de que o vírus Ebola não pode agir como um arbovírus?

“Para que um vírus seja transmitido por mosquitos, ele precisa se adaptar ao corpo do mosquito e ser capaz de se multiplicar em suas glândulas salivares. Não há nada que sugira que o vírus Ebola pode fazer isso“, explica Albert Bosch, um microbiologista da Universidade de Barcelona e presidente da Sociedade Espanhola de Virologia.

Além disso, na atual epidemia de Ebola, o contágio ocorre pelo contato direto com pessoas doentes.

Nos casos em que os pacientes com Ebola são isoladas, eles não podem infectar outras pessoas.

Como medidas de isolamento aplicadas na África não incluem o uso de mosquiteiros, isso confirma que o vírus Ebola é um arbovírus.

Há boas razões para evitar os mosquitos, mas o medo de contrair o Ebola não é um deles; pelo menos por agora.

A certeza de que o vírus Ebola não pode adquirir a capacidade de se reproduzir e viver nas glândulas salivares do mosquito poderia mudar se novos testes demonstram o contrário. Por enquanto, ninguém está cuidadosamente estudando se Ebola pode ser capaz de se adaptar a uma glândula salivar salivar para se reproduzir e sobreviver.

A partir de agora, os cientistas [grifo nosso] têm assegurado as pessoas que Ebola só pode ser transmitido através do contato direto, isto é, quando o sangue ou fluidos, como a saliva, muco, vômito, fezes, suor, lágrimas, leite materno, ou a urina de uma pessoa infectada, ter contato com os olhos, o nariz ou entrar na boca de uma pessoa ou uma ferida ou abrasão aberta.

Uma maneira em que Ebola não é transmitido é quando o suor de uma pessoa toca a pele de outra pessoa, a não ser como assinalei antes, que exista uma ferida aberta. Suor, saliva, leite materno ou qualquer outro fluido não pode transmitir Ebola apenas tocando uma pele saudável.

Como relatado anteriormente, é possível que um paciente infectado espalhe Ebola ao tossir ou espirrar, razão pela qual os profissionais de saúde usam equipamentos de proteção.

Os fluidos corporais tais como a saliva ou mucosa de uma pessoa infectada seriam melhores transmissores contanto que eles entram em de uma pessoa saudável pelos olhos, nariz, boca ou uma ferida.

De acordo com a sub-Secretária de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Dr. Nicole Lurie, Ebola pode ser capaz de sobreviver no que ela chamou “superfícies inertes”, o que confirma que os fluidos do corpo, tais como suor, podem ser potenciais vetores de transmissão.

Em um estudo recente cujos detalhes foram publicados no Mail Online, o Laboratório de Defesa e Ciência e Tecnologia do Reino Unido descobriu que a cepa circulante de Ebola no Zaire pode sobreviver por até 50 dias, mas apenas sob certas condições.

De acordo com o relatório do Mail Online, o estudo de 2010 descobriu que um “filovirus” pode sobreviver em líquidos, em substratos sólidos e em aerossol dinâmico. No entanto, os resultados do estudo são verdadeiras para apenas dois tipos de filoviruses nas situações descritas acima. Os vírus testados foram o Marburgvirus Lago Victoria (Marv) e Zaire ebolavirus (Zebov).
Cada um foi colocado em amostras de tecidos da cobaia e testados quanto à sua capacidade de sobreviver em diferentes líquidos e sobre diferentes superfícies a diferentes temperaturas, durante um período de 50 dias. Quando armazenado a (39 ° F), no dia 26, três vírus das amostras foram extraídas com sucesso; Zebov ainda foi encontrado na amostra de vidro, e o Marv foi encontrado em vidro e plástico. Por volta do dia 50, a única amostra a partir do qual o vírus possa ser recuperada foi a Zebov na superficie de vidro.
Os cientistas têm agora um parâmetro para medir a capacidade destas duas linhagens ‘para permanecer vivas nessas condições muito específicas e se eles podem evoluir para se tornar mais resistentes a condições externas.

Fonte: Real Agenda

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